Investigações indicam que Paulo José dos Santos Pereira, conhecido como Paulo TG, era aliado de facção paulista, atuava de forma violenta e determinava que comparsas matassem rivais.
Por g1 BA.
Um homem apontado como o maior chefe de facção com atuação em Jequié, cidade que fica no sudoeste da Bahia, tem a segunda maior taxa de homicídios do estado e vive onda de violência no início deste ano, foi preso na manhã desta terça-feira (21), em Extrema, município do sul de Minas Gerais.
O suspeito foi identificado como Paulo José dos Santos Pereira, conhecido como Paulo TG. As investigações indicam que o suspeito era aliado de uma facção paulista, atuava de forma violenta e determinava que comparsas invadissem outros territórios e matassem rivais.
Em Minas Gerais, ele se intitulava empresário, dono de padaria e investidor.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), com o suspeito foram apreendidos diversos celulares, um veículo e anotações do comércio de drogas nas cidades de Jequié, Itiruçu, Boa Nova, Manoel Vitorino e Iaçu .
Nas cadernetas de Paulo TG os policiais encontraram informações dos repasses e venda de entorpecentes.
O suspeito foi encontrado por equipes da FICCO Bahia, 19° BPM (BA), DPF (MG) e 59° BPM (MG).
Reforço da segurança em Jequié
No início de janeiro, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia reforçou o policiamento na cidade de Jequié após o município registrar oito mortes violentas no primeiro fim de semana do ano.
Segundo o órgão de segurança pública, o objetivo era ampliar o combate às facções envolvidas com tráficos de drogas e armas, homicídios, roubos e corrupção de menores.
No dia 5 de janeiro, um casal foi morto a tiros no residencial Mandacaru 2. Segundo a Polícia Militar (PM), equipes foram acionadas com informações de que homens com roupas camufladas transitavam pelo local, assustando moradores.
Ao chegarem, os agentes encontraram os dois corpos em frente a uma casa, sem roupas, com perfurações de armas de fogo e marcas de tortura. As vítimas, que não tiveram as idades reveladas, foram identificadas como Maria Clara Silva e Abraão Almeida. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) esteve no local para realizar perícia e remover os corpos para necropsia.
Intervenção no Conjunto Penal
Em ação concomitante às medidas adotadas pela SSP, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap-BA) fez uma intervenção nos pavilhões do Conjunto Penal de Jequié no dia 6 de janeiro. De acordo com a pasta, o objetivo era "eliminar a possibilidade de comunicação entre os internos e suspeitos do lado externo da unidade prisional, consequentemente neutralizando a relação dos custodiados com a criminalidade na região".
Por meio de nota, a Seap ressaltou que as revistas em cada cela ocorreram sem desrespeitar a dignidade humana e os direitos prescritos na Lei de Execuções Penais. As ações foram coordenadas pela Superintendência de Gestão Prisional (SGP) através da Diretoria de Segurança Prisional (DSP).