Nos últimos meses, Licínio de Almeida tem registrado um aumento significativo no número de golpes envolvendo transferências via Pix. Criminosos estão utilizando estratégias sofisticadas para enganar moradores, especialmente mulheres e idosos, e a principal porta de entrada dessas fraudes são as redes sociais.
Segundo relatos, os golpistas analisam com atenção o perfil das vítimas em plataformas como Instagram e Facebook, observando postagens que revelam detalhes da rotina, hábitos de consumo e relações familiares. Essas informações são utilizadas para tornar a abordagem mais convincente.
Um padrão comum identificado é a ligação direta para a vítima, muitas vezes acompanhada de ameaças ou situações de urgência forjadas para forçar a transferência imediata de valores. Em diversos casos, os golpistas também se passam por conhecidos ou até mesmo por vendedores ambulantes que circulam pela cidade.
Como os criminosos agem?
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Estudam a vida da vítima através de postagens nas redes sociais;
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Identificam fragilidades, como solidão ou falta de experiência com tecnologia;
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Realizam ligações com discursos persuasivos ou ameaçadores;
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Em alguns casos, batem à porta se passando por vendedores para obter informações adicionais.
Orientações para evitar cair no golpe
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Não forneça detalhes pessoais ou de sua rotina nas redes sociais;
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Ao receber vendedores desconhecidos, limite a conversa ao essencial, compre apenas se necessário e não permita a entrada em sua residência;
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Não compartilhe informações sobre sua família ou situação financeira;
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Caso receba uma ligação com ameaças, desligue imediatamente, bloqueie o número e não retorne a chamada;
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Registre um boletim de ocorrência junto à Polícia sempre que houver tentativa ou consumação do golpe.
A Polícia reforça que a prevenção começa pela conscientização. Quanto menos informações pessoais forem expostas, menores serão as chances de se tornar alvo desses criminosos.