
Polícia vai periciar helicóptero que transportava cocaína; vídeo mostra queda da aeronave
Piloto fugiu para matagal e não foi localizado pelas equipes de Ibiúna. Polícia Federal de Sorocaba investiga o caso.
Por G1 Sorocaba e Jundiaí.
A Polícia Federal de Sorocaba (SP) realiza nesta terça-feira (21) uma perícia no helicóptero que caiu com 300 quilos de pasta base de cocaína na área rural de Ibiúna (SP), na segunda-feira (20).
O piloto teria recusado a ajuda de moradores e se escondido na mata para não ser preso. Ele ainda não foi encontrado, segundo a corporação.
Um vídeo gravado por testemunhas mostra o momento em que a aeronave começa a cair. Nas imagens é possível ver que ele desce em alta velocidade para dentro de uma área de mata (veja acima).
De acordo com o comandante Marcelo Godinho, a base da Guarda Civil Municipal foi informada por um morador sobre a queda e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado pela equipe.
O helicóptero de prefixo PR- GKK caiu na altura do quilômetro 11 da Estrada do Verava, uma área rural. Dentro dele, a equipe encontrou pacotes de drogas que estavam sendo transportados. Segundo a Polícia Militar, foram apreendidos 230 tabletes de substância.
A Polícia Federal de Sorocaba informou que o caso será investigado. Em consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro, a aeronave consta como privada para serviço aéreo privado, com operação negada para táxi aéreo e em situação técnica regular./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/9/b/yoodRGSE6aRKkLWamm8w/whatsapp-image-2020-07-20-at-18.50.09-1-.jpeg)
GCM de Ibiúna encontra 300 kg de pasta base de cocaína em helicóptero que caiu em região de mata — Foto: GCM/Divulgação
Polícia Militar apreende quase 2 toneladas de maconha em Contagem, na Grande BH
Segundo a polícia, a droga veio do Paraguai e tinha como destino o estado de Minas Gerais.
Por Bom Dia Minas — Belo Horizonte.
Aproximadamente duas toneladas de maconha foram apreendidas pela Polícia Militar (PM), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na noite desta segunda-feira (20).
A PM chegou até os alvos graças a uma denúncia anônima, que passou o endereço onde a dupla estava escondendo a maconha.
A carreta com a droga estava em um lote que serve como estacionamento para os fiéis da Igreja Pentecostal Porta da Salvação. O pastor disse à polícia que emprestou o local, mas não sabia que no veículo havia drogas.
De acordo com a polícia, os militares chegaram na hora certa para fazer o flagrante.
"No momento da abordagem eles estavam tirando da carreta e armazenando próximo a um matagal. Presumimos que eles iriam fracionar essa droga em veículos menores para fazer a distribuição e ter mais agilidade, devido ao tamanho da carreta ela é menos ágil para ser estacionada ou entrar em determinados imóveis", explica o tenente Wanderlei Assunção.
O motorista foi preso escondido dentro do veículo. O outro suspeito conseguiu fugir pela mata, mais foi detido após um cerco no local. Os suspeitos tentaram camuflar a droga na carreta, para não serem pegos em fiscalizações de trânsito.
"A carga principal provavelmente era uma carga de cereal, algum tipo de grão. E debaixo desse assoalho da carreta, abaixo desse assoalho eles acondicionaram essa droga e espalharam café para dificultar no caso, o faro de algum cachorro de busca de faro da polícia ou de qualquer outro órgão policial aí".
Segundo a PM, a maconha veio do Paraguai e passou pelo estado do Paraná, com destino final em Minas Gerais.
Pela quantidade de droga, a PM acredita que a mercadoria seria distribuída em vários pontos da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Por se tratar de um caso de tráfico internacional, os presos e todo o material apreendido, foram encaminhados para a Polícia Federal, que vai dar andamento às investigações.
"Nós sabemos que essa quadrilha é formada por vários integrantes. É uma quadrilha com organização criminosa mesmo. Então são vários os integrantes e cada um com sua função. Hoje foram pegos dois, mas vai caber a polícia investigativa fazer maiores levantamentos e conseguir maiores resultados também a partir dessa ocorrência nossa", finaliza o tenente.
Polícia apreende celulares e armas em presídio após Devinho Novaes gravar vídeo para presos
Após o cantor Devinho Novaes mandar saudações a presidiários, policiais penais fizeram uma operação e apreenderam celulares e chuços no Complexo Penitenciário Doutor Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão, Grande Aracaju, nesta sexta-feira (17).
Segundo o vice-diretor da unidade prisional, D´Klin Cardoso Moreira, a Operação Fluxo dos Fluxos’, só aconteceu depois que o artista gravou um vídeo mandando saudações para os internos de um dos pavilhões do Copemcan.
“O artista fez essa saudação e deu-se a entender, para a direção e para o Desipe [Departamento do Sistema Penitenciário], que haveria uma comunicação entre o artista e internos da unidade”, explicou o vice-diretor”, explicou o vice-diretor.
A ação resultou na apreensão de aparelhos celulares, chuços (arma feita com um pedaço de pau e ferro) e uma quantidade de maconha. D’Klin informou também que as medidas administrativas cabíveis ao caso estão sendo adotadas. A operação foi realizada com o apoio do Grupo de Operações Penitenciárias (Gope) e do Grupo Técnico Especializado (GTE).

Foto: Divulgação / Sejuc
Homem é preso suspeito de estuprar mulher dentro de veículo no sudoeste da Bahia
Prisão aconteceu nesta sexta-feira (10), em Vitória da Conquista. Vítima disse à polícia que foi abandonada no Anel Viário da cidade.
Por G1 BA.
Um homem foi preso em flagrante nesta sexta-feira (10) suspeito de estuprar uma mulher em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. De acordo com a Polícia Civil, a vítima disse que foi drogada e, depois de ser abusada dentro de um veículo, foi abandonada no Anel Viário da cidade.
O crime aconteceu na madrugada de quinta-feira (10). A Polícia Civil informou que o suspeito foi encontrado em um apartamento do Mirante da Conquista, com duas pequenas porções de maconha. Não há informações sobre como o fato ocorreu e se o homem conhecia a vítima.
O carro do suspeito foi apreendido e ele foi preso pelo crime de estupro de vulnerável. Não há detalhes sobre o estado de saúde da vítima. O caso é investigado pela 10° Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) em apoio a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam).
Fundador da Ricardo Eletro é preso em SP em operação contra sonegação fiscal em MG
De acordo com as investigações, aproximadamente R$ 400 milhões foram sonegados. G1 entrou em contato com Ricardo Nunes, mas não havia obtido retorno até a última atualização desta reportagem. Filha do empresário também foi presa.
Por Fernando Zuba, TV Globo — Belo Horizonte.
Ricardo Nunes, fundador e ex-principal acionista da rede varejista Ricardo Eletro, foi preso no estado de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (8), em operação de combate à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em Minas Gerais. A força-tarefa é composta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Receita Estadual e pela Polícia Civil.
A filha de Ricardo, Laura Nunes, também foi presa, na Grande BH. Há ainda um mandado de prisão em aberto para diretor superintendente da Ricardo Eletro, Pedro Daniel Magalhães, em Santo André (SP). Até as 8h, ele estava foragido. Um mandado de busca e apreensão foi expedido para Rodrigo Nunes, irmão de Ricardo.
(CORREÇÃO: O G1 errou ao informar, nesta reportagem, que Rodrigo Nunes, irmão de Ricardo Nunes, havia sido preso, segundo informações da força-tarefa responsável pela operação. A Polícia Civil depois informou que ele foi alvo de buscas. A reportagem foi corrigida às 8h.)
A operação recebeu o nome de "Direto com o Dono". De acordo com as investigações, aproximadamente R$ 400 milhões em impostos foram sonegados ao longo de mais de cinco anos.
“O investigado se apropriou indevidamente do tributo. Em contrapartida, seu patrimônio só crescendo”, disse o delegado Vitor Abdala.
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Ricardo Nunes, em foto publicada no instagram @ricardonuneseletro, no dia 22 de junho — Foto: Reprodução/Redes sociais
Além dos três mandados de prisão, a operação cumpre também 14 mandados de busca e apreensão. Em Minas Gerais, os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Belo Horizonte, Contagem e Nova Lima. Em São Paulo, há alvos na capital e em Santo André.
Ainda segundo Abdala, documentos, computadores e celulares foram apreendidos. O superintendente regional da Secretaria de Fazenda em Contagem, Antonio de Castro Vaz, disse que a empresa vinha omitindo recolhimento de ICMS há quase uma década.
O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Ricardo Eletro e com o empresário Ricardo Nunes, mas, até a última atualização desta reportagem, não havia obtido retorno.
A fraude
De acordo com o MPMG, a rede de varejo cobrava dos consumidores, embutido no preço dos produtos, o valor correspondente aos impostos, mas não fazia o repasse. O órgão informou ainda que a empresa se encontra em situação de recuperação extrajudicial, sem condições de arcar com dívidas.
Os bens imóveis de Ricardo Nunes não estão registrados no nome dele, mas de suas filhas, mãe e de um irmão. Ainda segundo a força-tarefa, o crescimento do patrimônio individual do principal sócio ocorreu na mesma época em que os crimes tributários eram praticados, caracterizando lavagem de dinheiro.
Além dos mandados de prisão, a Justiça determinou o sequestro de bens imóveis de Ricardo, avaliados em cerca de R$ 60 milhões, para ressarcir danos causados ao estado de Minas Gerais.

MP, Receita Estadual e Polícia Civil fazem operação de combate à sonegação fiscal em BH
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Viaturas da Polícia Civil e da Receita Estadual em operação no bairro Belvedere, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte — Foto: Reprodução/TV Globo
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Policiais civis tentam abrir portão de mansão à força — Foto: Reprodução/TV Globo
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Mansão no bairro Belvedere é um dos alvos — Foto: Reprodução/TV Globo
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Operação 'Direto com o Dono' — Foto: Receita Estadual/Divulgação
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Operação 'Direto com o Dono' — Foto: Receita Estadual/Divulgação
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Operação 'Direto com o Dono' — Foto: Receita Estadual/Divulgação
Wassef diz que guarda "a sete chaves" provas "que ninguém imagina" de sua relação com Bolsonaro
Interlocutores do advogado Frederick Wassef, ex-defensor de Flávio Bolsonaro e - segundo ele - ainda representante do presidente Jair Bolsonaro, afirmam que ele pretende conceder em breve uma entrevista à TV sobre a morte do miliciano Adriano da Nóbrega.
De acordo com informações do colunista de O Globo, Lauro Jardim, em conversa com pessoas próximas Wassef teria dito que vai "explodir todo mundo em rede nacional ao vivo", e que políticos poderosos do Rio de Janeiro mandaram assassinar o ex-policial.
O defensor diz ter provas disso, e que essas mesmas pessoas iriam executar o também ex-policial militar, e ex-assessor parlamentar, Fabrício Queiroz. Nestas conversas, de acordo com publicação, Wassef disse que falou com Bolsonaro no dia da prisão de Queiroz.
Também segundo Jardim, Wassef faz questão de elogiar o presidente e de mostrar que a proximidade entre ambos segue inabalada. Ele diz guardar provas dessa relação.
"Não dá pra negar uma história que está registrada com tantas fotos e filmes. Fora aqueles que eu tenho comigo e que ninguém nem sonha e nem imagina. Está tudo guardado a sete chaves e mesmo se a bandidagem do Rio quiser fazer busca e apreensão não vai encontrar nada", teria dito.
Licínio de Almeida : CIPE Sudoeste e Guarda Municipal Recupera Motos e Objetos Furtas.
Polícia Militar prende homem que estava se masturbando na principal avenida de Caculé
Planalto adia posse de novo ministro da Educação
Mulher de Queiroz avalia fazer delação premiada antes de se entregar
Polícia Rodoviária Federal recupera, na Bahia, carro roubado há mais de 25 anos
Homem de 37 anos que dirigia o veículo foi preso por suspeita de receptação. Caso ocorreu em Rafael Jambeiro, a cerca de 210 km de Salvador.
Por G1 BA.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recuperou na sexta-feira (26), em Rafael Jambeiro, a 210 km de Salvador, um carro que havia sido roubado em 1995. De acordo com a PRF, o homem de 37 anos que dirigia o veículo foi preso por suspeita de receptação.
Segundo o órgão, uma equipe da Operação Tamoio II, de combate à criminalidade, abordou o Fiat Uno com placa de Sorocaba (SP) no km 483 da BR-116. Durante a fiscalização, os agentes viram sinais de adulteração em elementos de identificação do carro e constataram que as placas eram clonadas.
Em consulta no sistema de dados, a PRF verificou que se tratava de um veículo modelo 1992 que tinha sido roubado em março de 1995, em Araraquara (SP).
O motorista, preso em flagrante, foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Feira de Santana. Ele vai responder por receptação.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, 522 veículos roubados ou adulterados foram recuperados pelo órgão neste ano.
Fabrício Queiroz negocia delação premiada, segundo jornal
A defesa do policial militar aposentado Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) na época em que ele era deputados estadual no Rio de Janeiro, está negociando um acordo de delação premiada com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). As informações são da CNN Brasil.
Yanomami temem ciclo de violência após jovens indígenas serem mortos por garimpeiros em RR
Indígenas comparam a atual tensão com o Massacre de Haximu, que ocorreu em 1993, quando garimpeiros promoveram uma chacina contra os Yanomami e 16 índios foram assassinados. O caso foi o primeiro genocídio reconhecido pela Justiça do Brasil.
Por Fabrício Araújo, G1 RR — Boa Vista/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/m/b/kBAhDIRACptrbsF9Ff2w/terra-yanomami-1-.jpeg)
Região onde ocorreu conflito fica no meio da floresta, em área de difícil acesso, em Roraima — Foto: Júnior Hekuari Yanomami/Condisi-Y/Divulgação
Um ciclo de violência pode iniciar em Terra Yanomami após dois jovens indígenas serem executados por garimpeiros invasores da região, é o que teme a Associação Hutukara Yanomami em carta divulgada nesta sexta-feira (26).
De acordo com a associação, um grupo de indígenas encontrou garimpeiros próximo da comunidade Xaruna, em Alto Alegre, e pediu por comida. Os índios não ficaram satisfeitos com a quantidade que receberam, o que resultou em um confronto.
O conflito ocorreu no último dia 12 e resultou na morte dos jovens Original Yanomami, 24, e Marcos Arokona, de 20.
"Tememos que os familiares dos Yanomami assassinados decidam retaliar contra os garimpeiros seguindo o sistema de Justiça da cultura Yanomami, podendo levar a um ciclo de violência que resultará numa tragédia", diz trecho da carta.
A Hutukura diz que tensão pode chegar a um conflito similar ao Massacre de Haximu, que ocorreu no ano de 1993 em Roraima. Garimpeiros promoveram uma chacina contra os Yanomami, matando 16 índios. Este foi o primeiro caso reconhecido como genocídio pela Justiça do Brasil.
"Num primeiro momento, os garimpeiros chegam em menor número ao território de uma comunidade e buscam relações amistosas com os Yanomami, oferecendo comida e bens da cidade", descreve a carta.
Estima-se que 20 mil garimpeiros estejam infiltrados na Terra Yanomami, que é o maior território indígena do país dividido entre Roraima e o Amazonas. Segundo o Instituto Socioambiental, há 26.780 indígenas vivendo na região.
"À medida que aumenta o número de garimpeiros e o assentamento se torna permanente, os garimpeiros ficam à vontade no território e passam a encarar os Yanomami como um incômodo. Os pedidos dos Yanomami por bens da cidade são ignorados e as relações passam a ficar conflituosas", pontua a Associação hutukara Yanomami.
A carta dos indígenas pede que o assassinato dos Yanomami por garimpeiros seja investigada com rigor e pedem ainda que o governo federal passe a agir para retirar os invasores "que exploram a Terra Yanomami ilegalmente assediando e agredindo as comunidades indígenas que ali vivem".
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Lideranças dos povos yanomami e ye'kwana se reúnem em encontro que debateu a presença de garimpeiros no território, em 2019 — Foto: VICTOR MORIYAMA / ISA
O assassinato dos jovens indígenas
O presidente do Condisi-Y, Júnior Hekuari Yanomami, contou ao G1 que após o encontro com os garimpeiros, um indígena foi atingido com tiro e o grupo de Yanomamis fugiu assustado para o meio da floresta. Os disparos continuaram e o outro índio foi baleado.
Os indígenas relataram que a perseguição ocorreu durante a tarde e durou cerca de uma hora. Eles estavam armados com flechas, mas não conseguiram atingir os garimpeiros.
O Condisi-Y foi informado do conflito na terça (23), após contato via radiofonia. O Conselho, acompanhado de equipes da Fundação Nacional do Índio e da Polícia Federal, foram à região na quarta para apurar o caso e retornaram nesta sexta.
Os corpos de Original Yanomami e de Marcos Arokona ainda estão no meio da floresta, onde permanecerão seguindo as tradições de funeral do povo Yanomami.
"A comunidade onde eles viviam está assustada. Ele estão de luto, acampados no meio da floresta", disse Júnior Yanomami.
Além dos conflitos, autoridades locais temem que garimpeiros levem o coronavírus para a região. O procurador de Justiça de Roraima, Edson Damas, que recebeu denúncias sobre a continuidade de invasão dos garimpeiros no território e afirmou que a situação pode resultar em novo ciclo de genocídio dos povos que vivem na Terra Yanomami.
Weintraub agradece ajuda para chegar aos EUA
Oex-ministro da Educação Abraham Weintraub utilizou seu perfil no Twitter, nesta segunda-feira (22), para agradecer às pessoas que o “ajudaram a chegar em segurança aos EUA”. Ele saiu do Brasil na sexta-feira (19), ainda com as prerrogativas de ministro de Estado, já que o Governo Bolsonaro só o exonerou no dia seguinte em edição extra do Diário Oficial da União.
“Agradeço a todos que me ajudaram a chegar em segurança aos EUA, seja aos que agiram diretamente (foram dezenas de pessoas) ou aos que oram por mim. Aproveito para dizer que estou bem. Quanto à culinária internacional, ontem fiquei tentado a comer uns tacos, acabou sendo KFC”, escreveu Weintraub.
O ex-ministro, um dos mais criticados por opositores do governo e especialistas, foi indicado pelo Palácio do Planalto para ocupar uma vaga na Direção do Banco Mundial. O nome dele ainda precisa ser aprovado por outros oito países.
Weintraub está sendo investigado por racismo e por ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro diz em rede social que Queiroz estava em sítio de advogado da família.
Bolsonaro vê prisão 'espetaculosa' e diz que Queiroz não estava foragido: 'Que a Justiça siga seu caminho'
Presidente falou em rede social. Segundo ele, ex-assessor do filho estava na casa do advogado da família Bolsonaro, em Atibaia, porque é perto do hospital onde faz tratamento contra um câncer.
Por G1 — Brasília.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (18) em transmissão ao vivo em uma rede social que Fabrício Queiroz não estava foragido e que a prisão dele foi "espetaculosa".
Queiroz é ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, e é suspeito de envolvimento no suposto esquema de "rachadinha" no gabinete do parlamentar quando ele era deputado estadual no Rio de Janeiro. Eles negam irregularidades.
- Caso Queiroz: o que é, cronologia dos fatos, envolvidos
"Não sou advogado do Queiroz e não estou envolvido nesse processo. Mas o Queiroz não estava foragido e não havia nenhum mandado de prisão contra ele. E foi feita uma prisão espetaculosa. Já deve estar no Rio de Janeiro, deve estar sendo assistido pelo advogado, e a Justiça siga seu caminho.", afirmou Bolsonaro na transmissão.
Segundo o presidente, "parecia que estavam prendendo o maior bandido da face da Terra".

Veja como Fabrício Queiroz passou de ex- PM a braço direito da família Bolsonaro
Fabrício Queiroz foi preso em Atibaia (SP), em uma casa de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, que costuma se reunir com Bolsonaro no Palácio do Planalto, onde o presidente despacha, e no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. A prisão de Queiroz foi efetuada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público. Depois da prisão, Queiroz foi transferido para o Rio de Janeiro, de helicóptero.
Bolsonaro apontou o motivo pelo qual, segundo ele, Queiroz estava na casa do advogado em Atibaia:
"E por que estava naquela região de São Paulo? Porque é perto do hospital onde faz tratamento de câncer. Então, esse é o quadro. Da minha parte, está encerrado aí o caso Queiroz", declarou.
A cidade de Atibaia fica a quase 90 km do hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo, onde Queiroz fazia tratamento.
Transcrição
Leia abaixo a transcrição do trecho da "live" em que o presidente fala sobre a prisão de Fabrício Queiroz. O assunto foi o primeiro abordado pelo presidente durante a transmissão ao vivo.
Primeiro, a questão da operação de hoje, sobre a prisão do Queiroz. Deixo bem claro: não sou advogado do Queiroz e não estou envolvido nesse processo. Mas o Queiroz não estava foragido e não havia nenhum mandado de prisão contra ele. E foi feita uma prisão espetaculosa. Já deve estar no Rio de Janeiro, deve estar sendo assistido pelo advogado, e a Justiça siga seu caminho. Mas parecia que estavam prendendo o maior bandido da face da Terra. Mas que a Justiça siga seu caminho. Repito: não estava foragido e não tinha nenhum mandado de prisão contra ele. Tranquilamente, se tivessem pedido ao advogado, creio eu, acredito, o comparecimento dele a qualquer local, ele teria comparecido. E por que estava naquela região de São Paulo? Porque é perto do hospital onde faz tratamento de câncer. Então, esse é o quadro. Da minha parte, está encerrado aí o caso Queiroz.
Vídeo mostra momento da prisão de Fabrício Queiroz em Atibaia
Sergio Moro manda indireta a Bolsonaro após prisão de Fabrício Queiroz
O importante é que polícias, Ministério Público e Cortes de Justiça possam trabalhar de maneira independente e que todos os fatos sejam esclarecidos.
Licínio de Almeida: Propriedade é Invadida e Levados Objetos Pessoais e Moto Bis.
Foi invadido uma propriedade particular no município de Licínio, os ivasores arrombaram um depósito onde estava guardado uma moto Bis de placa JLQ 8457 de Guanambi , além da moto foram levada uma serra circular e uma lixadeira.
Qualquer informação entrar em contato do proprietário (77) 9 9164-9921
PF faz buscas e apreensões no inquérito que investiga atos antidemocráticos
Licínio de Almeida: Primeiro Homicídio Com Arma de Fogo é Registrado na Cidade após Décadas.
Governo traça estratégia antiprotestos
Invasão em hospital para Covid-19 põe profissionais da saúde em alerta
Mulher é estuprada em Caetité e suspeito é preso pela polícia
Operação Ragnarok: materiais apreendidos em Brasília chegam à Bahia; alvo da ação é empresa que deix
Material foi entregue para a Polícia Civil e será anexado ao inquérito que investiga fraude na venda de respiradores ao Consórcio Nordeste.
Por G1 BA.
Materiais apreendidos em Brasília chegam a Salvador — Foto: Divulgação/SSP-BA
Um respirador, celulares, notebooks e documentos, apreendidos durante o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão na Operação Ragnarok, chegaram a Salvador nesta terça-feira (2), segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA).
De acordo com a SSP, o material foi entregue para a Polícia Civil e será anexado ao inquérito que investiga fraude na venda de respiradores ao Consórcio Nordeste.
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Materiais apreendidos em Brasília chegam a Salvador — Foto: Divulgação/SSP-BA
De acordo com a delegada responsável pelas apurações, Fernanda Asfora, coordenadora do setor de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública da Polícia Civil, as investigações estão avançando e os depoimentos seguem na quarta-feira (3).
"Há muito trabalho a ser feito com as informações prestadas, seguiremos até elucidar o caso", explicou. Ainda segundo a delegada, as equipes aguardam o envio das informações bancárias dos envolvidos, que tiveram contas e bens bloqueados pela Justiça.
Sem registro na Anvisa
As empresas investigadas pela fraude no fornecimento de respiradores para estados do Nordeste não têm registro na Anvisa, segundo informou o órgão na manhã desta terça-feira.
São investigadas a Hempcare, que fez as negociações da venda, e a Biogeoenergy, que foi inserida ao longo do processo de negociação, além de ser a suposta fabricante de respiradores.
Em nota, a Biogeoenergy já havia dito que não havia respiradores prontos para comercialização porque a certificação da Anvisa não saiu. Disse, ainda, que o equipamento passou por testes que garantiram a qualidade do respirador e que aguardava trâmites burocráticos do órgão federal.
A Hempcare foi procurada e informou que o registro seria feito apenas por parte da Biogeoenergy, já que ela é a fabricante dos respiradores.
Entretanto, a Anvisa destacou que não foi localizado o protocolo de submissão para solicitação de registro de ventiladores pulmonares por parte das empresas Hempcare ou Biogeoenergy. Ou seja, segundo a Anvisa, não há nenhum pedido em análise ou qualquer tipo de trâmite. Esse protocolo, conforme explica a Anvisa, é um dos primeiros passos para a certificação de um produto.
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Dois dos presos na operação foram encaminhados para a sede da Polinter, em Salvador — Foto: Adriana Oliveira/TV Bahia
Na coletiva de apresentação do caso, após a operação realizada na segunda-feira (1º), o secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Maurício Barbosa, também havia informado que esses respiradores não tinham sido homologados pela Anvisa.
Investigações
Polícia Civil do Distrito Federal em operação de apoio a Polícia Civil da Bahia contra empresa que deixou de entregar respiradores a estados do nordeste — Foto: Divulgação/Polícia Civil do DF
A empresa Hempcare fez uma negociação da venda de 300 respiradores ao Consórcio Nordeste, que representa os estados da região. Foram adquiridos 60 respiradores para a Bahia e 30 para cada um dos outros oito estados. Ao todo, a compra custou R$ 48,7 milhões ao Consórcio.
Os respiradores deveriam ser entregues nos dias 18 e 23 de abril, primeiro e segundo lote respectivamente. Houve atraso da entrega, e a empresa alegou que os respiradores comprados na China estavam quebrados.
Diante do cenário, o Consórcio estipulou 15 de maio como data limite. De acordo com as investigações, na véspera do vencimento da entrega, a empresa teria informado que não teria como entregar os equipamentos e ofereceu a entrega de respiradores fabricados no Brasil por outra empresa, uma parceira, a Biogeoenergy.
O Consórcio, aponta a investigação, não aceitou o acordo e solicitou a devolução do dinheiro. No entanto, a quantia não foi devolvida. A Justiça, então, foi acionada pelo Consórcio e determinou o bloqueio dos bens da empresa Hempcare, conforme publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), da Bahia, na última sexta-feira.
Na última segunda-feira, foi realizada a operação que cumpriu 15 mandados de busca em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Araraquara (SP), além de três prisões.
A dona da Hempcare, Cristiana Prestes, e o sócio dela, Luiz Henrique Ramos, foram presos em Brasília. Já o empresário Paulo de Tarso, também investigado na fraude foi preso no Rio de Janeiro. Ainda na segunda-feira, quando ocorreram as prisões, eles foram encaminhados para Salvador, onde serão ouvidos nesta terça-feira.
Luis Henrique, que tem nível superior, passou a noite numa cela especial na Polinter. Paulo Tarso ficou na 13ª Delegacia Territorial. Já Cristiana passou a noite na Derca.
Ainda durante a operação, a polícia fez buscas na fábrica da Biogeoenergy, em Araraquara (SP), e notou que os respiradores estavam sem ser montados no local.
"Esses equipamentos não foram montados. Ou seja, eles estavam na expectativa de conseguir a autorização da Anvisa, para montar esses equipamentos e, com o dinheiro pago antecipadamente pelo Consórcio Nordeste, eles iam fabricar. Então, houve na verdade, a tentativa de ludibriar o Consórcio", explicou o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa.
Na ocasião, por meio de nota, a empresa informou que como não havia respiradores prontos, também não havia contrato de venda assinado com governos, empresas ou prefeituras. Informou ainda que a Biogeoenergy não tem intermediadores nas negociações relativas ao respirador pulmonar que será fabricado nas unidades de Araraquara e Camaçari, na Bahia. Disse ainda que as vendas, quando ocorrerem, serão de forma direta, para manter o compromisso de comercializar pelo menor preço possível. Disse também que ninguém está autorizado a falar em nome da empresa para prometer os produtos.
A operação foi coordenada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), através da Superintendência de Inteligência, conta com a participação da Polícia Civil da Bahia, através da Coordenação de Crimes Econômicos e Contra Administração Pública, da Polícia Civil de SP, do Distrito Federal e do Ministério Público da Bahia.
Vitória da Conquista: Acompanhante de paciente denuncia banheiros sujos, pessoas no chão e falta de
Pessoas dormiram no chão do hospital durante madrugada, com temperatura de 12ºC. Direção da unidade de saúde informou que vai apurar denúncia.
Por TV Bahia e G1 BA.
Uma pessoa que está acompanhando um paciente do Hospital Geral de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, denunciou más condições na unidade, como banheiros sujos, sem estrutura e vasos sanitários sem tampas.
Em um vídeo feito por volta das 5h desta sexta-feira (29) é possível notar que há acompanhantes dormindo no chão da unidade de saúde. nesta madrugada, a cidade registrou temperaturas de 12ºC.
"Quando a gente chega, o hospital tem uma frente arrumada, e quando entra é isso aqui. Uma parte está precária, não tem álcool gel, não tem sabão, nem lençol. Trouxemos tudo. As pessoas deitadas no chão, muita sujeira. Fico na preocupação de uma infecção. Os pacientes precisam de cuidados", ressaltou a acompanhante.
A direção geral do hospital informou que vai apurar a denúncia, mas disse que a situação causou estranheza, já que o vídeo foi gravado na enfermaria do hospital e, por lá a taxa de ocupação está abaixo do esperado. Disse ainda que nas enfermarias não existe leito para acompanhante, mas que deveria haver pelo menos poltrona para descanso.
Além disso, a Secretaria de Saúde do estado (Sesab), informou que há poltronas para todos no hospital. Entretanto, as imagens feitas pela acompanhante de paciente não mostram os equipamentos.
De 'quebrar Brasil' a 'levar país a desastre', a imagem de Bolsonaro na imprensa internacional
Bahia: Cão policial encontra 23,5 quilos de maconha durante operação
Também foram apreendidos na ação dois automóveis, sendo um Ford Ka, placa BAN 9695, e um Honda CG Titan preto, placa OUL 7F82, além de dois revólveres calibres 32 e 38. O caso foi registrado na Delegacia Territorial de Jequié.
Major Olímpio diz que Bolsonaro quis defender 'filho bandido' e anuncia que não disputará reeleição
Osenador Major Olímpio (PSL-SP) chamou Jair Bolsonaro de traidor, disse que o presidente brigou com ele “porque não queria que eu assinasse a CPI da Lava Toga do STF para proteger filho bandido” e afirmou que não vai disputar reeleição a nenhum cargo após concluir o seu mandato no Senado.
“Eu não gosto de ladrão. Para mim, ladrão de esquerda é ladrão. De direita, é ladrão. Se for filho do presidente ladrão roubando junto com o presidente, eu vou dizer”, diz Olímpio em um áudio de WhatsApp.
Antigo aliado de Bolsonaro, o senador respondia a críticas de policiais que estariam dizendo que ele mudou seu posicionamento após ser eleito. “Não me desviei absolutamente nada dos meus princípios, das minhas convicções ou de tudo o que, junto com Jair Bolsonaro, nos propusemos na campanha. Quem está se desviando dos princípios é o Jair Bolsonaro”, segue no áudio.
"Isso de palavrão em reunião é tudo besteira. O que eu estou enojado mesmo é com comportamentos que ele [o presidente da República] adotou e vem adotando", diz o senador.
“Essa negociação com centrão por cargo. Essa safadeza que nós tanto lutamos contra. [...] Eu estou tão enojado com a política, do que eu vi, do que eu senti, do que não estou concordando, que eu não quero mais disputar eleição para nada. Vejo lamentavelmente alguns policiais dizendo: o major é traíra. Não, o major não é traíra com nada. Quem está traindo, tropeçando nas palavras, é o próprio Bolsonaro.”
"Mas não quero mais discutir isso. Vou terminar o mandato de senador com dignidade. Não quero mais disputar eleições. Acabou a pretensão de disputar o Governo de SP. Tomara que os policiais, tão sofridos na mão do PSDB e dessa turma toda aí, possam encontrar um representante digno. Eu tô pendurando as chuteiras."
Procuradores veem indícios de crime de Bolsonaro, mas ainda buscam identificar interesse dele na PF
Aequipe do procurador-geral da República, Augusto Aras, vê indícios de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cometeu algum dos seguintes delitos ao, supostamente, interferir na Polícia Federal: prevaricação, advocacia administrativa ou afronta a um dispositivo da lei de abuso de autoridade.
A avaliação, preliminar, é feita com base nos últimos elementos de prova que vieram à tona no inquérito que apura se a ingerência do mandatário na corporação, denunciada pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro, tinha como objetivo blindar parentes e aliados políticos em investigações.
Na última sexta-feira (22), o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a divulgação do vídeo da reunião ministerial em que Bolsonaro pressiona por mudanças na PF.
A equipe considerou que no vídeo e em outros elementos, como mensagens trocadas por celular, há evidências de que o presidente se movia pelo propósito de assegurar alguma vantagem a si próprio ou a terceiros. A expectativa é de que, com o avanço das investigações, seja possível delimitar melhor qual é o tipo penal aplicável.
Um dos desafios da investigação é identificar quem em específico ele buscava eventualmente beneficiar e em quais processos. Isso dependerá de diligências ainda pendentes, como depoimentos de testemunhas.
Segundo a equipe de Aras, tendo em vista as informações já obtidas no inquérito, em caso de denúncia seria possível enquadrar o presidente em alguma das três infrações.
O procurador-geral designou três procuradores da República para auxiliá-lo no caso. Mas a decisão sobre se cabe acusar o presidente e sobre qual dispositivo da lei será eventualmente aplicado é exclusiva de Aras. Isso só ocorrerá mais adiante, após a PF concluir o inquérito e apresentar relatório-final à PGR (Procuradoria-Geral da Repúbica).
Segundo investigador com acesso ao caso, o vídeo aponta que, de fato, Bolsonaro pressionou Moro a nomear policiais de sua confiança em cargos-chave da PF com a intenção de favorecer parentes e aliados.
Num dos momentos da reunião, ele olha na direção de Moro e diz: "Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui. E isso acabou. Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meus, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira".
Outros indícios que apontam a tentativa de proteger pessoas próximas é, segundo a equipe da PGR, mensagem enviada pelo presidente a Moro, dias antes de demitir o então diretor-geral da PF Maurício Valeixo, na qual ele copiava o link de notícia com o seguinte título: "PF na cola de 10 a 12 deputados bolsonaristas". Na sequência, Bolsonaro escreveu: "Mais um motivo para a troca".
Conforme o Código Penal, prevaricar é "retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal". A lei prevê detenção, de três meses a um ano, e multa, em caso de condenação.
Já a advocacia administrativa consiste em "patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública", valendo-se da qualidade de servidor ou agente político.
A pena vai de um mês a um ano de detenção, fora multa, a depender de eventual agravante.
Outro possível enquadramento é no artigo 33 da lei de abuso de autoridade. Ele prevê detenção de seis meses a dois anos, além de multa, a quem "exigir informação ou cumprimento de obrigação, inclusive o dever de fazer ou de não fazer, sem expresso amparo legal".
Segundo a norma, incorre na mesma pena "quem se utiliza de cargo ou função pública ou invoca a condição de agente público para se eximir de obrigação legal ou para obter vantagem ou privilégio indevido".
Por lei, caso o presidente seja denunciado por crime comum, o processo só pode prosseguir com autorização da Câmara.
Se os deputados derem seu aval e a denúncia for aceita pelo STF, o mandatário é afastado do cargo.
Bolsonaro nega tentativa de ingerência indevida na PF. Ele sustenta que, ao falar em trocas no Rio, referia-se à equipe que faz a sua segurança pessoal e a de sua família naquele estado.
Moradores de região próxima a barragem com risco de rompimento protestam e revelam preocupação: 'Dia
Barragem do Rio dos macacos está com rachadura de quase 14 metros e se romper água pode atingir comunidade. Protesto ocorreu na manhã desta quinta (21).
Por TV Bahia.
Moradores do quilombo e da comunidade que fica próximo à Barragem Rio dos Macacos, localizada entre Simões Filho e Salvador, fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira (21). A barragem possui uma rachadura de 14 metros e corre risco de romper, o que preocupa os moradores.
A manifestação ocorreu em um trecho da BA-526, entre Salvador e Simões Filho. De máscaras e com um pouco afastados uns dos outros, eles bloquearam a via no sentido Simões Filho. A situação causou lentidão no trânsito.
O grupo quer que a barragem passe por reparos. Eles dizem que a maior parte dos moradores não tem para onde ir e, apesar do risco, não tem como deixar suas casas.
"São dias difíceis, o nosso povo não está conseguindo dormir", disse o morador Orlando Santana.
Caso haja rompimento, a água pode atingir a comunidade do Bosque Imperial de Inema e também deixar os moradores do quilombo ilhados.
"Os moradores ficam em pânico. Está todo mundo desesperado. Já procurei a Marinha, o Ministério Público, a Codesal e ninguém faz nada. O que estou achando é que eles vão vir retirar as pessoas à força", disse Antônio Sério, outro morador./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/1/z/l2zLAdTwKBDAi7mNrRiw/aprotesto.jpg)
Protesto em região próxima a Barragem, na região entre Simões Filho e Salvador, causou congestionamento — Foto: Reprodução/TV Bahia
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec) realizou uma inspeção na Barragem Rio dos Macacos no dia 7 de maio. Na ocasião, foi verificada a rachadura.
De acordo com a Sudec, a barragem é classificada como categoria de risco alto e dano potencial associado alto. No caso de um rompimento, não há tempo para retirar as famílias que vivem no entorno.
Cerca de 300 famílias vivem na comunidade do Bosque, que fica próxima à Base Naval de Aratu.
A fiscalização de barragens na Bahia é responsabilidade do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que solicitou que os reparos sejam feitos o mais rápido possível.
Já a Marinha, responsável pela barragem, disse que adota todas as medidas para garantir a estabilidade e segurança da Barragem dos Macacos e está monitorando o local diariamente, que a estrutura está estável e o nível de água está sendo controlado.
Em nota, o MPF expediu uma recomendação, na última sexta- feira (15), à Marinha e ao município de Salvador para que ajam com urgência e eficiência, com medidas de proteção aos moradores que vivem próximos à barragem. As instituições deveriam informar em até cinco dias sobre o acatamento à recomendação e sobre as providências executadas, mas não há detalhes se houve esse informe.
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Barragem do Rio dos Macacos, entre Simões Filho e Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia
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Com cerca de 14 metros de rachadura, barragem do Rio dos Macacos na BA apresenta risco de rompimento — Foto: Reprodução/TV Bahia












