
Iaçú : Pastor é preso por manter filho em cárcere privado e situação de maus-tratos
adolescente estava machucado e dopado
Caso aconteceu em Iaçu e vítima tem 13 anos. Conselho Tutelar acompanhou resgate, junto com profissional da enfermagem.
Por g1 BA.
Um pastor evangélico foi preso em flagrante por manter o filho, um adolescente de 13 anos, em cárcere privado e situação de maus-tratos, na cidade de Iaçu, a cerca de 280 km de Salvador, na terça-feira (14). Nesta quarta (15), a vítima está internada em um hospital, desidratada.
A Delegacia de Iaçu e o Conselho Tutelar da cidade chegaram à casa do pastor após denúncias. No local, o adolescente foi encontrado machucado, com lesões físicas aparentes, e dopado, segundo a equipe policial que liderou o resgate.
Os agentes da polícia informaram ainda que a vítima tem transtornos mentais e que, depois de ser levada a um hospital, respondeu questionamentos que confirmaram, ao Conselho Tutelar, a situação de maus-tratos e o cárcere privado.
O pastor atua no distrito de João Amaro e segue detido na delegacia, à disposição da Justiça – que já foi comunicada de toda a situação envolvendo o adolescente. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) também foi informado da situação de vulnerabilidade social grave.
Operação da PF mira contrabando de ouro ilegal da Amazônia para o exterior e bloqueia R$ 2 bilhões d
Investigação aponta que grupo emitiu notas fiscais falsas para esquentar 13 toneladas do minério em 2 anos. Exportações eram feitas para lugares como Dubai, Itália, Suíça, Hong Kong e Emirados Árabes Unidos por meio de empresa sediada nos EUA.
Por Matheus Moreira, g1.
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) uma operação que mira um grupo suspeito de contrabandear ouro ilegal da Amazônia para o exterior. A Justiça bloqueou R$ 2 bilhões de suspeitos de usarem notas fiscais eletrônicas para "esquentar" ouro extraído de garimpos ilegais na floresta.
O esquema facilitaria o envio do ouro para quatro países: Itália, Suíça, China e Emirados Árabes. Segundo a investigação, entre 2020 e 2022, a fraude na emissão de notas fiscais chegou a R$ 4 bilhões, o equivalente a 13 toneladas de ouro.
- O bloqueio dos bens dos investigados ocorre em ação conjunta da Polícia Federal com o Ministério Público Federal e a Receita Federal.
A operação da PF tenta prender três pessoas e cumprir 27 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em sete estados: Pará, Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas, São Paulo, Mato Grosso e Roraima.
Mais de cem policiais federais atuam na operação, além de cinco auditores fiscais e três analistas da Receita Federal.
O inquérito que deu origem à operação e ao bloqueio dos bens foi aberto em 2021. Na ocasião, informações apuradas pela Receita Federal indicavam que uma organização criminosa mantinha um esquema para esquentar ouro extraído em garimpos ilegais. O esquentamento é uma prática que visa dar aparência legal para o ouro obtido ilegalmente.
Como funciona o esquema
De acordo com Vinícius Serpa, delegado da Polícia Federal responsável pela operação, o esquema funcionava de maneira triangular e envolvia empresas comerciais de pequeno porte e uma grande empresa exportadora.
"Empresas menores recebiam o ouro ilegal e as notas fiscais ilegais. Depois, emitiam novas notas fiscais ilegais dando uma aparência de legalidade ao ouro. Então, o ouro era repassado para empresas maiores, no topo da exportação", diz Serpa.
As empresas maiores que o delegado cita funcionavam sob o guarda-chuva de uma única empresa exportadora.
Ainda de acordo com Serpa, a maior parte da mineração ilegal acontece em regiões de difícil acesso. "À medida que a polícia vai entrando, eles [os garimpeiros] vão indo mais para o interior do estado, se escondendo".
Pais são presos na BA suspeitos de homicídio e ocultação de cadáver de bebê; homem teria enterrado c
Polícia Civil informou que as investigações apontam que a mãe teria induzido o aborto e pai ficou responsável por enterrar vítima. Caso ocorreu em Conde, no Litoral Norte.
Por g1 BA.
Um casal foi preso no sábado (4), em um povoado de Conde, município do Litoral Norte da Bahia, suspeito de homicídio e cultação de cadáver do bebê que esperavam. De acordo com a Polícia Civil, a mãe teria induzido o aborto fazendo uso de medicações. A criança nasceu e, em seguida, com o auxílio do pai, foi enterrada viva.
Uma adolescente também é suspeita de envolvimento no crime. Não há detalhes se ela foi apreendida. Os mandados de prisão preventiva do casal foram cumpridos por equipes da Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur) de Conde, com o apoio da 2ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Alagoinhas.
Segundo testemunhas, o Conselho Tutelar da cidade recebeu uma denúncia anônima sobre o caso. Diante disso, o Conselho procurou a polícia, que iniciou as investigações. Informações levantadas pelos policiais indicam os pais da criança, presos no povoado de São Francisco do Riacho Seco, em Conde, como responsáveis pela ação.
O titular da Deltur de Conde, delegado Gustavo José Almeida Alves Dias, informou que as investigações indicam que o bebê foi enterrado em uma área de manguezal, no povoado de Mangue Doce, também em Conde. As equipes de polícia realizaram buscas, mas não localizaram a criança.
Ainda assim, a equipe seguiu com as investigações e conseguiu a informação de que a criança foi desenterrada e jogada em um rio. A polícia não detalhou se, após ser jogado no rio, o corpo do bebê foi achado. A dupla presa passou por exame de lesões corporais e está à disposição da Justiça.
Com espaço aéreo fechado, garimpeiros não conseguem voos clandestinos para sair da Terra Yanomami
Garimpeiros têm fugido do território no meio da floresta e por barcos lotados de pessoas nos rios. Terra Yanomami é região de difícil acesso, com área de florestas fechadas e montanhosas. Em abril do ano passado, relatório indicava que voo clandestino custava R$ 11 mil.
Por Yara Ramalho, Marcelo Marques e Valéria Oliveira, g1 RR — Boa Vista.
Com o controle do espaço aéreo na Terra Indígena Yanomami, realizado pela Força Aérea Brasileira (FAB), garimpeiros que estão no maior território indígena do país não conseguem voos clandestinos para deixar a região. Áudios e mensagens enviados em um grupo de mensagens mostram as tentativas deles em conseguir aviões ou helicópteros. Com o cenário, os invasores têm fugido pela floresta e pelos rios.
Em um grupo chamado de "Amigos do Rio Uraricoera" – em referência à principal via fluvial usada pelos garimpeiros para chegar aos acampamentos dentro da Terra Yanomami –, uma pessoa diz que tem ao menos 5 mil garimpeiros em busca de sair do local, mas não há voos.
"Aqui onde estou tem mais de cinco mil pessoas na região só para ir embora, nós queremos ir. Mas, não tem é voo, o povo [pilotos] está com medo de vir", diz.
No texto, a pessoa ainda diz que tentou voos com oito "burus", que são helicópteros, e nenhum deles aceitou ir até a região.
Em outras conversas, garimpeiros relataram que grande parte dos invasores não tem como sair da região por estarem com malária e, com isso, não aguentam caminhar na floresta.
"[Os garimpeiros] estão se juntando em grandes grupos e fazendo varação [caminhada] na mata para a única pista de voo que está funcionando ainda, a pista do Jeremias", diz um deles.
A pista do Jeremias é uma das principais rotas usadas pelos garimpeiros para entrar e sair da Terra Yanomami. O frete aéreo é o modo mais caro para se acessar os garimpos instalados na floresta.
Em 2022, o relatório "Yanomami sob ataque", divulgado pela Hutukara Associação Yanomami (HAY), indicou que o valor de uma viagem para as pistas Rangel, Cascalho, Jeremias, Espadim, Malária e Pau Grosso, principais pistas clandestinas da TI, custam cerca de R$ 11 mil.
O espaço aéreo é controlado pela FAB desde a última quarta-feira (1º), com aeronaves equipadas com radares superpotentes.
A estimativa é que ao menos 20 mil garimpeiros estejam na Terra Indígena Yanomami. A ação ilegal deles causou uma crise humanitária sem precedentes no território. São pouco mais de 30 mil Yanomami na área que deveria, por lei, ser preservada. No entanto, tem sofrido com o avanço do garimpo ilegal, que só em 2022 cresceu 54%.
Vídeos que circulam nas redes sociais desde a última quinta-feira (31) mostram homens e mulheres em grupos deixando a região caminhando pela floresta e pelos rios, em barcos lotados (assista o vídeo abaixo).

O motivo da fuga é por conta de uma grande operação que vai acontecer nos próximos dias para expulsar, de vez, os garimpeiros do território, segundo a polícia. A reserva indígena será ocupada pelas Forças Armadas Nacional e pela Polícia Federal.
Em outro vídeo, garimpeiros afirmam estar sem comida e pedem ao Exército e à polícia para serem resgatados da Terra Yanomami. O local é abastecido por aeronaves, mas com o bloqueio aéreo, o "rancho" -- como chamam a alimentação -- não chega até as áreas de garimpo onde os criminosos estão instalados.
Crise Yanomami
Em janeiro deste ano, o presidente Lula esteve em Roraima para acompanhar a crise sanitária dos Yanomami. Na ocasião, ele prometeu pôr fim ao garimpo ilegal na Terra Yanomami
A Terra Yanomami tem mais de 10 milhões de hectares distribuídos entre os estados de Amazonas e Roraima, onde fica a sua maior parte. São cerca de 30 mil mil indígenas vivendo na região, incluindo os isolados, em 371 comunidades.
A região está em emergência de saúde desde 20 de janeiro e inicialmente por 90 dias, conforme decisão do governo Lula. Órgãos federais auxiliam no atendimento aos indígenas.
As ações de desintrusão devem ser coordenadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que no último dia 30 publicou a criação de um grupo de trabalho para elaborar, em 60 dias, medidas de combate ao garimpo ilegal em terras indígenas.
Caetité: LAVAGEM DA ESQUINA DO PADRE E CARNAVAL DA DIVERSIDADE 2023 TERMINAM EM RITMO DE PAZ
Vitória da Conquista: jovem desaparece, família diz que sumiço aconteceu após saída para entrevista.
Dias antes do desaparecimento, o marido de Stéfane Xavier Marinho relatou que teria encontrado um passagem de ônibus com o destino a uma cidade em Minas Gerais. Família mora em Vitória da Conquista.
Por g1 BA e TV Sudoeste.
Uma jovem de 21 anos está desaparecida desde a última sexta-feira (20), em Vitória da Conquista no sudoeste da Bahia, onde vive com o marido, com quem é casada há pouco mais de um mês, e duas enteadas. Segundo o marido de Stéfane Xavier Marinho, ela teria saído para uma entrevista de emprego e não entrou mais em contato com a família.
"Quando eu cheguei em casa, por volta das 17h20 [na sexta-feira], minha esposa não estava mais. Só estavam aqui [na casa] as minhas duas filhas. Perguntei para a mais velha aonde estava Stéfane e minha filha respondeu: 'pai, ela saiu falando que ia ver uma possível entrevista de trabalho", contou Rodrigo Torres.
As idades das enteadas de Stéfane não foram detalhadas. Dias antes do desaparecimento da esposa, Rodrigo Torres teria encontrado um passagem de ônibus com o destino à cidade de Governador Valadares, em Minas Gerais. A data da viagem estava marcada para o mesmo dia em que a jovem desapareceu.
A família registou o boletim de ocorrência na segunda (23), no Distrito Integrado De Segurança Pública (Disep) do município.
O delegado da Polícia Civil, Fabaino Aurich, informou que a investigação já está em andamento e o caso é tratado como um desaparecimento, mas pode tornar-se um possível crime.
''Já entramos em contato com a polícia de Minas Gerais, solicitamos que policiais verifiquem imagens das câmeras da rodoviária onde ela possa ter desembarcado'', explicou Aurich.
Outra situação que preocupou os familiares foi que o nome e todas as fotos de Stéfane foram apagadas de uma rede social a qual ela tinha cadastro, além disso, eles receberam mensagens incomuns no perfil da jovem.
''Ninguém sabe se foi ela, ou se foi outra pessoa que trocou o perfil e o nome. As fotos dela foram apagadas, mas dos meus sobrinhos e do meu irmão continuam publicadas'', desabafou a irmã da jovem, Milena Xavier.
Segundo os familiares, eles foram até a rodoviária de Vitória da Conquista, acompanhados de políciais, para buscarem mais informações sobre o embarque da jovem, mas não tiveram respostas, já que o gerente da empresa de ônibus não estava presente no momento e outros funcionários não poderiam passar qualquer informação solicitada.
Caravelas Ba : Homem é preso suspeito de maus-tratos e cárcere privado contra idosa de 84 anos
Vítima era proibida até de tomar banho de sol sozinha na calçada da casa em que mora, na cidade de Caravelas.
Por g1 BA e TV Santa Cruz.
Um homem foi preso suspeito de cometer maus-tratos e cárcere privado há pelo menos dois anos contra uma idosa de 84 anos, no município de Caravelas, no sul da Bahia. Segundo a Polícia Civil da cidade, a prisão aconteceu na rua Barão do Rio Branco, na segunda-feira (23).
A polícia ainda detalhou que a vítima não tinha autorização nem para tomar banho de sol na calçada da casa em que mora, que fica no centro de Caravelas. O suspeito foi identificado como Waldir Ribeiro do Nascimento, de 60 anos, e ainda não há detalhes se existe algum grau de parentesco entre ele e a idosa.
"Uma parente da vítima tentou levá-la a um passeio e o cidadão não permitia que ela saísse da casa se não fosse com a companhia dele. Monitorava ela durante todo tempo e inclusive, há mais de dois anos, a proibia de tomar banho de sol na caçada da casa, porque os vizinhos se aproximavam e conversavam com ela", disse o delegado Marco Antônio Neves.
De acordo com o delegado, os vizinhos da idosa contaram que ouviam gritos de socorro durante o dia e noite.
Durante a operação, a polícia encontrou mais de R$ 20,5 mil e joias no quarto em que Valdir dormia. O órgão investiga se o dinheiro é da vítima.
A Polícia Civil também procurou cartões que a idosa recebia benefícios do governo, mas não encontrou.
A polícia informou que o suspeito havia se aproximado da idosa há três anos, quando ela ainda ficava sob os cuidados de uma profissional, que acabou sendo afastada.
Vitória da Conquista: Câmeras de segurança registram assalto que durou menos de 45 segundos
Câmeras de segurança registraram o assalto a uma farmácia na cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. A ação criminosa durou menos de 45 segundos. Até o momento, o suspeito ainda não foi identificado.
No vídeo, é possível verificar o momento em que o suspeito entra na farmácia e rende duas mulheres que trabalham no local. O homem leva aparelhos celulares e o dinheiro do caixa.
O roubo aconteceu na segunda-feira (23), mas as imagens foram divulgadas nesta quarta-feira (25).
Durante o curto período de tempo (exatos 44 segundos), o suspeito ainda levou as duas funcionárias para uma sala no fundo do estabelecimento e fugiu do local. A polícia não informou o prejuízo e o valor roubado.
O caso é investigado pela Polícia Civil do município.
Bolsonarista preso por tentar explodir caminhão-tanque chega a Brasília
Atentado ocorreu na véspera de Natal, perto do aeroporto da capital do país. Alan Diego dos Santos estava foragido e se entregou à polícia de Mato Grosso; após chegar, ele foi levado à carceragem da PCDF.
Por João Raimundo, Jorge Sant'Anna e Almir de Queiroz, TV Globo.
O bolsonarista extremista Alan Diego dos Santos, preso por tentar explodir um caminhão-tanque perto do aeroporto de Brasília, na véspera de Natal, foi transferido de Mato Grosso para o Distrito Federal na noite desta quarta-feira (18). O avião que trouxe o acusado chegou ao DF por volta das 21h30.
Após o pouso, ele foi ao Departamento de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil do DF, para passar por exame de corpo de delito. Em seguida, foi encaminhado para a carceragem da corporação.
Alan dos Santos estava foragido desde o atentado e se entregou na delegacia de Comodoro, a 677 km de Cuiabá, na terça-feira (17). Além do atentado, ele é suspeito de participar do quebra-quebra promovido por bolsonaristas em Brasília no dia 12 de dezembro, quando um grupo tentou invadir a sede da Polícia Federal, incendiaram carros, ônibus e fecharam vias.
Segundo o delegado Leonardo Cardoso, responsável pela investigação, o preso era um dos líderes do movimento antidemocrático e "uma das pessoas que se mostrava mais disposta aos atos de vandalismo".
Denúncia aceita pela Justiça
Alan é réu junto com Washington de Oliveira Sousa e Welligton Macedo de Souza, desde o dia 10 de janeiro passado, quando o juiz Osvaldo Tovani, da 8ª Vara Criminal de Brasília atendeu denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a partir das investigações da Polícia Civil.
O trio é acusado de envolvimento na tentativa de explosão do artefato instalado em um caminhão-tanque, nos arredores do aeroporto de Brasília. À época, a Polícia Militar foi acionada após o motorista do caminhão perceber o objeto estranho no veículo.
Segundo a denúncia, Washington de Oliveira Sousa, Alan Diego dos Santos e Welligton Macedo de Souza montaram o artefato e entregaram o material para que fosse colocado no caminhão de combustível por Wellington Macedo.
Os réus vão responder na Justiça pelo crime de explosão, quando se expõe “a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem, mediante explosão, arremesso ou simples colocação de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos”. A pena é de 3 a 6 anos de prisão e multa.
No entanto, o Ministério Público considera que é preciso aumentar a pena em 1/3, já que o crime foi cometido tendo como alvo depósito de combustível.
Já as acusações de atos de terrorismo vão ser enviadas para a Justiça Federal, instância competente para analisar se estão configurados crimes contra o Estado Democrático de Direito.
Marido e sogro de cabeleireira encomendaram morte de 6 pessoas da família no DF, diz polícia
Segundo Polícia Civil do DF, suspeito preso nesta terça-feira (17) confessou que recebeu dinheiro para cometer crimes. Ao todo, 8 pessoas haviam desaparecido, incluindo os dois supostos mandantes; 6 corpos foram encontrados.
Por Walder Galvão e Caroline Cintra, g1 DF.
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Um suspeito preso pelo desaparecimento de uma família no DF informou que o marido e o sogro da mulher desaparecida, uma cabeleireira, são mandantes da morte de seis pessoas.
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O homem preso controu que ele e um comparsa receberam R$ 100 mil do marido e do sogro de Elizamar Silva para matar a cabeleireira, os três filhos — dois de 7 anos e uma de 6 anos —, a sogra e a cunhada da mulher.
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As crianças eram filhas e netas dos dois mandantes, assim como as outras duas mulheres mortas são a mãe e a irmã e a esposa e a filha deles.
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Os dois supostos mandantes do crime estão desaparecidos. Duas mulheres que também teriam participado dos assassinatos não foram encontradas. Três suspeitos de envolvimento estão presos.
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Os crimes teriam sido cometidos para que fosse tomado dinheiro que estava em posse das mulheres.
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Dois carros da família foram achados em Goiás e em Minas Gerais, com quatro e dois corpos, respectivamente, carbonizados.

Um dos presos suspeitos pelo desaparecimento de oito pessoas da mesma família no Distrito Federal afirmou que Thiago Gabriel Belchior de Oliveira, marido da cabeleireira Elizamar Silva, e Marcos Antônio Lopes de Oliveira, sogro de Elizamar, encomendaram a morte de duas das vítimas para tomar o dinheiro adquirido com a venda de uma casa e o valor que estava em uma conta bancária. A informação foi dada pela Polícia Civil do DF na noite desta terça-feira (17).
Segundo o delegado Ricardo Viana, da 6ª Delegacia de Polícia do Paranoá, um dos homens presos por envolvimento no crime, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, de 49 anos, contou que ele e Gideon Batista de Menezes, de 55 anos, receberam R$ 100 mil para matar a cabeleireira, os três filhos — Gabriel, de 7 anos, e os gêmeos Rafael e Rafaela, de 6 anos —, a sogra e a cunhada da mulher.
As crianças também eram filhas de Thiago e netas de Marcos Antônio. As outras duas vítimas são a mãe e a irmã de Thiago, esposa e filha de Marcos Antônio.
Thiago Gabriel Belchior de Oliveira, de 30 anos, e Marcos Antônio Lopes de Oliveira, de 54 anos, apontados como mandantes do crime, estão desaparecidos.
Além disso, a polícia afirmou que, em depoimento, Horácio contou que outras duas pessoas participaram do crime: uma amante de Marcos e a filha dessa mulher. As duas também são consideradas desaparecidas.
Gideon, que foi preso na manhã desta terça, ficou em silêncio, segundo o delegado.
Um terceiro suspeito também foi detido. O homem foi identificado como Fabrício Silva Canhedo, de 34 anos, e, segundo a investigação, ele foi responsável por vigiar parte das vítimas, que foram mantidas em um cativeiro.
O crime
A Polícia Civil disse que Horácio contou que a ideia era atrair Elizamar ao Paranoá para que o crime fosse cometido. No entanto, Thiago, o marido da cabeleireira – que pediu para a mulher buscá-lo na região – não sabia que ela estava com as crianças.
"Por conta disso, a dinâmica do crime mudou", disse o delegado. Segundo ele, o objetivo era subtrair uma quantia em dinheiro que a mulher guardava em uma conta bancária e matá-la, em seguida.
Como as crianças estavam no carro, Marcos Antônio (avô das crianças), Thiago (pai das crianças), Gideon e Horácio (os homens contratados para cometer o crime) levaram as vítimas para Cristalina (GO). No local, todos foram sufocados, e os criminosos atearam fogo no veículo, segundo o depoimento do suspeito.
De acordo com o delegado, Horácio afirmou que Elizamar tentou resistir, mas foi enforcada. Segundo o suspeito, Thiago teria matado um dos próprios filhos antes de atear fogo no carro da família.
Mais um anestesista é preso no RJ por estuprar mulheres em cirurgias; homem se gravou abusando delas
Médico colombiano é suspeito de abusar de duas pacientes sedadas. Detido na Barra da Tijuca, ele também é investigado por produzir e armazenar pornografia infantil.
Por Bruno Grubertt e Felipe Freire, Bom Dia Rio
A Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) prendeu, nesta segunda-feira (16), o anestesista colombiano Andres Eduardo Oñate Carrillo, de 32 anos, por estuprar pelo menos duas pacientes sedadas durante cirurgias — caso semelhante ao de Giovanni Quintella Bezerra, cujo julgamento já começou.
Andres Eduardo se gravou abusando das vítimas. Em uma delas, ele esfregou e introduziu o pênis na boca da mulher e guardou o registro.
(CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar que a prisão de Andres Carrillo por estuprar pacientes em cirurgias foi em flagrante. Na verdade, ele foi detido em razão de uma ordem de prisão temporária. A reportagem foi corrigida às 8h16.)

A Justiça expediu o mandado de prisão provisória e busca e apreensão contra Andres por estupro de vulnerável. O anestesista ainda é investigado por produzir e armazenar pornografia infantil em um inquérito remetido para a Vara Especializada em Crimes contra Criança e Adolescentes — a partir do qual a polícia descobriu os abusos.
Andres Eduardo estava legal no país e com a documentação em dia — ele atuava tanto em hospitais públicos quanto particulares.
O médico foi preso na Barra da Tijuca, em casa — a mulher dele abriu a porta para os policiais, que acordaram Andres ao lhe dar voz de prisão.
Até a última atualização desta reportagem, a polícia não informou o que Andres disse em sua defesa ao ser preso.
Como a polícia descobriu os crimes
As investigações da Dcav, que contou com apoio da inteligência da Polícia Civil, tiveram início em dezembro, a partir do compartilhamento de informações do Serviço de Repressão a Crimes de Ódio e Pornografia Infantil da Polícia Federal (PF).
À época, a PF identificou a possibilidade de vasta movimentação de arquivos pornográficos em posse de Andres e encaminhou o caso à Polícia Civil.
Diante das suspeitas, foi autorizada a quebra de dados em compartimentos do celular do suspeito, onde foram encontrados, de fato, mais de 20 mil mídias de abusos infantis.
Mas três arquivos feitos pelo próprio médico chamaram a atenção dos investigadores.
“Quando vimos, logo de início, tratamos como casos de estupro, partindo do princípio de que ele mesmo teria produzido. Mas precisávamos avançar na identificação das vítimas e materializar os crimes. Pelos metadados dos vídeos, certificamos a localização do suspeito no ato da gravação, identificando os hospitais e descobrindo os dias. Aí partimos para a tentativa de descobrir as mulheres ali sedadas. Com as listas de pacientes operados nos dias, fomos buscando características físicas e eliminado possibilidades até chegar às pacientes”, explicou o delegado titular da Dcav, Luiz Henrique Marques.
Os vídeos que Andres gravou foram mostrados às vítimas, que se reconheceram, mas não tinham ciência de que haviam sido estupradas.
O primeiro crime aconteceu no dia 15 de dezembro de 2020 no Hospital Estadual dos Lagos Nossa Senhora de Nazareth, em Saquarema, Região dos Lagos, durante a realização de uma cirurgia de laqueadura.
O segundo foi em 5 de fevereiro de 2021 em uma das salas de cirurgia do Complexo Hospitalar Universitário Clementino Fraga Filho, o Hospital do Fundão, da UFRJ, durante um procedimento para retirada de útero.
Sedação muito forte
Uma delas contou que a sedação foi tão intensa que era semelhante à de um parto de cesárea, tendo ela ficado totalmente desacordada por mais de duas horas.
Outro fato que chamou a atenção dos investigadores é que em uma das cirurgias, por exemplo, Andrés sequer estava escalado. De acordo com informações repassadas pelo hospital, uma outra anestesista era a responsável pelo procedimento. Contudo, a unidade ponderou aos policiais que é comum a substituição dos profissionais durante o procedimento e que o médico poderia ter participado da operação.
Além dos estupros, o suspeito praticou os crimes previstos nos artigos 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (aquisição/posse/armazenamento de pornografia infantojuvenil) e 240 (produção de pornografia infantojuvenil).
Para esses fatos, a Dcav instaurou um outro inquérito que foi remetido para a Vara Especializada em Crimes contra Criança e Adolescentes.
O que dizem as autoridades
A Polícia Civil espera avançar nas investigações, detalhando todas as unidades nas quais o médico trabalhava, e encontrar novas possíveis vítimas.
A direção do Hospital Estadual dos Lagos Nossa Senhora de Nazareth informou que colaborou com a Polícia Civil na investigação que levou à prisão do médico anestesista. “Todas as informações solicitadas pela polícia foram levantadas e repassadas. O médico deixou de atuar na unidade em setembro de 2021”, disse.
Ministro da Secretaria de Comunicação diz que armas e munições do GSI foram roubadas
O ministro Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, informou neste domingo (8) que armas e munições do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) foram roubadas.
O GSI fica dentro do Palácio do Planalto, e o armamento é para uso da segurança presidencial. O prédio foi invadido e depredado por terroristas bolsonaristas.
Terrorismo em Brasília: o dia em que bolsonaristas criminosos depredaram Planalto, Congresso e STF
Sedes dos 3 poderes foram destruídas em um ataque sem precedentes na história do Brasil. Lula decretou intervenção na segurança do DF, e Alexandre de Moraes afastou governador por 90 dias.
Por g1.
Bolsonaristas radicais, golpistas e criminosos invadiram e depredaram neste domingo (8) o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, sede da Presidência da República, em Brasília.
O ataque às sedes dos 3 Poderes e à democracia é sem precedentes na história do Brasil. Os terroristas quebraram vidraças e móveis, vandalizaram obras de arte e objetos históricos, invadiram gabinetes de autoridades, rasgaram documentos e roubaram armas.
O prejuízo ao patrimônio público, de todos os brasileiros, ainda não foi calculado. Até o fim da noite deste domingo, pelo menos 300 pessoas haviam sido presas.
O presidente Lula, que estava em SP no momento dos atentados, voltou a Brasília à noite e decretou intervenção federal para assumir a segurança pública do Distrito Federal, onde está Brasília.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, afastou do cargo por 90 dias o governador do DF, Ibaneis Rocha.
O que aconteceu?
O movimento golpista que ocorre há semanas em Brasília, com um acampamento em frente ao QG do Exército, foi reforçado por mais de cem ônibus que chegaram de todo o país com cerca de 4 mil pessoas neste fim de semana, com ações combinadas por meio das redes sociais. Mesmo assim, o governo do DF não adotou medidas suficientes para proteger os prédios.
Por volta de 14h, os golpistas deixaram o acampamento e iniciaram uma caminhada de 8 km em direção ao Congresso, escoltados pela Polícia Militar.
Na Esplanada dos Ministérios, onde está o Congresso, a PM mantinha poucos homens. A barreira policial foi facilmente vencida pelos terroristas, que subiram a rampa do Congresso. Os poucos PMs tentaram conter a turba só com spray de pimenta e tiveram que recuar. A Polícia Legislativa também não conseguiu evitar a invasão.
Dentro do Congresso, salões da Câmara e do Senado foram depredados. O plenário do Senado foi invadido e vandalizado.
Na sequência, STF e Palácio do Planalto, que ficam na Praça dos Três Poderes, também foram invadidos.
No STF, os terroristas destruíram tudo o que viram no plenário, onde os ministros fazem os julgamentos. A porta de um armário do ministro Alexandre de Moraes foi arrancada. Até comida eles roubaram. Os terroristas retiraram poltronas, molharam e rasgaram documentos. Todos os vidros da fachada do prédio foram quebrados.
No Planalto, gabinetes foram invadidos e vandalizados, incluindo o da primeira-dama, Janja da Silva. Móveis, TVs, computadores e itens de decoração foram quebrados. A tela "As Mulatas", do pintor Di Cavalcanti, foi esfaqueada. O gabinete de Lula tem uma porta com blindagem reforçada e não foi invadido. Vândalos destruíram a galeria de fotos dos ex-presidentes. Armas e munições de seguranças da presidência foram roubadas.
O que a polícia fez?
Já com os prédios tomados pelos terroristas, a PM aumentou o efetivo e passou a usar bombas e gás lacrimogêneo, com apoio da cavalaria e da Tropa de Choque. Alguns policiais foram agredidos.
Embora a ação terrorista tenha sido convocada publicamente ao longo da semana em redes bolsonaristas, inclusive com promessas de transporte grátis e alimentação, as autoridades do DF não agiram preventivamente. A PM do DF foi criticada por se omitir. Vídeos mostram policiais conversando com bolsonaristas e filmando a invasão do Congresso. Veja abaixo:

Um sargento da PM de Goiás foi identificado participando dos atos de vandalismo.
O secretário de Segurança Pública do DF, o bolsonarista Anderson Torres, nem estava em Brasília. Ele viajou aos EUA, onde também está Bolsonaro, de quem Torres foi ministro da Justiça até o fim do governo. Após os ataques, ele foi demitido pelo governador do DF. O governo federal pediu a sua prisão ao STF.
No sábado (7), o chefe da polícia do Senado pediu reforço ao governo do DF porque já havia recebido a informação de que bolsonaristas preparavam a invasão. Ele disse que foi ignorado.
No domingo, após os ataques, Lula assinou um decreto de intervenção para que o governo federal assuma a segurança pública do DF até o fim do mês. Já na madrugada desta segunda (9), o ministro Alexandre de Moraes afastou o governador Ibaneis Rocha do cargo por 90 dias.
Houve presos?
O balanço mais recente, do fim da noite deste domingo, é de pelo menos 300 presos em flagrante. Fotos e vídeos permitem identificar vários dos terroristas. Alguns transmitiram ao vivo, nas redes sociais, os atos de vandalismo que cometiam. Eles poderão responder por diversos crimes, entre eles golpe de estado, que prevê até 12 anos de prisão.
A invasão será investigada? O que acontece agora?
Lula disse que todas os terroristas serão encontrados e punidos. O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que a prioridade é identificar quem financiou os atos.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao Ministério Público Federal a abertura de uma investigação. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, afirmou que os terroristas serão julgados e punidos de maneira exemplar. A Polícia Federal instalou um gabinete de crise para identificar os terroristas.
Haverá reforço na segurança?
Lula decretou intervenção federal na segurança do DF e nomeou Ricardo Garcia Cappelli como responsável. Ele é secretário-executivo do Ministério da Justiça e braço direito de Flávio Dino.
A intervenção vai até o dia 31. Com ela, os órgãos de segurança pública do Distrito Federal ficam sob responsabilidade de Cappelli, subordinado a Lula.
Quais os possíveis crimes cometidos?
- Dano ao patrimônio público da União – crime qualificado. Pena: detenção, de seis meses a três anos, e multa, além da pena correspondente à violência.
- Crimes contra o patrimônio cultural – destruir, inutilizar ou deteriorar bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial. Pena: reclusão, de um a três anos, e multa.
- Associação criminosa – associarem-se três ou mais pessoas para o fim específico de cometer crimes. Pena: reclusão, de um a três anos (pena aumenta se a associação é armada).
- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito – tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais. Pena: reclusão, de 4a 8 anos, além da pena correspondente à violência.
- Golpe de estado – Tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído. Pena: reclusão, de 4 a 12 anos, além da pena correspondente à violência.
O que disseram as autoridades?
Líderes mundiais repudiaram o terrorismo bolsonarista. O presidente dos EUA, Joe Biden, disse que a situação é "ultrajante". O presidente da França, Emmanuel Macron, prestou apoio a Lula. Veja o que disseram as autoridades.
Aqui, os ataques foram condenados pelos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira, por ministros do STF, parlamentares e até por governadores aliados de Bolsonaro.
"Manifestações perdem a legitimidade e a razão a partir do momento em que há violência, depredação ou cerceamento de direitos. Não admitiremos isso em SP", disse Tarcísio de Freitas, governador de SP e ex-ministro de Bolsonaro.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido de Bolsonaro, chamou o ataque de "vergonha".
Polícia encontra quase 70 kg de maconha dentro de ônibus na BA e duas mulheres são presas
Ocorrência na BR-116, no trecho da cidade de Feira de Santana, contou com o auxílio de um cão farejador da PRF.
Por g1 BA.
Duas mulheres foram presas na noite de sexta-feira (30), após serem flagradas com quase 70kg de maconha dentro de um ônibus que fazia o itinerário São Paulo (SP) x Aurora (CE). Conforme informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caso aconteceu no km 429 da BR-116, no trecho da cidade de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador.
A PRF detalhou que durante uma fiscalização de combate a criminalidade na rodovia, o agentes deram ordem de parada ao motorista do ônibus, onde foi realiza uma fiscalização. Ao subirem no coletivo e conversarem com os passageiros, os policiais decidiram vistoriar o compartimento de bagagem.
Em seguida, o cão farejador da PRF K9 Umbro sinalizou que dentro de duas malas havia droga. A equipe revistou as bagagens e encontrou os 69,70 kg da maconha, que era transportada em tabletes.
Através da checagem dos tíquetes de bagagens foi identificado que duas passageiras eram as responsáveis pelo transporte da droga.
Aos policiais, as mulheres relataram que pegaram as malas em Cuiabá (MT) e dividiriam o valor de R$ 10 mil para levar o material ilícito até a rodoviária de Maceió (AL).
As mulheres receberam voz de flagrante delito e a ocorrência foi apresentada, assim como a droga apreendida, em uma delegacia de Feira de Santana.
No fim do mandato, Bolsonaro libera exploração de madeira em terras indígenas, inclusive por não ind
Medida prevê que as organizações mistas não possam ter mais do que 50% de não indígenas na sua composição. Instrução normativa entra em vigor em 30 dias, já no governo Lula.
Por Roberto Peixoto, g1.
A duas semanas do fim do mandato do presidente Jair Bolsonaro, o governo federal publicou nesta sexta-feira (16) uma medida que libera a extração de madeira em terras indígenas.
O ato é uma "instrução normativa" que autoriza o chamado manejo florestal sustentável. Ela foi assinada pelos presidentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim, e da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Augusto Xavier.
- A medida permite a exploração inclusive por organizações de composição mista, ou seja, entidades com a participação de não indígenas.
- A instrução entra em vigor daqui a 30 dias, já no governo Lula, que poderá rever a medida.
- Para entidades ambientais, a medida fere a Constituição Federal, que veda a exploração de madeira em terras indígenas.
Alvo de invasores e garimpeiros, as terras indígenas estão entre os principais redutos de conservação ambiental no país. Com as novas regras e as lacunas na fiscalização, especialistas temem que a medida facilite a exploração criminosa.
Qual a justificativa da Funai?
Em nota, a Funai afirma que a medida era uma "reivindicação antiga de diversas etnias e resultará em mais autonomia para os indígenas" e acrescenta que possibilitará a ampliação de "geração de renda nas aldeias de forma sustentável".
Segundo a fundação, a regulamentação "ajudará a combater as atividades de desmatamento ilegal em terras indígenas". Diz ainda que o manejo florestal "é estudado há mais de uma década por instituições e entidades ambientalistas e indigenistas como uma alternativa viável de geração de renda e emprego nas comunidades indígenas".
O g1 também procurou o Ibama, mas não havia obtido resposta até a última atualização deste texto.
O que diz a medida em 10 pontos:
- O governo estabelece regras para a elaboração, análise, aprovação e monitoramento de Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) comunitário para a exploração de recursos madeireiros em terras indígenas.
- Os planos poderão ser apresentados por cooperativas integradas pelos próprios indígenas ou organizações de composição mista (a participação de não indígenas tem que ser inferior a 50%).
- Qualquer mudança estatutária na organização deverá ser comunicada à Funai.
- As tarefas e os ganhos serão divididos entre os integrantes da comunidade.
- O grupo interessado em fazer a exploração terá que pedir autorização e, para isso, precisará apresentar um documento técnico avaliando os impactos cultural e econômico nas comunidades que vivem na terra indígena.
- Para embasar o plano, deverá ser feito um relatório de viabilidade socioeconômica, que terá que, primeiro, ser submetido à comunidade indígena para consulta. Se aprovado, o relatório terá que ser enviado à Funai, que dará um parecer.
- Também será preciso demonstrar a viabilidade ambiental.
- O plano final dependerá do aval do Ibama.
- O texto prevê o manejo em três biomas brasileiros: amazônico, caatinga e cerrado.
- A quantidade de madeira a ser extraída deverá seguir critérios específicos já existentes para cada um desses biomas e que levam em conta, por exemplo, a necessidade de uso de máquinas para o arraste de toras e o ciclo de corte das árvores.
Críticas: margem para mais destruição
Na prática, de acordo com Juliana de Paula Batista, advogada do Instituto Socioambiental (ISO), o documento abre margem para sérios impactos ambientais e aumento do desmatamento nessas terras.
De acordo com o artigo 231 da Constituição, "as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes".
Já o Estatuto do Índio, também citado por Batista, traz em seu artigo 18 a proibição da "prática da caça, pesca ou coleta de frutos, assim como de atividade agropecuária ou extrativa" em terras indígenas por pessoas não indígenas.
Milagres Ba.: Recém-nascido é encontrado em matagal
bebê estava com placenta e cordão umbilical
Caso aconteceu na cidade de Milagres, nesta segunda-feira (12). Bebê foi socorrido para hospital.
Por g1 BA e TV Subaé.
Um recém-nascido foi encontrado em um matagal nesta segunda-feira (12), na cidade de Milagres, a cerca de 245 km de Salvador. De acordo com o delegado da cidade, Thiago Costa, a criança estava enrolada em um saco plástico, com a placenta e o cordão umbilical. Até a tarde desta segunda, a mãe da criança não havia sido localizada.
"Nós já falamos com a pessoa que encontrou o bebê. Ele ouviu o choro forte no matagal, chamou outros moradores e levou a criança para o hospital com vida. O nome da cidade é sugestivo, Milagres", disse o delegado.
Ainda segundo Thiago Costa, o bebê é do sexo masculino, estava sujo de fezes e tinha queimaduras no corpo devido a exposição ao sol. Na noite desta segunda, ele segue internado no Hospital Municipal de Milagres. Não há previsão de alta médica, mas o estado de saúde do bebê não é grave.
Um relatório médico apontou que o recém-nascido estava desidratado, com queimaduras de primeiro grau no rosto e um hematoma na cabeça, que pode ter sido decorrente da queda do nascimento, caso a mãe tenha dado à luz em pé.
O delegado informou que inquérito policial foi instaurado para apurar o crime e algumas testemunhas já foram ouvidas nesta segunda. De acordo com ele, o caso pode ser enquadrado como abandono de recém-nascido.
Doações
Desde que o bebê chegou na unidade de saúde, os funcionários do Hospital Municipal de Milagres não param de receber donativos. São roupas e alimentos que chegam de diversas cidades da Bahia.
Ainda segundo o delegado, algumas pessoas já demonstraram interesse em adotar a criança. Apesar disso, o Conselho Tutelar aguarda a manifestação do Ministério Público Estadual em Amargosa - cidade vizinha a Milagres -, que já foi comunicado sobre o caso.
Bolsonaristas radicais queimaram 3 carros e 5 ônibus e depredaram delegacia em ato em Brasília, dize
Atos ocorreram na noite de segunda-feira (12); grupo também tentou invadir a sede da PF, no Distrito Federal. Nesta terça, transporte público teve atrasos e Esplanada dos Ministérios e Praça dos Três poderes amanheceram fechadas.
Por Iana Caramori, g1 DF.
O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal afirma que três carros e cinco ônibus foram queimados durante os atos de vandalismo deflagrados por bolsonaristas radicais no centro de Brasília, na noite desta segunda-feira (12).
Ainda segundo o Corpo de Bombeiros, desse total, quatro ônibus e um carro foram totalmente queimados e o restante, parcialmente. Além disso, uma pessoa de 67 anos precisou de atendimento médico após inalar gás lacrimogêneo.
Brasília amanhece com ônibus atrasados e Esplanada fechada
Os bolsonaristas tentaram invadir o prédio da Polícia Federal e quebraram vidros da 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte. Policiais militares entraram em confronto com o grupo, que colocou botijões de gás em vias próximas ao local. Segundo o Corpo de Bombeiros afirmaram que eles estavam vazios.
Na manhã desta terça-feira (13), a Esplanada dos Ministérios amanheceu fechada para o trânsito de veículos. Também há bloqueios na Praça dos Três Poderes e nas proximidades do Setor Hoteleiro Norte e da sede da Polícia Federal.
Por medida de segurança, após quatro veículos serem incendiados, os ônibus tiveram atraso de cerca de uma hora para sair das garagens nesta manhã, afirmaram as empresas Marechal, São José e Pioneira. Usuários enfrentam paradas lotadas e demora na nas primeiras horas do dia.
O que aconteceu e o que disseram as autoridades
- Os atos de vandalismo começaram na frente da Polícia Federal, na Asa Norte, por volta de 19h30, após o cumprimento de um mandado de prisão temporária contra o indígena José Acácio Tserere Xavante, apoiador de Jair Bolsonaro;
- A prisão do indígena aconteceu por determinação do STF e atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República;
- A PGR e o STF afirmam que o Tserere é investigado por participar de atos antidemocráticos e reunir pessoas para cometer crimes; a PF diz que o preso está acompanhado de advogados e que as formalidades relativas à prisão "estão sendo adotadas nos termos da lei".
- Após a prisão de Tserere, um grupo de radicais tentou invadir um prédio da PF e incendiou carros;
- Parte do grupo seguiu pela Asa Norte, onde realizou novos atos de vandalismo. Pelo menos um ônibus foi incendiado; botijões de gás foram espalhados em ruas da cidade;
- A Polícia Militar foi chamada e reagiu com bombas de gás e balas de borracha. Houve confronto com os radicais;
- A Secretaria de Segurança Pública do DF afirmou que precisou restringir o trânsito na Esplanada dos Ministérios, na Praça dos Três Poderes e em outras vias da região central;
- O secretário de Segurança, Júlio Danilo Souza Ferreira, afirmou que os participantes dos atos de vandalismo serão responsabilizados: "A partir de agora , temos imagens, filmagens, temos como identificar". Ele não soube dizer se houver prisões.
- A região do hotel onde o presidente eleito, Lula, está hospedado teve a vigilância reforçada por equipes da PM.
- O governador Ibaneis Rocha (MDB) disse: "Por enquanto estamos agindo com as forças policiais. Todas as nossas forças policiais (...) estão nas ruas".
- Ao blog da Andréia Sadi, o senador Flávio Dino (PSB-MA), futuro ministro da Justiça, afirmou que o "governo federal segue omisso diante dessa situação grave absurda".
- Às 23h08, mais de duas horas depois do início dos atos, o ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Anderson Torres, escreveu em uma rede social que o Ministério da Justiça, por meio da Polícia Federal, "manteve estreito contato" com a Secretaria de Segurança do DF e com o governo do DF "a fim de conter a violência e restabelecer a ordem". Ele disse que "tudo será apurado e esclarecido" e que a situação está se normalizando".
- O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), classificou de "absurdos" os atos de vandalismo, "feitos por uma minoria raivosa". Veja a repercussão política.
Outros episódios de violência em atos bolsonaristas desde às eleições
Outros casos recentes mostram a escalada da violência dos atos antidemocráticos em diversos pontos do país.
- Tocantins
Agentes da Polícia Civil foram hostilizados por bolsonaristas acampados em frente ao 22º Batalhão de Infantaria do Exército, em Palmas, ao averiguar a presença de crianças e adolescentes no local.
- Rondônia
A tubulação de bairros da cidade de Ariquemes foi arrebentada por supostos manifestantes, e a população ficou sem água tratada. Além disso, uma mulher contou em um vídeo não ter chegado a tempo de ver a mãe doente ainda com vida por ter sido barrada em um bloqueio ilegal.
- São Paulo
Dois trechos da Rodovia Anhanguera, em Campinas, foram bloqueados por bolsonaristas que danificaram caminhões em um ato no dia 23 de novembro. Além disso, um servidor do IBGE foi espancado por bolsonaristas em Amparo ao tentar fugir de protesto.
- Paraíba
Uma mulher foi agredida por bolsonaristas e presa pela PM por embriaguez, mesmo sem fazer teste.
- Mato Grosso
Um pai implorou para que bolsonaristas o deixassem passar com o filho, que faria uma cirurgia, e disse que o grupo usava facões. Em outro caso, um grupo de estudantes foi impedido de passar de ônibus e caminhou mais de 5 km para fazer o Enem.
Ainda no estado, dois suspeitos foram presos por atos análogos a terrorismo e por porte ilegal de armas ao tentar incendiar caminhão em Sinop. Um homem também foi agredido por participantes de um bloqueio.
- Pará
No Pará, a Polícia Federal prendeu seis suspeitos de atos golpistas e ataque à Polícia Rodoviária Federal.
- Santa Catarina
A Polícia Rodoviária Federal apreendeu bombas, miguelitos e comparou bolsonaristas a black blocs. Em outro caso, um vídeo mostra um grupo de bolsonaristas agredindo uma mulher após derrota nas urnas. Ainda em SC, policiais rodoviários levaram golpes de barras de ferro em um bloqueio bolsonarista.
- Paraná
Um caminhoneiro foi agredido ao tentar furar um bloqueio em rodovia.
- Acre
Rio Branco enfrentou redução da frota de ônibus por causa do desabastecimento de combustível, além de sofrer com falta de cimento e alimentos perecíveis por conta de bloqueios em Rondônia.
Vandalismo em Brasília: imagens
Carinhanha.: Jovem morto a tiros na Bahia estava em festa 'paredão'
Crime foi cometido na noite de sábado (10) e, até a manhã deste domingo (11), ninguém havia sido preso.
Por g1 BA.
O jovem de 20 anos foi morto a tiros na tarde de sábado (10) curtia uma festa do tipo paredão, quando foi atacado por dois homens armados. O caso aconteceu no bairro Sudene, na cidade de Carinhanha, região sudoeste da Bahia e, até a manhã deste domingo (11), ninguém havia sido preso.
Pedro Henrique Dias Nascimento estava no evento onde são utilizados grandes aparelhos de som automotivos. Depois de balear o jovem, os suspeitos fugiram logo em seguida. A vítima foi atingida quatro vezes, chegou a ser socorrida para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil informou que a perícia já foi feita e testemunhas deverão ser ouvidas nos próximos dias. Ainda não há informações sobre quem cometeu o crime, nem o que motivou o assassinato. Além da vítima, não houve outros feridos. Não há detalhes sobre o sepultamento do corpo de Pedro Henrique.
Dupla é presa com mais de 900 tabletes de maconha escondidos em caminhão na BR-116
A carga da droga totalizava 680 quilos. Apreensão aconteceu na cidade de Feira de Santana.
Por g1 BA.
Dois homens foram presos ao transportar 680 quilos de maconha, distribuídos em mais de 900 tabletes, na BR-116, no trecho da cidade de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, na manhã deste domingo (11).
Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) descobriram a droga dentro do caminhão em que eles estavam, enquanto faziam uma fiscalização no Km 429 da rodovia. Antes de encontrar a droga, os policiais perceberam que a estrutura do banco do motorista estava adulterada.
Na vistoria eles encontraram o material guardado sob uma tábua de madeira. Os dois homens e o material foram levados para a delegacia da cidade. O nome dos suspeitos não foi divulgado por causa da Lei de Abuso de Autoridade.
A dupla foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e está detida, à disposição da Justiça. Só neste ano, mais de sete toneladas de maconha foram apreendidas pela PRF.
Casal que vendia rifas na internet é morto a tiros em praia na BA
vítimas foram baleadas no peito e na cabeça
Crime ocorreu em Barra do Jacuípe, na cidade de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador.
Um casal que trabalhava com a venda de rifas na internet foi morto a tiros, no domingo (11), em uma praia na Barra do Jacuípe, em Camaçari, cidade da Região Metropolitana de Salvador. As vítimas foram identificadas como Rodrigo da Silva Santos, 33 anos, e Hynara Santa Rosa da Silva, de 39.
Nas redes sociais, o casal acumulava mais de 100 mil seguidores até o domingo e era conhecido como DG e Naroka Rifas. Eles foram baleados no peito e na cabeça, e deixam dois filhos.
Horas antes do duplo homicídio, as vítimas curtiam o fim de semana na praia. DG e Naroka compartilharam vídeos em que aparecem em uma moto aquática.
Além disso, Naroka havia postado um vídeo chorando, em uma rede social, após conversar com uma amiga de infância. "Me bateu uma tristeza, estava conversando com uma amiga de infância, e ela está postando um monte de fotos antigas da época de escola, da turminha do interior", disse.
A rifeira sinalizou também que, ao conversar com a amiga, sentiu falta de ter laços afetivos do passado.
"Ela falou que não tinha nenhuma foto comigo, éramos melhores amigas. Na época, eu ia escola para casa e de casa para a escola, porque eu era escravizada. Não tinha infância, nem adolescência, e sinto falta desses laços que são tão bons para nossa vida. Por isso hoje eu faço de tudo pelos meus filhos", complementou.
Segundo informações da Polícia Civil, equipes do Serviço de Investigação foram ao local do crime (Silc/RMS) e realizaram os levantamentos iniciais. Foram expedidas guias periciais e de remoção dos corpos.
Os corpos de Rodrigo e Hynara estão no Instituto Médico Legal (IML) de Salvador. Eles serão enterrados na tarde desta segunda-feira (12), no Cemitério Bosque da Paz, também na capital.
A autoria e a motivação crime serão investigadas pela 33ª delegacia de Monte Gordo.
Carrão.: Licíniense José Carlos dos Santos Pires Escontra-se Sequestrado na Cidade de São Paulo.
Assassino que invadiu escolas e matou três no Espírito Santo é apreendido
Assassino entrou armado em duas escolas e matou três pessoas e deixou 13 feridas. A informação é do governo estadual.
Por Fabiana Oliveira, Juirana Nobres e Viviane Lopes, g1 ES
O assassino que invadiu duas escolas e deixou três pessoas mortas e outras 13 feridas em Aracruz, no Espírito Santo, foi apreendido no início da tarde desta sexta-feira (25). Ele tem 16 anos e era aluno de uma das escolas atacadas.
A informação foi confirmada pelo governador Renato Casagrande (PSB) pelo Twitter. Na publicação, ele disse que equipes de segurança conseguiram prender o atirador.
Ele foi apreendido cerca de quatro horas após o ataque em sua casa, em Aracruz. Segundo a polícia, ele havia usado um carro na ação e na fuga. O veículo estava com a placa parcialmente encoberta, mas pelos números restantes foi possível identificar o endereço do atirador.
O ataque
O crime aconteceu por volta das 9h30 na Escola Estadual Primo Bitti e em uma escola particular que fica na mesma via, em Praia de Coqueiral, a 22 km do centro da cidade. Aracruz, onde o ataque aconteceu, fica a 85 km ao norte da capital.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o assassino invadiu a escola estadual com duas pistolas, uma .40 e outra .38, e fez diversos disparos assim que entrou no estabelecimento de ensino. Depois, foi até a sala dos professores e fez novos disparos. Na unidade, dois professores foram mortos.
Na sequência, ele deixou o local em um carro e seguiu para a escola particular Centro Educacional Praia de Coqueiral, que fica na região. Na unidade, um aluno foi morto.
Ao todo, dois professores e um aluno foram mortos. As identidades e idades não foram divulgadas. 13 pessoas foram baleadas, uma delas teve de ser resgatada pelo helicóptero ao hospital.
Segundo os dados do Censo Escolar de 2021, a escola Primo Bitti tem cerca de 500 alunos matriculados. O governo estadual não confirmou quantos alunos estavam no local no momento do atentado.
Tiroteios durante operações policiais deixam ao menos 10 mortos nesta sexta no RJ
Policiais civis e militares trocaram tiros com criminosos durante ações no Complexo da Maré e no Morro do Juramento, ambos na Zona Norte do Rio, e no Morro do Estado, em Niterói, na Região Metropolitana. Além dos mortos, até o início da tarde desta sexta, sete pessoas ficaram feridas.
Por g1 Rio.
Ao menos dez pessoas morreram nesta sexta-feira (25), durante operações das forças de segurança do estado em três pontos diferentes do Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, as mortes ocorreram durante troca de tiros entre policiais e criminosos. Além dos dez mortos, até o início da tarde desta sexta, sete pessoas também ficaram feridas.
No início da manhã, policiais civis e militares estiveram no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, onde um jovem morreu baleado durante a troca de tiros com traficantes da região. Até a última atualização desta reportagem, havia outros cinco feridos, entre eles, um policial militar.

Renan Souza de Lemos, de 24 anos, foi baleado e socorrido por moradores. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado às 7h40, mas o rapaz não resistiu aos ferimentos.
De acordo com o pai da vítima, ele era motorista de aplicativo. Ele deixa duas filhas, uma de 6 anos e uma bebê de 7 meses.
Um policial do Bope, de 41 anos, também foi ferido e encaminhado para o Hospital Federal de Bonsucesso. Ele foi atingido no tórax e na barriga, mas tem quadro estável.
Segundo as forças de segurança do estado, polícias civis e militares do RJ iniciaram uma “operação integrada” nas comunidades Nova Holanda e Parque União, no Complexo da Maré, a fim de “coibir movimentações criminosas relacionadas a roubo de carga e roubo de veículos”. A operação teve início nas primeiras horas da manhã.
A Secretaria Municipal de Educação informa que 40 escolas do Complexo da Maré não abriram as portas nessa manhã. O comércio local também não funciona, de acordo com moradores. A Clínica da Família Jeremias Moraes da Silva também não funcionou.
6 mortos no Morro do Juramente
Também na manhã desta sexta-feira, policiais militares realizaram uma operação da PM no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio. Pelo menos seis pessoas morreram baleadas na ação. A Polícia Militar disse que todos foram mortos em confronto.
Segundo a PM, policiais do 41º BPM (Irajá) foram para o Juramento a fim de “reprimir o tráfico de drogas e as ações de criminosos no entorno da comunidade”.
A PM afirmou que um homem segue internado sob custódia no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, na Zona Norte do Rio. Nesse confronto, um policial militar foi ferido por um tiro em uma das mãos. Ele está fora de perigo.
Na ação, os policiais apreenderam dois fuzis, quatro pistolas, uma granada e uma quantidade de drogas ainda não contabilizada. A ocorrência foi encaminhada para a 27 ª DP (Vicente de Carvalho).
Mortos em Niterói
Um confronto entre policiais e criminosos no Morro do Estado, em Niterói, deixou três mortos e dois feridos na madrugada desta sexta-feira (25).
Policiais do 12º BPM (Niterói) faziam patrulhamento quando foram informados sobre disparos de armas de fogo na comunidade. Os agentes foram até a região e encontraram indivíduos armados. Houve um tiroteio, e cinco suspeitos foram encontrados.
Três deles estavam mortos e dois foram levados para o hospital Azevedo Lima. Com os suspeitos, foram apreendidos um fuzil, três pistolas, drogas e um rádio comunicador.
A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí investiga o caso.
Jacaraci: Justiça afasta padre acusado de facilitar a prática de abuso sexual em coroinha.
Urandi .: Asssaltantes Fazem a festa e se Dão Mal, CPF é Cancelado.
Dos 116 caminhões em atos em Brasília, 21 foram enviados por empresas da Bahia
Estabelecimentos baianos identificados pela polícia estão localizados no oeste do estado, região que registrou casos de assédio eleitoral durante as eleições deste ano.
Por g1 BA — Salvador.
Dos 116 caminhões que participaram de atos antidemocráticos em Brasília, principalmente nas proximidades do Quartel General do Exércio Brasileiro, 21 veículos eram da Bahia, conforme apontou o relatório da Polícia Civil do Distrito Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). [Confira lista das empresas no fim da reportagem]
Dos 21 caminhões, três estavam registrados no CNPJ da empresa Ritterbusch & Elger Ltda - EPP e outros três no da Transportadora Denardin Ltda, e outros dois no Agrowalker Servicos & Transportes Ltda.
O g1 tenta contato com as empresas sobre a identificação nos atos.
As empresas baianas identificadas pela polícia têm endereço nas cidades de Luís Eduardo Magalhães, Correntina e São Desidério. Todas elas estão localizadas no oeste do estado, região que registrou casos de assédio eleitoral durante as eleições deste ano.
Um dos casos de maior repercussão foi o do empresário do setor do agronegócio Adelar Eloi Lutz, que mandou funcionárias colocarem “o celular no sutiã” para filmarem o voto na urna eletrônica. Após acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA), ele divulgou um vídeo nas suas redes sociais, onde se retratava pelo ocorrido.
A polícia identificou também a presença de veículos que pertencem a pessoas jurídicas e físicas do Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Os atos foram realizados, conforme o relatório, nos dias 8 e 9 de novembro, no Setor Militar Urbano (SMU), no Eixo Monumental.
O relatório, apesar de apontar possíveis organizadores dos atos, todos moradores do Distrito Federal, informa que “não foi identificada uma coordenação que envolva todos os manifestantes no local, sendo que, até o presente momento, foram verificadas ações coletivas para compras de alimentos e outros itens que permitem a manutenção dos manifestantes no local”.
Confira abaixo o nome das empresas e pessoas físicas da Bahia presentes em atos de Brasília, segundo a polícia:
- Ritterbusch & Elger Ltda - EPP;
- Marodin Transportes Ltda;
- Aeroobeid Transportes;
- Agrocamargo Transportes;
- Prada Transportes Rodoviarios Ltda;
- ACR Comércio e Transporte de Madeira Ltda;
- Transportadora Denardin Ltda;
- Agrowalker Servicos & Transportes Ltda;
- Edilson Lopes Guzzi Transportes;
- Juracy de Souza Carlos Filho;
- Osvaldo Henke;
- Adriana Aparecida Ferreira de Paula Rosseto;
- Lauro Antonio Luza;
- Vilson Walker;
- Luiz Walker;
- Elton Walker.
Influenciadora Kat Torres é presa e encaminhada a penitenciária de Belo Horizonte
Mulher foi levada para Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, onde está desde o dia 19 de novembro.
Por Carolina Caetano e Fernando Zuba, g1 Minas — Belo Horizonte.
A influenciadora Katiuscia Torres Soares, de 30 anos, conhecida como Kat Torres, foi presa e encaminhada ao Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte. Kat é alvo de uma série de acusações, entre elas estelionato e tráfico humano.
O caso veio à tona após familiares de Letícia Maia, que é do Sul de Minas, e de Desirrê Freitas perderem contato com as jovens, que moravam com a influenciadora nos Estados Unidos.
No dia 2 de novembro, as três mulheres foram presas em Maine, no extremo nordeste dos EUA porque, segundo policiais de imigração, estavam ilegais no país.
Por meio de nota, na manhã desta terça-feira (22), a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que Kat deu entrada na unidade prisional no dia 19 de novembro.
O motivo de Kat ter sido encaminhada para uma unidade prisional de Minas ainda não foi divulgado.
Quem é Kat Torres
Nascida em Belém (PA), em seu site oficial, Katiuscia se descreve como "life coach" com mais de mil clientes pelo mundo todo - de diversas crenças, classes sociais e exigências. Kat também afirma ser escritora, atriz e comediante.
No site, a coach promete "estratégias de evolução espiritual, na carreira, nas finanças e nos relacionamentos". Os preços dos planos para ter acesso ao conteúdo dela variam de R$ 73 (mensal) a R$ 700 (anual).
Esta reportagem está em atualização
Inep diz que estudante com autismo impedido de fazer Enem não apresentou boletim de ocorrência
Inep diz que estudante com autismo impedido de fazer Enem não apresentou boletim de ocorrência de extravio de documento antes do horário limite
Boletim foi registrado às 12h50, dez minutos antes do fechamento dos portões. Família diz que apresentou documento antes das 13h.
Por g1 ES.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disse que não recebeu, até o horário limite para realização da prova, nenhum boletim de ocorrência do estudante com autismo que foi impedido de fazer o Enem no domingo (13) em Castelo, Sul do Espírito Santo. A família do estudante, no entanto, negou a versão do órgão e disse que boletim foi entregue antes do horário do fechamento dos portões.
Daniel Soares Moreira, de 19 anos, faria o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pela primeira vez, mas não conseguiu fazer a prova porque a equipe de aplicação dos testes não aceitou a documentação apresentada pelo estudante. A polícia foi chamada e ele foi retirado do local de aplicação.
Em nota enviada pelo Inep (confira abaixo na íntegra), nesta quarta-feira (16), o órgão afirmou que apurou se de fato foi apresentado o boletim, conforme informado pela tutora do participante, e verificou que o documento não foi entregue aos fiscais de sala para identificação do inscrito antes do horário-limite para realização do procedimento.
A advogada da família do estudante, Roberta Louzada, insistiu, porém, que o boletim impresso foi apresentado aos aplicadores dentro do horário permitido, antes de 13h.
Louzada afirmou que o pai de Daniel foi à sede da Polícia Militar da cidade para fazer o boletim de ocorrência explicando que o filho teve a carteira de identidade extraviada. A comunicação foi feita às 12h46 e o boletim foi registrado 12h50.
Durante esse tempo, Daniel e a mãe, Elenir Moreira, permaneceram na escola até o pai voltar com o boletim.
De acordo com a família, Daniel teve a carteira de identidade extraviada e, inicialmente tentou apresentar a Carteira de Trabalho Digital para ser identificado. No entanto, de acordo com o edital do Enem 2022, apenas são aceitas as versões digitais do Título de Eleitor (e-Título), da CNH e do RG.
O edital do Enem diz também que o boletim de ocorrência pode ser apresentado em casos excepcionais, como o extravio de documentos. Neste caso, o participante passa por uma identificação especial, protocolo que, segundo a advogada, não foi feito.
Após os fiscais recusarem o boletim de ocorrência, Daniel permaneceu na escola com a mãe até o horário de fechamento dos portões, e Elenir se recusou a sair da escola. Depois disso, os aplicadores do Enem chamaram a polícia para acompanhar mãe e filho para fora de escola.
Após a chegada da polícia, a mãe gravou um vídeo mostrando o momento da saída deles, com o filho frustrado por não conseguir fazer prova (veja o vídeo no início da reportagem).
Leia a nota do Inep na íntegra:
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) esclarece que, no primeiro dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022, um participante com deficiência não pôde realizar as provas por não apresentar documento válido de identificação.
Após uma diligência inicial, foi registrado, nos documentos de ata de sala, que o inscrito portava apenas a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) Digital, a via original da Certidão de Nascimento e a cópia da Carteira de Trabalho e Previdência Social. Diferentemente do que foi noticiado pela imprensa, nenhum dos documentos apresentados é permitido para realizar o exame, conforme previsto nos editais do Enem 2022.
Diante do exposto, o Inep vem a público reafirmar o compromisso com os participantes do Enem 2022 para garantir a isonomia do exame, cumprindo as regras previstas, de forma igual, para todos os inscritos. Da mesma forma, o Instituto reforça a execução da Política de Acessibilidade e Inclusão, instituída no ano de 2000, com a operacionalização para participantes com deficiência. Vale destacar que, desde esse período, foram implementados diversos recursos e instrumentos para inclusão de participantes com deficiência, inclusive de autistas. Além disso, nesta edição do exame, mais de 3 mil participantes com autismo tiveram o pedido de atendimento especializado deferido.
Os editais publicados com as regras oficiais do Enem 2022 elencam quais os documentos válidos para identificação dos participantes e detalham que serão permitidos apenas três tipos de documentos digitais na edição do exame. São eles: e-Título, CNH Digital e RG Digital. Os editais especificam, ainda, que não serão aceitos documentos que não estejam listados. A novidade foi amplamente divulgada nos canais de comunicação do Instituto.
Conforme também previsto nos editais do Enem 2022, o participante impossibilitado de apresentar a via original de documento oficial de identificação com foto poderá realizar as provas desde que apresente boletim de ocorrência expedido por órgão policial há, no máximo, 90 dias do primeiro dia de aplicação do exame; e submeta-se à identificação especial, que compreende a coleta de informações pessoais. No entanto, o Inep apurou se de fato foi apresentado o boletim, conforme informado pela tutora do participante, e verificou que o documento não foi entregue aos fiscais de sala para identificação do inscrito antes do horário-limite para realização do procedimento.
Todas as denúncias de eventuais falhas na aplicação do Enem são apuradas pelo Inep junto ao consórcio aplicador do exame para que sejam tomadas medidas administrativas, quando for o caso. No entanto, salienta-se que não houve falha nos procedimentos de identificação durante o caso em questão. Em função disso, cabe esclarecer que a não realização da prova por ausência de apresentação de um documento de identificação válido, de acordo com os editais, não habilita o participante a solicitar a reaplicação do exame.
Entenda o caso
O estudante chegou com a mãe no Colégio João Bley, em Castelo, por volta de 12h e levou para a prova a Carteira de Trabalho Digital. Assim que chegou na escola, dois monitores já estavam no local esperando por Daniel para fazer a prova, já que por conta da necessidade específica, o atendimento para realizar o exame precisa ser especializado.
Quando Daniel apresentou o documento de identificação à equipe, recebeu a negativa.
A família insistiu e tentou fazer com que o jovem fizesse a prova apresentando o boletim de ocorrência, já que Daniel teve a carteira de identidade extraviada. Mesmo assim, a equipe não aceitou o boletim, que segundo a mãe foi feito antes de 13h. Ao mesmo tempo, Elenir entrou em contato com a advogada da família e pediu uma orientação sobre o que ela deveria fazer.
A advogada da família de Daniel, Roberta Louzada, disse que tentou entrar em contato com o Inep com pelo telefone 0800, que foi o telefone informado na portaria da escola, mas o número não funcionava.
Roberta disse que tentou ligar cinco vezes e gravou as ligações, mas que não conseguiu nenhum retorno do Inep. Enquanto isso, ela orientava a mãe para que continuasse na escola, para não sair até os portões serem fechados.
Os funcionários não aceitaram nenhuma documentação e quando chegou o horário do fechamento dos portões, 13h30, Daniel e a mãe foram orientados a sair da escola.
Elenir disse que não iria sair e então os funcionários acionaram a polícia para a retirada da mãe e de Daniel.
Após a chegada da polícia, a mãe gravou um vídeo mostrando o momento da saída deles, com o filho frustrado por não conseguir fazer prova.
PF cumpre 13 mandados de busca e apreensão e 4 de prisões contra esquema de 'compra' de resultados
Nesta quinta-feira (17) a Polícia Federal deflagrou operação para aprofundar investigações sobre um esquema criminoso envolvendo a manipulação de resultados esportivos, em especial do campeonato sergipano de futebol masculino, série A2, deste ano.
Ao todo estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e 4 de prisões preventivas nas cidades de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro, Simão Dias, Boquim, Riachão do Dantas e São Domingos, no estado de Sergipe, além das cidades de Salvador (BA) Curitiba (PR) e São Gonçalo (RJ).
O modo de agir do grupo aconteceia da seguinte forma, segundo a PF:
- Sabendo-se que um determinado jogo será transmitido através de uma plataforma virtual ou da televisão, são realizadas apostas envolvendo o resultado em si e as quantidades de escanteios, laterais, expulsões e gols contra; tudo isso dentro de um determinado intervalo de tempo;
- A aposta é garantida porque determinados jogadores, treinadores e dirigentes já acertaram previamente com o fraudador como se dará o resultado;
- O fraudador, que atua como aliciador, procura tanto técnicos, quanto dirigentes e/ou, principalmente, jogadores que possam influenciar diretamente nos resultados, a exemplo de goleiros e defensores;
- Dirigentes esportivos convidam treinadores de outros estados que tenham um histórico de já ter atuado em partidas manipuladas;
- Os treinadores, por sua vez, indicam à contratação de jogadores com quem já tenham trabalhado e feito a manipulação em outros campeonatos.
De acordo com a Polícia Federal, a manipulação de resultados esportivos é crime que vem se disseminando rapidamente no Brasil, com indicativos de atuação de organizações criminosas interestaduais e internacionais, na manipulação de eventos esportivos e mercado de apostas clandestinas relacionadas ao futebol, com a migração das estruturas criminosas, tradicionalmente ligadas ao jogo do bicho, para as apostas esportivas.












