Com a chegada do período chuvoso, Secretaria de Saúde convoca pais e responsáveis para imunização no PSF da Montanha; estoque é limitado.
O período de chuvas chegou e, com ele, o acender do sinal de alerta para a saúde pública. A Prefeitura Municipal de Licínio de Almeida, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, lançou nesta semana uma ofensiva dupla contra a Dengue: a oferta imediata de vacinas para o público prioritário e uma convocação para que a população elimine criadouros do mosquito Aedes aegypti.
? Vacinação para Adolescentes
A vacina contra a dengue já está disponível no PSF da Montanha. Neste estágio da campanha, o público-alvo são adolescentes de 10 a 14 anos.
A Secretaria reforça que a vacinação ocorrerá enquanto durar o estoque, por isso é fundamental que os responsáveis não deixem para a última hora. Para receber a dose, é obrigatória a apresentação dos seguintes documentos:
Cartão do SUS ou CPF;
Caderneta de Vacinação.
?️ O Perigo mora em casa: Cuidados com o Período de Chuvas
A combinação de calor e umidade é o cenário ideal para a reprodução do mosquito transmissor. A Secretaria de Saúde adverte que a vacina é uma ferramenta essencial, mas a prevenção doméstica continua sendo a única forma de barrar o avanço da doença na cidade.
"O combate à dengue é um esforço coletivo. Não adianta vacinar se deixarmos o mosquito nascer no nosso quintal", afirma a campanha da Prefeitura.
Checklist de Prevenção:
Recipientes: Não acumule água em garrafas, pneus, baldes ou vasos de plantas.
Caixas d’água: Devem ser limpas periodicamente e mantidas hermeticamente fechadas.
Manutenção: Limpe calhas, ralos e recipientes de água para animais de estimação diariamente.
Esta é uma ação contínua da Prefeitura Municipal de Licínio de Almeida, focada na proteção da nossa juventude e na segurança sanitária de toda a comunidade.
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Por Lara Cáfaro, g1

Praticar exercício físico pode ser tão eficaz quanto remédios e psicoterapia no tratamento da depressão e da ansiedade, segundo uma das maiores análises já realizadas sobre o tema. O estudo, que reuniu dados de quase 80 mil pessoas, aponta que a atividade física reduz sintomas em todas as faixas etárias e, em alguns casos, apresenta resultados superiores aos tratamentos tradicionais.

A pesquisa é uma “revisão de revisões” (meta-meta-análise), publicada por cientistas da Austrália. Os autores reuniram e avaliaram metanálises e revisões sistemáticas já existentes para medir, com mais precisão, o impacto do exercício na saúde mental.

Ao todo, foram incluídos 63 estudos, que continham 81 metanálises, abrangendo 1.079 estudos individuais e 79.551 participantes. A busca foi feita em sete grandes bases de dados científicas, como SCOPUS, PsycINFO e PubMed. Para garantir que o efeito observado viesse apenas do exercício, os pesquisadores excluíram pessoas com doenças físicas crônicas pré-existentes, como câncer e doenças cardíacas.

 

Por que exercício físico funciona?

O exercício funciona como tratamento eficaz para a saúde mental porque atua simultaneamente em frentes biológicas, psicológicas e sociais. De acordo com as análises, a atividade física não é apenas um “hábito saudável”, mas uma intervenção que altera a química e a estrutura do cérebro, além de fortalecer o bem-estar emocional por meio da interação com outras pessoas.

“A depressão tende a comprometer o planejamento, a iniciativa e a organização. Quando o exercício tem horário fixo, estrutura e repetição, ele funciona quase como um guia. A pessoa não precisa decidir o tempo todo. A estrutura já está dada. Isso também ajuda a regular o ciclo sono-vigília e, com a repetição, pode favorecer neuroplasticidade pré-frontal. Cada sessão cumprida reforça uma ideia simples, mas poderosa: ‘eu consigo’. Isso reorganiza comportamento e autoestima ao mesmo tempo”, afirma Helder Picarelli, médico neurocirurgião e neurologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP)

 

Do ponto de vista neurobiológico, medicamentos e exercício atuam sobre vias semelhantes, mas por caminhos diferentes. O humor, a motivação e o prazer são mediados por vias finais comuns — neurotransmissores, atividade elétrica e regulação hormonal. O que ocorre nas diferentes intervenções é que essas vias são estimuladas por mecanismos distintos para chegar ao mesmo resultado. Medicamentos estimulam essas vias por um caminho químico específico. O exercício ativa essas mesmas redes por vias fisiológicas mais amplas, metabólicas, inflamatórias, hormonais e comportamentais.

Qual exercício funciona melhor em cada caso?

??‍♀️Os pesquisadores identificaram que não existe fórmula única: o tipo e a intensidade do exercício impactam as condições de forma diferente.

• Para casos de depressão: Os melhores resultados foram observados em exercícios aeróbicos (como corrida ou caminhada), realizados em grupo e com supervisão profissional. O componente social e o senso de pertencimento foram apontados como cruciais para potencializar o efeito antidepressivo.

 Para casos de ansiedade: Programas de curta duração (até oito semanas) e de baixa intensidade mostraram-se mais eficazes para reduzir os sintomas de forma mais rápida.

“O estudo não prova o porquê dos exercícios aeróbicos terem maior impacto na depressão; ele aponta uma associação, não uma causalidade. Mas há hipóteses plausíveis: efeito mais consistente no sono, na energia e no humor, facilidade de adesão a atividades como caminhada, corrida ou ciclismo e sensação mais rápida de melhora, o que reforça a continuidade do tratamento”, conta Diego Munhoz, médico ortopedista formado pela USP.

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A Secretaria Municipal de Saúde de Licínio de Almeida reafirma seu compromisso com a saúde visual da população ao manter o cronograma rigoroso do projeto especializado no tratamento do glaucoma. O programa, realizado em parceria com uma clínica credenciada, oferece atendimento a cada três meses para garantir que os pacientes diagnosticados tenham o suporte necessário para o controle da doença.
O principal objetivo da iniciativa é prevenir a perda progressiva da visão, assegurando que o acompanhamento médico e o fornecimento de medicações ocorram sem interrupções.
Como funciona o atendimento
Os atendimentos são direcionados aos pacientes que já integram a lista de acompanhamento do município. A Secretaria destaca alguns pontos cruciais para a manutenção do benefício:
  • Agendamento Prévio: Os pacientes são informados com antecedência sobre a data, o local e o horário de cada consulta.
  • Assiduidade: É fundamental não faltar. Em caso de ausência não justificada, o paciente corre o risco de perder a vaga naquele ciclo de atendimento, o que pode comprometer a eficácia do tratamento.
  • Continuidade: O acompanhamento trimestral é a ferramenta mais eficaz para monitorar a pressão intraocular e ajustar a conduta médica conforme a necessidade de cada caso.
Previna-se: Cuidados Essenciais com o Glaucoma
O glaucoma é uma doença silenciosa e crônica. Por não apresentar sintomas em seus estágios iniciais, a prevenção e o cuidado constante são as melhores defesas:
  1. Exames de Rotina: Visite o oftalmologista regularmente, especialmente se tiver mais de 40 anos ou histórico familiar da doença.
  2. Uso Correto de Colírios: Para quem já possui o diagnóstico, o uso diário dos colírios prescritos é vital para controlar a pressão do olho. Nunca interrompa o tratamento por conta própria.
  3. Atenção aos Fatores de Risco: Pessoas com diabetes, hipertensão ou de etnia negra possuem maior predisposição e devem redobrar o cuidado.
  4. Hábitos Saudáveis: Manter uma dieta equilibrada e praticar exercícios ajuda na saúde vascular, o que reflete positivamente na saúde ocular.
Informações e Suporte
Para esclarecer dúvidas sobre o cronograma de atendimentos ou para novos cadastros na rede de saúde, a orientação é que o cidadão procure sua Unidade de Saúde de referência ou a sede da Secretaria Municipal de Saúde de Licínio de Almeida.
"Nosso intuito é garantir o cuidado contínuo e a preservação da qualidade de vida de nossos munícipes através de um controle rigoroso e humanizado."Secretaria Municipal de Saúde de Licínio de Almeida.
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A iniciativa visa proteger os grupos prioritários e reforçar a imunidade coletiva no município; especialistas alertam que a vacinação aliada a cuidados preventivos continua sendo a melhor estratégia contra o vírus.
LICÍNIO DE ALMEIDA – A Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, anunciou a continuidade da campanha de vacinação contra a Covid-19, concentrando o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) Montanha e Tauape. A ação é voltada para grupos específicos que possuem maior risco de complicações ou maior exposição ao vírus.
Quem pode se vacinar?
De acordo com o cronograma atualizado pela Secretaria de Saúde, os imunizantes estão disponíveis para:
  • Idosos: Pessoas com 60 anos ou mais.

  • Grupos Vulneráveis: Indígenas, ribeirinhos e quilombolas (a partir de 12 anos).

  • Saúde e Instituições: Profissionais de saúde, trabalhadores e residentes (a partir de 12 anos) de Instituições de Longa Permanência.

  • Condições Médicas: Pessoas imunocomprometidas e indivíduos com deficiência permanente (a partir de 12 anos). Além disso, pessoas com comorbidades na faixa etária de 12 a 59 anos.

  • Gestantes e Puérperas: Mulheres grávidas ou no período pós-parto.

  • Sistema Prisional: População privada de liberdade e adolescentes em medidas socioeducativas.

Por que a vacinação ainda é essencial?
Mesmo com o controle da pandemia, o vírus SARS-CoV-2 continua circulando e sofrendo mutações. A vacina é a ferramenta mais eficaz para evitar hospitalizações e mortes. Segundo órgãos de saúde, a imunização não apenas protege o indivíduo, mas reduz a circulação do vírus na comunidade, protegendo aqueles que, por motivos médicos, ainda não podem ser vacinados.
Cuidados que devem ser mantidos
Além da vacinação, a Secretaria de Saúde reforça que cuidados básicos de higiene e etiqueta respiratória continuam sendo aliados importantes na prevenção de doenças respiratórias:
  1. Higiene das mãos: O uso frequente de álcool em gel ou lavagem com água e sabão elimina possíveis agentes infecciosos.

  2. Ambientes arejados: Manter janelas e portas abertas favorece a renovação do ar e dificulta a propagação de gotículas.

  3. Etiqueta respiratória: Cobrir o nariz e a boca com o braço ou lenço ao tossir ou espirrar.

  4. Atenção aos sintomas: Em caso de febre, tosse ou cansaço, a recomendação é procurar a unidade de saúde mais próxima e evitar o contato com outras pessoas até o diagnóstico.

Serviço: Os interessados devem comparecer à UBS Montanha ou UBS Tauape portando documento com foto, CPF e a caderneta de vacinação. O horário de funcionamento padrão das unidades de saúde do município é de segunda a sexta-feira, geralmente das 08h às 12h e das 14h às 17h.

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Por g1 BA.

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Por g1 Feira de Santana e região.

Um casal foi preso em flagrante por suspeita de praticar maus-tratos que resultaram na morte de um bebê de dois meses em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia. O caso aconteceu na tarde desta terça-feira (2), após a criança dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Queimadinha.

Segundo a Polícia Civil (PC), no último domingo (30) o bebê já havia sido levado à mesma unidade de saúde com lesões, mas os pais fugiram do local antes da chegada da polícia.

Como o quadro de saúde mais grave nesta terça-feira (2), o recém-nascido foi levado de volta à UPA em estado grave e morreu por parada cardíaca às 12h15, mesmo após tentativas de reanimação. Desconfiado de maus-tratos, o médico plantonista resolveu acionar a polícia antes que os pais soubessem que a criança tinha morrido e tentassem uma nova fuga.

 

O coordenador da Polícia Civil do Interior da Bahia, delegado Rafael Almeida, explicou que esse episódio foi determinante para a prisão do casal.

“Com certeza houve alguma piora da criança. Eles tiveram que retornar e, infelizmente, ela acabou falecendo. A médica relatou que a mãe teria dito que caiu por cima do bebê durante uma briga com o marido, e que teria caído novamente hoje, o que poderia ter agravado. Essas versões serão confrontadas nas oitivas para esclarecimento”, informou o delegado.

A ocorrência foi registrada na Central de Flagrantes após o acionamento da Polícia Militar, que esteve na unidade de saúde e encaminhou os pais para a delegacia.

 

Conforme registrado no Auto de Prisão em Flagrante, os pais da criança, um homem de 38 anos e uma mulher de 29, apresentavam indícios de negligência e violência contra o bebê. O laudo médico detalhou que a criança tinha:

  • hematomas na cabeça;
  • assaduras genitais;
  • má higiene;
  • baixo peso;
  • histórico recente de atendimento por trauma craniano.

Após a denúncia, a PC prendeu o casal pelo crime de maus-tratos com resultado de morte. Os dois permanecem presos à disposição da Justiça e o caso será apurado pela 2ª Delegacia Territorial de Feira de Santana.

O corpo do bebê foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passará por exame necroscópico que deve auxiliar na conclusão das investigações.

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Por Redação g1.

Um homem que vive com HIV está há mais de seis anos sem apresentar sinais do vírus no organismo após receber um transplante de células-tronco para tratar uma leucemia mieloide aguda.

O caso, aceito para publicação na revista científica Nature, adiciona evidências de que a remissão duradoura do HIV pode ocorrer mesmo quando paciente e doador não têm a mutação genética considerada, por décadas, essencial para a chamada “cura funcional”.

A mutação CCR5Δ32, especialmente quando herdada em dose dupla, bloqueia a entrada do HIV nas células do sistema imunológico e esteve presente em parte dos poucos casos de remissão descritos até hoje. O novo estudo, porém, descreve um cenário diferente.

 

NOTA DA REVISTA: O artigo usado como base para a análise é uma versão não editada do manuscrito, disponibilizada pela Nature para acesso antecipado. Antes da publicação final, o texto ainda passará por revisão adicional — e os autores reforçam que podem existir erros que afetem o conteúdo.

Remissão longa, sem terapia e sem mutação completa

Segundo o manuscrito, o paciente é heterozigoto para a mutação CCR5Δ32 — ou seja, tem apenas uma cópia dessa variante genética. Nesse caso, o organismo ainda produz parte do receptor CCR5, uma “porta” usada pelo HIV para entrar nas células de defesa.

O doador das células-tronco também era heterozigoto, portanto nenhum dos dois tinha a forma completa da mutação capaz de bloquear totalmente essa porta.

O transplante foi feito exclusivamente para tratar a leucemia. Três anos após o procedimento, com o câncer controlado, os médicos interromperam a terapia antirretroviral (TARV) — o tratamento que mantém o HIV sob controle. Desde então, já se passaram mais de seis anos sem que o vírus voltasse a aparecer nos exames, indicando remissão sustentada.

Sem vírus detectável e com reservatório reduzido

Ao longo do acompanhamento, os pesquisadores observaram:

  • RNA do HIV indetectável no plasma;
  • ausência de vírus replicativamente competente no sangue e nos tecidos intestinais;
  • queda acentuada de anticorpos e células T específicas para o HIV, sugerindo baixa atividade viral;
  • presença de HIV proviral intacto antes do transplante, mas nenhum sinal posterior de vírus funcional.
 

Esses achados apontam para uma redução profunda do reservatório viral — conjunto de células onde o HIV costuma permanecer adormecido e difícil de eliminar.

Resposta imune pode ter ajudado a ‘limpar’ células infectadas

O estudo também chama atenção para um ponto do sistema imunológico que pode ter sido decisivo: no momento do transplante, o paciente apresentava alta atividade de citotoxicidade celular dependente de anticorpos (ADCC). Em termos simples, é um tipo de resposta imune em que anticorpos “marcam” células infectadas e outras células de defesa vêm e destroem essas células-alvo.

Esse mecanismo pode ter ajudado a eliminar células que ainda abrigavam o HIV, contribuindo para o esvaziamento do chamado reservatório viral — os locais onde o vírus costuma se esconder.

 

Para os pesquisadores, isso reforça uma mudança importante no entendimento da área: a mutação CCR5Δ32, vista por anos como peça central para atingir a remissão do HIV, não é indispensávelO caso mostra que outros caminhos biológicos também podem levar ao controle prolongado da infecção.

Um caso que amplia o entendimento sobre a cura

Antes deste relato, apenas seis casos de remissão sustentada haviam sido registrados — todos envolvendo transplantes de células-tronco realizados no contexto de cânceres hematológicos. Muitos desses indivíduos receberam células de doadores com duas cópias da mutação CCR5Δ32.

O novo caso mostra que mecanismos independentes dessa mutação podem levar a resultados semelhantes.

Segundo os autores, os dados “ressaltam a importância de estratégias que reduzam de maneira profunda o reservatório viral” como caminho para futuras terapias de cura.

Cura continua rara

Apesar do resultado excepcional, o estudo reforça que a cura do HIV permanece extremamente rara. Transplantes de células-tronco são procedimentos de alto risco e só são indicados para tratar cânceres graves, não sendo uma alternativa para o tratamento de pessoas vivendo com HIV.

Mesmo assim, cada novo caso ajuda a esclarecer os mecanismos envolvidos na remissão e orienta o desenvolvimento de terapias mais seguras e escaláveis no futuro.

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Prato queridinho no Brasil, o estrogonofe combina proteína e creme de leite de forma prática e democrática. Mas há quem tenha dúvidas se essa mistura gera um “duelo de nutrientes”, com prejuízo na absorção do ferro da carne por causa do cálcio do creme de leite.

A nutricionista, doutora em Bioquímica e professora de nutrição clínica e esportiva Daniela Seixas explica que, embora exista competição entre cálcio e ferro, ela não é relevante no caso do estrogonofe.

Tipos de ferro

Para entender melhor, existem dois tipos de ferro:

  • Ferro não heme: presente em vegetais e no feijão, com baixa biodisponibilidade.
  • Ferro heme: encontrado nas carnes, com muito mais facilidade de absorção pelo organismo.
 

Para competir com o ferro não heme, a quantidade de cálcio precisaria ser maior que 200 miligramas — valor que alimentos como o iogurte atingem facilmente.

Já o creme de leite tem bem menos cálcio, em torno de 80 a 100 miligramas. E a carne do estrogonofe, por sua vez, é rica em ferro heme, de alta biodisponibilidade.

“Apesar dessa competição existir, ela não é relevante no estrogonofe, porque estamos falando de pouco cálcio frente a um ferro altamente biodisponível. Para competir com o ferro heme, seriam necessárias umas cinco caixinhas de creme de leite”, explica Seixas.

Feijão e iogurte pedem intervalo de mais de 1 hora

 

Uma situação em que a competição pode ser relevante é no consumo de feijão no almoço (ferro não heme) seguido de um iogurte, rico em cálcio.

Para evitar prejuízo na absorção, o ideal é esperar entre 1 e 2 horas antes de ingerir o iogurte. Esse intervalo permite que o ferro seja absorvido.

Segundo Seixas, essa disputa entre nutrientes ocorre no intestino. Por isso, eles não devem estar juntos ao mesmo tempo.

Ferro, zinco e cobre: competição maior na suplementação

A interação entre nutrientes depende sempre da quantidade e costuma ser mais significativa em casos de suplementação exagerada.

  • O cálcio, quando consumido em grandes quantidades (como no iogurte), pode diminuir a absorção de ferro, zinco e cobre.
  • O magnésio em excesso também diminui a absorção de ferro, cobre e zinco.
  • Já o zinco em excesso diminui a absorção de cobre.
  • E o consumo excessivo de fibras também reduz a absorção de alguns minerais.

O zinco, por exemplo, é bem absorvido das carnes, mas sua absorção nos cereais integrais cai quando há excesso de fibras.

Seixas destaca, porém, que não precisamos nos preocupar com isso na alimentação do dia a dia, porque essas interações só acontecem em níveis de suplementação.

“É muito comum o paciente que suplementa ferro e acaba tendo deficiência de outros nutrientes, como o zinco, por exemplo. Já peguei paciente que corrigiu anemia ferropriva (com suplementação de ferro) e continuava tendo, por exemplo, queda de cabelo. Aí vimos que o zinco estava super baixo”, conta a professora.

 

Curiosidade: a origem russa do estrogonofe

Apesar de ser muito popular no Brasil, o estrogonofe tem origem na Rússia do século XIX. Por lá, ele leva mostarda, cebola, farinha de trigo e smetana – que se assemelha a um creme de leite, mas é mais azedo, e não é encontrado em outros países.

No Brasil, a versão adaptada ganhou o creme de leite de caixinha e o ketchup.

A versão original usa carne bovina, mas hoje são populares também as versões com frango, cogumelos e palmito.

Por ser cremoso, rápido e de poucos ingredientes, o prato é um dos primeiros pratos que muita gente aprende a cozinhar.

 

 
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Por Talyta Vespa, g1.

O sarampo voltou a preocupar as autoridades sanitárias das Américas. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) anunciou, nesta semana, que a região perdeu o status de área livre de transmissão endêmica, após o Canadá registrar circulação contínua do vírus por mais de 12 meses.

O Brasil, segundo o Ministério da Saúde, mantém a certificação de eliminação, obtida novamente em 2024. Mas o país voltou a registrar surtos localizados em 2025, com 34 casos confirmados até setembro, a maioria no estado do Tocantins.

“É um grande retrocesso para as Américas e um alerta para o Brasil. Mostra que todo o esforço para eliminar o sarampo precisa ser renovado”, afirma Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
 

Embora o vírus ainda não tenha retomado circulação sustentada no Brasil, a desinformação e a queda vacinal continuam abrindo brechas.

Um levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), publicado pelo g1 em outubro, mostrou que o país concentra 40% de toda a desinformação antivacina da América Latina e Caribe.

A pesquisa mapeou 1,47 milhão de mensagens falsas publicadas entre 2019 e 2025 em 1.785 comunidades do Telegram, com alegações que vão de “danos neurológicos” a supostos “antídotos naturais” contra vacinas.

Casos recentes e surtos pontuais

De acordo com o Painel Epidemiológico do Ministério da Saúde, o país confirmou 34 casos de sarampo entre janeiro e setembro de 2025, distribuídos em sete unidades da federação: Tocantins (25), Mato Grosso (3), Rio de Janeiro (2), Maranhão (1), São Paulo (1), Distrito Federal (1) e Rio Grande do Sul (1). Desde então, novos casos já foram registrados.

 

O surto mais expressivo ocorreu em Campos Lindos (TO), após quatro brasileiros voltarem da Bolívia infectadosO episódio resultou em 25 infecções, sendo 22 dentro da própria comunidade e três na população geral.

No Rio de Janeiro, dois bebês menores de um ano, sem histórico vacinal, também foram diagnosticados — ambos sem origem conhecida da infecção.

“Casos esporádicos como esses não significam retorno da transmissão endêmica, mas indicam que o vírus ainda encontra brechas entre os não vacinados”, informa o Ministério da Saúde.

Uma das doenças mais contagiosas do mundo

O sarampo é uma das infecções mais contagiosas conhecidas.

Transmitido por via respiratória, o vírus pode permanecer suspenso no ar por até duas horas, o que facilita a disseminação mesmo em ambientes fechados após a saída do infectado.

“O vírus do sarampo fica em suspensão no ar –é um aerosol. Se dez pessoas entram em contato com alguém infectado e não estão vacinadas, nove vão se contaminar. O sarampo não poupa suscetíveis”, explica Renato Kfouri, vice-presidente da SBIm e presidente da Câmara Técnica de Eliminação do Sarampo do Ministério da Saúde.

Os sintomas incluem febre alta, manchas avermelhadas da cabeça aos pés, irritação nos olhos e conjuntivite. Em casos graves, a doença pode evoluir para pneumonia, encefalite e até cegueira. Em crianças, pode levar à morte.

 
“Mesmo depois da cura, há um efeito imunológico que deixa o organismo mais vulnerável a outras infecções. Por isso o sarampo é tão perigoso, especialmente para crianças pequenas e desnutridas”, diz Kfouri.

Cobertura vacinal em queda é o principal fator

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a cobertura média da segunda dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) nas Américas foi de 79% em 2024bem abaixo dos 95% recomendados para impedir surtos.

No Brasil, a queda histórica das coberturas evidencia a fragilidade da imunização.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a primeira dose (D1) da tríplice viral caiu de 96,0% em 2015 para 80,7% em 2022 --o menor índice em quase uma década.

 

Desde então, houve recuperação parcial: 90,5% em 2023, 95,8% em 2024 e 91,5% em 2025.

Já a segunda dose (D2), que é essencial para consolidar a proteção, manteve trajetória mais preocupante: 79,9% em 2015, despencando para 57,6% em 2022, e subindo apenas para 68,5% em 2023, 80,4% em 2024 e 75,5% em 2025.

Cobertura vacinal de tríplice viral no Brasil

Ano Tríplice Viral (dose 1) Tríplice Viral (dose 2)
2015 96,07% 79,94%
2016 95,41% 76,71%
2017 86,24% 72,94%
2018 92,61% 76,89%
2019 93,12% 81,55%
2020 80,88% 64,27%
2021 74,94% 53,20%
2022 80,70% 57,64%
2023 90,54% 68,51%
2024 95,80% 80,42%
2025 (até 1º de set) 91,53% 75,55%
“A queda da cobertura vacinal é o principal fator. Não há outro motivo para o retorno do sarampo. Quando a imunização cai, os suscetíveis se acumulam, e o vírus encontra espaço”, alerta Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

A recuperação recente ainda é considerada insuficiente para garantir imunidade populacional.

 
“O desafio agora é manter dois pilares: vigilância e vacinação. O Brasil tem feito bloqueios eficientes, mas precisa elevar a segunda dose. É o que garante proteção duradoura”, reforça Renato Kfouri, vice-presidente da SBIm e presidente da Câmara Técnica de Eliminação do Sarampo do Ministério da Saúde.

Desinformação e cansaço pós-pandemia

Para os imunologistas, a hesitação vacinal tem várias causas –e a desinformação digital apenas uma delas.

“A vida corrida e a falsa sensação de segurança fazem com que famílias posterguem doses. A desinformação entra nesse cenário e amplifica o medo”, diz Ballalai.

O estudo da FGV mostrou que o Brasil é o epicentro da desinformação antivacina na América Latina, com redes organizadas que espalham boatos sobre infertilidade, autismo e teorias de conspiração.

“A pandemia piorou a percepção de risco. As vacinas caíram no esquecimento e viraram alvo fácil. Quando a população deixa de ver a doença, acha que ela não existe mais”, avalia Kfouri.

Como funciona a certificação de eliminação

O país só recebe a certificação de eliminação do sarampo quando documenta um ano inteiro sem transmissão local, mas, segundo Kfouri, não basta dizer que não há casos: é preciso provar que está procurando e testando.

“Existem critérios técnicos claros: vigilância clínica, laboratorial e de fronteira. É preciso mostrar que você investigou casos suspeitos, coletou amostras no prazo certo, fez a segunda amostra confirmatória e atingiu os indicadores mínimos de vigilância”, explica o imunologista.

 

Essas evidências são avaliadas por câmaras técnicas e comitês internacionais antes de a OPAS confirmar a certificação.

“Quando o país diz que não tem sarampo, precisa demonstrar que procurou e não encontrou. Só assim se comprova que não há circulação do vírus”, reforça.

Casos importados ou secundários –como familiares de um infectado que voltou do exterior– não configuram transmissão sustentada, desde que o vírus não circule livremente por mais de 12 meses.

“É o que diferencia o Brasil do Canadá hoje. Lá, o vírus circula há um ano sem precisar de viagem para se manter ativo”, compara Kfouri.

Um retrocesso reversível

 

Apesar do alerta da OPAS, os especialistas consideram que o cenário brasileiro ainda é controlado e reversível.

“O Brasil tem experiência e estrutura para conter o sarampo rapidamente, como já fez antes”, afirma Ballalai. “Mas precisamos agir com rapidez e confiança.”

“Com vacinação contínua e vigilância ativa, podemos eliminar o sarampo pela terceira vez. Mas isso depende de mobilizar a população e combater a desinformação com ciência”, reforça Kfouri.

Publicado em BRASIL E MUNDO
 

Por Talyta Vespa, g1.

Uma brasileira está por trás de uma das inovações médicas mais promissoras dos últimos anos. A química Lívia Schiavinato Eberlin, professora da Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, desenvolveu um dispositivo capaz de identificar se um tecido é saudável ou cancerígeno em apenas 10 segundos, já durante a cirurgia.

A tecnologia, batizada de MasSpec Pen, já é chamada de “caneta que detecta câncer”.

Agora, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, conduz o primeiro estudo clínico fora dos Estados Unidos com o equipamento, em parceria com a Thermo Fisher Scientific, multinacional responsável pelo espectrômetro de massas que viabiliza a leitura molecular do tecido.

 

Como funciona a tecnologia

A MasSpec Pen é uma caneta conectada a um espectrômetro de massas --um equipamento capaz de identificar as moléculas que compõem uma substância e revelar sua “assinatura química”.

Em termos simples, ele pesa e compara as moléculas do material analisado, mostrando quais estão presentes e em que proporção. É a mesma tecnologia usada em investigações forenses, no controle de qualidade de alimentos e em exames antidoping --agora adaptada para uso médico.

Durante a cirurgia, o médico encosta a ponta da caneta sobre o tecido suspeito. O dispositivo libera uma microgota de água estéril, que permanece em contato com o tecido por alguns segundos. Essa gota extrai moléculas da superfície e é aspirada para o espectrômetro, que analisa sua composição química em tempo real.

 

O aparelho então identifica o padrão molecular do tecido --algo como uma impressão digital biológica — e mostra na tela se ele é saudável ou cancerígeno.

“É como fazer um café: a água extrai as moléculas da amostra sólida, mas não remove o tecido. A análise é instantânea e não causa nenhum dano”, explica Lívia Eberlin.

O contraste com o padrão atual

Em qualquer cirurgia oncológica, um dos maiores desafios é definir o limite exato do tumor --até onde o cirurgião deve cortar.

O objetivo é remover completamente o tecido doente, evitando deixar células cancerígenas para trás, mas sem retirar mais do que o necessário de tecido saudável, o que pode comprometer órgãos e funções do corpo.

 

Esse tecido, em termos simples, é o conjunto de células que forma uma parte do corpo --como um fragmento do pulmão, da tireóide, do fígado ou da mama.

Quando há um tumor, as células cancerígenas se infiltram nesses tecidos e podem invadir áreas vizinhas. Por isso, o médico precisa saber onde termina o câncer e onde começa o tecido saudável --a chamada margem de segurança cirúrgica.

Hoje, para responder a essa pergunta durante a cirurgia, os hospitais utilizam o chamado exame de congelação, considerado o padrão-ouro da patologia.

Nesse procedimento, o cirurgião remove um pequeno pedaço do tecido suspeito e o envia para o laboratório, onde o material é congelado, cortado em lâminas finas e analisado ao microscópio.

O processo pode levar de 20 minutos a 1h30, tempo em que o paciente permanece anestesiado, "aberto" e a equipe cirúrgica aguarda a resposta do patologista.

Se o exame indicar que ainda há células cancerígenas nas bordas do material retirado, o médico precisa voltar e remover uma área maior, prolongando a operação, o tempo de anestesia e o risco de complicações.

“Mesmo patologistas experientes podem ter dificuldade em fornecer uma resposta precisa sobre margem de segurança, porque o congelamento distorce a estrutura do tecido”, explica Lívia Eberlin.

 
“Com a caneta, o resultado vem em segundos, diretamente da sala de cirurgia, e o cirurgião sabe imediatamente se precisa retirar mais.”

Nos cânceres de pulmão, por exemplo, a definição das margens é um dos pontos mais críticos da cirurgia. Uma retirada excessiva pode comprometer a capacidade respiratória do paciente; uma retirada insuficiente aumenta o risco de recidiva.

“A tecnologia permite ao cirurgião saber, ainda na operação, se o tecido é normal ou tumoral, sem precisar esperar o laudo”, afirma o imunologista Kenneth Gollob, diretor do Centro de Pesquisa em Imunologia e Oncologia (CRIO) do Einstein.

Mama, fígado e ovário serão analisados

 

O Einstein é o primeiro centro fora dos Estados Unidos a testar a MasSpec Pen em pacientes. O estudo clínico, com duração de 24 meses, acompanha 60 pessoas com câncer de pulmão e de tireoide --tumores escolhidos pela acessibilidade cirúrgica e pela maturidade dos algoritmos de detecção.

A tecnologia já havia sido validada em um estudo publicado na JAMA Surgery em 2023, com mais de 100 pacientes submetidos a cirurgias de tireoide e paratireoide, alcançando acurácia superior a 92%.

O trabalho demonstrou que a caneta pode diferenciar, em tempo real, tecidos muito semelhantes, evitando a retirada acidental de glândulas saudáveis --uma complicação que ocorre em até 25% das operações convencionais.

As próximas etapas incluem estudos em tumores de mama, fígado e ovário, áreas em que a tecnologia já demonstrou alta precisão em testes laboratoriais e pode auxiliar na definição das margens cirúrgicas.

Os resultados obtidos no Brasil serão comparados ao exame anatomopatológico para avaliar acurácia, sensibilidade e especificidade.

Caneta pode medir potencial de resposta ao tratamento?

Além de detectar a presença de câncer, a equipe do Einstein quer entender se a MasSpec Pen pode revelar o perfil imunológico de cada tumor --uma informação que, até hoje, só é obtida dias depois da cirurgia, com exames laboratoriais complexos.

 
“Cada câncer tem uma paisagem imunológica própria, uma espécie de ‘impressão digital’ do sistema imune dentro do tumor”, explica Kenneth Gollob. “Alguns são chamados de ‘tumores quentes’, porque estão repletos de células de defesa, como linfócitos e macrófagos. Outros são ‘tumores frios’, que conseguem se esconder do sistema imunológico.”

Essa diferença é crucial para o sucesso dos tratamentos modernos. Os tumores quentes costumam responder melhor à imunoterapia, uma classe de medicamentos que estimula o sistema imunológico a atacar o câncer. Já os frios, mais resistentes, exigem abordagens combinadas --com quimio, radio ou novos imunomoduladores.

A expectativa dos pesquisadores é que a caneta consiga identificar, em tempo real, essa “temperatura imunológica”, analisando os metabólitos e lipídios que refletem a presença de células imunes ativas.

“Se conseguirmos detectar isso no ato da cirurgia, o médico poderá planejar o tratamento logo em seguida --sem esperar semanas pelo resultado da biópsia completa”, diz Gollob.

Segundo ele, o impacto seria duplo: clínico e científico. “Para o paciente, é mais agilidade e tratamento personalizado. Para a pesquisa, é a chance de entender, em milhares de amostras reais, como o sistema imune interage com o tumor em diferentes órgãos.”

A tecnologia por trás do diagnóstico instantâneo

 

Parceira tecnológica do projeto, a Thermo Fisher Scientific é quem fornece o espectrômetro de massas Orbitrap 240, peça central da análise molecular.

Esse equipamento --que ocupa cerca de um metro de comprimento e pesa dezenas de quilos-- é o “cérebro” da operação. É ele que recebe, analisa e interpreta as amostras coletadas pela caneta.

O funcionamento ocorre em duas etapas interligadas:

  1. A MasSpec Pen coleta a amostra. Ao encostar a ponta na região cirúrgica, o dispositivo libera uma microgota de água que absorve moléculas do tecido --como lipídios, metabólitos e fragmentos de proteínas. Essa gota é imediatamente sugada por um fino tubo conectado ao equipamento principal.
  2. O espectrômetro faz a leitura química. Dentro do Orbitrap, essas moléculas são ionizadas e separadas conforme sua massa e carga elétrica, permitindo a criação de um perfil químico único, chamado de assinatura molecular.

A partir daí, um software alimentado por inteligência artificial compara o resultado com uma biblioteca de milhares de padrões de tumores já catalogados.

“A espectrometria de massas é uma das ferramentas mais precisas da ciência moderna. É ela que transforma a leitura química da gota de água em um diagnóstico confiável”, explica Dionísio Ottoboni, diretor de Instrumentos Analíticos da Thermo Fisher para a América Latina.
 

Brasil na ponta

Natural de Campinas, no interior de São Paulo, Lívia Eberlin é formada em Química pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), fez doutorado na Purdue University e pós-doutorado em Stanford.

Hoje, lidera uma equipe na Baylor College of Medicine e comanda a startup MS Pen Technologies, que desenvolve e pretende comercializar a caneta.

Com a conclusão do estudo, o passo seguinte é submeter a tecnologia à aprovação da agência regulatória americana, a Food and Drug Administration (FDA) e, futuramente, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 
“Meu sonho sempre foi trazer a tecnologia para o Brasil. O estudo com o Einstein mostra que ela é robusta, reprodutível e aplicável a diferentes realidades clínicas”, diz.

Além do ganho científico, a pesquisadora vê no projeto uma dimensão simbólica: “É a prova de que a ciência brasileira tem alcance global e pode transformar a vida das pessoas.”

 
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Por Deutsche Welle.

Um estudo científico realizado por uma equipe internacional de pesquisadores indica que os efeitos da atividade física continuam mesmo após o fim dos movimentos. Segundo a pesquisa, o exercício aumenta o gasto energético sem que o corpo humano reduza a energia necessária para funções vitais.

Na prática, os resultados apontam que o corpo não recorre a compensações metabólicas significativas para contrabalancear o gasto de energia provocado pelo movimento.

A pesquisa, liderada pela Universidade Virginia Tech, nos Estados Unidos, com a participação das universidades de Aberdeen, no Reino Unido, e Shenzhen, na China, foi publicada nesta semana pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

 

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"Orçamento energético"

Para chegar a esta conclusão, os cientistas mediram o "orçamento energético" de 75 adultos com idades entre 19 e 63 anos, cujos níveis de atividade variavam do sedentarismo à prática de corridas de ultrarresistência.

Para medir o gasto energético total, os participantes ingeriram isótopos de oxigênio e hidrogênio, e durante duas semanas foram registradas as variações em suas amostras de urina, juntamente com seus movimentos, monitorados por sensores portáteis.

Os resultados mostraram que quanto maior a atividade física, maior é a queima de calorias, independentemente da composição corporal, e que o corpo administra seu orçamento energético sem reduzir o consumo por funções básicas, como a respiração e a circulação sanguínea.

 

O "orçamento energético" de uma pessoa pode funcionar de duas formas: como um valor fixo, no qual a energia é redistribuída de outras funções para cobrir o custo do movimento, ou como um sistema flexível, que é aditivo e permite maior gasto energético.

Os cientistas buscavam determinar qual desses modelos explica melhor as mudanças reais no orçamento energético, de acordo com diferentes níveis de atividade física.

Benefícios prolongados

Constatou-se que as pessoas mais ativas também passam menos tempo sentadas, o que reforça o modelo energético "aditivo", e que essas pessoas têm menos probabilidade de permanecer longos períodos em inatividade.

A pesquisa indica ainda que os benefícios do movimento persistem mesmo quando o corpo está em repouso e, portanto, que ser mais ativo realmente aumenta o gasto energético total e contribui para uma vida mais saudável.

Pesquisador do Laboratório de Evolução Humana da Universidade de Burgos, na Espanha, Guillermo Zorrilla explicou à agência de notícias EFE que a equipe também comparou populações com altos níveis de atividade física a outras mais sedentários.

Ele destacou que, quando o exercício físico é mais intenso e o gasto energético aumenta, o corpo ativa mecanismos que evitam que sejam ultrapassados limites capazes de afetar funções vitais do organismo.

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LICÍNIO DE ALMEIDA (BA) – Em comunicado oficial divulgado nesta terça-feira (22), o diretor do Hospital Municipal Dr. Áureo Mendes da Silva, Marcílio Paixão, anunciou a suspensão temporária das visitas hospitalares como medida preventiva após a confirmação de um novo caso de COVID-19 nas dependências da unidade.
A decisão tem como principal objetivo proteger os pacientes internados, os acompanhantes e os profissionais de saúde que atuam diariamente no hospital. De acordo com o diretor, a medida é necessária para evitar a disseminação do vírus e manter o ambiente hospitalar o mais seguro possível.
“Nosso compromisso é com a saúde e a segurança de todos. Diante do surgimento de um novo caso, optamos por suspender as visitas temporariamente até que a situação esteja sob controle. Contamos com a compreensão e colaboração da população neste momento”, destacou Marcílio Paixão.
Apesar da suspensão das visitas, o hospital permanece permitindo a troca de acompanhantes, que deverá continuar sendo realizada nos horários previamente estabelecidos pela unidade, seguindo todos os protocolos de higiene e proteção recomendados pelas autoridades de saúde.
A direção do hospital reforça a importância de que a comunidade mantenha os cuidados preventivos, como o uso de máscaras em ambientes fechados, a higienização frequente das mãos e a atualização do esquema vacinal contra a COVID-19.
A suspensão das visitas é uma medida temporária e preventiva, e novas atualizações serão comunicadas conforme a evolução da situação epidemiológica no município.
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Uma situação incomum chamou a atenção em Guanambi na última sexta-feira (26). Uma mulher precisou ser socorrida após engolir um garfo enquanto fazia uma refeição.
Ela deu entrada no Hospital Geral de Guanambi (HGG), onde exames de imagem apontaram que o objeto estava alojado no esôfago em posição de risco.
Diante da gravidade, os médicos decidiram transferir a paciente para Vitória da Conquista, onde deve passar por procedimento especializado para retirada do utensílio.
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Por g1 BA e TV Santa Cruz.

Uma equipe sanitária encontrou e destruiu 100 kg de carne com lesões compatíveis com a tuberculose bovina — zoonose grave que pode ser transmitida ao ser humano por meio do consumo de alimento contaminado — na cidade de Ibicaraí, no sul do estado. Segundo informações da Agência de Defesa da Agropecuária da Bahia (Adab), o material foi encontrado após uma denúncia.

O caso aconteceu na última sexta-feira (20), em uma área pública disponibilizada pela prefeitura para açougueiros da cidade. A ação foi realizada em parceria com a Vigilância Sanitária do município.

Segundo Lorena Silva, médica veterinária oficial da Adab e integrante da equipe sanitária do litoral sul da Bahia, a carne estava disponível para ser comercializada. "Ela não estava exposta ainda, ela seria comercializada no outro dia (sábado), que é um dia típico de feira lá no município", detalhou ao g1.

 
Cem quilos de carne é apreendido em Ibicaraí no interior da Bahia
 Cem quilos de carne é apreendido em Ibicaraí no interior da Bahia

O dono da carne não foi encontrado no local, por isso a ação foi direcionada ao responsável por fazer a manutenção logística e de higiene do espaço. Um termo de apreensão e outro de inutilização foram gerados para que o material fosse destruído. Lorena Silva explicou que este é o procedimento padrão da Adab ao encontrar material oriundo de abate clandestino.

"Caso o dono tivesse sido encontrado, ele seria conduzido até a delegacia, porque isso se configura um crime de saúde pública. Como ele não foi encontrado, nós pegamos apenas a assinatura para os termos, pois tem que ter, do responsável que estava por essa câmara fria ali no momento", explicou.

 

Ainda segundo a Adab, o dono do material contaminado só poderia ser conduzido à delegacia em flagrante. Porém, em caso de reincidência, ele pode ser levado à polícia.

Carne contaminada pode transmitir zoonose grave

Ainda segundo Lorena Silva, a tuberculose bovina é uma zoonose grave, que pode levar humanos a casos graves de doenças respiratórias. Trata-e de uma doença de origem bacteriana e pode ser transmitida pelo ar ou por meio da ingestão de carne contaminada.

"A ingestão dessa carne, principalmente para grupos de risco, pode acabar infectando o ser humano com a mesma doença que tinha no animal, no caso a tuberculose. [Isso pode ocasionar] Vários sintomas complicados, como febre, emagrecimento do abdominal, diarreia, fraqueza, problemas respiratórios e — a depender do grau de infecção da pessoa e até mesmo do público-alvo atingido — pode levar até a óbito", enfatiza a médica veterinária.

Publicado em BAHIA E REGIÃO
Nos últimos dias, moradores do bairro Gerais, em Licínio de Almeida, têm enfrentado dificuldades no acesso aos serviços básicos de saúde. O Posto de Saúde da Família (PSF) permaneceu quase uma semana sem atendimento médico e, nesta data, voltou a fechar suas portas.
Um aviso fixado na entrada da unidade informa que os profissionais de saúde do local estão em treinamento, o que mantém o espaço sem funcionamento regular. A situação tem causado preocupação na comunidade, principalmente pela ausência de um médico para atender as demandas cotidianas.
Vale lembrar que, em casos de urgência e emergência, os pacientes podem procurar o Hospital Municipal Dr. Áureo Mendes da Silva. No entanto, o hospital só atende situações emergenciais, deixando descobertas as consultas de rotina, acompanhamento de doenças crônicas e outros atendimentos básicos oferecidos pelo PSF.
Diante do cenário, a população aguarda um posicionamento oficial da Secretaria Municipal de Saúde ou do prefeito Roney Francisco Cotrim, a fim de esclarecer as razões da interrupção e apresentar medidas para normalizar o atendimento no bairro.

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Por Redação g1.

María Antonieta de las Nieves, atriz mexicana conhecida por seu trabalho como a Chiquinha, do humorístico "Chaves", foi internada com sintomas de ansiedade severa na última semana. Segundo a revista “TVNotas”, a atriz de 78 anos foi hospitalizada na quarta-feira (20) e, durante a internação, foi diagnosticada com um possível dano neurológico.

Após exames, foi descoberta uma deficiência de sódio, relacionada a uma deterioração neurológica.

Uma amiga da atriz relatou que ela já havia apresentado crises de ansiedade semelhantes em outras ocasiões. "Mas desta vez foi mais forte. Ela nos deu um susto."

Verónica Fernández, filha de María Antonieta de las Nieves, afirmou à "TV Notas" que a atriz já recebeu alta e está em casa. "Baixou um pouquinho o sódio, mas ela está bem", afirmou,

 

Segundo o jornal El Tiempo, las Nieves já havia apresentado alguns sintomas que indicavam algum problema de saúde semanas antes. Durante uma entrevista no Peru, ela apresentou dificuldade em se expressas com fluidez e de engolir a saliva.

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Mais de 4,5 mil crianças foram registradas sem o nome do pai no primeiro semestre deste ano na Bahia. Em 2024, o número chegou a 12.436. Para combater o cenário de ausência paterna apontado pela Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais do Brasil (Arpen Brasil), a Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA) vai intensificar as ações para reconhecimento de paternidade com um mutirão de atendimentos no próximo dia 23, em Guanambi. A ação vai acontecer na Secretaria Municipal de Assistência Social, situada na Avenida Joaquim Chaves, nº 404, no Bairro de Santo Antônio, de 8h às 13h. Na oportunidade, a Defensoria vai atender, sem necessidade de agendamento, demandas de exames de DNA, reconhecimento voluntário de paternidade biológica e socioafetiva e fazer atendimentos iniciais para averiguação de paternidade. O mutirão faz parte da campanha Meu Pai Tem Nome, promovida pelo Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), que visa reduzir o número de casos de filhos e filhas com pais ausentes. De acordo com a coordenadora da 15ª Regional da DPE/BA, Carolina Cozatti, a meta é reduzir ao máximo o número de crianças sem nome do pai na certidão de nascimento. Ter o nome do pai na certidão de nascimento é um direito garantido na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente. O registro assegura o recebimento de pensão alimentícia, regulamentação de convivência e direitos sucessórios (herança). Garantir o nome do pai nos documentos também pode evitar constrangimentos e barreiras emocionais em crianças, adolescentes e até mesmo adultos.
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Licínio de Almeida tem mais um motivo para se orgulhar. O jovem Álvaro Filho, filho de Álvaro e Simone, conhecidos empreendedores da Stock Informática, concluiu recentemente sua graduação em Medicina pela UNICERRADO, em Goiatuba (GO), no mês de junho de 2025.
Após anos de dedicação intensa aos estudos e à formação acadêmica, Álvaro inicia agora uma nova fase de sua vida profissional. Desde a formatura, atua como médico clínico geral na cidade de Goiânia (GO), levando seu conhecimento e preparo para cuidar da saúde da população local.
A trajetória de Álvaro inspira não apenas familiares e amigos, mas também jovens que sonham em seguir carreira na Medicina. Sua formação representa mais um exemplo de dedicação e determinação, mostrando que os sonhos podem ser alcançados com esforço e perseverança.
Publicado em LICÍNIO DE ALMEIDA
 

Por 

O aumento das temperaturas não provoca apenas desconforto. Ele representa uma ameaça concreta à saúde pública. Pesquisas mostram que ondas de calor já estão associadas ao crescimento de doenças respiratórias, cardiovasculares, neurológicas, renais, além do avanço de arboviroses como a dengue. O calor, literalmente, adoece.

Isso ocorre porque o corpo humano precisa fazer um esforço extra para manter a temperatura interna estável. Em dias muito quentes, os batimentos cardíacos aceleram, a pressão pode subir e a desidratação se torna mais frequente, sobrecarregando o sistema circulatório. O impacto é especialmente grave para quem já vive com doenças crônicas como diabetes, hipertensão ou Alzheimer.

 

Estudos recentes mostram que esse impacto já é visível no Brasil. Entre 2000 e 2018, quase 50 mil mortes foram associadas a extremos de calor, segundo levantamento da Fiocruz e da Universidade de Lisboa. No Rio de Janeiro, uma análise da Secretaria Municipal de Saúde apontou que a mortalidade de idosos e pessoas com comorbidades aumentou nos dias mais quentes.

Além das doenças diretamente ligadas ao calor, o aquecimento global também estimula o avanço de vírus transmitidos por vetores. O mosquito da dengue, por exemplo, se beneficia de temperaturas altas e maior umidade. Em 2024, o ano mais quente da história do país, o Brasil bateu o recorde de casos: mais de 6 milhões de infecções por dengue foram registradas.

a COP 30 e nosso futuro

 
 
 

Segundo a revista científica The Lancet, o risco de transmissão da dengue hoje é 11% maior do que há uma década. E o problema não se restringe aos trópicos. Mosquitos transmissores da doença já avançam para regiões temperadas: só em 2023, foram mais de cem casos autóctones de dengue registrados em países europeus como França, Espanha e Itália.

Diante desse cenário, especialistas alertam que a crise climática não é apenas ambiental — é uma crise de saúde pública. Os efeitos do calor extremo, da mudança no regime de chuvas e da proliferação de vetores já são mensuráveis. Preservar o clima, portanto, não é só proteger o planeta: é proteger vidas.

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Uma criança matriculada na rede municipal de ensino de Caetité, no sudoeste da Bahia, foi diagnosticada com meningite bacteriana. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente apresenta quadro estável, responde positivamente ao tratamento e permanece internado.
Seguindo protocolo do Ministério da Saúde, 22 pessoas que tiveram contato direto com o estudante já iniciaram a quimioprofilaxia — tratamento preventivo indicado para evitar a transmissão. A unidade escolar foi temporariamente fechada para desinfecção, enquanto a Vigilância Epidemiológica mantém o monitoramento de todos os envolvidos.
As autoridades reforçam que a população deve procurar atendimento médico somente diante de sintomas como febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos, sonolência excessiva, confusão mental ou aparecimento de manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele.
Embora grave, a meningite bacteriana apresenta altas chances de cura quando identificada e tratada precocemente.
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A Unidade Básica de Saúde Dr. Marcelo Silveira, localizada no bairro da Montanha, em Licínio de Almeida, está disponibilizando a vacina contra a Covid-19 para todos os públicos. A vacinação acontece de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h e das 13h30 às 16h.
Estão disponíveis as doses infantis, de reforço e as atualizações de acordo com o calendário do Ministério da Saúde. Para se vacinar, é necessário apresentar o Cartão do SUS, documento com foto e o Cartão de Vacinação.
A importância da vacinação
A vacina contra a Covid-19 é fundamental para reduzir os riscos de formas graves da doença, hospitalizações e óbitos, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como idosos, pessoas com comorbidades e crianças. Além disso, a imunização em massa contribui para o controle da circulação do vírus, ajudando a evitar novas variantes.
Mesmo com a redução dos casos, a pandemia deixou aprendizados importantes sobre prevenção e cuidado coletivo. Manter o esquema vacinal atualizado é uma forma de proteger não apenas a si mesmo, mas também a sua família e toda a comunidade.
Um gesto de amor e responsabilidade
Vacinar-se é mais do que um ato individual — é uma demonstração de respeito e responsabilidade social. Não deixe para depois. Procure a UBS Dr. Marcelo Silveira, mantenha sua proteção em dia e ajude a construir um futuro mais seguro para todos.
? UBS Dr. Marcelo Silveira – Bairro da Montanha
? Segunda a sexta-feira
? Das 7h30 às 12h e das 13h30 às 16h
? Documentos necessários: Cartão do SUS, documento com foto e Cartão de Vacinação
? Doses disponíveis: Infantil, reforço e atualizações
Vacinar é um ato de amor. Proteja-se e proteja quem você ama.
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Por g1 BA e TV Sudoeste.

Um jovem baiano diagnosticado com paralisia cerebral lançou um livro mesmo após os médicos afirmarem que ele não conseguiria aprender a ler. "O Diário de Rafael" é um relato da história de superação de Rafael Sousa, de 25 anos, morador da cidade de Nova Itarana, no sudoeste da Bahia.

"Aquele menino desacreditado virou escritor!", ressaltou Rafael.

Segundo a mãe do jovem, Rosângela Sousa, o indicativo de analfabetismo veio após uma série de testes e exames que identificaram a doença. A paralisia cerebral é provoca por lesões ou defeitos no cérebro que ocorrem durante o desenvolvimento, antes do bebê nascer.

 

"Quando ele nasceu, ele tinha paralisia cerebral e eu não sabia. Comecei a levar para os médicos e eles não me diziam nada. Até que o levei para um hospital de Salvador, e fiquei 10 anos ainda levando, para ver a evolução. Mas chegou um dia que os médicos falaram: 'Mãe, ele vai depender muito de você na vida'", afirmou, em entrevista à TV Sudoeste, afiliada da TV Bahia na região.

Para Rafael, ter desenvolvido as habilidades é um milagre. Por isso, ele conta que viu no livro a possibilidade de inspirar outras pessoas que receberam o mesmo diagnóstico, contanto sua história de superação.

 

"Eu não tenho vergonha de dizer que foi milagre de Deus eu aprender a ler, escrever, andar com cadeira de rodas, vencer preconceitos e hoje estar aqui contando minha história. Minha mãe, sempre de mãos dadas comigo, me ensinou que a oração tem poder, e que quando tudo falha, Deus entra em cena e faz o impossível acontecer", afirmou, em entrevista ao g1.

Segundo Rafael, antes a obra era apenas um diário com desabafos sobre dificuldades e conquistas, mas com o tempo ele percebeu que o que escrevia poderia ajudar outras pessoas parecidas com ele.

"Transformar o diário em livro foi como dizer ao mundo: 'Olha, eu estou aqui. Eu venci. E você também pode'".
 

O diário virou livro através do apoio da Lei Paulo Gustavo, criada após a morte do ator e humorista, e foi lançado em maio deste ano. Desde então, Rafael tem participado de entrevistas e palestras em escolas na Bahia.

Para o psicólogo Fabrício Souza, o livro escrito por Rafael é importante não só para as pessoas com deficiência, mas também para quem não convive com essa realidade.

"A partir do momento que as pessoas têm contato com os escritos e as obras de pessoas com deficiência, elas começam a perceber um sujeito de existência, uma pessoa que tem sua vida, sua autonomia, e que não se resume a sua deficiência", afirmou.

Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por g1 BA.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou três pessoas por abandonar uma idosa de 79 anos. De acordo com a denúncia, a mulher ficou 24h caída no chão após levar uma queda e chegou a acumular 70 gatos dentro de casa.

Os suspeitos são sobrinhos da vítima, que é viúva, não teve filhos e foi diagnosticada com esquizofrenia. Eles foram denunciados por abandono de incapaz, que resultou em lesão corporal de natureza grave e exposição da integridade física e psíquica da idosa ao perigo.

O órgão não divulgou a cidade onde o caso aconteceu, mas afirmou que a idosa sofreu uma fratura grave em 2024, ao tentar trocar uma lâmpada sozinha no apartamento em que vivia. Ela caiu e ficou cerca de 24h no chão, sem nenhum auxílio dos familiares, e foi encontrada no dia seguinte por um psicólogo do Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

 

Além disso, a idosa ainda acumulava mais de 70 gatos no apartamento, em ambiente insalubre e com risco elevado de proliferação de zoonoses.

Ainda conforme a denúncia, ao longo dos anos diversas intervenções foram feitas e os sobrinhos receberam notificações do Ministério Público e da rede de proteção social.

A condição de abandono expôs a idosa a sérios riscos à sua saúde física e mental, conforme atestado nos relatórios do Centro de Controle de Zoonoses e do Caps.

Publicado em BAHIA E REGIÃO
Com a chegada do clima frio, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Prefeitura de Licínio de Almeida, emitiu um importante alerta de saúde pública em sua página oficial no Instagram. O motivo é o aumento expressivo dos casos de gripe no município, com registros confirmados de Influenza A, uma das formas mais graves da doença viral.
Segundo informações da Secretaria, o Hospital Municipal Áureo Mendes da Silva registrava, até então, uma média de 4 atendimentos diários relacionados a sintomas gripais. Nos últimos dias, esse número saltou para até 22 atendimentos por dia, o que revela um cenário preocupante e que demanda atenção redobrada da população.
O que é a Influenza A?
A Influenza A é um tipo de vírus da gripe que pode causar Infecções Respiratórias Severas, especialmente em crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. Entre suas variantes mais conhecidas está o vírus H1N1, que já foi responsável por surtos em diversos países.
Os principais sintomas da Influenza A incluem:
  • Febre alta repentina
  • Tosse seca
  • Dor de garganta
  • Dor muscular e nas articulações
  • Fadiga intensa
  • Dificuldade para respirar (em casos graves)
Tratamento e Cuidados Necessários
O tratamento da Influenza A pode envolver o uso de antivirais, como o oseltamivir (Tamiflu), especialmente quando iniciado nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. Além disso, é fundamental hidratação adequada, repouso e o uso de medicamentos sintomáticos prescritos por um profissional de saúde.
Veja alguns cuidados essenciais para prevenção:
  • Higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel
  • Uso de máscara, especialmente em locais fechados e com aglomeração
  • Cobrir nariz e boca com o braço ao espirrar ou tossir
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes
  • Manter ambientes bem ventilados
  • Não se automedicar – procure um médico ao sentir sintomas mais fortes
Vacinação: A principal forma de proteção
A vacinação contra a gripe continua sendo a forma mais eficaz de proteção contra a Influenza. O site Portal Licínio orienta que toda a população compareça às unidades de saúde para verificar a disponibilidade da vacina contra a gripe, especialmente idosos, crianças pequenas, profissionais da saúde e pessoas com doenças crônicas.
Licínio de Almeida em alerta
Diante do aumento significativo nos atendimentos e da confirmação de casos de Influenza A, o município de Licínio de Almeida permanece em estado de atenção e monitoramento constante. A população deve colaborar seguindo as recomendações de saúde e procurando atendimento médico ao apresentar sintomas mais graves.
Publicado em LICÍNIO DE ALMEIDA
Enquanto milhares de pessoas celebram avanços em infraestrutura e saneamento básico, a moradora Miriam Rodrigues, residente da Rua Sete de Setembro, no bairro do Gerais, em Licínio de Almeida (BA), enfrenta uma realidade dura e silenciosa: há mais de tres dias, sendo que já ficou mais de oito dias, sua residência está sem água nas torneiras, mesmo estando com as contas pagas em dia e morando a menos de 500 metros de uma base da EMBASA, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento.
A situação se torna ainda mais grave e preocupante quando se leva em consideração que Miriam é mãe de crianças pequenas, entre elas, uma criança com necessidades especiais, que requer cuidados redobrados e atenção constante à higiene e alimentação — aspectos diretamente comprometidos pela falta de água.
Em vídeo divulgado nas redes sociais e enviado ao Portal Licínio, Miriam mostra a situação da casa, com baldes secos e pias inutilizadas. Ela relata que já procurou diversas vezes a EMBASA, que afirma que "vai tomar providências", mas nada foi feito até o momento. Ainda segundo ela, mesmo nos raros momentos em que a água retorna, o volume é tão pequeno que mal dá para lavar a roupa ou limpar a casa, e logo volta a faltar.
A moradora também procurou o prefeito municipal, Chiquinho, em busca de auxílio, mas segundo seu relato, não obteve qualquer retorno ou apoio — muito menos uma resposta concreta sobre a situação dos filhos e da precariedade enfrentada.
“O que mais me dói é ver que ninguém se importa, nem mesmo com uma criança especial dentro de casa. Já procurei a Embasa, já fui até o prefeito, e nada foi resolvido. Só promessas. Enquanto isso, vivemos de improviso e com medo de adoecer por falta de higiene”, desabafou Miriam ao Portal Licínio.
Mesmo com o desabastecimento, Miriam afirma que as contas continuam chegando normalmente, com valores incompatíveis com a realidade de consumo: “Pago como se tivesse água o mês inteiro, como se aqui morassem seis famílias. E ainda oferecem apenas um pequeno desconto, como se isso resolvesse o problema.”
A EMBASA tem sido frequentemente alvo de denúncias em Licínio de Almeida, e esta não é a primeira vez que o Portal Licínio recebe relatos de moradores do bairro do Gerais e de outras localidades enfrentando a mesma dificuldade.
O site Portal Licínio, como meio de comunicação comprometido com a população, reforça o apelo à gestão pública municipal e à EMBASA, e espera que as autoridades respondam com ações concretas, e não apenas com discursos. Entendemos que a resposta não precisa ser dada ao site, mas sim aos cidadãos que vivem diariamente com a negligência de serviços que deveriam ser básicos.
Por fim, reiteramos que o Portal Licínio disponibiliza o direito de resposta à EMBASA, à Prefeitura de Licínio de Almeida e ao prefeito Chiquinho, caso desejem se manifestar publicamente sobre o caso
Publicado em LICÍNIO DE ALMEIDA
 

Por Marina Rossi, Vitor Serrano.

"Era aqui que eu começava a corrida dos três faróis: de Humaitá, passava pelo Farol da Barra e ia até o Farol de Itapuã", contou Ayrton dos Santos Pinheiro, contemplando o mar de Salvador que se abria diante da sua janela.

Era uma segunda-feira no início de junho, céu claro na capital da Bahia após dias seguidos de chuvas intensas, e Ayrton, de 90 anos, estava em uma das três camas espalhadas por um quarto amplo e bem iluminado no hospital Mont Serrat.

"Quando me disseram que eu viria para este hospital, eu não sabia que ele ficava aqui", seguiu, falando das instalações na Ponta de Humaitá, no alto do bairro Monte Serrat, na Cidade Baixa.

 

As lembranças forçaram Ayrton a fazer pausas na fala. Tomando fôlego, com a voz embargada, falou com detalhes dos anos como corredor, da família e do nascimento de um dos filhos naquele bairro.

Nascido em Pojuca, um pequeno município na Região Metropolitana de Salvador, ele chegou à capital por volta dos 8 anos com a família e, até hoje, se encanta com a cidade de onde nunca mais saiu. "É linda", disse.

Abriu uma agência de turismo, casou-se e tocou a vida entre o esporte, o trabalho e a família.l

Ayrton ficou surpreso quando descobriu no hospital, por fim, que estava em um pedaço da cidade que trazia tantas lembranças boas. "Quando cheguei aqui, minhas forças se renovaram."

 

Ele ocupava um dos 70 leitos do Mont Serrat, que funciona em um casarão do século 19, próximo a um dos pontos mais conhecidos de Salvador, a igreja do Senhor do Bonfim.

Antes, era o hospital de infectologia Couto Maia, mas desde o fim de janeiro é ali que se instalou o primeiro, e até o momento único, hospital decuidados paliativos do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil.

Os cuidados paliativos focam na melhora da qualidade de vida e dos sintomas dos pacientes com doenças graves ou que não têm cura. A abordagem, que também é centrada no cuidado dos familiares, não acelera nem abrevia o processo de morte do paciente, mas busca reduzir o sofrimento físico, psicológico e espiritual.

"Aqui, o foco da gente não é a morte. Aqui, o foco da gente é cuidado enquanto vida tiver", diz a médica Karoline Apolônia, coordenadora do Núcleo de Cuidados Paliativos da Secretaria de Saúde da Bahia.

"Perguntaram se meu pai queria fazer a barba, para que time ele torce, o que gosta de comer, se gosta de música. Então, a gente relaxou, por saber que ele está sendo bem cuidado", conta Ayrton Junior, filho do corredor Ayrton.

Junior diz que o pai tem câncer de próstata e tratou com radioterapia um câncer na pele do nariz e da cabeça.

 

"[Ele] correu várias maratonas, tenho vários troféus dele lá em casa inclusive", lembra.

Mas agora a prioridade é o presente.

"A gente sente que o que é importante para meu pai é o conforto presente, no momento presente. Um dia depois do outro. Ele precisa ficar bem, é o nosso pensamento, é o pensamento da família dele."

Um hospital sem UTI

Caminhar pelos quatro pavilhões do Mont Serrat é perceber também que ali não funciona um hospital comum.

Não há uma sala de reanimação — já que isso contrariaria um dos critérios para ingressar no hospital —, nem uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

 

Karoline, que compara a internação em uma UTI com correr uma maratona, diz que isso seria incompatível com a condição dos pacientes que ingressam ali.

"Se eu coloco esse paciente para correr a maratona, eu só vou trazer a ele sofrimento", afirma a médica. "Então, em vez disso, a gente sugere a ele sentar aqui e contemplar o pôr do sol. Aproveitar para dizer desculpa, obrigada, eu te amo e tchau."

Para um paciente ter indicação de cuidados paliativos, ele deve ser encaminhado por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), atendendo a alguns critérios, como ter um diagnóstico de doença grave e tempo estimado de vida de seis meses.

 

A família e o paciente também já devem ter enfrentado o que Karoline chama de "conversas difíceis", isto é, discutir um prognóstico irreversível e saber que UTI não estaria entre as opções para mantê-lo vivo.

Outra peculiaridade do Mont Serrat é que o necrotério fica no centro, entre os quatro pavilhões, e não em uma ala isolada. E, no mesmo ambiente, dividido por uma porta de correr, fica a Sala da Saudade.

É ali que muitas famílias se despedem, se abraçam e se acolhem, depois que um familiar faleceu, porque a premissa é que os parentes também sejam cuidados.

Na sala tem um sofá, uma televisão, água, café e um abajur com luz indireta. Na parede de entrada, uma frase de Ana Cláudia Quintana Arantes, uma das paliativistas pioneiras e mais célebres do país, está escrita de fora a fora: "Um minuto de silêncio. Preciso ouvir meu coração cantar."

 

"Este hospital foi muito sonhado, por muitos anos", contou a médica Karoline, pernambucana de 44 anos, há 11 em Salvador.

O sonho teve início em 2019, quando surgiu o Núcleo de Cuidados Paliativos da Secretaria de Saúde da Bahia, formando médicos especialistas nesta área em todo o Estado.

O núcleo foi pioneiro: foi somente em maio de 2024 que o Ministério da Saúde lançou Política Nacional de Cuidados Paliativos no âmbito do SUS. Na mesma esteira, desde 2023, os cuidados paliativos são disciplina obrigatória nas faculdades de medicina de todo o país.

Na Bahia, o projeto tomou corpo quando foi feita uma radiografia da rede.

"Percebemos que entre 20% e 30% dos pacientes de toda a rede pública da Bahia tinham indicação de ser transferidos para uma unidade especializada em cuidados paliativos", contou Karoline.

"A gente não queria nem que os pacientes chegassem aqui e imediatamente morressem", explicou Yanne Amorim, líder médica do hospital, "e nem que virasse um hospital de doenças crônicas."

Por isso, o tempo estimado de vida dos pacientes que chegam ao Mont Serrat é de seis meses. Alguns vivem mais do que isso e chegam a ir para casa, para seguir com os cuidados com a família. Outros, vivem bem menos, de forma que o tempo médio de internação no hospital é de oito dias.

 

"O paciente recebe alta sabendo e conhecendo que ele continua tendo a sua doença", explicou Yanne. "Mas ele volta para casa com a condição de estar conectado com o que muitas vezes é sagrado para ele, que é a sua família."

Esses pacientes que recebem alta podem continuar o tratamento em casa, indo eventualmente ao ambulatório do Mont Serrat, ou acabam falecendo cercados de parentes e amigos.

A BBC News Brasil fez duas visitas à instituição, uma no início de abril, e outra exatamente dois meses depois. Nenhum paciente que estava na primeira visita continuava ali na segunda.

Publicado em BAHIA E REGIÃO
 

Por Redação g1.

A pele é um órgão complexo, e a aparição de manchas pode gerar preocupação. Suas cores e características são pistas importantes sobre a saúde ou questões estéticas — e podem indicar problemas mais sérios.

As dermatologistas Alessandra Romiti e Márcia Purceli explicam os diferentes tipos de manchas e o que elas podem significar.

(Esta reportagem é parte de uma série com as principais dicas exibidas nos mais de 15 anos do "Bem Estar".)

 

Melasma

Este tipo de mancha escura acastanhada está relacionado a fatores genéticos e hormonais e à exposição solar. É comum que apareça durante a gravidez ou no uso de pílulas anticoncepcionais.

Embora não tenha cura definitiva, o melasma pode apresentar melhora com tratamento adequado.

Os pacientes devem usar filtro solar com FPS acima de 50, duas vezes ao dia, e evitar lugares quentes.

Manchas Pretas

Nevo (Pintas): A maioria das pintas é benigna. No entanto, é crucial ficar atento se uma pinta preta aumentar de tamanho ou mudar de forma.

Nevo Congênito: É o termo utilizado quando uma criança nasce com a mancha ou quando ela aparece até os dois anos de idade. O acompanhamento dessas pintas é importante e, em alguns casos, sua retirada pode ser necessária para prevenir doenças.

 

Melanose: Está diretamente ligada ao sol e ao seu acúmulo. Aparece mais em áreas de grande exposição solar, como o dorso das mãos, colo e costas. Muitas pessoas a confundem com "manchas de idade".

Melanoma: Geralmente é uma lesão sólida, que pode ser plana ou mais elevada, irregular, escura e com múltiplas tonalidades. É considerado um dos tipos mais graves de câncer de pele.

Manchas Brancas

Vitiligo: É uma doença genética e autoimune, que normalmente é "acordada" por uma alteração emocional.

Leucodermia Solar (Sardas Brancas): São manchas brancas que surgem principalmente após os 40 anos de idade. Podem ser confundidas com vitiligo.

Pitiríase Versicolor (Pano Branco): Causada por um fungo, esta condição é mais comum em pessoas com pele oleosa. Também pode ser confundida com vitiligo.

Manchas Roxas

Hematomas (Equimoses): Pessoas com maior fragilidade capilar tendem a ficar roxas "à toa", o que geralmente é genético. O uso de vitamina C pode auxiliar na melhora.

Púrpura Senil: Este é o nome dado às pequenas manchas roxas que aparecem nos braços de idosos.

Manchas Vermelhas

Nevo Rubi: São pequenas lesões vermelhas que aparecem espontaneamente na pele, com uma aparência que lembra um "novelo de lã". Podem sangrar se forem coçadas. A retirada dessas manchas é considerada uma questão puramente estética.

 
Como algumas manchas podem indicar doenças sistêmicas ou estar associadas a outras condições de saúde, é fundamental procurar um médico para avaliação adequada.
Publicado em BRASIL E MUNDO

Após a publicação da matéria que noticiou o falecimento de Jefinho, ocorrido na noite da última terça-feira (03), o Portal Licínio recebeu uma nota oficial do Hospital Municipal Doutor Áureo Mendes da Silva, enviada pelo diretor da unidade, Sr. Marcílio Paixão. A nota visa esclarecer os fatos em torno do atendimento prestado à vítima, bem como reforçar a importância de uma comunicação institucional mais eficiente entre os órgãos de imprensa e a unidade hospitalar.

Segundo o comunicado, às 16h14 do dia 03 de junho, o hospital foi acionado para atender uma vítima de queimadura elétrica de alta tensão. O paciente, identificado como Jeferson Almeida Santos, de 36 anos, conhecido carinhosamente como Jefinho, deu entrada na unidade e foi prontamente atendido pela equipe de plantão, que realizou todos os procedimentos técnicos necessários para tentar preservar sua vida. No entanto, apesar dos esforços médicos, Jefinho infelizmente veio a óbito às 19h38.

Ainda de acordo com a nota, todas as informações clínicas e demais detalhes foram repassados diretamente à família, em respeito à ética médica e à legislação vigente, que restringe a divulgação de dados clínicos a terceiros.

O diretor do hospital também se manifestou via rede social, solicitando que, em situações delicadas como essa, o site mantenha um canal de comunicação direto com a direção da unidade antes da publicação de matérias, reforçando que a recepção do hospital não está autorizada a fornecer informações sobre o estado de saúde de pacientes. O Sr. Marcílio destacou ainda o desejo de manter uma relação respeitosa e colaborativa com a imprensa local, visando uma comunicação mais clara e eficiente com a comunidade.

O Portal Licínio, por sua vez, reconhece a importância dessa interlocução com as instituições públicas e reafirma seu compromisso com a ética jornalística, a apuração responsável e o respeito aos envolvidos, especialmente em momentos tão delicados quanto este.

Reiteramos nossos sentimentos de solidariedade à família, amigos e admiradores de Jefinho, cuja memória e legado permanecerão vivos no coração de todos que o conheceram.

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Publicado em LICÍNIO DE ALMEIDA
 

Por Victor Hugo Silva, g1.

A Neuralink, do bilionário Elon Musk, ganhou mais um concorrente na pesquisa sobre implantes cerebrais. A empresa americana Paradromics afirmou na segunda-feira (2) que fez o primeiro teste com seu chip em um humano.

Em menos de 20 minutos, o chip Connexus foi implantado e removido do cérebro de um paciente que não teve sua identidade revelada. O teste usou técnicas familiares para neurocirurgiões e permitiu registrar sinais cerebrais, disse a empresa.

Segundo a Wired, o experimento foi realizado em 14 de maio e envolveu um implante no lobo temporal, área do cérebro responsável por funções como memória e audição.

 

A companhia disse que seu chip usa inteligência artificial para ler sinais cerebrais. O dispositivo foi criado para entender se o paciente quer falar com ajuda de máquinas, escrever ou mover o cursor de um mouse na tela, de acordo com a Wired.

A Paradromics diz que seu chip foi criado para recuperar a comunicação de pessoas com deficiências motores graves, causadas por quadros como esclerose lateral amiotrófica, acidente vascular cerebral e lesão de medula espinhal.

O implante foi feito na Universidade de Michigan pelo neurocirurgião Matthew Willsey e uma equipe de clínicos e biomédicos, durante uma cirurgia em um paciente com epilepsia.

 
Para o médico, o experimento foi um passo importante para fornecer tratamento adequado para pacientes com necessidades graves que não foram atendidas.

"Meu laboratório está pesquisando como podemos usar plataformas de interface cérebro-computador mais avançadas, como a Connexus, para desenvolver a próxima geração de dispositivos de assistência motora e de fala", afirmou

Paradromics e Neuralink

Com o anúncio do seu primeiro teste, a Paradromics se aproxima da Neuralink, que já disse ter realizado dois implantes de chips cerebrais em humanos, ambos ainda em 2024.

As duas empresas desenvolveram as chamadas interfaces cérebro-computador com capacidade de registrar atividades no nível de neurônios individuais, o que melhora a qualidade do sinal recebido.

 

O modelo da Paradromics usa 420 pequenas agulhas que são eletrodos para registrar atividade neural quando estão ligadas ao cérebro. O modelo da Neuralink, por sua vez, usa 64 fios finos que somam mais de 1.000 eletrodos para a mesma tarefa.

Empresas concorrentes como a Neuroscience e a Synchron registram sinais de grupos de neurônios, e não de neurônios individuais.

A Paradromics foi fundada em 2015 e já realizava estudos pré-clínicos há três anos. A empresa planeja iniciar um ensaio clínico no final do ano para estudar efeitos a longo prazo e a segurança do chip, mas aguarda aprovação de reguladores.

Publicado em BRASIL E MUNDO
O óleo foi aplicado em voluntários, que responderam positivamente aos primeiros testes, e relataram melhoras após o uso.
Publicado em BAHIA E REGIÃO
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