capa portal 63 anos

Por G1 BA.

O governador da Bahia, Rui Costa, anunciou que a flexibilização do sistema de transporte intermunicipal na Bahia deve acontecer no início da próxima semana, se a taxa de ocupação dos leitos de UTI permanecer abaixo de 70%.

"Se nós conseguirmos manter a taxa abaixo dos 70%, já na próxima segunda-feira, nós vamos liberar o transporte da região metropolitana e também o transporte intermunicipal, limitado a 50% da capacidade do ônibus, até o limite da região de Alagoinhas, Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus e aqui no baixo sul até a região de Nazaré das Farinhas", disse Rui Costa.

"Esse é o limite, pelo menos na próxima semana, onde nós vamos acompanhar oito, 10 dias e se tudo correr bem, vamos progressivamente liberando para utras cidades, outras regiões".

De acordo com o governador, o ponto de partida será a liberação da circulação de ônibus e embarcações entre cidades distantes até 100 quilômetros de Salvador.

Segundo informações do governo, alguns protocolos serão exigidos para tornar o processo o mais seguro possível e evitar a contaminação pela Covid-19. Serão feitas testagem periódica dos funcionários que atuam nos transportes e terminais, e a ocupação da capacidade em 50%.

Rui Costa — Foto: Reprodução/TV Bahia

Rui Costa — Foto: Reprodução/TV Bahia

 

A Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) e a Agerba estão acompanhando e fiscalizando as determinações para a reabertura.

“A partir de agora iremos realizar o retorno progressivo, lento e gradual da retomada do transporte intermunicipal. Estamos no terceiro dia seguido com taxa de ocupação dos leitos de UTI abaixo de 70% em Salvador. Usamos o parâmetro de ocupação dos leitos para retomar o transporte. Se continuarmos até o final de semana com esse índice abaixo dos 70%, iremos liberar o transporte metropolitano de Salvador e o transporte intermunicipal em cidades que estão até 100 quilômetros de distância da capital. Para as demais regiões ainda iremos aguardar mais um pouco em função da taxa de ocupação de leitos voltados para a covid-19”, explicou o governador durante o programa Papo Correria em suas redes sociais na quinta-feira (6).

Os ônibus intermunicipais vão poder circular com 50% de ocupação, venda de passagens antecipadas e testagem dos funcionários. Fazem parte desta categoria 42 municípios, que terão os transportes liberados entre si, a exemplo estão as cidades de Salvador, Feira de Santana, Alagoinhas e Santo Antônio de Jesus, não podendo operar fora do raio definido.

O governo informou que as saídas e chegadas de transporte interestadual também poderão ser retomadas apenas nas 42 cidades listadas a seguir, cumprindo todos os protocolos citados, a exemplo de Salvador X Aracaju. Não podendo sair linhas interestaduais de municípios que não estão na lista.

Já as operações das linhas metropolitanas serão retomadas em todas as cidades com ligação rodoviária. Salvador, Lauro de Freitas e Simões Filho, que mantinham linhas operando devido à ligação física entre os municípios, passam a operar linhas também com Camaçari, Candeias, Dias D’Ávila, Madre de Deus, Mata de São João, Pojuca, São Francisco do Conde e São Sebastião do Passé.

 

Além das novas regras, continuam em vigor medidas de higienização regular e proibição de entrada e permanência de passageiros sem máscara facial em embarcações, veículos e terminais.

Nos terminais, o funcionamento dos guichês deverá cumprir os protocolos impostos pelos órgãos de saúde e fazer cumprir medidas de distanciamento entre passageiros e funcionários. As medidas serão adotadas em todo o plano de retomada dos serviços em transportes, e foram definidas a partir de critérios técnicos.

Sistema hidroviário

Conforme o governo da Bahia, as lanchinhas e o ferry-boat vão continuar funcionando com a ocupação máxima em 50%. A novidade será o cumprimento do quadro de horário regular, incluindo sábados, domingos e feriados.

"Elas retomarão mantendo o limite de capacidade de no máximo 50% de ocupação. Nós vamos monitorar durante oito, 10 dias, para ver se não sobe a taxa e mantendo a taxa, nós vamos progressivamente evoluindo", disse Rui.

As lanchinhas voltam a funcionar a partir das 5h até as 21h, e os ferries com saídas de hora em hora, de 5h às 23h30. A operação de Catamarãs para Cairu (Morro de São Paulo) será retomada, cumprindo o quadro de horário regular e também com restrição de embarque de 50% da capacidade das embarcações.

Confira como fica a retomada gradativa de cada categoria:

TRANSPORTE HIDROVIÁRIO

  • Ferry-boat (Salvador – Itaparica)
    - Saídas de hora em hora, nos dois sentidos, das 5h00 às 23h30
  • Lanchas (Salvador – Vera Cruz)
    - Saídas de Vera Cruz: 5h00 às 19h30
    - Saídas de Salvador: 6h30 às 21h00
  • Catamarãs (Salvador - Morro de São Paulo)
    - Saídas de Salvador: 9h00, 10h30, 13h30 e 14h30
    - Saída de Morro de São Paulo: 9h00, 11h30 e 15h00

TRANSPORTE METROPOLITANO

Retorno das operações de linhas entre as cidades de:

  • Camaçari
  • Candeias
  • Dias D’Ávila
  • Madre de Deus
  • Mata de São João
  • Pojuca
  • São Francisco do Conde
  • São Sebastião do Passé
  • Salvador, Simões Filho e Lauro de Freitas, que estavam operando entre si
 

TRANSPORTE RODOVIÁRIO INTERMUNICIPAL (42 cidades)

Autorizado retorno de mais de 100 linhas de longa distância, intermunicipais, distantes de Salvador em até 100 km. Cidades fora deste raio não estão autorizadas a retomar os transportes, com quadro de horário regular.

Retorno das operações de linhas entre as cidades de:

  • ALAGOINHAS
  • AMÉLIA RODRIGUES
  • ANTONIO CARDOSO
  • ARAÇAS
  • ARAMARI
  • ARATUÍPE
  • CACHOEIRA
  • CATU
  • CONCEIÇÃO DA FEIRA
  • CONCEIÇÃO DO ALMEIDA
  • CONCEIÇÃO DO JACUIPE
  • CORAÇÃO DE MARIA
  • CRUZ DAS ALMAS
  • DOM MACEDO COSTA
  • FEIRA DE SANTANA
  • GOVERNADOR MANGABEIRA
  • IPECAETÁ
  • IRARÁ
  • ITANAGRA
  • JAGUARIPE
  • MARAGOGIPE
  • MUNIZ FERREIRA
  • MURITIBA
  • NAZARÉ
  • PEDRÃO
  • SALINAS DA MARGARIDA
  • SANTO AMARO
  • SANTO ANTÔNIO DE JESUS
  • SANTO ESTEVÃO
  • SÃO FELIPE
  • SÃO FELIX
  • SÃO GONÇALO DOS CAMPOS
  • SAUBARA
  • TEODORO SAMPAIO
  • CAMAÇARI
  • CANDEIAS
  • DIAS D'ÁVILA
  • MADRE DE DEUS
  • MATA DE SÃO JOÃO
  • POJUCA
  • SÃO FRANCISCO DO CONDE
  • SÃO SEBASTIÃO DO PASSÉ
Publicado em BAHIA E REGIÃO
O prefeito Licíniense Frederico Vasconcelos (dr Fred), testa possitivo para covid-19 em teste rápido após viajem a Salvador para tratar de assuntos de interesse em nosso município.
Dr Fred afirma em vídeos divulgado em sua Fan Page que se encontra bem e não apresenta sintomas nenhum do corona vívus, e que se encontra em repouso em sua residência e não teve e nem mantem contato com pessoas.
Acompanhe seu pronunciamento no Faebook.:
“Nesta semana tive que realizar minha primeira viagem para tratar de assuntos de suma importância do município, hoje no meu retorno realizei um teste rápido que deu POSITIVO para o covid-19.
Me encontro sem sintomas e ficarei em isolamento até que um novo teste mostre que estou curado, peço a oração de todos e reafirmo para seguirmos as medidas de isolamento e distanciamento social.”
Assista ao vídeo.         
Publicado em LICÍNIO DE ALMEIDA
por Catacra Livre .
© Istock/Anna Shalamova Conceptual photo - testing for coronavirus: in the hand there is a test tube with a patient s blood sample, which gave a positive result for coronavirus COVID-19.
Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) conduzido pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP) divulgado nesta quarta-feira, 5, confirmou que mesmo sendo rara, há possibilidade de reinfecção pela covid-19.
Uma mulher, de 24 anos, técnica de enfermagem testou positivo para o novo coronavírus duas vezes no intervalo de 50 dias. Segundo os pesquisadores, “a constatação traz implicações clínicas e epidemiológicas que precisam ser analisadas com cuidado pelas autoridades em saúde”.
Segundo a pesquisa, em 4 de maio, a mulher teve contato com um colega de trabalho infectado e no dia 6 começou a sentir os sintomas: mal-estar, febre, congestão nasal, dores de cabeça e de garganta. No dia 8, ela fez o exame RT-PCR, que identifica o coronavírus no organismo por meio de materiais coletados no nariz e na garganta e o resultado foi negativo. No dia 13, a técnica de enfermagem refez os exames, porque os sintomas persistiram e desta vez o diagnóstico foi positivo. Depois de 10 dias, os sintomas desapareceram e a mulher voltou ao trabalho.
Após 38 dias, em 27 de junho, a paciente então curada, sentiu os sintomas da doença novamente. Além do mal-estar, da febre, das dores de cabeça e garganta, ela sentia dores musculares, cansaço, diarreia, tosse e havia perdido o paladar e o olfato.
 
Passados 5 dias do ressurgimento dos sintomas, no dia 2 de junho, a paciente refez o teste RT-PCR e testou positivo. Na época, dois familiares também tiveram os sintomas clínicos e testaram positivo pra covid-19.
Nas duas ocasiões, a técnica de enfermagem foi submetida aos testes sorológicos, com resultados positivos para anticorpos.
“O presente caso apresenta forte evidência não somente de reinfecção por Sars-Cov-2, como de recidiva clínica da Covid-19, de forma semelhante a apenas um outro caso clínico relatado em Boston (EUA)”, afirmam os pesquisadores da USP ao citar um artigo publicado no American Journal of Emergency Medicine, em junho deste ano.
A paciente não precisou ser internada ou respirar com ajuda de aparelhos. Ela se queixa de sintomas de sinusite e de uma dor de cabeça, que surgiu com a segunda infecção e persiste 33 dias após o surgimento da suspeita de reinfecção.
Publicado em BRASIL E MUNDO
 Por: Reprodução / Instagram  Por: Redação BNews 

Opapa emérito Bento XVI está gravemente doente, segundo o seu biógrafo oficial, Peter Seewald. O escritor esteve com Joseph Ratzinger no último sábado (1º), no Vaticano.

À imprensa alemã, Seewald relatou que o papa emérito contraiu uma infecção viral que causa erupções cutâneas dolorosas, relativamente comum em pessoas idosoas, e está "extremamente frágil". Ainda segundo o biógrafo, Bento XVI está praticamente inaudível, mas se mantém lúcido.

Publicado em BRASIL E MUNDO

A queda na contagem de anticorpos não é sinal de uma derrota do sistema imunológico diante do coronavírus, nem indica uma dificuldade para o desenvolvimento de uma vacina viável.

Nos dois meses mais recentes, vários estudos científicos foram divulgados - alguns foram revisados pelos pares; outros, não - indicando que a resposta dos anticorpos em pessoas infectadas com o SARS-CoV-2 teve queda significativa em um intervalo de dois meses. A notícia inspirou o temor de um rápido enfraquecimento da imunidade dos pacientes que já tiveram a covid-19, prejudicando as perspectivas para o desenvolvimento de uma vacina eficaz e durável.

Mas essas preocupações resultam de um equívoco.

Tanto a imunidade natural do nosso corpo quanto a imunidade adquirida por meio da vacinação servem ao mesmo propósito: inibir um vírus e impedir que este cause uma doença. Mas elas nem sempre funcionam da mesma maneira.

Com isso, a revelação de que os anticorpos naturais de alguns pacientes que tiveram covid-19 estariam em queda não significa muito para a probabilidade de eficácia das vacinas atualmente em fase de desenvolvimento. Nesse caso, a ciência pode ser mais eficaz do que a natureza.

O sistema imunológico humano evoluiu para cumprir duas funções: agilidade e precisão. Com isso, temos dois tipos de imunidade: a imunidade inata, que entra em ação em questão de horas, ou até minutos, após uma infecção; e a imunidade adaptativa, que se desenvolve ao longo de dias e semanas.

Quase todas as células do corpo humano são capazes de detectar uma infecção viral, e quando isso ocorre, elas convocam nossos glóbulos brancos para que mobilizem uma resposta defensiva ao agente infeccioso.

Quando a resposta do nosso sistema imunológico inato consegue conter o patógeno, a infecção é resolvida rapidamente e, em geral, sem que apresentemos muitos sintomas. Mas, no caso das infecções mais fortes, é o nosso sistema imunológico adaptativo que entra em ação para nos proteger.

O sistema imunológico adaptativo é formado por dois tipos de glóbulos brancos, chamados células T e células B, que detectam detalhes moleculares específicos do vírus em questão e, com base nisso, produzem uma resposta direcionada contra ele.

Um vírus provoca doenças ao entrar nas células do corpo humano e sequestrar seu mecanismo genético, podendo assim se reproduzir indefinidamente: a hospedeira é transformada em uma fábrica viral.

As células T detectam e matam essas células infectadas. As células B produzem os anticorpos, um tipo de proteína que se conecta às partículas virais e impede que entrem nas nossas células; isso impede que o vírus se replique e contém a infecção.

Então o corpo armazena as células T e B que ajudaram a eliminar a infecção, caso precise delas no futuro para combater o mesmo vírus. Essas chamadas células de memória são os principais agentes da imunidade de longo prazo.

Os anticorpos produzidos em resposta a uma infecção comum pelo coronavírus duram aproximadamente um ano. Mas os anticorpos gerados pela infecção pelo sarampo duram a vida inteira, protegendo para sempre.

Mas, no caso de outros vírus, também ocorre que a contagem de anticorpos no sangue chega ao auge durante a infecção e cai depois que esta foi superada, geralmente em questão de alguns meses: é isso que deixou algumas pessoas preocupadas em relação à covid-19, mas o significado desse fenômeno não é o que parece.

O fato de a contagem de anticorpos cair após o fim de uma infecção não significa que estão sendo derrotados: essa é uma etapa normal de uma resposta imunológica.

E a queda nos anticorpos não significa uma queda na imunidade: as células B de memória que produziram aqueles anticorpos ainda existem, prontas para produzir novos batalhões de anticorpos se a demanda surgir.

E é por isso que devemos manter a esperança nas perspectivas de desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19.

Uma vacina funciona imitando uma infecção natural, gerando células T e B de memória capazes de proporcionar imunidade duradoura nas pessoas vacinadas. Mas há muitas diferenças importantes entre a imunidade criada pelas vacinas e a imunidade criada por uma infecção natural.

Virtualmente todos os vírus que infectam os humanos contêm no seu genoma instruções para a produção de proteínas que os ajudam a evitar a detecção pelo sistema imunológico inato. O SARS-CoV-2, por exemplo, parece ter um gene dedicado a silenciar o sistema imunológico inato.

Entre os vírus que se tornaram endêmicos nos humanos, alguns também descobriram uma forma de evitar o sistema imunológico adaptativo: o H.I.V.-1 sofre mutações rapidamente; os vírus do herpes usam proteínas capazes de aprisionar e incapacitar os anticorpos.

Felizmente, o SARS-CoV-2 não parece ter aprendido esses truques ainda, indicando que ainda temos a oportunidade de deter sua disseminação e a pandemia se apostarmos em uma abordagem relativamente direta para a vacina.

As vacinas usam diferentes técnicas: podem partir do material viral morto ou atenuado, ácidos nucleicos ou proteínas recombinantes. Mas todas as vacinas são formadas por dois componentes principais: um antígeno e um adjuvante.

O antígeno é a parte do vírus à qual desejamos que a resposta do sistema imunológico reaja, atacando-a. O adjuvante é um agente que imita a infecção e ajuda a dar início à resposta imunológica.

Uma das belezas das vacinas (e uma de suas maiores vantagens em relação à reação natural do nosso corpo às infecções) é a possibilidade de seus antígenos serem projetados para concentrar a resposta imunológica contra o ponto fraco de um vírus, seja este qual for.

Outra vantagem é que as vacinas permitem diferentes tipos e dosagens de adjuvantes - com ajustes, isso pode ajudar a reforçar e prolongar as respostas imunológicas.

Até certo ponto, a resposta imunológica gerada contra um vírus durante uma infecção natural depende do próprio vírus. Não é o caso das vacinas.

Como muitos vírus iludem o sistema imunológico inato, às vezes as infecções naturais não resultam em uma imunidade duradoura ou robusta. O papilomavírus humano é um deles, motivo pelo qual causa infecções crônicas. A vacina contra o papilomavírus dispara uma resposta de anticorpos muito melhor do que a infecção natural pelo HPV: ela é quase 100% eficaz na prevenção da infecção pelo HPV e suas complicações.

A vacinação não protege apenas contra a infecção e a doença; ela também bloqueia a transmissão viral e, se aplicada de forma suficientemente generalizada, pode conferir a uma população a chamada imunidade de rebanho.

A proporção de indivíduos em uma determinada população que precisam ter imunidade contra um novo vírus para que o resultado seja a proteção de todo o grupo depende do número básico de reprodução do vírus - em termos gerais, o número médio de pessoas que são infectadas por um indivíduo doente.

No caso do sarampo, altamente contagioso, mais de 90% de uma população devem ser imunizados para garantir a proteção também dos não vacinados. No caso da covid-19, estima-se que essa proporção - ainda não a conhecemos ao certo, como seria de se esperar - seja entre 43% e 66% da população.

Levando em consideração as graves consequências da covid-19 para muitos pacientes mais velhos, e também a imprevisibilidade de seus efeitos e consequências entre os jovens, a única maneira segura de alcançar a imunidade de rebanho é a vacinação. Isso, somado ao fato de o SARS-CoV-2 aparentemente não ter desenvolvido ainda um mecanismo para evitar a detecção pelo nosso sistema imunológico, é razão de sobra para dobrar a aposta nos esforços para encontrar rapidamente uma vacina.

Assim, não é necessário ficarmos alarmados com relatos de uma queda na contagem de anticorpos dos pacientes com covid-19; isso é irrelevante para a perspectiva de se encontrar uma vacina viável.

Devemos em vez disso lembrar que há mais de 165 possíveis vacinas em fase de desenvolvimento e algumas mostram resultados promissores nos testes.

É bom também começar a pensar em como garantir que, uma vez desenvolvida, a vacina seja distribuída de maneira eficaz e igualitária. /TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

*Dr. Iwasaki e Dr. Medzhitov são professores de imunobiologia na Universidade Yale.

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por Greice Mattos, RBS TV de Caxias do Sul, e G1 RS.

Francisco Padilha e o pai Solon Gonçalves Padilha. — Foto: Arquivo pessoal

 

Uma família da Serra do Rio Grande do Sul, que teve 12 pessoas com teste positivo para Covid-19, perdeu o quinto integrante por complicações da doença. Francisco Padilha, de 59 anos, estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Gramado desde o dia 15 de julho.

O pai de Francisco, Solon Gonçalves Padilha, de 88 anos, foi o primeiro a morrer, no dia 16. Três dias depois, a esposa dele, Leonor Alano Padilha, de 84, e o filho do casal, Odilon Alano Padilha, de 58 anos, também faleceram.

"Nem no meu pior pesadelo esperava passar por isso. É uma dor muito ruim, uma tristeza que não tem como descrever", contou o neto do casal, Rodrigo Miola Padilha, que também teve Covid-19.

A psicóloga Aline Padilha Rabelo, neta do casal, contou ao G1 que, desde o início da pandemia, havia um revezamento entre os familiares nos cuidados com os idosos, que moravam em uma propriedade a cerca de 50 km do centro de São José dos Ausentes.

"Todo 'finde' era um filho responsável por vir, para fazer a lida de campo, do gado. Naquele fim de semana, era meu tio Odilon. Ele não tinha sintoma algum que pudesse gerar qualquer preocupação ou desconfiança", diz Aline.

 

Na semana passada, morreu o irmão, de 64 anos, de Francisco. A família não autorizou a divulgação do nome dele.

A informação da morte de Francisco foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde de Gramado. Ele foi presidente do Sindicato do Setor de Hotéis e de Empreendimentos Gastronômicos da Região das Hortênsias entre 2010 e 2013. Em nota, o sindicato se solidarizou com a família (veja abaixo).

 

12 testaram positivo

Segundo a psicóloga Aline Padilha, neta do casal Solon e Leonor, 12 pessoas da família testaram positivo para a doença. "Alguns já tiveram e não têm mais transmissão. Outros foram hospitalizados, mas receberam alta", afirma.

O tio de Aline, Odilon teve contato com outros irmãos e cunhados no fim de junho. Os sintomas começaram a aparecer uma semana depois.

"Ele achou que era uma síndrome gripal normal, mas não teve melhora no quadro. Na terça, dia 7 [de julho], ele consultou com um médico, que identificou uma infecção pulmonar e pediu que ele já ficasse hospitalizado. No fim da tarde foi transferido para a UTI", conta Aline.

Foi neste momento que, segundo ela, a família ligou um alerta para a saúde dos idosos. "Desde o dia 4, 5, por aí, eles já estavam debilitados, acamados. Na sexta, dia 3, um tio levou eles em uma consulta em São Joaquim (SC). Lá, eles fizeram um teste rápido, que deu negativo. O médico deu uma medicação e mandou eles ficarem em casa", comenta a psicóloga.

 

Após a internação de Odilon, Aline entrou em contato com a Secretaria de Saúde de São José dos Ausentes para que mandassem uma ambulância e fizessem uma avaliação médica nos avós.

"O médico entendeu a necessidade de eles serem hospitalizados, e foram levados para Vacaria. Existia a hipótese de que poderiam estar com Covid, então iniciaram o tratamento. Quatro dias depois, o teste RT-PCR deu positivo para ambos", conta.

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por France Presse.

O presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, anunciou nesta terça-feira (28) que contraiu o coronavírus, mas disse que não apresentou sintomas. Ele sempre minimizou a gravidade da Covid-19.

"O mais incrível é que hoje você vê uma pessoa que teve o coronavírus e se recuperou enquanto continuava trabalhando. Ontem, os médicos chegaram a essa conclusão", disse ele, durante uma reunião com funcionários do Ministério do Interior.

"Graças a Deus, eu estou entre aqueles que não apresentaram sintomas", acrescentou Lukashenko, de acordo com imagens divulgadas na televisão pública.

O presidente bielorrusso é um dos poucos líderes do mundo que não impôs medidas de contenção obrigatórias em seu país diante da epidemia.

Amplamente criticado por sua gestão da crise do coronavírus, o presidente, que lidera a ex-república soviética desde 1994, chamou a pandemia de "psicose" e chegou a recomendar beber um pouco de vodka ou ir a uma sauna para evitar ficar doente.

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por BBC.

A pandemia do novo coronavírus tem provocado desespero no Iraque, um país já castigado por uma série de guerras.

"Eu infectei minha mãe, meu pai, meus irmão e irmãs", diz o funcionário de um hospital do país a colegas, que tentam contê-lo.

"Eu matei minha mãe com minhas próprias mãos. Minha mãe estava saudável em casa, e eu trouxe o vírus até ela. Tudo porque eu trabalho no hospital", conclui, aos prantos.

O deserto iraquiano está se transformando em um enorme cemitério, onde já foram enterradas 3 mil vítimas da covid-19.

Os voluntários que fazem os enterros são da Força de Mobilização Popular do Iraque, grupo paramilitar formado para combater os extremistas do autointitulado Estado Islâmico.

Mas agora têm um novo inimigo invisível, e trocaram suas armas por máscaras e desinfetante.

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por TV Bahia.

A cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, registrou 217 casos de dengue em uma semana, conforme o último boletim divulgado pela prefeitura na segunda-feira (27).

De acordo com os dados da prefeitura, de janeiro até o dia 17 de julho, a cidade havia registrado 2.134 casos de dengue. Já no último boletim, com dados até a última sexta-feira (24), a cidade havia registrado 2.351 casos.

Ainda conforme o último boletim, a cidade teve 10 casos de zika e 23 de chikungunya. Vitória da Conquista também já possui duas mortes por dengue hemorrágica em 2020.

A prefeitura alerta que a população precisa tomar cuidado dentro de suas casas, principalmente com o acúmulo de água em locais que podem tornar-se criadouros do mosquito aedes aegypti , transmissor da doença. Neste momento da pandemia do novo coronavírus, os agentes municipais não podem ter acesso aos imóveis para fiscalizar e combater as lavas, por isso a importância de uma população em alerta para os casos.

Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por Itana Alencar, G1 BA.

Sem receber medicação de alto custo pelo governo, baiana em tratamento de câncer raro faz apelo por vida — Foto: Arquivo pessoal

 

Imagine precisar de medicação para sobreviver e não ter esse direito plenamente assistido. Essa é a situação vivida pela baiana Karolline Hadeydi, de 35 anos, natural da cidade de Feira de Santana. Com diagnóstico de mieloma múltiplo – um tipo raro de câncer que atinge principalmente a medula óssea –, ela conta que está há mais de um mês sem receber os remédios do governo do estado.

Karolline descobriu o câncer em outubro de 2017 e, desde então, luta para estabilizar a doença. Durante boa parte do tratamento no Hospital das Clínicas de Salvador, a cerca de 100 km de Feira de Santana, ela faz a quimioterapia venosa, recebeu as medicações mensalmente e passou por transplantes.

"Cheguei a fazer transplante de medula óssea, mas esse tipo de câncer não tem cura, só tem tratamento, que é muito caro. Eu preciso muito da medicação para sobreviver, muito. Quando eu descobri a doença, eu tive anemia, fraqueza, fadiga. O meu medo é o câncer progredir para os ossos e os rins, porque é assim que ele evolui", explicou Karolline.

"Estou em desespero. Venho lutando contra essa doença, mas para que ela não progrida eu preciso do medicamento. Eu tenho relatório em mãos, que prova que a falta da medicação me faz mal".
 
 

Todo o tratamento de Karolline é feito pelo SUS porque a família não tem condição de arcar com o alto custo das medicações carfilzomibe e lenalidomida. Segundo ela, a caixa com 21 comprimidos chega a custar R$ 28 mil. Karolline entrou com processo na Justiça para que o governo da Bahia provesse a medicação dela, o que aconteceu. No entanto, ela conta que a disponibilização foi suspensa há mais de um mês.

"Eu tomava a medicação fornecida pelo estado há quase dois anos. Em dezembro do ano passado, eles faltaram com a medicação, mas eu me mobilizei nas redes sociais e eles voltaram a me oferecer o remédio. Agora já estou há mais de um mês sem tomar nada", detalha Karolline.

"A doença voltou a ativa, e estava sendo controlada. Já tem um tempo que eu estou suplicando ao estado. Sem ela, eu corro risco de morte".
Karolline Hadeydi é casada e tem dois filhos — Foto: Arquivo pessoal

Karolline Hadeydi é casada e tem dois filhos — Foto: Arquivo pessoal

 

Karolline é casada e tem dois filhos: os pequenos Eduardo, de 9 anos, e Matheus, de 5. Ela conta que o maior medo que sente, desde que descobriu o mieloma múltiplo e passa pelas dificuldades do tratamento, é deixar a família.

"Eu ainda sou nova e preciso continuar vivendo. Meus filhos pedem para que eu não fique triste, escrevem cartas. Quando mais o tempo vai passando, me faz ficar com mais medo. Eu tenho muito medo de morrer, não quero morrer. Eu tenho dois filhos e eles precisam de mim".
Filho de mulher em tratamento de câncer raro escreve carta a Deus por medicação — Foto: Arquivo pessoal>

Filho de mulher em tratamento de câncer raro escreve carta a Deus por medicação — Foto: Arquivo pessoal

Em seu perfil nas redes sociais, Karollina compartilha o andamento da sua situação e publicou a foto de uma das cartas de Eduardo. "Papai do céu, eu não quero ver minha mãe triste, faz o remédio dela chegar", escreveu o menino em uma delas.

Com a repercussão na internet, algumas famosas chegaram a compartilhar o caso de Karolline, como a atriz Tatá Werneck, e as influencers Mileide Mihaile e Evelyn Regly. Os pedidos de ajuda são, principalmente, para que Karolline e a família consigam custear o tratamento de forma ininterrupta, sem depender do governo.

Karolline teve apoio de influencers, como a blogueira Evelyn Regly — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Karolline teve apoio de influencers, como a blogueira Evelyn Regly — Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

Ela e a família fizeram uma vaquinha online, para arrecadar R$ 60 mil. Até a publicação desta reportagem, ela já havia conseguido mais de R$ 40 mil, com a contribuição de cerca de 450 apoiadores. A vaquinha está disponível na internet.

"A gente está tentando levantar o valor para custear o tratamento, porque o estado vem faltando. Eu tenho uma doença que não pode esperar. Ainda não consegui o valor do tratamento, mas tenho esperança. Eu queria muito não depender mais do SUS, porque é um sofrimento para mim ter que pedir ajuda nas redes sociais, pedir apoio às pessoas. Eu me sinto humilhada Estou sendo deixada de lado. Eu tenho câncer e preciso muito desse tratamento para sobreviver".

Atrás de respostas, o G1 procurou a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que informou que, na área técnica da secretaria, consta que o fornecimento está regular. A Sesab inclusive encaminhou um documento, assinado por Karolline, em 6 de julho deste ano.

G1 então levou novamente para Karolline, que disse que nesta data, esteve no Hospital das Clínicas para fazer a quimioterapia venosa, mas quando chegou lá, não conseguiu fazer porque não estava disponível. Ela disse ainda que assinou a documentação da medicação, mas que era referente ao mês de junho, quando recebeu apenas uma cartela com sete comprimidos, apesar do documento ter a data de julho.

A Sesab explicou, então, que que o fornecedor vai entregar a carfilzomibe na quarta-feira (29) e reafirmou que a lenalidomida está com entrega regular.

Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por G1 BA.

A tradicional romaria de Bom Jesus da Lapa, cidade no oeste da Bahia, foi cancelada por causa da pandemia do novo coronavírus.

O evento religioso, um dos principais e maiores da Bahia, reúne milhares de fiéis em Bom Jesus da Lapa, cidade conhecida como capital baiana da fé. Diante da pandemia, não é será possível realizar aglomerações.

"A romaria nossa foi cancelada e não terá publico, as missas serão celebradas e transmitidas. Pedimos aos romeiros que fiquem em suas casas, não venham para Bom Jesus e acompanhem toda a programação pela televisão e redes sociais", disse o prefeito Eures Ribeiro.

Apesar do cancelamento presencial, missas serão realizadas de forma virtual, como forma de evitar aglomerações. O tema do evento este ano é "Bom Jesus vai até você".

Através do Facebook, Instagram e canal no Youtube (santuariolapa), os fiéis poderão conferir todo o novenário de 28 de julho a 5 de agosto. No dia 6 de agosto, uma programação especial começará com missa solene às 7h e terminará com uma live com o Padre Alessandro Campo às 19h30.

A prefeitura informou que todas as celebrações serão sem público, contando apenas com os celebrantes e profissionais de suporte para a transmissão.

 

Estão proibidos a subidas ao morro e a entrada de ônibus e coletivos na cidade (que já ocorre por lei estadual).

A gruta permanecerá aberta, mas só poderá ser visitada das 8h às 14h. Haverá limite de pessoas e tempo em visitação a gruta, haverá túnel de desinfecção na entrada e na saída, distribuição de máscaras, além do controle feito pela Guarda Municipal e Polícia Militar de circulação de pessoas no entorno do morro.

Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por G1 BA.

Uma festa que reuniu mais de 100 pessoas em uma casa de eventos de Luís Eduardo Magalhães, cidade do oeste da Bahia, foi interrompida por policiais e guardas municipais, no domingo (26). O local foi interditado e três pessoas, incluindo uma adolescente de 15 anos, foram levadas para a delegacia.

Segundo a polícia, havia muita aglomeração no local. As pessoas não usavam máscaras e consumiam bebidas alcoólicas.

Ainda de acordo com a polícia, o proprietário da casa de eventos já tinha sido notificado sobre a proibição de realização de eventos como medida para enfrentamento a Covid-19. Por causa disso, ele foi multado em R$ 2 mil.

Além dele, um outro rapaz e uma adolescente foram encaminhados para a delegacia para prestarem depoimento.

A festa foi encerrada durante fiscalizações montadas para evitar aglomeração de pessoas e também para o cumprimento dos decretos que visam combater a Covid-19. Em pouco mais de um mês, 22 locais foram interditados, 38 notificados e dois multados.

Até domingo, de acordo com o boletim epidemiológico, a cidade já tinha 832 casos da Covid-19, com oito mortos. Há um mês, Luís Eduardo Magalhães se tornou a cidade do oeste da BA com mais óbitos pelo novo coronavírus.

 
 
>Festa com mais de 100 pessoas em casa de evento é interrompida oeste da Bahia; local foi interditado. — Foto: TV Bahia / Reprodução

Festa com mais de 100 pessoas em casa de evento é interrompida oeste da Bahia; local foi interditado. — Foto: TV Bahia / Reprodução

 
Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por Carolina Dantas.

Dois estudos publicados nesta segunda-feira (27) avançam em evidências relacionados aos efeitos do Sars CoV-2 sobre o tecido do coração. Um deles, realizado com autópsias de 39 pacientes, mostra a presença do vírus no miocárdio em 60% dos casos. O outro estudo, que conta com 100 pacientes recuperados de Covid-19, mostrou que, em 78%, houve uma inflamação diagnosticada por ressonância magnética, mesmo semanas após a recuperação.

Os dois artigos chamam a atenção para a importância de um acompanhamento cardiológico durante e após a infecção por Covid-19. A "Jama Cardiology", revista que publicou as pesquisas, escreveu um editorial sobre o assunto, ressaltando a importância de os pesquisadores de todo o mundo continuarem a analisar os efeitos da Covid-19 no sistema cardiovascular.

Roberto Kalil, cardiologista e presidente do Instituto do Coração, em São Paulo, explica que muitas doenças virais podem atingir o coração causando quadros inflamatórios – denominados como "miocardite", mas afirma que o novo coronavírus atinge o sistema cardiovascular com mais frequência, muitas vezes deixando sequelas nos pacientes. Complicações como arritmias, infarto agudo, insuficiência cardíaca e tromboembolismo, por exemplo.

 

Kalil dá destaque aos resultados do segundo estudo. Em um tempo médio de 71 dias após a infecção, 100 pacientes passaram por ressonância para avaliar a saúde cardíaca. Após mais de dois meses, 78% ainda apresentavam inflamação no coração.

“Isso é muito importante. As complicações cardiovasculares precisam ser vistas com atenção. O vírus pode afetar qualquer estrutura do coração causando inflamação e trombose nos vasos e tecidos. Os autores mostram claramente que há comprometimento do músculo do coração, e que pode ser persistente semanas após a recuperação”, explicou.

O cardiologista explica que há chance de desenvolvimento de insuficiência cardíaca a longo prazo. “O que este estudo chama a atenção é que o paciente está há dois meses sem a infecção, mas mesmo assim ainda tem a inflamação no músculo do coração. Assim, em alguns casos, o músculo cardíaco pode enfraquecer, causando a insuficiência cardíaca”, afirma Kalil.

 
Publicado em BRASIL E MUNDO
Governo da Bahia decreta toque de recolher em mais 22 cidades por causa do novo coronavírus, entre ales está Presidente Jânio Quadros, sudoeste da Bahia.
O Governo da Bahia decretou toque de recolher em mais 22 cidades para frear o avanço do novo coronavírus nesses locais. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado deste sábado (25), e começa a valer a partir do domingo (26). Entre estas cidades está o município de Presidente Jânio Quadros, sudoeste da Bahia, localizado a 74km de Caculé, que registra 98 casos da Covid-19.
O Decreto estabelece restrição de locomoção noturna, das 18h às 5h, período em que qualquer pessoa está proibida de ficar ou transitar em vias, equipamentos, locais e praças públicas. O toque de recolher tem validade até 2 de agosto. 
Léo Gambá, prefeito de Presidente Jânio Quadros. 
Também fica autorizado, das 5h às 16h, somente o funcionamento dos serviços essenciais e, em especial, as atividades relacionadas ao enfrentamento da pandemia, o transporte e o serviço de entrega de medicamentos e demais insumos necessários para manutenção das atividades de saúde, as obras em hospitais e a construção de unidades de saúde. 
Durante os horários de restrição, estão autorizados, excepcionalmente, os serviços necessários ao funcionamento das indústrias e centros de distribuição e o deslocamento dos seus trabalhadores e colaboradores. 
Em um vídeo publicado nas redes sociais na noite de ontem (24), o prefeito da cidade de Presidente Jânio Quadros, Léo Gambá, já havia anunciado as medidas que passariam a valer com base no Decreto do Governo Estadual. 
“Um pequena parte da nossa população não está acreditando no que está acontecendo. Tá achando que é brincadeira, que isso não existe, fazendo piadinha, trazendo momentos políticos para esta discussão tão importante. Cada cidadão tem que ter sua consciência, tem que ter a sua responsabilidade.” Alertou o prefeito.
por informecidade.
Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por NSC TV e G1 SC.

Com apenas 10 anos, uma moradora de São José, na Grande Florianópolis, escreveu um recado em um saco de lixo para alertar garis e profissionais da coleta do perigo de contaminação. Isso porque a menina, Renata Gaspar Kunh, está com suspeita do novo coronavírus. A imagem do bilhete fez sucesso nas redes sociais no fim de semana.

A mensagem diz: "Cuidado - lixo possivelmente contaminado. Bom trabalho!". A mãe, Jaqueline Joice Gaspar, contou que a filha Renata começou a sentir dor de cabeça, de garganta e no abdômen na última terça-feira (14). A principal suspeita dos médicos é de que o caso seja de Covid-19.

A menina precisou ficar internada e receber medicações para aliviar as dores que estava sentindo e, quando voltou pra casa, a orientação médica foi de isolamento. A mãe contou como a filha teve a ideia do bilhete. “Eu comecei a arrumar o lixo, que no sábado passava [a coleta de] o lixo, era sexta-feira. Uma vizinha aqui do meu apartamento, que eu já tinha contado pra ela da situação, que a gente ficaria em isolamento, ela se prontificou a descer com o meu saco de lixo com uma luva, com máscara certinho". 

Enquanto a mãe preparava o material para o descarte, a menina questionou Jaqueline. "Ela me disse ‘mas, mãe, os garis que vão mexer no nosso lixo não sabem que a gente pode estar contaminado com Covid [19]. Como é que a gente vai fazer?’", contou a mãe. "Eu ainda a questionei, ‘não, filha, eles usam luva’. Mas ela disse ‘não, mãe, mas a gente precisa avisá-los. Eles são também o amor de alguém’”.

Então a menina foi até o quarto, pegou folha e lápis e escreveu a mensagem, que foi colada no saco de lixo. A foto do resultado do gesto de Renata viralizou após Jaqueline mandá-la nos grupos da família. A mãe espera que a atitude da filha possa sensibilizar mais gente. "Pelo menos que sirva para conscientizar as pessoas, né? Tantas pessoas com sintomas andando por aí e ela tentando cuidar de alguém que nem faz ideia se a pessoa está contaminada ou não”, disse.

Publicado em BRASIL E MUNDO
© Getty Images Pesquisadores no mundo todo correm contra o tempo em busca de uma vacina contra covid-19
A descoberta de uma vacina contra a covid-19 é considerada a melhor chance para o mundo conseguir voltar à “vida normal” pré-pandemia.
Há atualmente quase 140 iniciativas ao redor do mundo de desenvolvimento de vacina contra a covid-19, que serão submetidas a estudos pré-clínicos (sem testes em humanos), três fases de testes clínicos para avaliar segurança e eficácia, além da etapa de aprovação.
 
Quase 30 dessas candidatas a vacina iniciaram testes clínicos e menos de 10 estão em etapa avançada de análise de eficácia (fase 3 dos testes). Ou seja, a um passo da aprovação caso se mostrem seguras e eficazes.
Uma delas é a ChAdOx1 nCoV-19 (ou AZD1222), conhecida popularmente como “vacina de Oxford”, que é elaborada pela universidade britânica de Oxford com colaboração da multinacional farmacêutica AstraZeneca.
Nesta segunda-feira (20), foram divulgados resultados detalhados sobre as fases 1 e 2 dos estudos da ChAdOx1. Segundo estudo publicado na plataforma The Lancet, a candidata a vacina indica ser segura e capaz de treinar o sistema imunológico para se defender.
Os testes envolveram 1.077 voluntários, e a injeção da ChAdOx1 levou à produção de anticorpos e glóbulos brancos capazes de combater o coronavírus.
Os níveis de células T, um tipo de glóbulo branco capaz de atacar células infectadas, atingem um pico 14 dias depois da vacina, e o de anticorpos, 28 dias. O estudo ainda não conseguiu apontar se haveria uma imunidade a longo prazo.
Por outro lado, foram identificados alguns efeitos colaterais. Cerca de 70% das pessoas envolvidas nos testes tiveram febre ou dor de cabeça.
“Há muito trabalho ainda a ser feito antes de podermos confirmar que nossa vacina vai ajudar a lidar com a pandemia de covid-19, mas os resultados preliminares são promissores”, afirmou a professora Sarah Gilbert, da Universidade de Oxford.
Acordo para o Brasil
A equipe de pesquisadores de Oxford está usando uma versão atenuada de um adenovírus, vírus comum de resfriado responsável por causar infecção em chimpanzés.
O vírus foi alterado geneticamente para que não cresça em humanos e recebeu uma das principais proteínas do coronavírus Sars-CoV-2, que causa a covid-19.
Mais de mil pessoas no Brasil receberam doses dessa candidata a vacina ChAdOx1 como parte da fase 3 e serão acompanhadas por um ano.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) negociou um acordo com a AstraZeneca para a compra de lotes e transferência de tecnologia, o que permitiria a produção da vacina no Brasil no início de 2021.
O acordo, estimado em quase R$ 700 milhões, prevê a entrega de 15 milhões de doses até dezembro de 2020 e outros 15 milhões até janeiro de 2021. Esse montante seria suficiente para imunizar 15% da população brasileira. Em seguida, seriam produzidas mais de 70 milhões de doses, com custo unitário em torno de R$ 12.
O desenvolvimento de uma vacina segue várias etapas, primeiro no laboratório e depois com testes em animais e humanos© Getty O desenvolvimento de uma vacina segue várias etapas, primeiro no laboratório e depois com testes em animais e humanos
Diversos países firmaram acordos milionários para garantir o suprimento de milhões de doses das vacinas mais promissoras, caso alguma delas se mostre eficaz e segura.
Há também iniciativas internacionais público-privadas, como a Aliança para a Vacina (Gavi), que pretendem garantir o acesso a vacinas para os países em desenvolvimento.
O Reino Unido, por exemplo, anunciou ter assegurado 100 milhões de doses da “vacina de Oxford”, 30 milhões da BioNtech/Pfizer, que usa partes do código genético do novo coronavírus, e 60 milhões da Valneva, que usa uma versão inativada do coronavírus.
Kate Bingham, que lidera a força-tarefa do governo britânico para vacinas, afirmou que o fato de haver tantas candidatas promissoras mostra o ritmo sem precedentes no desenvolvimento de uma vacina, processo que costuma levar quase uma década. Mas ela recomendou evitar otimismo exacerbado ou condescendência.
“O fato é que nós podemos nunca obter uma vacina e que se nós conseguirmos uma, temos que estar preparados para ela ser uma vacina que não evita contrair o vírus, mas sim ameniza os sintomas.”
Conheça outras quatro candidatas a vacina promissoras
1. Sinovac Biotech (China): fase 3 dos testes
A Sinovac Biotech está desenvolvendo a vacina PiCoVacc (ou CoronaVac), que utiliza o vírus Sars-CoV-2 inativado quimicamente.
A empresa privada com sede em Pequim, que possui experiência na produção de vacinas contra febre aftosa, hepatite e gripe aviária, criou anticorpos específicos que agem para neutralizar o coronavírus, que segundo a companhia foram bem-sucedidos em neutralizar dez cepas do Sars-CoV-2.
Um estudo foi publicado com revisão por pares na revista científica Science no dia 6 de maio. O estudo com macacos mostrou que os animais que receberam doses maiores da vacina tiveram melhor resposta contra vírus.
A primeira e a segunda fases dos testes clínicos contaram com centenas de voluntários na China. Na terceira etapa, quase 10 mil voluntários no Brasil devem participar do experimento a partir deste mês.
Em junho, a Sinovac chegou um acordo com o Instituto Butantan, centro de pesquisas ligado à secretaria estadual de Saúde de São Paulo, para testar e produzir a vacina. A previsão é que, caso ela se mostre eficaz e segura, comece a ser produzida a partir do fim deste ano.
Segundo o governo paulista, “se a vacina for aprovada, a Sinovac e o Butantan vão firmar acordo de transferência de tecnologia para produção em escala industrial tanto na China como no Brasil para fornecimento gratuito ao SUS (Sistema Único de Saúde)”.
2. Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, subordinada ao Grupo Farmacêutico Nacional da China, Sinopharm (China): fase 3 dos testes
A terceira candidata do país asiático é uma vacina de vírus inativado, feita a partir de partículas do vírus, bactéria ou outros patógenos cultivados, sem capacidade de provocar doenças.
"Essa é a tecnologia mais comum e mais experimentada na produção de vacinas", explicou Felipe Tapia, engenheiro biotécnico do Instituto Max Planck. "É uma tecnologia que possui produtos que já estão licenciados e comercializados. Portanto, a maioria das estimativas de que uma vacina (para a covid-19) ficará pronta entre 12 e 16 meses é baseada nesse tipo de vacina principalmente inativada.”
No dia 23 de abril, 96 voluntários de três faixas etárias diferentes receberam uma injeção. Os resultados preliminares indicaram que ela é segura para humanos e provoca uma resposta imune (100% dos voluntários geraram anticorpos, segundo os estudos).
No início deste mês, começou a fase 3 de testes clínicos nos Emirados Árabes Unidos com a participação de quase 15 mil voluntários, que serão acompanhados por um ano. É a primeira iniciativa de vacina inativa a ter chegado a essa etapa avançada de testes clínicos.
3. Vacina mRNA-1273 - Moderna Therapeutics (Estados Unidos): prestes a começar a fase 3
A Moderna, uma empresa de biotecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, é uma das empresas farmacêuticas que estão testando novas estratégias de pesquisa para acelerar o desenvolvimento da vacina covid-19.
O objetivo de uma vacina é "treinar" o sistema imunológico de uma pessoa para gerar uma resposta para combater o vírus e prevenir doenças.
As abordagens convencionais usadas para fazer isso geralmente se concentram no uso de vírus vivos atenuados, inativados ou fragmentados.
Mas o mRNA-1273 da Moderna, cujos ensaios são financiados pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, não é produzido com o vírus que causa a covid-19.
É baseado em um RNA mensageiro (RNAm), ou ácido ribonucleico mensageiro. Isso significa que cientistas usam só um pequeno fragmento do código genético do vírus, que conseguiram criar em laboratório. Com isso, ela não seria capaz de causar infecção ou sintomas da covid-19, mas provocaria uma resposta do sistema imunológico.
Os ensaios clínicos, realizados pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas do governo dos EUA, mostraram que a vacina levou à produção de anticorpos que podem neutralizar o coronavírus.
No entanto, o teste para esses anticorpos neutralizantes ocorreu apenas nas oito primeiras pessoas de um total de 45 participantes do estudo.
Os participantes tomaram doses baixas, médias ou alta. Doses mais altas foram associadas a uma maior incidência de efeitos colaterais.
No entanto, a Moderna disse que mesmo as pessoas que tomaram a dose mais baixa tinham anticorpos nos mesmos níveis observados em pacientes que se recuperaram da covid-19.
E os anticorpos de pessoas que tomaram a dose média "excederam significativamente" os de pacientes recuperados.
A empresa acabou de finalizar seu planejamento para iniciar a terceira fase de testes ainda em julho, se tudo correr dentro do cronograma previsto.
4. Vacina AD5-nCoV - CanSino Biologics (China): prestes a começar a fase 3 e aprovação limitada
No mesmo dia em que a Moderna iniciou seus testes em humanos, em 16 de março, a empresa chinesa de biotecnologia CanSino Biologics, em colaboração com o Instituto de Biotecnologia e a Academia de Ciências Médicas Militares da China, iniciou seus ensaios.
Sua vacina AD5-nCoV usa uma versão de um adenovírus, o vírus que causa o resfriado comum, como vetor.
Esse vetor transporta o gene da proteína da superfície do coronavírus e, assim, tenta provocar a resposta imune para combater a infecção.
Essa vacina é a que está em fase mais avançada, por ter recebido do governo da China aval para imunizar militares do país. Ainda não está claro se a vacinação era obrigatória ou não.
Publicado em BRASIL E MUNDO
© Divulgação/Senasa
nuvem de gafanhotos que está na Argentina volta a preocupar agricultores no sul do Brasil. Com as temperaturas mais altas, a expectativa é de que ela possa chegar ao Rio Grande do Sul até quarta-feira, 22.
Um relatório do governo argentino informou que a praga se deslocou 33 quilômetros nos últimos dois dias devido ao calor excessivo. As informações são da Agência Brasil.
Publicidade
De acordo com a Seapdr (Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural) do Rio Grande do Sul, a nuvem de gafanhotos está estável, em Corrientes, na Argentina, a 130 quilômetros do município gaúcho de Barra do Quaraí. As informações sobre os insetos estão sendo repassadas pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que acompanha a situação com o órgão fitossanitário argentino.
O aumento das temperaturas no Rio Grande do Sul tem deixado as autoridades em alerta.  “Com a elevação das temperaturas neste final de semana, estamos apreensivos, mas preparados para o caso de uma eventual ocorrência da praga em território gaúcho. Temos um plano operacional de emergência elaborado como Ministério da Agricultura”, diz Ricardo Felicetti, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapdr.
Apesar do estado de alerta, a tendência é que haja um deslocamento da nuvem de gafanhotos para a província de Entre Rios, na fronteira da Argentina com o Uruguai.
Embora não representem um risco direto para os seres humanos, os gafanhotos podem, em grupo, causar grandes prejuízos econômicos, devorando plantações em questões de horas.
Caso os insetos cheguem ao Rio Grande do Sul, Felicetti avalia que o potencial de prejuízo é muito grande, especialmente em culturas recém-plantadas como trigo e canola. Além delas, cevada, citricultura e pastagens de inverno para gado de leite e engorda de gado de corte também preocupam.
A orientação é que produtores rurais fiquem atentos à chegada dos insetos e comuniquem sua presença imediatamente à inspetoria de defesa agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural ou ao escritório municipal da Emater mais próximo.
Gafanhotos no Paraguai
Uma segunda nuvem de gafanhotos, que está se movimentando no Paraguai, também está sendo monitorada pelo Brasil, com menos preocupação.
De acordo com o Senave (Serviço de Qualidade e Sanidade Vegetal) do país vizinho, os insetos, que estavam em Madrejón e 4 de Mayio, seguiram para o sudeste, em direção a Teniente Pico, no departamento de Boquerón, também no Paraguai.
Publicado em BRASIL E MUNDO
Por Blog do Anderson.
Como um município de cerca de 13 mil habitantes e dependente de repasses governamentais consegue investir em obras estruturais e se destacar como uma das gestões de educação mais bem avaliadas da Bahia? Parece que Licínio de Almeida, no Centro SUl Baiano, tem a resposta. O município, administrado pelo jovem médico Frederico Vasconcellos Ferreira, do Partido Comunista do Brasil,  vem dando um bom exemplo de gestão pública. Não é à toa que a aprovação do prefeito junto à população beira os 90%: estão em fase final obras estruturais como a reforma do Hospital Municipal Doutor Áureo Mendes da Silva, a construção de uma escola e um posto de saúde no distrito de Tauape, e mais uma unidade escolar na sede. Todas as ações vêm sendo tocadas com recursos próprios.
A gestão de educação é outro destaque. A Prefeitura Municipal a elegeu como uma das prioridades, o que permitiu ao município avançar ano a ano até atingir o IDEB [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] de 6,8 nos anos iniciais do Ensino Fundamental, uma das melhores avaliações da Bahia.
Procurado pelo BLOG DO ANDERSON para comentar a Gestão Liciniense nesta quinta-feira (16), o deputado estadual Jean Fabrício Falcão (PCdoB) afirmou que a boa avaliação do prefeito não surpreende. “Doutor  Fred é um jovem político, mas já demostrou sua capacidade e sensibilidade para a gestão pública. Licínio é um município pequeno, com muitas dificuldades, mas que vem dando o exemplo: cuida das contas públicas e com isso consegue investir em obras estruturais e em educação. O povo sabe reconhecer um gestor realmente comprometido. Para nós do PCdoB é um orgulho termos Doutor Fred em nossas fileiras, ele está totalmente alinhado com o jeito de governar proposto pelo partido, que preza por desenvolvimento com justiça social”, disse o deputado.
Publicado em LICÍNIO DE ALMEIDA
Prefeitura informou que, dessa taxa, 30% são de pacientes da cidade e 66% são pacientes de outras 28 cidades da região e do norte de Minas Gerais.
Por TV Sudoeste.

A cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, tem 96% de taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19. Em Jequié, depois de vários dias com 100% de ocupação, houve uma diminuição no número.

Vitória da Conquista tem 96 leitos para tratamento de pacientes com Covid-19, 50 deles são de UTI e 46 são clínicos, que estão com 66% de ocupação. A prefeitura informou que, dessa taxa de 96%, 66% são de pacientes de outras 28 cidades da região e do norte de Minas Gerais, e os outros 30% são de pacientes da cidade.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC) está com 100% de ocupação, tanto de leitos de UTI quanto de clínicos. O Hospital São Vicente está com a taxa de 75% nos leitos clínicos e 100% nos leitos de UTI. Já o Hospital das Clínicas está com 65% de ocupação nos clínicos e 95% de UTI.

Hospital Geral de Vitória da Conquista — Foto: Reprodução/TV Sudoeste

Hospital Geral de Vitória da Conquista — Foto: Reprodução/TV Sudoeste

 

"Iremos abrir mais 10 leitos de Terapia Intensiva no Hospital Geral de Vitória da Conquista e estamos preparando mais 10 leitos para essa próxima semana, a serem inaugurados. Completam 40 leitos no HGCV, mais 20 leitos que estão funcionando também de UTI no Hospital das Clínicas de Conquista", disse Fábio Vilas-Boas, secretário de Saúde do estado.

Na quarta-feira (15), a prefeitura anunciou a contração de 20 leitos clínicos para atendimento exclusivo de casos da Covid-19 no Hospital São Vicente de Paulo, unidade filantrópica do município. Além disso, também serão instalados 20 leitos clínicos no Centro de Atenção Municipal Coronavírus.

De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde de Vitória da Conquista, a cidade registrou 1.365 casos confirmados e 25 mortes.

Também na região sudoeste, a Sesab informou que em Jequié, no Hospital Geral Prado Valadares, unidade exclusiva para tratamento do novo coronavírus, em Jequié, a taxa de ocupação de leitos de UTI diminuiu de 100% para 89%.

De acordo com o boletim divulgado pela prefeitura de Jequié, já foram registrados 2.103 casos confirmados e 51 mortes.

Hospital Prado Valadares, em Jequié — Foto: Saúde/GOVBA

Hospital Prado Valadares, em Jequié — Foto: Saúde/GOVBA

Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por Thais Pimentel, G1 Minas — Belo Horizonte.

Pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto da Universidade Federal de Minas Gerais (INCT/UFMG) apontaram que a população infectada pelo novo coronavírus em Belo Horizonte pode ser 75 vezes maior que o informado pela Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com o monitoramento feito no sistema de esgoto, cerca de 500 mil pessoas estariam com o vírus, 20% da população de Belo Horizonte. A estimativa foi feita com base em amostras coletadas entre os dias 29 de junho e 3 de julho. Na época, o número de infectados na capital chegava a menos de sete mil pessoas, segundo as autoridades de saúde

Nesta sexta-feira (17), o boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura apontava 13,7 mil casos confirmados e 329 mortes.overflow: hidden !important;">

Nas últimas cinco semanas de pesquisa, 100% das amostras coletadas nas duas bacias que recebem esgotos de Belo Horizonte e de Contagem (MG), dos ribeirões Arrudas e do Onça, estavam contaminadas com o novo coronavírus.

Ainda segundo a pesquisa, houve rápida aceleração na estimativa de infectados. Na 25ª semana de monitoramento, o vírus teria alcançado cerca de 230 mil pessoas. Duas semanas depois, este número mais que dobrou.

O patamar de 500 mil infectados pode indicar que a Região Metropolitana de Belo Horizonte tenha atingido o pico da doença, o que confirmaria as previsões da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.

Em nota, o governo informou que “o resultado reafirma a projeção das autoridades sanitárias quanto ao chamado platô da doença". Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, “entende-se por 'platô' uma espécie de estabilização gráfica, em linha reta, da curva de casos da doença, conforme a conjuntura epidêmica e a da demanda por leitos na rede pública de saúde”.

Na semana seguinte, a estimativa caiu para 350 mil pessoas infectadas na capital, porém, segundo os pesquisadores, “torna-se necessário aguardar os resultados das duas próximas semanas para confirmar se existe realmente uma tendência de queda no número de pessoas infectadas”.

Publicado em BRASIL E MUNDO
© kenzo tribouillard A chanceler alemã Angela Merkel discursa na Eurocâmara, em Bruxelas, em 8 de julho de 2020
A Alemanha, entre os países menos afetados pela COVID-19, reforçou nesta quinta-feira (16) seu dispositivo para combater a pandemia diante do risco de uma segunda onda importada por turistas que retornam de férias no exterior. 
Nesse contexto, as autoridades alemãs planejam introduzir medidas mais severas de confinamento no nível local, no caso de um aumento nas infecções. 
O governo e os estados regionais concordaram em aprovar "proibições de saída" em áreas geográficas limitadas, para residentes que voltarem a se confinar após novo surto de COVID-19. Exceto por necessidade absoluta, eles não poderão deixar a área geográfica de confinamento.
- Novidade -
Esta é uma novidade no país, que até agora tinha uma definição bastante flexível de confinamento, baseada principalmente em autodisciplina e boa vontade. 
Mesmo quando o pico de contágio foi atingido em março e abril, a maioria dos alemães, com exceção dos bávaros, não estava estritamente confinada em suas casas como italianos, espanhóis ou franceses. 
No entanto, a nova medida não inclui distritos inteiros, como previsto anteriormente, mas perímetros mais restritos. 
Serão aplicadas "restrições à mobilidade desnecessária, ou seja nas entradas e saídas" das áreas em questão, afirma o texto. 
Helge Braun, chefe de gabinete de Angela Merkel, disse que o exército alemão será solicitado a apoiar esses confinamentos locais, que serão estabelecidos "mais rapidamente, em um espaço mais restrito e com mais precisão". 
Os soldados contribuirão, por exemplo, testando a população confinada em um local determinado, explicou ao canal de TV público ZDF. 
Isso permitirá restringir esses confinamentos a apenas alguns dias. 
Relativamente à margem da pandemia até agora, a Alemanha está preocupada com uma eventual segunda onda de coronavírus, após a reconfinamento no mês passado de mais de 600.000 moradores de dois distritos da Renânia do Norte-Vestfália, devido a um surto muito contagioso.
Atualmente, a atenção se volta principalmente para as praias do Mediterrâneo, frequentadas por milhões de alemães todos os verões, em particular na ilha espanhola de Maiorca.
- "Comportamentos inconscientes" -
As imagens de cervejarias na costa sul da ilha, cheias de alemães sem máscaras, despertaram a preocupação de vários ministros, em particular do chefe da diplomacia, que criticou o "comportamento inconsciente" de alguns turistas. 
"Acabamos de reabrir as fronteiras na Europa", lembrou Heiko Maas em entrevista à imprensa. "Não devemos arriscar (outro confinamento) por causa do comportamento inconsciente. Se isso não mudar, as novas restrições serão inevitáveis", alertou o ministro. 
"Devemos tomar muito cuidado" para que as Ilhas Baleares não "se tornem um segundo Ischgl" - uma estação de esqui austríaca que foi o principal foco da COVID-19 - alertou o ministro da Saúde, Jens Spahn. 
Com 9.078 mortes, a Alemanha até agora foi classificada como "boa aluna" na luta contra a pandemia, o que é explicado, entre outros, por uma política de testes maciços e uma importante rede de hospitais em todas as regiões.
Publicado em BRASIL E MUNDO

Resultados preliminares publicados nesta quarta-feira (15), de um estudo liderado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, associaram o uso da hidroxicloroquina a piora do quadro e morte pela Covid-19 em 1,5 mil pacientes com a doença.

Os ensaios que testavam o medicamento contra a doença fazem parte do conjunto de ensaios clínicos "Recovery", que analisa vários remédios para a Covid-19 em 11 mil pacientes britânicos. O braço com a hidroxicloroquina começou os testes no dia 25 de março, mas foi suspenso no início de junho, quando os cientistas anunciaram que não houve benefício no uso dele para a infecção.

Segundo o estudo, que ainda não passou por revisão de outros cientistas (a chamada "revisão por pares"), a hidroxicloroquina não reduziu a mortalidade e foi associada a períodos de internação mais longos e risco aumentado de morte ou necessidade de ventilação mecânica para o paciente.

"Embora preliminares, esses resultados indicam que a hidroxicloroquina não é um tratamento eficaz para pacientes hospitalizados com Covid-19", dizem os cientistas de Oxford.

Eles destacam, ainda, que as estatísticas constatadas no estudo "descartam qualquer possibilidade razoável de benefício significativo de mortalidade" pelo uso do remédio.

Os pesquisadores pontuaram, entretanto, que os resultados se aplicam a pacientes hospitalizados com a doença, e não ao uso do remédio para prevenção (profilaxia) ou em casos leves de Covid-19.

 

Para avaliar a substância, foram comparados 1.561 pacientes que tomaram o medicamento com outros 3.155 que não tomaram (o grupo controle).

A hidroxicloroquina é usada para tratar doenças autoimunes, como o lúpus, e alguns tipos de malária. O principal risco no uso do remédio, disseram os pesquisadores, é para o coração, podendo causar arritmias. Esse efeito pode ser agravado se o remédio for usado em associação com a azitromicina, um antibiótico.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) também chegou a testar o medicamento, mas suspendeu os ensaios de forma definitiva há cerca de um mês, depois de uma suspensão temporária e de retomar as tentativas.

Ensaios Recovery

Os ensaios Recovery são um conjunto de testes feitos com mais de 11 mil pacientes internados por Covid-19 no Reino Unido. As pessoas são divididas, de forma aleatória, entre os seguintes tipos de tratamento:

  1. Lopinavir-Ritonavir (comumente usado para tratar o HIV)
  2. Dexametasona em baixa dose (um tipo de esteroide, usado em várias doenças para reduzir a inflamação)
  3. Hidroxicloroquina, que é usada para tratar malária e algumas doenças autoimunes, como o lúpus (ensaio suspenso e que não demonstrou eficácia)
  4. Azitromicina (antibiótico)
  5. Tocilizumab (tratamento anti-inflamatório administrado por injeção)
  6. Plasma convalescente (coletado de doadores que se recuperaram da Covid-19, com anticorpos para o novo coronavírus (Sars--CoV-2).
Publicado em BRASIL E MUNDO
 Por: Max Haack/Secom  Por: Redação BNews.

Oprefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), afirmou que irá propor um adiamento conjunto do Carnaval 2021 para São Paulo, Rio de Janeiro e outras grandes cidades que recebem a festa caso a pandemia do novo coronavírus ainda não permita a circulação de pessoas nas ruas.

Em entrevista à CNN neste domingo (12), Neto afirmou que é uma possibilidade realizar o Carnaval entre maio e junho do ano que vem para que a festa não seja cancelada por completo. 

"Todo mundo sabe que além de prefeito, eu sou um carnavalesco nato. Eu amo Carnaval e toda vez que lembro que até novembro iremos tomar uma decisão nesse assunto, me aperta o coração", disse o prefeito.

"Primeiro, aguardar pra ver se teremos uma vacina que possa assegurar a imunidade. (...) Se não der pra fazer com segurança, irei propor para os prefeitos das principais cidades que fazem o Carnaval no Brasil, inclusive os prefeitos de São Paulo e Rio de Janeiro, e outros colegas prefeitos, para que a gente pense talvez num adiamento conjunto do Carnaval no ano que vem", completou.

ACM Neto também falou que é possível pensar em antecipar feriados municipais para criar um Canaval fora de época após fevereiro. "Mas sem atrapalhar os festejos juninos. Talvez essa possa ser uma alternativa caso o Carnaval não tenha condições de acontecer em fevereiro. Mas ainda não é hora de cravar nenhuma posição definitiva", concluiu.

Publicado em BAHIA E REGIÃO
 Por: Agência Brasil  Por: Folhapress .

Oministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), fez duras críticas à ocupação de militares em postos de comando no Ministério da Saúde em meio à pandemia do novo coronavírus, em funções antes exercidas por quadros técnicos.

Segundo ele, o vazio de comando na pasta não é aceitável. O general Eduardo Pazuello, que não tem nenhuma experiência prévia na área de saúde, exerce o posto de ministro interino há 57 dias, sem que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dê sinais que nomeará um novo titular. Gilmar disse que a situação liga o Exército a um "genocídio" causado pela Covid-19.

"Não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério da Saúde. Não é aceitável que se tenha esse vazio. Pode até se dizer: a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal, é atribuir a responsabilidade a estados e municípios. Se for essa a intenção é preciso se fazer alguma coisa. Isso é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. É preciso pôr fim a isso", criticou.

O ministro participou na tarde deste sábado (11) de um debate online organizado pela revista IstoÉ e pelo Instituto Brasiliense de Direito Público. O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o médico Drauzio Varella também fizeram parte da bancada de debatedores.

Logo depois das declarações de Gilmar, Mandetta também criticou o que chamou de "ocupação militar" na pasta que comandou até abril. Segundo ele, a situação deveria ser tratada com a mesma indignação que ocorreu com as denúncias de que Bolsonaro tentava interferir na Polícia Federal.

"Parece que na minha sucessão trocaram metade, e depois trocaram absolutamente todo o corpo técnico. Aí que está o maior problema. Vi toda aquela discussão do ministro Moro e todos abrindo inquérito para saber se havia ingerência na PF. Acho muito importante que nós averiguemos a interferência na PF. Mas e o desmanche do Ministério da Saúde na maior pandemia do século?", desabafou. "E não é nem uma interferência no Ministério da Saúde, é uma aniquilação. Uma ocupação militar do Ministério da Saúde".

No início do debate, Mandetta já havia feito críticas à gestão de Pazuello à frente da pasta, marcada pela tentativa de esconder os dados sobre os contaminados e os mortos pelo novo coronavírus. Segundo ele, o "Ministério da Saúde perdeu a credibilidade" para dialogar com a sociedade.

Mandetta ainda alfinetou Pazuello. Ao assumir o cargo, o general foi elogiado por membros do governo por sua experiência em cargos ligados à logística do Exército. "Ao invés de especialistas em logística, parece que são especialistas em balística. Porque eu só vejo acúmulo de óbitos nessa política que está sendo feita", ironizou ao ser questionado sobre o protocolo para o uso da cloroquina implantado pela atual gestão do Ministério da Saúde.

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por G1 BA.

Um homem foi preso em flagrante nesta sexta-feira (10) suspeito de estuprar uma mulher em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. De acordo com a Polícia Civil, a vítima disse que foi drogada e, depois de ser abusada dentro de um veículo, foi abandonada no Anel Viário da cidade.

O crime aconteceu na madrugada de quinta-feira (10). A Polícia Civil informou que o suspeito foi encontrado em um apartamento do Mirante da Conquista, com duas pequenas porções de maconha. Não há informações sobre como o fato ocorreu e se o homem conhecia a vítima.

O carro do suspeito foi apreendido e ele foi preso pelo crime de estupro de vulnerável. Não há detalhes sobre o estado de saúde da vítima. O caso é investigado pela 10° Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) em apoio a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam).

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por BBC.

Com 12 milhões de pessoas contaminadas por Covid-19 e 550 mil mortos no planeta até o dia 9 de julho, o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um apelo emocionado ao mundo.

Tedros Adhanom Ghebreyesus advertiu na quinta-feira (9) que a pandemia do novo coronavírus segue fora de controle e, em prantos, pediu unidade para a humanidade, dias depois de os Estados Unidos entrarem com pedido formal de saída da OMS.

"A grande ameaça que enfrentamos agora não é o vírus em si, mas a ameaça é a falta de liderança e solidariedade em níveis globais e nacionais", disse o diretor da OMS em Genebra, na Suíça.

OMS publica novo documento sobre formas de transmissão da Covid-19
OMS publica novo documento sobre formas de transmissão da Covid-19
 

Em um discurso emocionado, cheio de pausas, ele disse: "Esta é uma tragédia que... na verdade... está nos fazendo sentir falta de nossos amigos. Perdendo vidas... E não podemos enfrentar essa pandemia com um mundo dividido".

"Por que é tão difícil para os humanos se unirem, para lutar contra o inimigo?"

Nos últimos dois dias, foram 170 mil casos novos confirmados de Covid-19, o que representa uma queda em relação aos 200 mil do fim de semana anterior. Ainda assim, os números são considerados altos demais.

As Américas são o continente mais afetado, com 6,12 milhões de contágios confirmados e 272 mil mortes oficiais. Isso é metade de tudo que foi registrado no mundo. O Brasil segue sendo o país com o segundo maior número de casos e mortes no mundo, atrás apenas dos EUA.

Diante desse cenário, o direto da OMS disse que a pandemia "é uma prova de solidariedade e liderança global" e voltou a pedir a unidade de todos os países.

"Isso está matando pessoas de forma indiscriminada. Não podemos ser capazes de identificar um inimigo comum? Não podemos entender que as divisões ou separações entre nós são realmente vantajosas para o vírus? A única maneira é estarmos juntos."

Enquanto isso, os Estados Unidos seguem com seu processo de saída da OMS. O presidente americano, Donald Trump, finalmente pôs em prática o plano depois de passar meses criticando a entidade.

Na visão americana, a OMS administrou mal a crise do coronavírus e se mantém subordinada à China.

A OMS anunciou nesta quinta-feira a formação de um painel para avaliar a sua resposta à crise de saúde, para responder aos questionamentos dos Estados Unidos.

Publicado em BRASIL E MUNDO

Brasil tem 70 mil mortes por coronavírus e mais de 1,8 milhão de infectados, mostra consórcio de veículos de imprensa.

O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da epidemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta sexta-feira (10).

O país registrou 1.270 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 70.524 óbitos. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil na última semana foi de 1.039 por dia, uma variação de 3% em relação aos óbitos registrados em 14 dias. Em casos confirmados foram 45.235 registrados no último dia, com o total de 1.804.338 de brasileiros infectados pelo novo coronavírus.

Ao comparar a curva do Brasil com outros países também duramente afetados pela doença, especialistas apontam que a pandemia no país não chegou a um pico e uma queda na sequência. Em vez desse comportamento, visto em países da Europa como Reino Unido, Itália e França, os dados mostram que as mortes seguem estáveis em um platô, com patamar alto na média de mortes.

Veja a seguir:

Brasil, em 10 de julho

  • Total de mortes: 70.524
  • Mortes em 24 horas: 1.270
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.039 por dia (variação em 14 dias: 3%)
  • Total de casos confirmados: 1.804.338
  • Casos confirmados em 24 horas: 45.235

(Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 69.316 mortes e 1.762.263 casos confirmados, e às 13h, com 69.406 e 1.768.970.)

Estados e DF

Veja como o número de novas mortes tem variado nas últimas duas semanas:

  • Subindo: PR, RS, SC, MG, DF, GO, MS, MT, TO, PI
  • Em estabilidade: ES, SP, AM, AL, BA, CE, MA, PB, RN, SE, RR, RO
  • Em queda: RJ, AC, AP, PA, PE

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da epidemia).

 

Sul

  • PR: +84%
  • RS: +85%
  • SC: +24%

Sudeste

  • ES: 0%
  • MG: 60%
  • RJ: -19%
  • SP: -1%

Centro-Oeste

  • DF: +61%
  • GO: +74%
  • MS: +56%
  • MT: +31%

Norte

  • AC: -44%
  • AM: -1%
  • AP: -40%
  • PA: -22%
  • RO: -14%
  • RR: -3%
  • TO: +42%

Nordeste

  • AL: +5%
  • BA: +10%
  • CE: 0%
  • MA: -8%
  • PB: +9%
  • PE: -26%
  • PI: +18%
  • RN: -10%
  • SE: +6%
Publicado em BRASIL E MUNDO
Publicado em BRASIL E MUNDO
Quarta, 08 Julho 2020 09:54

"A ciência não é cheia de certezas"

Por Helio Gurovitz
Diretor de redação da revista Época por 9 anos, tem um olhar único sobre o noticiário. Vai ajudar você a entender melhor o Brasil e o mundo. Sem provincianismo.
ma conversa com Artur Avila, o brasileiro que ganhou o maior prêmio da matemática, sobre a ciência aqui e lá fora, as incertezas da pandemia – e o uso da palavra "negacionismo"

Da última vez que entrevistei Artur Avila, em 2014, ele estava em Seul. Acabara de receber a Medalha Fields, honraria frequentemente comparada ao Prêmio Nobel, concedida aos melhores matemáticos do mundo com menos de 40 anos. Único brasileiro agraciado com a láurea, Artur é não apenas um dos cientistas de maior sucesso do país. Também é a prova viva de como é possível formar pesquisadores de qualidade internacional aqui no Brasil. Doutorado pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) em 2001, ele divide seu tempo desde então entre pesquisas em Paris, Rio de Janeiro, Zurique e aonde mais a matemática o levar. Como parte da iniciativa #CientistaTrabalhando, promovida pelo Instituto Serrapilheira para celebrar o Dia Nacional da Ciência, Artur conversou comigo ontem, enquanto caminhava por ruas e bulevares parienses. Descreveu as dificuldades e oportunidades para cientistas no Brasil, criticou as ambições de modelos matemáticos adotados na pandemia, analisou as origens do pensamento anticientífico e, distraído, percebeu a certa altura que estava perdido. Queria ir para casa, perto da Praça da Bastilha, mas a caminhada o levara até a Praça da Nação. “Sou totalmente sem noção de direção”, disse. “Fui pra onde o nariz apontou na conversa.” Mas rapidamente recobrou o rumo. Da caminhada e da prosa. Abaixo, os trechos principais:

 

O que mudou na sua vida depois da Medalha Fields? Você é reconhecido na rua? Pedem autógrafo?

Na carreira acadêmica, isso põe você numa posição mais tranquila. Tenho a vantagem de poder escolher onde vou trabalhar e facilidades pessoais. Mas, no final das contas, matemática é matemática. Entre as ciências, é a que dá menos importância à hierarquia. Não existem argumentos de autoridade. A liderança depende da capacidade de tomar decisões certas a cada hora. Um pesquisador hiper-reconhecido pode dialogar com um estudante principiante e, se o estudante estiver certo e mostrar isso, terá de aceitar. Isso é muito bom, é uma maneira de não viciar a prática. Eu já tinha reconhecimento entre matemáticos antes da medalha. O que mudou foi o reconhecimento fora da matemática, que se traduz no fato, por exemplo, de dar esta entrevista, porque podem considerar que sou alguém a ouvir como cientista. No Brasil, não há tantos cientistas com reconhecimento público. Quando sou levado a encontros com jovens, então, tenho um papel que pode ser motivante, útil para um iniciante ter a ideia de que é possível haver um pesquisador de sucesso internacional vindo do Brasil. No nível pessoal, quando estou no Brasil, não tem muita diferença, não costumo ser reconhecido na rua.

Você é um dos cientistas brasileiros mais bem-sucedidos. Também mora há muito tempo fora do país. Quais as dificuldades de fazer ciência no Brasil? Há vantagens?

Há dificuldades específicas do Brasil e existe um panorama mais geral, internacional. Não devemos ter essa ideia de que a vida do cientista fora do país é essa maravilha toda. Depende do nível da carreira. Fora, a situação do jovem pesquisador que tenha terminado um doutorado costuma ser bastante precária. Não há empregos permanentes por muito tempo. Muitos ficam em situação de dificuldade, de pós-doutorado em pós-doutorado, com poucos anos de diferença, frequentemente têm que mudar de país. Fica difícil criar laços familiares. É psicologicamente bem pesado, mas é a realidade. Um pesquisador que atingiu a estabilidade já terá uma situação diferente. Isso é válido na Europa, nos Estados Unidos e em outros lugares. No Brasil, existem dificuldades específicas, que se traduzem em problemas e oportunidades também. A ciência no Brasil é jovem em comparação com os grandes centros internacionais. Uma dificuldade que vem daí, associada a outros problemas do país, é que não existe política estável de pesquisa. Mas existe alguma coisa que pode ser positiva em relação à Europa: essa mesma juventude significa que há um potencial de crescimento bem maior. Na Europa, a situação está saturada, a comunidade acadêmica está consolidada, não há espaço para crescer. Só há abertura para novos pesquisadores na medida em que outros se aposentam. No Brasil, há potencial de crescimento. Não é realizado de maneira eficaz, mas é algo que dá esperança.

 

O que o Impa, onde você se formou, tem de diferente em comparação com o resto da ciência nacional?

É uma instituição não muito comum no cenário brasileiro. Por uma questão da formação e questões históricas, foi um instituto criado com uma concepção específica, por pesquisadores independentes, que tentaram fazer um grupo pequeno, focado na excelência. Cresceu com a ideia de sempre chegar num alto nível internacional de pesquisa. Isso foi possível, em particular, porque você não precisava de recursos para competir imediatamente. Precisava criar a oportunidade de atrair pessoas. Mas isso é menos complicado que competir com um laboratório no exterior. Não é uma instituição ligada a uma universidade, que sofra as mesmas pressões. Está focada na pesquisa e no ensino de pós-graduação, embora depois tenha se tornado algo que influencia a matemática num nível maior no Brasil. Várias coisas permitem que o Impa tenha se estabelecido nessa situação ao longo do tempo. Hoje funciona de maneira eficiente, tem reconhecimento internacional, as questões práticas são bem resolvidas. Mesmo que seja afetado pelo que acontece no nível nacional, continua insulado das principais dificuldades que afetam outros departamentos e universidades.

Que tipo de dificuldade?

A maioria dos governos que se estabelecem não tem muita noção de por que se investe em ciência e de como a ciência funciona. Entra governo, sai governo, você tem a impressão de que o ministério correspondente é um adendo para distribuir cargos a aliados políticos, não algo central ao país. Não há política de desenvolvimento científico. Na instabilidade, pode haver oportunidades num certo momento, depois muda a situação, aí elas são cortadas brutalmente. Isso afeta todo mundo que tinha investido sua educação e seus sonhos, que acaba tendo as esperanças traídas por sucessivas decisões governamentais. Minha impressão é que é algo que acham que têm de fazer, mas não sabem por que nem como se faz.

 

Há ignorância a respeito da importância da ciência mesmo na elite política?

De como a ciência funciona também. Não sabem nem para que nem como se faz. As decisões tomadas são incompatíveis com ciência de qualidade. Você cria grupos, inicia projetos, depois corta. Toda essa ciência que para no meio do caminho não obtém resultados. Costumo fazer uma analogia: o governo é sensível à ideia de que é importante buscar estabilidade nos mercados, para investidores sentirem confiança e apostarem no país. Essa compreensão é fácil na economia. Pois o mesmo raciocínio se aplica à ciência. Você não desenvolverá ciência numa situação de instabilidade. Isso vale do ponto de vista pessoal. Quem tem certas características e habilidades não investirá a juventude numa direção, quando de repente tudo pode mudar completamente. Você faz um doutorado, acaba, daí as coisas não existem mais. Não é razoável. Não dá para atrair capital humano para fazer um investimento pessoal nessa situação. Dependendo de como for, as pessoas não vão topar. O mesmo talento de que precisam para ser cientistas capazes serve para arrumar empregos mais estáveis. Por mais que você ame fazer ciência, que isso faça você sonhar, pode ser até loucura seguir a carreira num panorama assim.

Do ponto de vista do trabalho, a matemática é diferente?

Cada atividade científica tem suas características. A matemática é uma coisa relativamente barata de fazer, se comparada a ciências em que você tenha experimentos. Se não tiver condições e recursos para eles, simplesmente não pode avançar. Em matemática, só é preciso ter os pesquisadores. Na maioria dos casos, trabalham com a própria cabeça, precisam apenas de um quadro negro ou coisa do tipo. É uma atividade mais barata.

Nunca a ciência foi tão atacada. Na pandemia, o negacionismo tem consequências dramáticas. Existe algo que possamos fazer? Como sair desse impasse?

 

Nem é preciso entrar em muitos exemplos – penso logo nas vacinas – para ver que a postura anticientífica é atraente em certos meios. Por que isso acontece? Primeiro, está associado à polarização política. As pessoas escolhem seu campo a priori. Estão tão atreladas à própria posição, que a ciência que desafiá-la precisa ser descartada para continuarem a viver bem. Quando se recusam a criticar o próprio campo ideológico, isso conduz, de certa maneira, a rejeitar a ciência que apresentar uma crítica a ele. É parte da maneira como as pessoas vivenciam a política. Todo mundo na verdade está exposto a isso. É preciso reconhecer que, em qualquer lado da polarização que você esteja, filtrará as informações e rejeitará conclusões científicas contrárias. Não é questão de dizer que todo mundo é igual. Mas, quando a gente faz uma crítica – e deve sempre criticar – a posições como o terraplanismo, é sempre bom ver se não se dispõe a fazer o mesmo quando a crítica vier na sua própria direção. O discurso político é muito raso para comportar a complexidade de uma discussão científica. Inclusive porque a ciência não é cheia de certezas. Lidar com a nuance e com a maneira como ela se desenvolve, com margens de erro, é complicado. Quando vira um Flá-Flu, quando você fica torcendo pra sair o resultado que quer, não olha para a ciência como uma fonte de saber, mas só para tentar justificar ações que já tinha decidido anteriormente.

Isso vale para a pandemia, não?

É realmente um assunto complexo. As pesquisas que a gente tem que fazer neste momento são muito difíceis. As evidências são parciais, porque você simplesmente não tem condições de esperar o tempo natural da ciência, que é lento, para tomar decisões com o nível de certeza que todos gostaríamos. Gostaria de poder ter mais e mais dados para tomar a decisão correta. Só que não agir pode levar a consequências piores. Pela própria natureza, são questões não só científicas, mas decisões da sociedade. Todos os campos, inclusive ciências humanas, têm de interagir para entendermos como atuar na situação em que estamos. E não só ciência. A ciência só pode fazer uma parte do papel. Por outro lado, para além das asneiras e teses conspiratórias, a população passa a encarar a ciência como um recurso numa situação dessas. Os cientistas é que vão ajudar. Não sendo milagreiros, eles são nossa melhor esperança. Isso reforça a importância da ciência.

 

Também é um desafio para os próprios cientistas, que não estão acostumados a fazer a ciência em tempo real…

Não é aquilo a que eu, pelo menos, estou acostumado (risos). Faço matemática pura, num tempo em que não existem deadlines. Meus problemas não respondem às pressões do mundo real. Mas, como muita gente que não é epidemiologista nem especialista, me interessei pelos temas e tentei entender quais eram as dificuldades. Há primeiro problemas metodológicos: como obter dados de qualidade enquanto há pessoas morrendo? Não é a situação ideal para conseguir dados muito limpos, e você tem de lidar com o tem. Isso também pode levar a questões teóricas: como lidar com esses dados ruins para chegar a alguma conclusão que preste?

Como a área que você pesquisa, sistemas dinâmicos, se relaciona com o que a gente está vivendo na pandemia?

Gosto de brincar que, quando olho para as equações gravitacionais, formulo questões que dizem respeito a escalas de tempo muito maiores que a vida do Sistema Solar. São modelos em que o fato o Sol ter explodido não interfere no que vejo. Obviamente, olhando para a pandemia, interessado em estimar qual era a real situação, tentei fazer considerações sobre as possíveis dificuldades. Na minha capacidade de analisar, observei que, de maneira geral, há a tendência de a modelagem ser feita em excesso. O problema é às vezes ter confiança demais nos modelos. Há modelos extremamente complexos, complicados demais para a situação atual, porque as incertezas passam por cima das capacidades deles. Falo isso orientado por sistemas dinâmicos. Quando modelo com extrema precisão o que acontece, tenho perfeita noção de que essa análise tão fina só será válida se valer esse modelo. Se houver uma pequena variação, talvez precise de uma análise mais robusta. As pessoas ficam achando que, se puserem mais e mais complexidade no modelo, podem ter mais confiança. Isso não é necessariamente verdade. Você precisa aceitar a incerteza. Pensa no problema que a gente está tentando entender: a progressão da pandemia nos estágios iniciais. Seria fundamental ser capaz de dar uma previsão válida para daqui a algumas semanas, para orientar os recursos. Seria desejável. Por outro lado, a natureza do problema introduz um nível de incerteza tão grande que torna um pouco inúteis os números que sairiam daí. A natureza das interações humanas e a heterogeneidade das redes de relações podem ter muito mais relevância. O pessoal estava tentando achar números que representassem a transmissão, mas o mais importante podem ser pequenos detalhes da rede de interação, especialmente num momento de pequena prevalência do vírus. Os modelos se tornam bem mais robustos quando boa parte da população já está infectada, aí se torna mais razoável supor certas uniformidades na distribuição. A gente tem o desejo de poder dar a melhor informação possível, mas o que a ciência frequentemente ensina, quando olho para problemas da realidade, é que você deve se preocupar com o limite do que poderia conhecer. Deve tentar identificar o ponto além do qual você não terá mais certeza, por mais que se esforce, por mais que tente modelar. Cheguei a isso. É uma coisa compreendida em previsões de tempo. A incerteza faz com que, por mais que você coloque novas estações meteorológicas, chega um momento – e não é muito longe – em que não consegue dizer se faz sol ou chuva. A perda de informação é muito rápida, você não consegue lutar contra efeitos exponenciais. A situação da pandemia não é muito diferente. Mas esse conhecimento que a ciência traz, mesmo que seja um conhecimento negativo, é útil, porque você fica sabendo como pode reagir. A gente sabe que terá de tomar uma decisão diante de uma situação inerentemente incerta. Talvez não seja a informação que a gente gostaria, mas é alguma coisa.

 

Quem olha para a ciência esperando a verdade, como uma espécie de oráculo que separa o certo do errado, está no fundo iludido. Quanto do negacionismo não se origina nessa expectativa absolutista diante da verdade? Afinal, a ciência não tem resposta para tudo.

A gente tem muita incerteza, principalmente nessa situação em que faz ciência em tempo real. Não é o tempo natural da ciência. Pessoalmente, reservo a palavra "negacionismo" para situações bem estabelecidas. Há tanta incerteza no momento, que usá-la muito cedo acaba por associá-la a situações mais claras, em que o consenso científico é muito maior. Não é que eu tenha dúvidas da ciência, não tenho nenhuma. Mas é que isso encoraja o pessoal a reagir de maneira mais virulenta. A ciência, neste momento principalmente, aparentará oscilar. Uma hora os cientistas recomendarão uma coisa, outra hora podem recomendar o contrário. Não é bom usar prematuramente essa terminologia, numa situação em que a coisa pode mudar. O problema de quem adota uma posição inerentemente anticientífica é que, por acidente completo, de repente pode estar certo por acaso. Se as recomendações se tornarem o contrário do que eram, não quer dizer que a ciência estava errada. A ciência foi apenas ampliando o conhecimento. Usando essa terminologia, porém, as pessoas se sentirão encorajadas a fazer interpretações de que a ciência na verdade tem uma função política. É por isso que tento evitar. É um vocabulário que pode encorajar o lado anticientífico. A gente tem que aceitar a incerteza e dizer que existe uma gama de possíveis conclusões a partir do nosso conhecimento atual. E guardar o negacionismo para situações mais claras, como o Holocausto, bem diferente de questões que os cientistas ainda debatem. É preciso evitar o excesso no uso de linguagem, porque a gente pensa que está ajudando a clarificar uma coisa, mas pode ter o efeito inverso: levar as pessoas a duvidar mais ainda, porque as incertezas evidentes podem dar a impressão de que a ciência não é uma coisa séria.

 

O que seria mais importante para os leigos entenderem de como funciona a ciência ou a matemática?

A gente usa o termo ciência para várias coisas diferentes. Minha área particular, de que posso falar com conhecimento de causa, lida com conceitos totalmente abstratos, com pouca preocupação com as possíveis aplicações. O trabalho do matemático, nessa concepção quase artística, é útil no desenvolvimento de outros campos da matemática, mais aplicados. Descobertas em certos contextos particulares, dissociados de aplicações, podem depois ser essenciais em aplicações. Isso acontece a todo momento. Também funciona de maneira mais geral. Áreas científicas diversas podem se beneficiar mutuamente. A física se beneficia da matemática. A matemática se beneficia da física. A física cria problemas que chamarão atenção dos matemáticos e abrirão perspectivas que não teriam sido descobertas isoladamente. Existe essa coerência. Quando se pensa no desenvolvimento da ciência, é particularmente importante enxergá-la como um todo. É equivocado tentar traçar cedo demais em que direção a pesquisa deve ir. Pode ser tentador, se a gente tem recursos limitados, dirigir esses parcos recursos para tentar fazer coisas úteis de maneira mais direta. Mas isso não levará aos melhores resultados, mesmo dentro dessa perspectiva limitada. Simplesmente porque você não sabe. A pesquisa original, aquela que pode ser chamada realmente de pesquisa, só responderá àquilo você não sabia antes. Envolve um processo de descoberta em que não se sabe de onde as coisas virão. Podem vir de outra área que você nunca poderia intuir. Precisa haver então um desenvolvimento amplo para responder mesmo às questões práticas, mesmo àquelas que parecem bem claras. Falo em geral isso restrito à matemática. Você precisa pensar na matemática unificada, não dá pra pensar em pura e aplicada. É preciso haver o diálogo, porque é o diálogo que leva as coisas para frente. A mesma perspectiva funciona de maneira mais ampla nas interações da matemática com outras ciências e das demais ciências entre si. É algo que precisa ser compreendido quando se faz qualquer política de ciência. As pessoas acham que a ciência existe para responder a questões precisas, que é possível dar recursos para responder somente a essas questões. Mas aí você não responde nem a elas, nem coisa nenhuma, porque não faz ciência de verdade.

Publicado em BRASIL E MUNDO
© Juarez Rodrigues/EM/D.A.Press Santa Casa só atende pacientes do SUS e entrou em colapso 
A situação de Belo Horizonte na pandemia da COVID-19 se agrava a cada dia quanto à ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria. Em um cenário de recorde de mortes em 24 horas em Minas Gerais, a Santa Casa BH entrou em colapso em sua oferta de unidades de terapia intensiva: 100% das vagas disponíveis para pacientes infectados pelo novo coronavírus estão em uso neste sábado (4).
 Segundo o hospital, a situação das enfermarias também é crítica: ocupação de 96,8%.  O indicador também vale apenas para os leitos ligados à COVID-19.
O hospital dispõe de 80 leitos de UTI e 158 de enfermaria para COVID-19. Restam somente cinco vagas para pacientes menos graves da doença, que enfrentam a chamada síndrome gripal.
A Santa Casa BH, localizada na Avenida Francisco Sales, no Centro-Sul da capital mineira, é o maior hospital 100% SUS de Minas Gerais.
Durante a pandemia, o hospital foi dividido em duas unidades para separar o fluxo de pacientes com outras doenças dos infectados pelo coronavírus, justamente para evitar a transmissão da doença: a unidade respiratória (alas B, C e D) e a geral (ala A).
A reestruturação teve investimento de R$ 5 milhões, a partir de esforços de empresas privadas e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que deslocou a maior parte do recurso: R$ 2,1 milhões.
 SUS-BH
 Conforme o balanço mais recente da Secretaria Municipal de Saúde, a situação da ocupação das enfermarias dedicadas à COVID-19 é de 67% de ocupação. O quadro é seis pontos percentuais inferior ao informado no levantamento anterior, quando foi detectado o recorde de uso até aqui na pandemia: 73%.
 Com isso, o indicador deixou a chamada classificação vermelha, considerada a mais crítica da escala de risco. Tal atribuição é dada quando a taxa ultrapassa a marca dos 70%. Com os atuais 67% de ocupação, as enfermarias de BH voltam à categoria amarela, a intermediária.
 Nas UTI’s, por outro lado, a taxa de ocupação continua a mesma do boletim anterior: 87%. Houve uma pequena ampliação na oferta, com adição de quatro unidades de terapia intensiva, mas a situação não se alterou e continua no vermelho.
Publicado em BRASIL E MUNDO
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Visitas
012936159
Hoje
Ontem
Essa semana
Semana passada
Total
378
2847
10230
9663056
12936159
O que você está achando do nosso novo visual?