Por Elida Oliveira, G1.

O Brasil tem quase 200 voluntários inscritos em uma plataforma internacional que está convocando pessoas dispostas a se infectar de propósito com o novo coronavírus em testes múltiplos de vacinas. A plataforma, chamada 1 Day Sooner, já tem 3,9 mil inscritos de 52 países. De acordo com os organizadores, até esta segunda-feira (27), 182 eram brasileiros.

Para desenvolver qualquer tipo de vacina, os cientistas precisam percorrer diversas etapas. Entre elas está a pesquisa básica – que é o levantamento do tipo de vacina que pode ser feita – seguida por testes pré-clínicos, que podem ser in vitro ou em animais e que servem para demonstrar a segurança do produto. Depois, há os ensaios clínicos, que ainda podem se desdobrar em outras quatro fases. Uma das mais demoradas é justamente o teste em humanos.

A iniciativa do 1 Day Sooner pretende ter à mão candidatos para testar diversos tipos de vacinas ao mesmo tempo – o que abrevia algumas etapas tradicionais para chegar a um resultado. Atualmente, há 76 vacinas contra a Covid-19 sendo desenvolvidas, 71 em estágio pré-clínico e 5 em fase clínica,de acordo com um balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), com dados até 20 de abril.

 
“Nosso objetivo é criar as condições prévias necessárias para os testes avançarem, o que envolve garantir um conjunto diverso de voluntários pelo mundo”, afirma Josh Morrison, criador da iniciativa, em entrevista ao G1.

Em 31 de março, pesquisadores dos Estados Unidos e da Inglaterra publicaram um estudo científico no “Journal of Infectious Diseases” em que defendem os testes múltiplos em voluntários para acelerar o desenvolvimento de vacina contra Covid-19. “Esses ensaios podem subtrair muitos meses do processo de licenciamento, disponibilizando vacinas eficazes mais rapidamente”, argumentam no artigo.

Os pesquisadores avaliam que os riscos de infectar voluntários com Covid-19 seriam amenizados se os testes forem feitos em pessoas que não estão em grupos de risco.

“Obviamente, ao desafiar voluntários com esse vírus, corre-se o risco de causar doenças graves e possivelmente até a morte. No entanto, argumentamos que tais estudos, ao acelerar a avaliação da vacina, poderiam reduzir o número global de mortalidade relacionadas ao coronavírus (...) o risco pode ser aceitável se forem feitos testes em adultos jovens e saudáveis, com risco relativamente baixo de doenças graves após infecção natural e se, durante o desafio, eles receberem monitoramento frequente e, após qualquer infecção, os melhores cuidados disponíveis”, afirmam.

Colaboração para acelerar pesquisas de Covid-19

 Material usado na pesquisa de uma vacina para o Covid-19 em Belo Horizonte, em imagem de 26 de março de 2020 — Foto: Douglas Magno/AFP

Material usado na pesquisa de uma vacina para o Covid-19 em Belo Horizonte, em imagem de 26 de março de 2020 — Foto: Douglas Magno/AFP

 

Na última sexta-feira (24), a OMS lançou uma iniciativa de "colaboração emblemática" para acelerar o desenvolvimento, a produção e o uso de medicamentos, testes e vacinas seguros e eficazes para prevenir, diagnosticar e tratar a Covid-19.

  • OMS lança iniciativa colaborativa para medicamentos, testes e vacinas contra a Covid-19

Segundo a OMS, a iniciativa – chamada de Access to Covid-19 Tools Accelerator, ou o ACT Accelerator –, irá tornar as tecnologias contra a doença "acessíveis a todos que precisam delas, no mundo inteiro".

"O mundo precisa dessas ferramentas e precisa delas rapidamente (...) Estamos enfrentando uma ameaça comum, que só podemos derrotar com uma abordagem comum", afirmou Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, no lançamento da iniciativa.

A OMS não cita os testes múltiplos, mas afirma que é preciso “testar todas as vacinas candidatas até que elas falhem.”

“A OMS está trabalhando para garantir que todos eles tenham a chance de serem testados no estágio inicial de desenvolvimento”, diz a organização.

 
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Por G1 BA.

Alguns moradores de Vitória Conquista, cidade do sudoeste da Bahia, montaram mercadinhos solidários com o objetivo de distribuir de forma gratuita alimentos para as pessoas que precisam durante a pandemia da Covid-19. A iniciativa ocorre, pelo menos, em dois pontos da cidade.

Uma dessas iniciativas ocorreu em um condomínio. O síndico explica que a ideia surgiu depois que eles montaram cesta básica para doar pela cidade. E, após a iniciativa dar certo, eles estenderam a ação para o condomínio e também para os colaboradores.

“Veio através de um morador do condomínio. Entrou em contato com a gente e sugeriu que a gente fizesse o local para fazer ofertas. Junto com o conselho do condomínio, nós resolvemos estender, criando esse mini mercado, comprando mercadoria com valores do próprio condomínio para poder atender aos moradores, as pessoas de idade, que não podem sair, e também aos prestadores de serviços que estão aqui com a gente, os nossos colaboradores", disse Matheus Pinheiro, síndico .

A iniciativa funciona basicamente assim: os alimentos ficam disponíveis em um espaço do condomínio e, na medida que as pessoas precisam, elas vão lá e pegam. O síndico pontuou que a ação tem beneficiado muito os idosos.

 
“Nós temos algumas famílias aqui que são idosos, que moram sozinhos, ou então o filho passa o dia fora e, se faltar alguma mercadoria, eles conseguem suprir naquele momento", pontuou.

O outro mercadinho solidário é feito na Rua Frei Benjamim. Por lá, os alimentos ficam disponíveis em uma prateleira na porta de um estabelecimento.

“Eu e meu primos estávamos doando cesta básica. Ele estava com vontade de fazer e falou que daria três cestas. Eu peguei e fiz e o negócio foi só", disse Jusciclei Assis, que criou a ação.

Ele conta que sempre orienta para que as pessoas peguem apenas o necessário.O objetivo é que todo mundo seja ajudado.

“A gente tenta orientar que é a necessidade do dia, né? Se hoje está faltando o café e o açúcar, você só pega então o café e o açúcar. Deixa o arroz e o feijão para outra pessoa que esteja precisando", contou Jusciclei.

Juscilei afirmou ainda que a procura é grande e que as pessoas que pegam os alimentos tem perfis diferentes.

“Não tem idade. É senhor, é senhora. É gente novo. É todo tipo. Não tem cara, não tem expressão para falar é assim ou assado. Quem precisa realmente vem, pega. Quem quer doar vem e coloca", pontuou.
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Por G1.

Pela primeira vez desde o início da pandemia de Covid-19, o número de pessoas consideradas curadas em um período de 24 horas na Itália foi maior do que a quantidade de novos casos registrados.

O número de pessoas recuperadas aumentou de 54.543 para 57.576 entre quarta e quinta-feira (23), uma diferença de 3.033. Nesse mesmo intervalo, 2.646 novos casos foram confirmados.

A quantidade de novos casos também foi menor do que nas 24 horas anteriores, quando 3.370 tinham sido anunciados pela Agência de Proteção Civil.

Além disso, caiu pelo quarto dia seguido o número de portadores de Covid-19 no país. Nesta quinta-feira, 106.848 pessoas foram registradas como ainda doentes, enquanto na quarta eram 107.699.

O número de mortes teve um leve aumento, subindo de 437, na véspera, para 464 nesta quinta-feira. O total no país, desde 21 de fevereiro, soma 25.549. A Itália é o segundo país do mundo com mais mortes provocadas pelo coronavírus, atrás dos Estados Unidos.

No total, o país soma 189.973 casos desde o início da pandemia, o terceiro maior número global, atrás de Estados Unidos e Espanha.

Ainda de acordo com a Agência de Proteção Civil, também houve uma diminuição no número de pacientes internados em terapia intensiva entre quarta e quinta-feira, seguindo uma tendência de vários dias. A redução foi de 2.384 para 2.267.

 

Segundo a Reuters, a unidade de proteção civil publicou pela primeira vez dados sobre quantas pessoas haviam sido testadas para o vírus até agora na Itália, colocando o número em 1,053 milhão, em uma população de cerca de 60 milhões.

A agência havia divulgado antes apenas dados sobre material coletado para ser testado. Esse é um número muito maior --1,58 milhão até quinta-feira-- porque muitas pessoas são testadas duas ou três vezes.

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Por Pedro Bassan, Arthur Guimarães, Leslie Leitão, Felipe Freire e Marco Antônio Martins, TV Globo e G1 Rio.

O aumento de morte de vítimas do coronavírus no Rio de Janeiro tem deixado a rotina mais difícil nos cemitérios. Os coveiros, que agora trabalham cobertos por várias camadas de materiais diferentes, relatam que têm medo de contaminação.

“A gente também tem medo, com certeza. Somos seres humanos”, comentou o coveiro Leandro da Silva Gomes.

O medo sofrido por quem trabalha nos cemitérios e nos hospitais também atinge os agentes funerários, que passam o dia transitando várias vezes entre esses locais.

O cuidado com os caixões foi redobrado pela memória do morto e para preservar a saúde dos vivos. A pandemia mudou até a cor da roupa dos agentes, que trocaram o preto pelo branco e andam totalmente cobertos.

“A gente vai ficando preocupado, tem família, filhos, então a gente está sentindo esse dia a dia na pele, vendo a demanda aumentar”, explica o agente Marcos dos Santos.

São esses profissionais que têm a difícil missão de explicar para as famílias que os enterros não podem ter muita gente. A despedida das vítimas da Covid-19 é rápida e solitária.

“É muito triste. A minha mãe, na vida dela, era uma pessoa muito alegre, muitas amizades. Todos queriam vir, mas infelizmente ....era uma pessoa muito alegre, professora de matemática, deu aula, eu era conhecida como a filha da Dona Ivone. E é triste a gente ver a pessoa desse jeito”, lamentou a médica Marize, única pessoa presente no enterro da mãe.

 

Aumento nos enterros e cremaçōes

Num período de 25 dias, de 20 de março a 13 de abril, a prefeitura do Rio registrou em todos os cemitérios da cidade 164 enterros ou cremações de vítimas da Covid-19 ou de casos suspeitos.

Em média, seis por dia. A partir dessa data houve um aumento nos números. De 13 até 21 de abril, em 9 dias, foram 298 enterros ou cremações, média de 33 por dia.

Somente no dia 21 de abril, último dia com dados registrados, foram 49 enterros e cremações.

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Por Patrícia Teixeira, G1 Rio.

A rotina de UTIs lotadas, a falta de equipamentos de proteção nos hospitais, o medo de contágio, as horas de plantão e o isolamento da família têm deixado muitos profissionais de enfermagem que atuam no front do tratamento contra o coronavírus com a saúde mental debilitada.

G1 obteve com exclusividade dados levantados pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e ouviu relatos desses profissionais que atuam nas unidades de saúde públicas e privadas no Rio de Janeiro. Leia abaixo na reportagem os depoimentos.

Em 20 dias, 2.533 profissionais de todo o país buscaram atendimento psicológico no programa “Enfermagem Solidária” do órgão, que funciona de forma gratuita durante 24 horas. Isso equivale a uma média de 130 pessoas atendidas diariamente.

O Rio de Janeiro está em segundo lugar no número de profissional nessa situação, representando 9,8% da procura (média de 12 por dia), atrás apenas de São Paulo, que tem 25,2% dos casos.

Na avaliação dos especialistas do Cofen, os problemas psicológicos são agravados porque esses profissionais não conseguem afastamento de seu local de trabalho.

 
“Muitos estão com depressão, pânico, alto nível de ansiedade, estresse e insônia e ainda sofrem com a rejeição", diz Doris Humerez, coordenadora da Comissão Nacional de Enfermagem em Saúde Mental do Cofen.

"As pessoas dizem que aplaudem, mas rejeitam os trabalhadores como se eles fossem passar o vírus. Eles estão além do limite. O mais difícil é conseguir uma licença ou alguns dias de folga para que se recuperem”, emenda Doris.

Choro e desesperoHospital Ronaldo Gazolla é referência para pacientes de Covid-19 no Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/TV Globo

Hospital Ronaldo Gazolla é referência para pacientes de Covid-19 no Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/TV Globo

A especialista revela que, na maioria dos atendimentos, há muito choro e desespero de pessoas que buscam orientações para conseguir seguir na batalha diária. Muitos contatos são feitos de dentro dos hospitais.

“Choram muito, quase todos ligam de dentro dos hospitais, nos seus horários de intervalo, ficam em média 30 minutos com nossos especialistas, mas já teve um caso que durou mais de três horas. Também teve uma grávida com medo de pegar o vírus. Ela pediu afastamento, mas não conseguiu”.

Veja os problemas mais relatados:

  • Crise de ansiedade antes e durante os plantões
  • Insônia e dificuldades para descansar
  • Depressão
  • Exaustão com o volume de trabalho
  • Medo do risco de infectar familiares
  • Anseios com a falta de equipamentos de proteção
  • Grande preocupação com a superlotação de UTIs e leitos
  • Sofrimento com a distância da família
  • Tristeza ao ver o quadro clínico dos pacientes graves
 A falta de testes na América Latina pode impactar o número de mortes devido ao coronavírus — Foto: Getty Images/BBC

A falta de testes na América Latina pode impactar o número de mortes devido ao coronavírus — Foto: Getty Images/BBC

Mulheres são as mais afetadas

O levantamento do Cofen mostrou também que as profissionais do sexo feminino são as que mais têm a saúde mental afetada, com 85,84% da busca por atendimento.

“Ouvimos muitas queixas. Essas mulheres sofrem com o ambiente pesado. Ao mesmo tempo que elas querem se proteger, elas também ficam preocupadas com os pacientes que precisam delas, sabem e não abandonam essa missão”, explica a coordenadora.

Entre as categorias, a dos técnicos de enfermagem lidera com 51,20%, seguida pela dos enfermeiros (39,65%) e a dos auxiliares de enfermagem (8,06%).

 Testes de pacientes com suspeita da doença — Foto: Getty Images/BBC

Testes de pacientes com suspeita da doença — Foto: Getty Images/BBC

Muitos desses enfermeiros, técnicos e auxiliares têm dois empregos -- e trabalham todos os dias por 12 horas, segundo a especialista.

 
“Isso em ambientes extremamente contaminados, correndo risco a todo momento. Usando saco de lixo no lugar do avental. É como se estivessem numa guerra sem escudo para se proteger”, explica.
 Profissionais de saúde colocam equipamentos de proteção individual contra a Covid-19 em uma estação de testagem por drive-thru em Stamford, Connecticut, no dia 23 de março. — Foto: John Moore / Getty Images via AFP

Profissionais de saúde colocam equipamentos de proteção individual contra a Covid-19 em uma estação de testagem por drive-thru em Stamford, Connecticut, no dia 23 de março. — Foto: John Moore / Getty Images via AFP

Depoimentos dos profissionais

A maioria deles relata os sintomas já descritos pelo estudo do Confen. A pedidos, os nomes de alguns deles são fictícios.

  • Ansiedade

“O hospital em que trabalho me dá todo o suporte e material de proteção, e mesmo assim a gente sente. Já estava há 30 dias fazendo plantão, até que tive o pior dia de todos. Acordei com taquicardia e trêmula, mas consegui me acalmar e fui trabalhar. Durante o plantão, esses sintomas voltaram ainda piores, o corpo inteiro tremia, suava frio e o peito apertado chegava a doer, mas precisava continuar. No final da tarde, tive outra crise de ansiedade. Nunca senti nada parecido na minha vida, não conseguia controlar, fiquei assustada com o que estava sentindo. Não está sendo fácil para nenhum de nós da área da saúde, diariamente vendo pacientes sendo internados, confirmar a Covid, e ver o agravamento. Diariamente vendo colegas apresentar sintomas e se afastar, vendo outros partirem. Orando a Deus por mim, pelos meus e por todos, pedindo que essa fase ruim acabe o quanto antes ou vamos pifar de verdade”, Paula Christiny, enfermeira de um hospital particular de Duque de Caxias.

 
  • Solidão e medo

“Temos medo, muito medo. Não é medo de sermos contaminados, é medo de contaminar quem amamos, nossos pais e filhos, porque todos nós da enfermagem achamos que estamos com o vírus, temos até receio de fazer o teste. Estamos deprimidos também, afastados de quem amamos, e, às vezes, ainda enfrentamos os olhares tortos dos vizinhos. Quando morre um colega de trabalho, nosso psicológico piora muito”, Juliana Almeida, técnica de enfermagem de hospital público no Rio.

  • Choro solitário

“Tirei a hora do meu descanso para chorar. Era uma madrugada, e eu só conseguia pensar naquele paciente que segurou a minha mão e implorou para não morrer. Quase todos pedem a mesma coisa. Esse paciente não resistiu, mas a imagem dele querendo viver não sai da minha cabeça. Tentamos ser porta-vozes da esperança, dizer que vai ficar tudo bem, que logo estarão em casa. Pessoas que não entraram tão mal vão para o tubo e morrem, de um dia para o outro. E para os que entram mal, a gente já sabe qual vai ser a sentença. Para mim, só resta engolir o medo, o choro, o cansaço e as dores”, Ana Carla, enfermeira de hospital público no Rio.

  • Quem cuida da gente?

“Estamos todos com crise de ansiedade e pânico, somos pessoas experientes, que lidam com óbitos com frequência. Mas dessa vez está sendo diferente. Porque os pacientes entram conversando, mas com falta de ar. E, em muito pouco tempo, pioram e morrem. Não temos o menor tipo de controle em relação aos pacientes e isso nos assusta muito. E quem cuida da gente? Ninguém. A batalha é diária tentando controlar nossa saúde mental”, enfermeira de hospital particular de Niterói que não quis de identificar.

Denúncias e cobranças

A deputada estadual Enfermeira Rejane, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), disse ao G1 que tem recebido muitas reclamações de profissionais que estão adoecendo com medo de contágio do coronavírus, devido à falta de equipamentos de seguranças em muitos hospitais.

 
“Recebi denúncias de profissionais de toda parte do estado dizendo que falta material para trabalhar e que estão com medo. O enfermeiro de UTI é altamente qualificado, tem capacidade para atender qualquer paciente em qualquer situação. O problema são os contratados para a pandemia, sem muito treinamento, sem EPIs...essas pessoas estão apavoradas”, afirma.

Ela explicou que apresentou um projeto de lei que obriga que as unidades de saúde repassem à Secretaria Estadual de Saúde informações referentes aos profissionais da área afastados com suspeita, com diagnósticos confirmados, internados e que morreram em decorrência do coronavírus.

A parlamentar disse ainda que tem cobrado diariamente das autoridades melhores condições de trabalho para minimizar os danos aos profissionais de enfermagem.

“Até profissionais com mais de 60 anos, com comorbidades, não conseguem licença nem pela Covid, quanto mais por problema psicológico. As pessoas saem dos plantões e choram ao volante, tem gente que nem consegue voltar para casa. Uma tristeza”, contou.

Prefeitura do Rio oferece ajuda

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informou que criou o projeto “Saúde na escuta” para oferecer assistência psicológica aos profissionais da rede municipal de Saúde que estão na linha de frente do combate à pandemia de coronavírus.

 

O serviço funcionará por telefone ou por videoconferência, todos os dias da semana, 12 horas por dia, com duração de três meses. Os profissionais estarão organizados em turnos, seguindo todos os protocolos sobre o tema. O atendimento começa na próxima segunda-feira (27).

Publicado em BRASIL E MUNDO
O Deputado Federal Charles Fernandes (PSD-BA) anunciou na tarde desta segunda-feira (20), o empenho de mais R$ 6 milhões para o custeio na área de saúde e compra de equipamentos para o combate e a prevenção ao novo coronavírus em diversas cidades da região.  As cidades de Guanambi - R$ 1.785.900,00,  Caetité - R$ 1.150.000,00, Licínio de Almeida - R$ 400.000,00, Candiba - 400.000,00, Riacho de Santana – R$ 600.000,00 e Iuiú – R$ 600.000,00 já irão receber nos próximos dias os valores em suas contas. 
A quantia é referente à sua parcela nas emendas de bancada que seriam destinadas pelo deputado ao setor de infraestrutrura, mas com a crise de saúde, o mesmo resolver alocar os valores para o reforço na atenção básica de saúde nas cidades.
 “Estou prestando contas do meu mandato com o povo da região que enfrenta a maior crise de saúde das últimas décadas; de dezembro pra cá, o nosso mandato já liberou através de emendas, mais de R$ 20 milhões de reais para o suporte a saúde de várias cidades da região, inclusive emenda para o Hospital Geral de Guanambi e o Hospital do Câncer em Caetité, este novo recurso de mais de R$ 6 milhões será importante na luta contra a Covid-19, estou fazendo a minha parte como deputado, e pensando na saúde da população em geral”, salienta Charles.
Publicado em LICÍNIO DE ALMEIDA

Por Gustavo Garcia, G1 — Brasília.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou nesta segunda-feira (20) a antecipação do pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600.

Guimarães deu a informação ao participar de uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto com outros integrantes do governo.

No calendário inicial, o pagamento começaria no próximo dia 27. Pelo novo calendário, a segunda parcela será paga nas seguintes datas:

Segunda parcela do auxílio de R$ 600

Data do pagamento Mês de nascimento
Quinta-feira (23/4) janeiro e fevereiro
Sexta-feira (24/4) março e abril
Sábado (25/4) maio e junho
Segunda-feira (27/4) julho e agosto
Terça-feira (28/4) setembro e outubro
Quarta-feira (29/4) novembro e dezembro

O auxílio de R$ 600 foi aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo governo para ajudar os trabalhadores informais em meio à pandemia do novo coronavírus.

Com a pandemia, diversos setores além da saúde têm sido afetados e, com isso, a pandemia tem provocado efeitos também na economia.

 

Bolsa Família

De acordo com o presidente da Caixa Econômica, a segunda parcela será antecipada para as pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e para quem se inscreveu via aplicativo ou site da Caixa.

Os beneficiários do Bolsa Família, contudo, seguirão o cronograma de pagamento previsto para o programa. Conforme o calendário anunciado em 7 de abril, as próximas parcelas serão pagas em:

  • segunda parcela: nos últimos dez dias úteis de maio;
  • terceira parcela: nos últimos dez dias úteis de junho.

Base de dados

Segundo Pedro Guimarães, a antecipação da segunda parcela foi possível porque a capacidade de pagamento supera o número de dados fornecidos pela Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), responsável por checar as informações dadas pelos cidadãos.

O presidente da Caixa explicou que 40 milhões de pessoas já se cadastraram para receber o benefício, mas o Dataprev informou os dados de 13 milhões. Segundo Guimarães, a Caixa tem capacidade maior de pagamento.

"Como não recebemos [toda] a base de dados, antecipamos o pagamento. Se tivéssemos recebido a base de dados, não teríamos antecipado", destacou.

Regularização do CPF

Uma das exigências da Receita Federal para que a pessoa receba os R$ 600 é a regularização do Cadastro de Pessoa Física (CPF).

Na semana passada, o Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), com sede em Brasília, derrubou a exigência.

O governo federal, contudo, recorreu, e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta segunda-feira derrubar a decisão. Com isso, voltou a valer a exigência do CPF regularizado.

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por G1 BA.

A Bahia tem 70% dos leitos de UTI destinados a pacientes com o novo coronavírus ocupados, de acordo com números da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab).

Segundo o boletim mais recente divulgado pela pasta, no início da tarde desta segunda-feira (20), a Bahia apresenta 1.341 casos da COVID-19, com 46 mortes.

A taxa de crescimento está abaixo dos 15%, de modo que Tereza Paim, subsecretaria de saúde do estado, considera o estado como um exemplo positivo de combate ao vírus no país.

“A Bahia ainda tem sido um exemplo positivo, isso é muito importante. A despeito do vírus ser exponencial, nós vínhamos de uma curva de 30%, hoje estamos abaixo dos 15%. É muito importante que a população saiba que é uma contribuição dela”, disse.
 

Ao todo, são 158 pacientes internados no estado, sendo que 64 estão em leitos de UTI.

Na avaliação de Tereza Paim, é importante que a população permaneça em casa para reduzir o número de óbitos.

“Hoje, conseguimos ter uma taxa de ocupação em torno de 70%, mas se toda a população resolve sair de casa nós não teremos leitos de UTI. Ficar em casa ajuda a evitar óbitos. O que antes a gente fazia de prevenção, de higiene com as mãos, agora com a máscara, que é uma barreira, nós precisamos continuar mantendo para evitar óbitos”, afirmou.

Ainda reforçando a necessidade de manter o isolamento social, a subsecretaria de Saúde afirma que a taxa de mortalidade entre os pacientes que estão na UTI pode chegar a 50%.

“Entendendo que a mortalidade desses 5% que precisam estar internados [nos leitos de UTI], e a gente chega a 3,4% de mortalidade, muitas vezes a gente chega a 50% de mortos. Se eu tenho uma UTI com 10 pacientes internados, eu posso ter cinco óbitos”, disse.

Além disso, o tempo de permanência desse paciente é alto. Ele leva de 15 a 20 dias internados na UTI.
Publicado em BAHIA E REGIÃO
A secretaria de saúde de Brumado, divulgou no final da tarde desta quarta-feira (15), um novo boletim epidemiológico do Covid-19, o novo coronavírus na cidade. De acordo com o boletim, dos oito casos confirmados da doença, sete pacientes já estão curados. O número de notificações de casos suspeitos é de 484. Já os casos descartados são 35.
A secretaria de saúde aguarda o resultado de onze exames do Laboratório Central (Lacen). Nenhum paciente está hospitalizado no município. A secretaria pede a participação popular para conter o avanço do vírus, adotando medidas de higiene e mantendo o isolamento domiciliar.
Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por Letícia Macedo*, G1

Urubus sobrevoam céu de Guayaquil, cidade epicentro dos casos de infecção por coronavírus no Equador

 
"Vejo urubus no céu de Guayaquil e à tarde a fumaça dos corpos sendo queimados em um dos cemitérios da cidade. Agora, estou vivendo em um filme de terror, apocalíptico.”

O relato foi feito ao G1 por um engenheiro brasileiro que mora há décadas na cidade equatoriana e pediu para não ser identificado. Ele fez um um vídeo mostrando as aves na tarde de quarta-feira (15).

Assista, no vídeo acima, a imagens de urubus sobrevoando Guayaquil.

O município portuário tem mais de 2 milhões de habitantes e é o motor e centro econômico do Equador, mas está com as ruas desertas.

Há duas semanas, desde que se tornou o epicentro da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no país, vem enfrentando um cenário de horror. Guayaquil tem 4 mil pacientes com a doença Covid-19 e hospitais superlotados antes mesmo de atingir o pico no número de infectados. Há relatos de famílias que não conseguem localizar parentes que estavam internados e morreram.

Como os sistemas de saúde e funerário entraram em colapso, cadáveres demoram a ser recolhidos. Há corpos abandonados por famílias em vias públicas. Estão à espera da força-tarefa composta por militares e policiais militares criada pelo governo de Lenín Moreno.

 

A prefeita Cynthia Viteri afirmou que "não há espaço nem para vivos, nem para mortos" nos hospitais e cemitérios da cidade.

Com 17,4 milhões de habitantes, o Equador registra oficialmente mais de 7,8 mil casos do novo coronavírus e 388 mortes confirmadas por coronavírus, segundo a universidade americana Johns Hopkins. No entanto, o temor é que esses números sejam muito mais elevados, diante da falta de testes para detectar a Covid-19. Cerca de mais 1000 mortes são consideradas suspeitas.

Autoridades esperam para as próximas semanas até 3,5 mil mortes na província de Guayas, cuja capital é Guayaquil, e onde foram registrados mais de 70% dos casos de infecção pelo coronavírus no país.

 Policiais olham caixão com possível vítima da Covid-19 em frente a uma casa no subúrbio de Guayaquil, no Equador, em 3 de abril de 2020  — Foto: Edison Choco/AP

Policiais olham caixão com possível vítima da Covid-19 em frente a uma casa no subúrbio de Guayaquil, no Equador, em 3 de abril de 2020 — Foto: Edison Choco/AP

O clima quente da cidade costeira voltada para o Pacífico acelera o processo de putrefação. Os urubus, antes raramente vistos, agora rondam parte da cidade. O céu foi invadido pelo material exalado por crematórios.

Neste domingo (12), o governo anunciou ter retirado mais 700 corpos de pessoas que morreram em suas residências nas últimas semanas em Guayaquil (assista ao vídeo abaixo). Não está comprovada qual a causa da morte de todas elas – o que impede saber quantas foram vítimas da Covid-19.Coronavírus: Equador recolhe 700 corpos de pessoas que morreram em casa

Coronavírus: Equador recolhe 700 corpos de pessoas que morreram em casa

O engenheiro brasileiro conta que, há cerca de um mês, passou a trabalhar em home office. Diz que amigos lhe enviaram vídeos que mostram corpos na área central da Guayaquil.

"Os relatos de pessoas mortas nas ruas que vocês estão recebendo [no Brasil] são verdadeiros. Recebi vídeos, mas tive de apagar. Eu não suportei", afirma.

Os corpos são transportados por caminhões improvisados. “O líquido dos corpos em decomposição vai sendo derramado nas ruas, infectando tudo. O mau cheiro é insuportável.”

Com as estritas regras de confinamento em vigor, fabricantes de caixões estão enfrentando dificuldade de conseguir matéria-prima, conta o engenheiro carioca. Imagens de agências de notícias mostram mortos sendo enterrados em caixas de papelão.

O brasileiro recebe pedidos de ajuda de conhecidos para enterrar os mortos. “Antes da crise, um caixão custava em torno de U$ 800. Agora o preço pode chegar até a U$ 2 mil.”

  • Pessoas esperam do lado de fora de cemitério de Guayaquil, no Equador, para enterrar familiares em caixões e caixas de papelão. Imagem do dia 6 de abril  — Foto: Jose Sanchez / AFP

Pessoas esperam do lado de fora de cemitério de Guayaquil, no Equador, para enterrar familiares em caixões e caixas de papelão. Imagem do dia 6 de abril — Foto: Jose Sanchez / AFP

 

'Outra Guayaquil no Brasil?'

O engenheiro brasileiro conta que vê reportagens da imprensa brasileira e que já alertou amigos do Rio, de Curitiba e de São Paulo – "mas eles estão vendo tudo como uma piada", lamenta.

“[Brasileiros] Falam que isso não vai acontecer no Brasil. Disse para eles: 'Por favor, obedeçam aos governadores. Se não fizerem isso, vai ter outra Guayaquil no Brasil. É isso o que vocês querem?'."

 Medidas do governo equatoriano

Na avaliação do engenheiro brasileiro, "a população [equatoriana] está zangada com o governo", que impôs um imposto de emergência a quem ganha mais de US$ 500 – valor U$ 100 acima do salário mínimo local.

“O desemprego está crescendo. A impressão é a de que governo não está fazendo nada. Estamos como um barco sem direção. O governo só culpa a administração passada, que deixou o poder há três anos”, observa.

O presidente Lenín Moreno reconhece que o país não estava preparado para enfrentar a pandemia, que pegou o país com os cofres vazios, resultado de uma crise econômica.

 Carros transportam caixões com possíveis vítimas de complicações de Covid-19 por rua deserta de Gayaquil, no Equador, no sábado (11)  — Foto: Luis Perez/AP

Carros transportam caixões com possíveis vítimas de complicações de Covid-19 por rua deserta de Gayaquil, no Equador, no sábado (11) — Foto: Luis Perez/AP

 

primeiro caso de Covid-19 no Equador foi oficialmente anunciado em 29 de fevereiro. Trata-se de uma equatoriana que havia chegado a Guayaquil no dia 14 de fevereiro, vinda de Madri, na Espanha, um dos países mais afetados pela doença no mundo – com mais de 18 mil mortes.

Antes de ser hospitalizada, a mulher teve contato com a família e, por isso, mais de 80 pessoas foram colocadas em observação por autoridades sanitárias. Ela morreu dias depois.

No período do carnaval, em pleno verão, o país como de costume recebeu levas de turistas, muitos deles vindos da Europa para visitar a família no Equador. Além disso, nessa época os estudantes estão em férias e costumam viajar entre as províncias equatorianas.

Após o anúncio da primeira morte, o governo suspendeu "por precaução" grandes eventos em Guayaquil e na vizinha Babahoyo. As aulas foram suspensas e os bares e boates foram impedidos de funcionar.

A população começou, então, a pedir maior controle nos aeroportos. Em 11 de março, foi declarada emergência sanitária, e os viajantes que chegavam de 13 países passaram a ficar 14 dias em isolamento obrigatório.

 Homens apenas com máscaras carregam caixão para cemitério em Guayaquil, no Equador, no domingo (12)  — Foto: Vicente Gaibor del Pino/Reuters

Homens apenas com máscaras carregam caixão para cemitério em Guayaquil, no Equador, no domingo (12) — Foto: Vicente Gaibor del Pino/Reuters

A entrada de estrangeiros no Equador foi restrita 16 de março, após os registros da segunda morte e de 28 casos confirmados de Covid-19.

 
Em 17 de março, o governo declarou estado de exceção nacional, com toque de recolher das 21h às 5h, suspensão do trabalho em vários setores, dentre eles os serviços de transporte entre as províncias e os voos domésticos.

Em 25 de março, o toque de recolher foi ampliado e passou a vigorar entre 14h e 5h. A circulação de veículos particulares também foi limitada e passou a ser organizada de acordo com o último número das placas dos automóveis.Presidente do Equador, Lenín Moreno, participa de reunião ministerial em 10 de outubro  — Foto: Presidência do Equador / AFP

Presidente do Equador, Lenín Moreno, participa de reunião ministerial em 10 de outubro — Foto: Presidência do Equador / AFP

Isolamento no aniversárioBrasileira Cristiane Guerrero Marques das Neves (à esquerda), de 23 anos, saiu para buscar bolo de aniversário de máscara no começo da quarentena. ‘Achavam exagero, mas agora me entendem’ — Foto: Cristiane Guerrero Marques das Neves/ Arquivo pessoal

Brasileira Cristiane Guerrero Marques das Neves (à esquerda), de 23 anos, saiu para buscar bolo de aniversário de máscara no começo da quarentena. ‘Achavam exagero, mas agora me entendem’ — Foto: Cristiane Guerrero Marques das Neves/ Arquivo pessoal

A estudante de jornalismo brasileira Cristiane Guerrero Marques das Neves, de 23 anos, também mora em Guayaquil. Ela estava em férias na capital do Equador, Quito, e voltou para casa de avião dias após o anúncio do primeiro caso de Covid-19.

 
“No início, não se deu muita importância. Eu viajei para Quito nessa época. Cheguei aqui no dia 3 de março ,e o único controle que tinha no aeroporto era uma pessoa, numa mesinha, com material informativo, um cartaz explicando a doença e uma pessoa a distribuindo álcool”, lembra a brasileira em entrevista ao G1.

Cristiane cita amigos que estavam fora do Equador e tiveram de voltar às pressas antes do fechamento dos aeroportos.

A universitária conta que a irmã de sua faxineira, que não está indo trabalhar por causa da pandemia, teve de colocar um corpo na rua, porque o recolhimento demorou muito.

O avô da melhor amiga de Cristiane morreu em 8 de abril: "Ele chegou a ir ao hospital , mas tinha uma fila gigante. A mulher dele achou que era mais perigoso esperar, porque também é idosa. Voltando para casa, ele faleceu. Por sorte, conseguiram um cemitério, mas só uma pessoa pode acompanhar o enterro".

Por conta própria, a família de Cristiane começou sua quarentena em 14 de março, no dia do aniversário dela – ela mora com os pais e o avô.

“Não pude fazer nada. Fiquei em casa o dia todo. Só pude sair para comprar o bolo, mas fui de máscara. Só veio a minha melhor amiga. Na época, acharam que era exagero. Agora me entendem", lembra.

“Logicamente tenho um pouco de medo, como todo mundo. Mas, aqui em casa, estamos tomando todas as medidas para evitar a infecção. Só pedimos comida a domicílio, quando a comida chega lavamos com sabão [as embalagens], passamos álcool. Depois de fazer tudo isso, ele vai tomar banho para se desinfectar.”

Ela conta que, nesse período, apenas o pai saiu para comprar remédio para o avô, que tem 94 anos.

“É uma situação complicada para todos os países. Só espero que passe rápido e a nossa vida volte ao normal o mais rápido possível.”
 Cachorros não podem sair de casa para passear em Guayaquil, no Equador — Foto: Cristiane Guerrero Marques das Neves/ Arquivo pessoal

Cachorros não podem sair de casa para passear em Guayaquil, no Equador — Foto: Cristiane Guerrero Marques das Neves/ Arquivo pessoal

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Se prazo para revelar teste de Bolsonaro não for cumprido, caso pode se enquadrar em crime de responsabilidade e virar processo de impeachment
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Por Ruan Melo, G1 BA.

Projeto oferece "visita virtual" para pacientes com Covid-19 em hospital de Itabuna — Foto: Santa Casa de Misericórdia / Divulgação

Além de toda preocupação com a saúde, pacientes em tratamento contra o Covid-19 convivem com a angústia do distanciamento. Ao darem entrada nos hospitais, eles passam a seguir protocolos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e não podem receber visitas até a completa recuperação. Mas, a fim de aliviar toda essa aflição e diminuir a saudade, a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, no Sul da Bahia, oferece aos pacientes uma forma de continuarem, de certa forma, próximos dos familiares.

A unidade destina aos pacientes em tratamento contra o coronavírus um tablet com a acesso à internet, que oferece a eles a possibilidade de conversar e ver os familiares. Chamada de “visita virtual”, a ação é coordenada por psicólogos da Santa Casa de Misericórdia.

A psicóloga Laíse Nascimento explica que os pacientes que não estão sedados e ainda conseguem falar podem realizar as chamadas. Quem está sem condições de fala recebe outros estímulos, através de áudios, mensagens e músicas enviadas pela própria família.

O projeto foi implantado há 15 dias na Santa Casa de Misericórdia, e nove pacientes foram contemplados. A unidade tem, nesse momento, sete pessoas internadas com Covid-19.

 

Para Laíse Nascimento, a ação ajuda a trazer conforto às pessoas internadas e aos familiares.

“O fato de o familiar estar acompanhando o tratamento contribui para o bem-estar do paciente e para a redução da necessidade de sedativos. As visitas virtuais receberam muitos elogios por parte das famílias envolvidas, traduzindo-se em palavras como confiança, afeto, carinho, segurança e amor".

"A equipe entende que só tem benefícios. Percebem nas avaliações que já foram feitas que a família fica mais incluída no processo de melhora, e o paciente fica mais seguro por ter um ente querido mais próximo", continua Laíse.

Coronavírus na Bahia

De acordo com o último balanço divulgado pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) nesta terça-feira (14), o estado possui um total de 776 casos confirmados de coronavírus, com 25 mortes. Ao todo, 191 pessoas estão recuperadas.

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Por Associated Press.

Médicos e enfermeiros, alguns vestindo seus jalecos brancos, juntaram-se a uma procissão da Sexta-Feira Santa à luz de tochas em uma assustadoramente quase vazia Praça de São Pedro, enquanto o Papa Francisco presidia a cerimônia que não pode ser realizada no Coliseu de Roma, como acontece tradicionalmente, devido à quarentena na Itália por causa do coronavírus.

A participação da equipe médica do Vaticano foi um lembrete de como a pandemia afetou quase todas as esferas da vida.

 Médicos e enfermeiros do Vaticano acompanham procissão de Via Crucis durante a celebração da Sexta-Feira Santa em frente a basílica de São Pedro, no Vaticano, em 10 de abril — Foto:  Claudio Peri/Pool via Reuters

Médicos e enfermeiros do Vaticano acompanham procissão de Via Crucis durante a celebração da Sexta-Feira Santa em frente a basílica de São Pedro, no Vaticano, em 10 de abril — Foto: Claudio Peri/Pool via Reuters

 Médicos e enfermeiros do Vaticano acompanham procissão de Via Crucis durante a celebração da Sexta-Feira Santa em frente a basílica de São Pedro, no Vaticano, em 10 de abril — Foto:  Claudio Peri/Pool via Reuters

Médicos e enfermeiros do Vaticano acompanham procissão de Via Crucis durante a celebração da Sexta-Feira Santa em frente a basílica de São Pedro, no Vaticano, em 10 de abril — Foto: Claudio Peri/Pool via Reuters

 

Francisco assistiu dos degraus do lado de fora da Basílica de São Pedro enquanto a procissão, que incluía um policial uniformizado, um capelão da prisão de Pádua e um ex-detento, circulando em torno do obelisco central da praça. A procissão da Via Cucis evoca Jesus sofrendo a caminho de ser crucificado.

 Papa Francisco se deita no chão da basílica de São Pedro, no Vaticano, em sinal de humilde obediência durante missa da Sexta-Feira Santa, no dia 10 de abril — Foto: Vatican Media/­Handout via Reuters

Papa Francisco se deita no chão da basílica de São Pedro, no Vaticano, em sinal de humilde obediência durante missa da Sexta-Feira Santa, no dia 10 de abril — Foto: Vatican Media/­Handout via Reuters

Antes, em um culto da Sexta-feira Santa dentro da basílica, o pregador papal disse que a pandemia alertou as pessoas para o perigo de se acharem poderosas. Durante esse culto, em sinal de humilde obediência, o Papa Francisco se prostrou por alguns minutos no chão da basílica.

 Papa Francisco lidera a procissão de Via Crucis durante a celebração da Sexta-Feira Santa em frente a basílica de São Pedro, no Vaticano, em 10 de abril — Foto: Claudio Peri/Pool via Reuters

Papa Francisco lidera a procissão de Via Crucis durante a celebração da Sexta-Feira Santa em frente a basílica de São Pedro, no Vaticano, em 10 de abril — Foto: Claudio Peri/Pool via Reuters

Com fiéis comuns não permitidos na basílica de acordo com as medidas de contenção de vírus, e enquanto Francisco ouvia atentamente, o Rev. Raniero Cantalamessa disse a alguns prelados, membros do coral e a vários outros participantes que “foi necessário apenas o menor e mais sem forma elemento da natureza, um vírus, para nos lembrar que somos mortais” e que “o poder e a tecnologia militares não são suficientes para nos salvar”.

 Papa Francisco lidera a procissão de Via Crucis durante a celebração da Sexta-Feira Santa em frente a basílica de São Pedro, no Vaticano, em 10 de abril — Foto:  Andrew Medichini/Pool via Reuters

Papa Francisco lidera a procissão de Via Crucis durante a celebração da Sexta-Feira Santa em frente a basílica de São Pedro, no Vaticano, em 10 de abril — Foto: Andrew Medichini/Pool via Reuters

Cantalamessa disse que, quando a pandemia terminar, "voltar ao modo como as coisas eram é a 'recessão' que devemos temer mais". Ele disse ainda que o vírus quebrou "barreiras e distinções de raça, nação, religião, riqueza e poder".

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Por G1.

Trabalhadores enterram corpos em uma vala em Hart Island, no bairro do Bronx, em Nova York. — Foto: AP Photo/John Minchillo 

A cidade de Nova York, nos Estados Unidos, passou a usar valas comuns para enterrar vítimas de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, que não tenham seus corpos reclamados pela família. Imagens aéreas feitas pela agência Associated Press mostram caixões empilhados em trincheiras comuns em um campo em Hart Island, uma ilha perto do Bronx, em Nova York.

A cidade também reduziu o tempo em que mantém corpos de vítimas de Covid-19 em necrotérios. Agora, passou de 25 para 14 dias o tempo de armazenamento dos corpos. As vítimas que não tiverem seus corpos reclamados pela família, são levadas para o campo em Hart Island.

 Vítimas de Covid-19 são enterradas em vala comum em Nova York — Foto: AP Photo/John Minchillo

Vítimas de Covid-19 são enterradas em vala comum em Nova York — Foto: AP Photo/John Minchillo

A ilha recebia, antes da pandemia, cerca de 25 corpos por semana, tanto de pessoas que não foram reclamadas pela família quanto de pessoas cujas famílias não podem pagar pelo serviço de funeral e enterro. Segundo a Associated Press, há mais de um milhão de nova-iorquinos enterrados no campo.

Após o agravamento da pandemia em Nova York, que já soma mais de 5.150 mortos segundo o levantamento da Universidade Johns Hopkins, o número de enterros aumentou: têm sido realizados cerca de 24 por dia. As imagens mostram 40 caixões alinhados para o sepultamento nesta quinta (9), com profissionais usando equipamentos de segurança.

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Por G1.

O embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witschel, pediu que os cidadãos do país europeu que estejam em viagem pelo Brasil voltem o mais rapidamente possível para a casa. Em uma carta publicada na quinta-feira (9) no site da Embaixada, o diplomata pede urgência no retorno.

"É sua responsabilidade deixar o país agora e voltar para a Alemanha", escreveu Witschel.

No comunicado, o representante alemão cita a escalada de casos graves e de mortes, e o temor de que a situação se agrave rapidamente. O texto diz ainda que, em alguns estados brasileiros, os sistemas de saúde já estão sobrecarregados.

"No Brasil, o número de pessoas infectadas pelo Covid-19, gravemente doentes e mortos, está aumentando rapidamente", diz o documento. "Devido a este avanço, há temores de que a situação aqui se agrave rapidamente. Em alguns estados, os sistemas de saúde já estão muito ocupados. Enquanto isso, o risco de se infectar e adoecer está aumentando."

A Embaixada disse também que não há planos de repatriação de cidadãos alemães que estejam no Brasil, até o momento.

EUA e Reino Unido

Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido atualizou as recomendações de viagem para o Brasil. O país já recomendava o retorno de viajantes que estivessem por outros países "enquanto ainda houver rotas comerciais disponíveis".

 

O país britânico relembra que o governo do Brasil proibiu a entrada de estrangeiros por 1 mês e decretou o fechamento de fronteiras terrestres, mas esclareceu que as partidas do território brasileiro ainda podem acontecer.

Em 24 de março, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou um aviso para que os norte-americanos que estão no território brasileiro voltassem aos EUA o mais rápido possível.

Os EUA já haviam solicitado aos seus cidadãos no exterior que voltassem ao país por causa da pandemia por coronavírus. Nesta terça, a embaixada dos EUA no Brasil mostrou as opções de voos disponível do Brasil para os EUA.

O aviso foi direcionado aos norte-americanos que vivem nos EUA.

 
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Por Carolina Diniz, G1/AM.

Hospital Delphina Aziz, na Avenida Torquato em Manaus — Foto: Eliana Nascimento/G1 AM 

O governo do Amazonas anunciou, na tarde desta sexta-feira (10), que o Hospital Delphina Aziz, referência em atendimento aos pacientes com coronavírus, atingiu a capacidade máxima operacional. Sem condição de operar por falta de profissionais, o governo diz atuar para novas contratações e assegura que "nenhum caso ficará sem assistência" na rede pública. Novos pacientes serão remanejados para outras unidades de Manaus.

O número de casos confirmados do novo coronavírus no Amazonas subiu para 981 nesta sexta-feira (10), em última atualização da Fundação de Vigilância em Saúde. O estado já tem 50 óbitos por Covid-19. Dos casos confirmados, 45 pessoas estavam em UTI na rede pública, nesta sexta-feira, segundo a FVS.

Em informações repassadas, por volta de 12h desta sexta-feira, pela Secretaria de Comunicação do Estado, 60 leitos de UTI destinados ao tratamento de Covid-19 estão ocupados no hospital referência - com nove disponíveis. Em boletim divulgado pela FVS-AM, nesta sexta-feira, foi informado que o número de leitos ocupados na rede pública com casos confirmados de Covid-19 era de 45.

Apesar de leitos desocupados, o órgão afirma que não há equipe médica suficiente para realizar o atendimento. Há um trabalho para a contratação de profissionais por parte da chefia do hospital "que já avançou na contratação de técnicos e enfermeiros", diz o governo.

Há uma semana, quando apenas 55% dos leitos de UTI do hospital referência estavam ocupados, o Governador Wilson Lima alertou para o risco de colapso na saúde.

"Dois hospitais da rede privada já nos comunicaram que já estão no seu limite, ou seja, não conseguem mais internar paciente com Covid, e cogitam transferir alguns pacientes para o Delphina Aziz. (...) Hoje estamos com 55% dos respiradores em uso, mas no ritmo em que as coisas caminham, há um risco de o sistema colapsar", afirmou governador em um vídeo postado em redes sociais. À época do pronunciamento, o Amazonas tinha 260 casos confirmados do novo coronavírus e 12 mortes.

Os pacientes que tiverem necessidade de atendimento e chegarem ao Delphina Aziz deverão ser remanejados pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) para outras unidades de saúde da rede pública.

De sobreaviso ficam as chamadas "salas rosas", instaladas nos pronto-socorros, em nove postos de Serviços de Pronto-Atendimento e duas Unidades de Pronto-atendimento da capital. Elas têm leitos clínicos e de estabilização com respiradores, caso o paciente necessite de intervenção enquanto aguarda a transferência para o hospital de referência.

Medidas

Em coletiva na tarde desta quinta-feira, o secretário executivo adjunto do Interior da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), Cássio Roberto Espírito Santo, comentou a taxa de ocupação dos leitos. Ele afirma que o estado ainda trabalha dentro da sua capacidade.

 

"A ocupação deles é muito dinâmica. Existem pacientes que são removidos do interior e vão para outras unidades, existem pacientes que estão na UTI, têm melhora e vão para leito clínico, pacientes em leito clínico, há um agravo, e há necessidade de UTI. Hoje a gente tem leitos disponíveis que estão atendendo as demandas que são necessárias", comenta o secretário.

Entre as medidas tomadas pelo governo está a adaptação de um hospital privado que foi alugado para funcionar como hospital de campanha. Lá, o governo pretende dispor de 400 leitos clínicos e estuda instalação de UTIs com equipamentos que já adquiriu por meio do Ministério da Saúde ou comprou.

Até o momento, já chegaram a Manaus 15 respiradores enviados pelo Ministério, na última sexta-feira (4), e mais 19 respiradores comprados pelo governo que chegaram à capital nesta semana.

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Por G1 CE.

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Por André Paixão e Elida Oliveira, G1.

Aglomeração de pessoas em loja de Belo Horizonte — Foto: Guarda Municipal

 

Contrariando as recomendações de isolamento social do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, para conter o avanço do coronavírus, os brasileiros estão saindo mais de casa desde o final de março.

Todos os estados, além do Distrito Federal, registraram aumento de pessoas nas ruas nos últimos dias, na comparação com as semanas anteriores.

Os dados são de um levantamento feito pela In Loco, empresa de tecnologia que usa dados enviados por aplicativos parceiros para aferir deslocamentos dos usuários.

Atualmente, a In Loco tem uma parceria com a prefeitura do Recife para monitorar o deslocamento de cerca de 700 mil celulares na capital pernambucana. Além disso, os dados também são usados pelo médico infectologista Julio Croda, professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A In Loco afirma que a coleta de dados só é feita com a permissão dos usuários dos apps. Além disso, a empresa diz não repassar informações como nome, RG ou CPF.

 

Para monitorar o deslocamento, a In Loco utiliza GPS, sinais de wi-fi, Bluetooth e telefonia. A empresa diz possuir informações de localização em tempo real de 60 milhões de smartphones no Brasil.

Foram consideradas 5 semanas, no período de 3 de março a 6 de abril. Nesse período, houve aumento do isolamento durante as 4 primeiras semanas, como mostra a tabela abaixo:

Índice de isolamento nos estados nas últimas semanas

  3-9 de março 10-16 de março 17-23 de março 24-30 de março 31 de março - 6 de abril
Acre 25,18% 30,56% 43,75% 51,48% 48,66%
Alagoas 26,56% 32,29% 43,69% 55,55% 51,11%
Amapá 26,04% 31,55% 47,56% 55,94% 53,31%
Amazonas 25,17% 30,37% 40,48% 50,98% 50,32%
Bahia 25,5% 30,67% 43,49% 55,17% 51,28%
Ceará 28,92% 34,72% 49,72% 59,71% 55,6%
Distrito Federal 33,08% 36% 51,84% 61,18% 57,98%
Espírito Santo 27,35% 31,61% 45,62% 55,32% 52,43%
Goiás 32,74% 40,21% 53% 61,66% 58,44%
Maranhão 29,2% 34,51% 45,01% 55,67% 53,82%
Mato Grosso 23,44% 28,69% 40,33% 51,13% 46,98%
Mato Grosso do Sul 22,41% 27,57% 41,91% 53,19% 47,59%
Minas Gerais 25,62% 29,77% 43,88% 54,93% 51,52%
Pará 27,93% 33,37% 42,8% 52,20% 50,54%
Paraíba 27,14% 33,08% 45% 56,75% 52,94%
Paraná 25,07% 29,33% 43,94% 56,37% 52,20%
Pernambuco 30,19% 35,46% 48,23% 58,97% 55,63%
Piauí 26,02% 32,83% 45,66% 58,07% 54,71%
Rio de Janeiro 26,12% 31,02% 48,29% 57,02% 53,71%
Rio Grande do Norte 29% 35,23% 45,46% 56,12% 53,54%
Rio Grande do Sul 25,58% 30,47% 46,56% 59,88% 55,05%
Rondônia 23,98% 28,91% 41,31% 50,44% 46,41%
Roraima 23,05% 28,56% 38,45% 49,20% 45,70%
Santa Catarina 26,76% 30,41% 53,21% 61,13% 54,28%
São Paulo 24,83% 29,06% 43,33% 56,04% 52,56%
Sergipe 28,88% 34,31% 46,24% 56,43% 51,91%
Tocantins 21,74% 28,08% 41,22% 49,53% 44,88%

Em todos os casos, a primeira semana (3 a 9 de março) registrou índices de isolamento entre 20% e 30%. Na semana seguinte (10 a 16 de março), os valores subiram, e ficaram entre 27% e 40%.

Um aumento mais consistente pôde ser observado na semana de 17 a 23 de março, quando a quarentena passou a ser recomendada com mais ênfase. Nesse período, os estados registraram índices de isolamento entre 38% e 53%.

O pico do isolamento social, no entanto, foi alcançado na semana de 24 a 30 de março, quando todos os estados, com exceção de Roraima e Tocantins tiveram pelo menos 50% dos smartphones monitorados sem movimentação considerável.

Na última semana analisada, no entanto, entre 31 de março e 6 de abril, as 27 unidades da federação apresentaram redução nos índices de isolamento.

 

No mais recente proncunciamento na rede nacional de televisão, na última quarta-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar as medidas de isolamento social, e considerou que elas são de "responsabilidade exclusiva" dos governadores.

Como vão os estadosMercado Público em Florianópolis com filas na última semana — Foto: Marcelo Siqueira/ NSC TV

Mercado Público em Florianópolis com filas na última semana — Foto: Marcelo Siqueira/ NSC TV

Santa Catarina, que estava entre os 3 estados que mais conseguiram manter a população em casa, foi o que registrou a maior queda percentual no índice de isolamento, passando de mais de 61%, para menos de 55%.

Por outro lado, o Amazonas, que está entre os piores índices de isolamento na última semana de março, teve a menor variação, de menos de 1 ponto percentual.

Em abril, nenhum estado brasileiro registrou isolamento maior que 60%. Goiás (58,44%) e Distrito Federal (57,98%) foram os que chegaram mais perto.

Na outra ponta, Tocantins (44,88%), Roraima (45,7%), Rondônia (46,41%), Mato Grosso (46,98%), Mato Grosso do Sul (47,59%) e Acre (48,66%) não estão conseguindo manter, de acordo com os dados, nem metade da população em suas casas.

São Paulo, que também monitora o isolamento usando dados da operadora de celular Vivo (veja mais abaixo) também registrou queda no isolamento. Na última quinta-feira, o índice foi o menor desde o início da quarentena.

 

E as capitais?

Na maioria das situações, as capitais registraram índices de isolamento piores do que os estados ao longo das 5 semanas analisadas:

  • em 16, o isolamento foi mais baixo do que a média estadual na maioria das semanas;
  • em 3, o isolamento foi mais alto do que a média estadual na maioria das semanas;
  • em 4, o isolamento foi semelhante, com diferença de, no máximo, 0,5 ponto percentual

Nas outras 4 capitais, houve variação. Em algumas semanas, o índice na capital foi melhor, em outras, pior.

Em Salvador, Vitória e Belém, por exemplo, houve maior movimentação do que no restante dos respectivos estados nas duas primeiras semanas. Na terceira, o isolamento foi semelhante. Porém, nas duas últimas semanas analisadas, os moradores das capitais ficaram mais em casa.

A tendência foi repetida também em Cuiabá, Belo Horizonte, Florianópolis e Palmas, mas, a "virada", aconteceu em diferentes períodos.

A importância do isolamento

Em entrevista ao G1, o médico infectologista Julio Croda, professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), afirmou que está desenvolvendo um estudo que pretende estimar a falta de leitos hospitalares e UTIs de acordo com o aumento de deslocamento de pessoas. Ele utiliza os dados da In Loco.

“Estamos fazendo pesquisa tentando validar índices de isolamento para predizer o número de casos no futuro. Como o isolamento é a melhor medida de controle no número de casos, talvez esse índice de isolamento captado por celulares seja um bom indicador para prever casos no futuro”, afirma.

“Queremos saber o quanto o isolamento social diminui o número de casos. Podemos dizer que com 58% de isolamento, o número de casos diminui? Ou não, que com 58% de isolamento, os casos seguem aumentando?”, completa.

 

Croda explica que atualmente os modelos matemáticos usam dados de casos confirmados para prever o aumento das transmissões de coronavírus. Mas, segundo ele, este método tem problemas. “Como projetar se você não entende quantos casos têm no momento? A maioria das modelagens matemáticas trabalham com o número de casos confirmados, mas isso tem o problema da subnotificação, devido à falta de testes”, diz.

Ele cita como exemplo dados de Manaus. Os dados apontam que, em 6 de abril, a capital do Amazonas tinha 50% das pessoas em isolamento. Nesta quarta-feira (8), Manaus registrou 58% de isolamento após a veiculação de notícias sobre o aumento de casos e um possível colapso do sistema de saúde.

“Com certeza, isso se deve a todas as reportagens que passaram [falando sobre Manaus] e ao anúncio do ministro [Luiz Henrique Mandetta] dizendo que Manaus é preocupante. Você vê o impacto em tempo real na vida das pessoas”, conclui.

Google e operadoras de telefonia também fornecem dados

O Google divulgou nesta sexta-feira (10) uma nova edição de seu relatório de movimentação. O estudo aponta redução do isolamento em 5 categorias no Brasil: locais de trabalho, parques, comércio, transporte público e recreação.

Em ações isoladas, as operadoras de telefonia também estão colaborando com as autoridades, fornecendo dados de localização de seus clientes. As ações, no entanto, são pontuais.

Em São Paulo, a Vivo está fornecendo para o Governo do Estado os dados de localização de aparelhos de 39 dos 645 municípios. O governo do estado disse que o sistema está sendo atualizado diariamente para incluir informações referentes aos municípios com até 30 mil habitantes.

Nesta quinta-feira (8), por exemplo, o índice de isolamento nas cidades monitoradas foi de 50%. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, a adesão ideal para controlar a propagação da Covid-19 é de 70%. Assim, a quantidade de leitos no sistema de saúde deve ser suficiente para atender a população.

 

Na cidade do Rio de Janeiro, a parceria da prefeitura é com a Tim. A empresa se comprometeu a enviar os dados de localização de seus usuários na cidade. Procurada pelo G1, a operadora não deu mais detalhes.

O Google também divulgou esse tipo de levantamento. Só que a última atualização foi em 29 de março. A empresa ainda não deu previsão de quando terá dados mais atualizados.

Publicado em BRASIL E MUNDO
por Jornal do Sudoeste.
Por Redação
As relações entre entes federativos e agentes políticos, nos três níveis do poder, estão cada dia mais difíceis, principalmente em razão das visões antagônicas em relação às expectativas de crescimento da curva de contágio e aos procedimentos que devem ser adotados no combate ao Covid-19. Na Bahia, por exemplo, sem estrutura física e com quadro de pessoal especializado reduzido, prefeitos de pequenos municípios do interior do Estado convivem diuturnamente com o fantasma de uma eventual contaminação em grande escala da população e tem buscado viabilizar junto aos Governos Federal e do Estado recursos financeiros e materiais que possam, numa emergência, assegurar que ofereçam minimamente assistência à seus munícipes. E parecem, contrariando as propagandas oficiais, não estar merecendo a atenção que o grave momento experimentado pela Saúde Pública no país exige.
Na quarta-feira (08), o prefeito de Licínio de Almeida, médico Frederico – Dr. Fred – Vasconcellos Ferreira (PCdoB), que tem se destacado pela serenidade e afabilidade, inclusive no trato com adversários políticos, elevou o tom e foi incisivo ao denunciar o que chamou desrespeito do Governo do Estado com o município que administra, como de resto, com os gestores do interior baiano.
O prefeito usou seu perfil nas redes sociais para desabafar e refletir a indignação que toma conta, seguramente, de outros gestores municipais baianos.
Com uma dureza verbal pouco usual, pelo menos empregada publicamente, entre aliados – mesmo que a relação política esteja abalada, como é o caso do prefeito com o governador do Estado – Frederico Vasconcellos foi “curto e grosso” ao apontar, textualmente, que: “O Governo Estadual acha que nós do interior somos PALHAÇOS. Após sugerir abertura do comércio e volta das atividades cotidianas nos foi enviado 59 máscaras, 100 pares de luvas e 40 frasco de álcool etílico para combatermos a pandemia”.

Material destinado a Licínio de Almeida pela Secretaria de Estado da Saúde da Bahia, causou indignação no prefeito que, nas redes sociais, “exigiu respeito à população liciniense”. – Foto: Reprodução/Redes Sociais.

O prefeito, com a autoridade e conhecimento da gravidade do problema que enfrenta por ser médico com atuação no Programa Saúde da Família, onde aprendeu a conviver com a alta demanda e alta incidência de casos complexos aliados à pouca estrutura que obrigam os profissionais a conviver não apenas com o atendimento clínico individual e preventivo, mas incorporar a esses procedimentos aspectos emocionais, familiares e sociais, portanto, conhecedor da realidade da Saúde Pública de municípios de pequeno e médio portes, como o que hoje administra, prosseguiu seu desabafo exigindo dos deputados comunistas Daniel Gomes de Almeida (federal) e Jean Fabrício Falcão (estadual), majoritariamente votados no município, um posicionamento firme em relação ao que chamou de “covardia” que teria sido patrocinada pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde da Bahia, contra a população liciniense.
Na postagem, o prefeito sublinhou que a população de Licínio de Almeida não quer “esmolas”, exige “respeito por parte do Governo Estadual”.
Concluindo o desabafo, Frederico Vasconcellos voltou a apelar à população liciniense para que não descuide do cumprimento das normas que estão sendo recomendadas pela Secretaria Municipal de Saúde, que estão em consonância com as preconizadas pela Organização Mundial da Saúde, pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado da Saúde da Bahia, mantendo o isolamento social e evitando a circulação e aglomeração de pessoas, lembrando que “(população de Licínio de Almeida) estamos entregues à própria sorte”.
A repercussão da postagem do prefeito foi imediata. Frederico Vasconcellos, cinco horas depois, voltou às redes sociais para anunciar que acabara de receber um telefonema do secretário de Estado da Saúde da Bahia, Fábio Vilas Boas Pinto, se desculpando “pelo fato lamentável dos EPIs (Equipamento de Proteção Individuais) e fazendo o compromisso do envio de uma quantidade substancial em até 15 dias”.
O prefeito disse ter aproveitado para cobrar do secretário o aumento de vagas de Terapia Intensiva na região e que Fábio Vilas Boas Pinto teria anunciado a intenção do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde da Bahia, de disponibilizar mais vinte leitos de Unidade de Terapia Intensiva. Segundo Frederico Vasconcellos, o secretário apontou que os vinte leitos previstos deverão ser disponibilizados nas instalações da futura sede da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia – Unacon (Hospital do Câncer), em Caetité.
O compromisso assumido pelo secretário, se confirmado, vai dobrar, antes mesmo da conclusão das obras de adequação da estrutura física onde será instalada a Unacon, a capacidade de leitos previstas para a Unidade, que no projeto original prevê uma Unidade de Terapia Intensiva com dez leitos.
O prefeito aproveitou para reforçar o entendimento da importância, neste momento de enfrentamento do Covid-19, da união de todos para oferecer tranquilidade para a sociedade e, reafirmou que “o respeito é uma das premissas da relação bilateral entre entes federativos”, para sublinhar que não vai transigir na defesa dos interesses de Licínio de Almeida, mas que saberá reconhecer e “agradecer quando as ajudas prometidas chegarem”.
Os deputados federal e estadual do PCdoB, respectivamente Daniel Gomes de Almeida e Jean Fabrício Falcão, cobrados pelo prefeito a se posicionar em defesa da população de Licínio de Almeida, onde foram majoritariamente votados em 2018, não se posicionaram oficialmente.OTO
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Por G1 BA.

Vereador do município de Guanambi fala que Covid-19 é um inseto que veio de outro planeta

 

A última sessão da Câmara de Vereadores de Guanambi, na região sudoeste da Bahia, chamou a atenção por causa da declaração do presidente da Casa, Zaqueu Rodrigues (PDT). Na parte final da reunião realizada na última segunda-feira (6), ao lamentar a pandemia do coronavírus, Rodrigues afirmou que o novo coronavírus é um “inseto que veio de outro planeta”. Procurado pelo G1, o vereador negou ter dado essa declaração.

"Dizer que a gente fica triste por esse inseto que veio de outro planeta, que a gente não sabe de onde veio. Mas nós vereadores estamos à disposição do prefeito municipal quantas vezes ele precisar para fazer melhoria para o povo de Guanambi. Estamos à disposição. Sei que a preocupação aqui é de todos. Semana passada marcamos duas reuniões, vimos o que a Câmara pôde fazer. Estamos aqui à disposição do prefeito municipal”, disse o vereador durante a sessão.

O presidente da Câmara de Guanambi ainda seguiu o discurso se colocando à disposição da prefeitura no combate ao coronavírus.

 

“Sei que o momento é de preocupar e também prevenir. Ninguém quer que essa doença venha para Guanambi. Tem que pensar. Se vier, tem que ter um lugar certo para cuidar dessas pessoas. Quero dizer ao prefeito que os 15 vereadores estão à disposição para fazer melhorias para essas pessoas", garantiu Zaqueu.

G1 entrou em contato com Zaqueu Rodrigues na tarde desta quarta-feira (8), e ele negou ter dito que o coronavírus era um inseto. O vereador não entrou em detalhes sobre a declaração e, em seguida, o contato por telefone foi perdido.

"Não. Isso foi politicagem. Estão fazendo politicagem. Eu falei que era perigoso demais. Já entrei em ação com o site [portal de notícias do interior], não é verdade", disse Zaqueu.

O coronavírus integra uma família de vírus que causam infecções respiratórias. No último balanço divulgado pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), o estado registrou 497 casos confirmados e 16 mortes pelo Covid-19.

Ao todo, 128 pessoas estão recuperadas e 50 estão internadas, sendo 28 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em Guanambi, até esta quarta-feira, nenhum caso havia sido registrado até a última atualização desta reportagem.

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Por G1 BA.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou, na início da tarde deste domingo (5), mais 65 casos de contaminação pelo novo coronavírus no estado, totalizando 401 pacientes infectados. O órgão já tinha confirmado a nona morte por Covid-19 no estado.

De acordo com a Sesab, este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 12 horas deste domingo. Ao todo, 63 pessoas estão recuperadas e 27 encontram-se internadas, sendo 19 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

As cidades onde os pacientes são residentes serão divulgadas pelo órgão em boletim às 17h.

Leonildo Sassi, de 74 anos, foi o primeiro paciente com coronavírus que morreu na Bahia — Foto: Arquivo Pessoal

Leonildo Sassi, de 74 anos, foi o primeiro paciente com coronavírus que morreu na Bahia — Foto: Arquivo Pessoal

 

A primeira morte no estado foi notificada no último domingo (29). Era um homem de 74 anos, residente em Salvador, que estava internado no Hospital da Bahia, com outras doenças associadas. Ele era hipertenso, ex-fumante, dislipidêmico (com índice alto de gordura no sangue) e com sinais radiológicos de enfisema pulmonar.

A segunda morte foi registrada na segunda-feira (30). O paciente era um idoso de 64 anos que estava internado no Hospital Aliança, unidade particular da capital baiana. O secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas Boas, detalhou que o paciente era diabético e hipertenso.

A terceira foi divulgada na última quinta-feira (2). O paciente era um homem de 88 anos, diabético, cardiopatia em uso de marca passo e tabagista até os 40 anos. Ele estava na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital da Bahia desde o dia 23 de março.

A quarta, quinta e sexta morte foram divulgadas na manhã de sexta. O primeiro paciente era um homem de 79 anos que estava internado no Hospital Cárdio Pulmonar, em Salvador, desde o último dia 15. O segundo foi uma paciente era uma mulher de 44 anos, hipertensa, asmática e obesa, que estava internada em um hospital público de Salvador, desde 24 de março. O terceiro caso foi um homem de 80 anos, com doença cardíaca preexistente, residente de Utinga, município do centro sul baiano, localizado na região da Chapada Diamantina.

 Rafaela, de 28 anos, morreu com Covid-19 e deixou filha recém-nascida na Bahia — Foto: Tiago Bottino/Itapetinga Agora

Rafaela, de 28 anos, morreu com Covid-19 e deixou filha recém-nascida na Bahia — Foto: Tiago Bottino/Itapetinga Agora

 

A sétima e a oitava morte foram divulgadas no sábado (4). A primeira paciente era uma mulher de 28 anos e havia dado à luz há cerca de uma semana. Foi a paciente mais jovem na Bahia que morreu infectada com a Covid-19. O oitavo caso foi um homem de 55 anos, que apresentou febre, tosse, dispneia e dor de garganta. Esteve internado em um hospital particular no município de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador.

A nona morte foi confirmada neste domingo. O paciente era um idoso de 87 anos e residente de Salvador. Ele estava internado em um hospital público da capital baiana e morreu na sexta (3).

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A cidade de Piripá, há 88 km de Caculé, também confirmou o primeiro caso da doença neste sábado (04).
por Sertão em Dia...
De acordo com o prefeito de Santa Maria da Vitória, trata-se de uma mulher, que chegou na cidade há aproximadamente 15 e desde quando apresentou os sintomas, vinha sendo monitorada. Foto ilustrativa.

A cidade de Santa Maria da Vitória, situada na região oeste da Bahia, confirmou seu primeiro caso de coronavírus (COVID 19). O anúncio foi feito pelo prefeito, Renato Rodrigues Leite Junior, em uma live exibida na noite deste sábado (04).

Segundo o prefeito, trata-se de uma mulher, que chegou na cidade há aproximadamente 15 e desde quando apresentou os sintomas, vinha sendo monitorada.

Agentes de Saúde da cidade investigam os possíveis contatos que ela teve durante a viagem e se existem outros casos na cidade.

Na live, o prefeito ainda afirmou que irá endurecer as medidas na cidade através de decreto, intensificando a fiscalização na entrada da cidade, além de fechar novamente os bares e comércios que até então tinham retornado ao funcionamento normal.

Também neste sábado (04), a cidade de Piripá, há 88 km de Caculé, confirmou o primeiro caso da doença. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a pessoa infectada já vinda sendo monitorada e estava em isolamento domiciliar. Ela não apresenta os sintomas e continuará sendo acompanhada pela equipe de saúde.

Publicado em BAHIA E REGIÃO
O menino joão Vitor, hoje em tratamento em Salvador  Ba,  luta para conseguir doação de sangue com urgência tipo O+ e pede a quem puder fazer doação e que tiver na capital Baiana, acionar amigos, familiares e pesam por sua ajuda nesse momento tão difícil.
Publicado em LICÍNIO DE ALMEIDA
Quem passou pela Avenida Eduardo Fróes da Mota, na manhã desta quarta-feira (1º), em Feira de Santana, deve ter notado uma blitz diferenciada. Em uma atitude solidária, integrantes da 66ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) entregaram alimentos e materiais de higiene pessoal para caminhoneiros.

Segundo o comandante da unidade, major Fernando Cardoso, a escolha pela categoria foi sugerida pelo sargento Pedro Araújo Cotias e equipe. “Temos parcerias com comerciários da região e sempre fazemos doações para pessoas carentes. Ganhamos esses materiais, mas decidimos doá-los aos caminhoneiros. É uma forma de mostrarmos o quanto a profissão deles é essencial para a sociedade”, disse Cardoso.
Ainda segundo o oficial, durante a ação foi solicitado preferencialmente que os veículos com placas de outros estados e municípios parassem. Na sequência, os policiais realizaram o procedimento habitual de blitz e, após o término das abordagens, reforçaram a importância dos cuidados para a prevenção do Covid-19. Ao final do diálogo de conscientização, os kits – que também continham álcool em gel e sabonete -, foram entregues aos motoristas.
Fonte: Ascom | Silvânia Nascimento
Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por Guilherme Mazui e Nilson Klava, G1 e Globonews — Brasília.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos, nesta quarta-feira (1º), a lei que estabelece um auxílio de R$ 600 mensais, por três meses, a trabalhadores informais.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, anunciou a sanção em rede social. A medida não tinha sido publicada no "Diário Oficial da União" até a publicação desta reportagem.

O auxílio tem o objetivo de diminuir o impacto da pandemia do coronavírus na renda dessas pessoas – que não têm carteira assinada e, por isso, foram mais afetadas pelas medidas de isolamento social.

Pela manhã, Bolsonaro anunciou em pronunciamento que sancionaria o texto ainda nesta quarta. Segundo ele, o auxílio deverá beneficiar 54 milhões de pessoas, com custo aproximado de R$ 98 bilhões. O governo ainda não anunciou o calendário oficial de pagamento.

Enviado ao Congresso Nacional pelo governo, o projeto foi aprovado pela Câmara na semana passada e pelo Senado na última (30). A proposta original previa um auxílio de R$ 200 mas os parlamentares, com o aval do Executivo, aumentaram o valor para R$ 600.

Segundo o projeto, o auxílio será limitado a duas pessoas da mesma família. O texto aprovado ainda definiu que a trabalhadora informal que for mãe e chefe de família terá direito a duas cotas, ou seja, receberá R$ 1,2 mil mensais por três meses.

Vetos ao texto

O presidente Jair Bolsonaro vetou três itens do texto aprovado pelo Congresso Nacional. Segundo o Planalto, esses vetos foram orientados pelos ministérios da Economia e da Cidadania.

Com o veto, essas condições ficam excluídas do texto que entrará em vigor. Os vetos serão analisados pelo Congresso, que pode derrubar os trechos em definitivo ou restaurar a validade dessas regras.

  • Ampliação do BPC

O principal trecho vetado é o que garantia, na nova lei, a ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) definida pelo Congresso no início de março. Essa ampliação, segundo o governo federal, tem impacto de R$ 20 bilhões ao ano nas contas públicas.

 

A extensão do BPC foi definida quando o Congresso derrubou um veto de Bolsonaro ao tema. O ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), chegou a adiar a mudança nas regras até a definição de medidas "compensatórias" para esse custo extra.

Dias depois, Dantas mudou de ideia e suspendeu todas as decisões por 15 dias. Segundo o ministro, a flexibilização das regras fiscais e de austeridade no contexto da pandemia do coronavírus poderia ser aproveitada, também, para garantir a inclusão de novos beneficiários no BPC.

Enquanto não há resposta definitiva, os parlamentares voltaram a incluir o tema na lei do auxílio emergencial. E, na análise final, Bolsonaro voltou a vetar o dispositivo. Segundo o governo, a medida fere a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

  • Reavaliação dos critérios

O governo também vetou um dispositivo, aprovado pelo Congresso, que cancelava o auxílio emergencial do beneficiário que, ao longo dos três meses, deixasse de atender aos pré-requisitos.

Segundo o governo, esse ponto "contraria o interesse público" e gera um esforço desnecessário de conferência, mês a mês, de todos os benefícios que estarão sendo pagos. O Ministério da Cidadania defende que é preferível "concentrar esforços e custos operacionais" na construção de outras medidas de enfrentamento à Covid-19.

  • Restrição à conta bancária

O Palácio do Planalto também decidiu vetar uma regra que restringia o tipo de conta bancária onde o auxílio poderia ser depositado. Pelo texto aprovado, o benefício só poderia ser pago em "conta do tipo poupança social digital, de abertura automática em nome dos beneficiários", criada para receber recursos exclusivos de programas sociais, do PIS/Pasep e do FGTS.

Fila de prioridades

Em entrevista na segunda-feira (30), o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, informou que trabalhadores informais que recebem o Bolsa Família, e aqueles que estão no Cadastro Único, devem ser os primeiros a receber o auxílio.

 
Bolsonaro anunciou que sancionaria nesta quarta auxílio de R$ 600 a informais

Bolsonaro anunciou que sancionaria nesta quarta auxílio de R$ 600 a informais

No caso do Bolsa Família, o benefício não será acumulado. Se o pagamento de R$ 600 for mais vantajoso, haverá uma substituição automática e o trabalhador informal receberá apenas esse auxílio temporário. Ao fim desse período, se continuar atendendo aos critérios, ele volta a receber o Bolsa Família.

Trabalhadores informais que não constam em nenhum cadastro do governo devem ficar por último no cronograma de pagamento, que ainda não tem data para começar a ser feito.

Segundo Onyx, o pagamento deverá ser feito por meio de agências e aplicativos de bancos federais, como Caixa, Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste, além de lotéricas e aplicativos desses bancos.

Requisitos

A lei sancionada estabelece uma série de requisitos para que o autônomo tenha direito ao auxílio, apelidado por alguns parlamentares de "coronavoucher".

Segundo o texto aprovado no Congresso, o trabalhador precisa ter mais de 18 anos, cumprir critérios de renda familiar e não pode receber benefícios previdenciários, seguro desemprego nem participar de programas de transferência de renda do governo federal, com exceção do Bolsa Família.

Publicado em BRASIL E MUNDO
Quarta, 01 Abril 2020 21:32

Como saber se estou no Cadastro Único?

Por G1.

O governo anunciou que vai pagar um auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais, desempregados e MEIs por três meses em razão da pandemia do coronavírus. Entre os grupos que poderão receber o auxílio está o dos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) do Ministério da Cidadania até o último dia 20 de março.

Você pode saber se está inscrito no CadÚnico de três maneiras: pelo site do Ministério da Cidadania, pelo aplicativo Meu CadÚnico e pelo telefone.

Pelo site

Para saber se o seu nome está no CadÚnico, é preciso acessar este link: aplicacoes.mds.gov.br/sagi/consulta_cidadao/.

No endereço acima, você irá encontrar essa página:Página da Consulta Cidadão — Foto: Reprodução do Ministério da Cidadania

Página da Consulta Cidadão — Foto: Reprodução do Ministério da Cidadania

Nessa página, rolando a tela para baixo, você encontrará este formulário:

 Formulário Cadúnico — Foto: Reprodução do Ministério da Cidadania

Formulário Cadúnico — Foto: Reprodução do Ministério da Cidadania

 

Neste formulário, é preciso preencher o nome completo, data de nascimento, o nome da mãe e selecionar o estado e o município onde que você mora. Após preencher, é só clicar em "Emitir" e, assim, saber se o seu nome está ou não inscrito no CadÚnico.

O planejador financeiro da Par Mais, Jailon Giacomelli, diz que se uma pessoa lembra que foi cadastrado, mas não encontra, uma dica é buscar por várias versões do seu nome. Segundo ele, muitas vezes, quando um assistente de uma secretaria municipal vai até a casa de uma família de baixa renda fazer o cadastro, a pessoa não lembra qual foi o nome que ela informou ao assistente. "Então é importante tentar várias versões", diz.

Aplicativo

É possível também fazer a consulta pelo aplicativo Meu CadÚnico. 

Após baixar e abrir o app, é só clicar em 'entrar'.

 Cadunico — Foto: Reprodução

Cadunico — Foto: Reprodução

E inserir as mesmas informações solicitadas pelo site: nome completo, data de nascimento, nome da mãe e estado.

 Cadunico — Foto: Reprodução

Cadunico — Foto: Reprodução

 

Consulta telefônica

O MDS também disponibiliza um canal de atendimento por telefone para tirar as dúvidas sobre os programas sociais e CadÚnico no 0800 707 2003.

O serviço de ligação é gratuito, mas precisa ser feito por meio de um telefone fixo.

Os horários de atendimento são:

  • 07h às 19h de segunda a sexta-feira.
  • 10h às 16h nos finais de semana e feriados nacionais e durante o Calendário de Pagamento do Bolsa Família.
Publicado em BRASIL E MUNDO
O prefeito de Licínio de Almeida, Frederico Vasconcelos, se reuniu com os prefeitos e representantes dos 22 municípios que fazem parte do consórcio de saúde para reforçar a necessidade de manter estabelecimentos fechados até 6 de abril.
O objetivo da reunião foi debater os impactos econômicos das medidas de distanciamento social, implementadas por conta da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), na ocasião Vasconcelos, reforçou a necessidade de manter os estabelecimentos comerciais não-essenciais fechados até a data estabelecida pelo decreto, 7 de abril, diante da gravidade da pandemia – havendo, inclusive, a possibilidade de prorrogar a data, dentre elas a manutenção e fechamento do comércio, liberação de feiras livres, manutenção das barreiras sanitárias, cobrança do governo estadual dentre outras.
O prefeito Frederico Vasconcelos, afirmou, também, que a situação de Licínio de Almeida continuará sendo acompanhada dia a dia, reforçando que o foco, neste momento, é a saúde da população geral e que tal medidas serão tomadas de acordo como o quadro da pandemia se apresentar no estado.
 Confira o texto original publicado na Fan Page do prefeito Licíniense.:
” Hoje estive reunido com os prefeitos e representantes dos 22 municípios que fazem parte do consórcio de saúde regional, acordamos algumas ações unificadas para todos os municípios.
1) manutenção do fechamento do comércio até dia 6/4/2020 onde será reavaliado a abertura ou não.
2) liberação das feiras livres com espaçamento entre as barracas e apenas feirantes do próprio município.
3) manutenção das barreiras sanitárias.
4) cobrança do governo estadual de investimento em leitos de terapia intensiva para a região ( hospital de campanha )”.
Publicado em LICÍNIO DE ALMEIDA

Por Gustavo Garcia, Luiz Felipe Barbiéri e Sara Resende, G1 e TV Globo — Brasília.

O Senado aprovou nesta segunda-feira (30) em sessão virtual, por 79 votos votos a zero, o projeto que prevê o repasse de R$ 600 mensais a trabalhadores informais. A aprovação foi motivada pela pandemia do novo coronavírus, e o texto prevê o pagamento por três meses.

A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro. Segundo o projeto, o pagamento do auxílio será limitado a duas pessoas da mesma família.

O projeto do governo previa R$ 200 por mês. No Congresso, os parlamentares aumentaram o valor para R$ 600.

Pelo texto, a trabalhadora informal que for mãe e chefe de família terá direito a duas cotas, ou seja, receberá R$ 1,2 mil por mês, durante três meses.

A proposta estabelece uma série de requisitos para que o autônomo tenha direito ao auxílio, apelidado por alguns parlamentares de "coronavoucher".

Segundo o projeto, o trabalhador precisa ter mais de 18 anos, cumprir critérios de renda familiar e não pode receber benefícios previdenciários, seguro desemprego nem participar de programas de transferência de renda do governo federal, com exceção do Bolsa Família

>> Saiba os detalhes do projeto mais abaixo

De acordo com a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, o auxílio emergencial, nos três meses de pagamento, representará cerca de R$ 59,8 bilhões. A IFI aponta que 30,8 milhões de trabalhadores informais poderão ser beneficiados.

 

O relator da proposta no Senado, Alessandro Vieira (Cidadania-SE), propôs algumas mudanças na redação da proposta que não forçaram o reenvio do texto para a Câmara dos Deputados.

Uma das mudanças prevê que o benefício será recebido pelo trabalhador em três prestações mensais, para garantir que a ajuda seja concedida ainda que haja atraso no cadastro dos beneficiários.

 
Coronavírus: Senado vota projeto que prevê auxílio de R$ 600 a trabalhadores informais

Coronavírus: Senado vota projeto que prevê auxílio de R$ 600 a trabalhadores informais

Entenda a proposta

O projeto altera uma lei de 1993, que trata da organização da assistência social no país.

De acordo com o texto, durante o período de três meses, será concedido auxílio emergencial de R$ 600 ao trabalhador que cumpra, ao mesmo tempo, os seguintes requisitos:

  • ser maior de 18 anos de idade;
  • não ter emprego formal;
  • não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial, beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, à exceção do Bolsa Família;
  • ter renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos;
  • que, no ano de 2018, não tiver recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70.

O auxílio será cortado caso seja constatado o descumprimento de desses requisitos.

O texto diz também que o trabalhador deve exercer atividade na condição de:

 
  • microempreendedor individual (MEI);
  • contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social que trabalhe por conta própria;
  • trabalhador informal empregado, autônomo ou desempregado, intermitente inativo, inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), até 20 de março de 2020, ou que se encaixe nos critérios de renda familiar mensal mencionados acima, desde que faça uma autodeclaração pelo site do governo.

A proposta estabelece ainda que somente duas pessoas da mesma família poderão receber o auxílio emergencial. Para quem recebe o Bolsa Família, o programa poderá ser substituído temporariamente pelo auxílio emergencial, caso o valor da ajuda seja mais vantajosa.

As condições de renda familiar mensal per capita e total serão verificadas por meio do CadÚnico, para os trabalhadores inscritos. No caso dos não inscritos, as condições serão verificadas por meio de autodeclaração, através de plataforma digital.

O projeto também define que o auxílio emergencial será operacionalizado por bancos públicos federais, que ficam autorizados a efetuar o pagamento por meio de conta do tipo poupança social digital, de abertura automática em nome dos beneficiários.

A proposta estabelece que o Executivo regulamentará o auxílio emergencial e que o período de três meses de concessão da ajuda poderá ser prorrogado por ato do governo durante o período de enfrentamento da pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Antecipação

O projeto também autoriza o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a antecipar R$ 600 para as pessoas na fila do Benefício de Prestação Continuada (BPC), durante o período de três meses.

Também autoriza o INSS a antecipar um salário mínimo para as pessoas que estejam na fila do auxílio-doença, durante o período de três meses, desde que sejam cumpridos alguns requisitos.

 Ministro do TCU suspende ampliação do BPC aprovado pelo Congresso

Ministro do TCU suspende ampliação do BPC aprovado pelo Congresso

 

Impasse no BPC

O projeto tenta resolver um impasse em relação ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago no valor de um salário mínimo por mês a idosos ou pessoas com deficiência de baixa renda.

O Congresso havia ampliado o limite de renda para ter direito ao pagamento do benefício, que valeria já para este ano. Com isso, mais pessoas passariam a ser beneficiadas, elevando as despesas públicas.

O presidente Bolsonaro, no entanto, vetou o projeto alegando que não havia sido indicada fonte de receita, mas os parlamentares depois derrubaram esse veto.

O governo federal, então, recorreu ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que a ampliação do limite valesse apenas a partir do ano que vem.

O ministro do TCU Bruno Dantas atendeu o pedido do governo, mas, no último dia 18, voltou atrás e suspendeu a própria decisão por 15 dias.

O projeto aprovado nesta quinta pela Câmara tenta resolver a divergência. O texto define a partir de quando as novas regras passarão a valer. A proposta, porém, cria exceções diante da crise do novo coronavírus.

Pelo projeto, terão direito ao benefício pessoas com mais de 65 anos ou com deficiência que tenham renda familiar per capita:

  • igual ou inferior a um quarto do salário mínimo, até 31 de dezembro de 2020;
  • igual ou inferior a meio salário mínimo, a partir de 1° de janeiro de 2021.

No entanto, diante da pandemia do novo coronavírus, o projeto abre brecha para ampliar o critério da concessão de benefício ainda neste ano.

O benefício poderá ser concedido para quem recebe até meio salário mínimo per capita, em escala gradual a ser definida em regulamento, de acordo com uma série de fatores agravados pela pandemia, como comprometimento socioeconômico familiar.

Próximos passos

Em entrevista no Palácio do Planalto, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, explicou que a proposta de auxílio emergencial ainda precisa passar por três etapas: sanção presidencial; edição de um decreto regulamentador; e publicação de uma MP com abertura de crédito extraordinário para viabilização dos pagamentos.

 

O ministro frisou que o pagamento será feito por bancos federais e que a pasta também está trabalhando com a possibilidade de agências lotéricas e dos Correios efetuarem os pagamentos.

Onyx disse que ainda não é o momento de as pessoas procurarem os bancos e também disse que os trabalhadores devem tomar cuidado com golpistas que querem fraudar o sistema.

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por G1 SP — São Paulo.

O primeiro lote com 500 mil kits de teste rápido para o coronavírus (Sars-CoV-2) chegou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos nesta segunda-feira (30). Mais 4,5 milhões de unidades restantes serão entregues ao longo do mês de abril, de acordo com a Vale, que adquiriu os kits e os doará ao governo brasileiro, que cuidará da sua logística de distribuição no país.

O teste, produzido pela empresa chinesa Wondfo, possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e permite ter um resultado em apenas 15 minutos.

Os kits foram transportados em 417 caixas, somando 6,3 toneladas, e embarcados no Aeroporto Internacional de Guangzhou Baiyun, na província chinesa de Guangdong, na madrugada de domingo (29).

A Vale também está comprando de fornecedores chineses equipamentos de proteção individual, como óculos, luvas e máscaras, para médicos e enfermeiros. O material também será encaminhado ao governo brasileiro. O valor do investimento não foi informado.

“A Vale oferece essa ajuda à sociedade brasileira em um momento em que o país se une pela saúde e segurança das pessoas. Estamos lançando mão da nossa rede de logística na Ásia para trazer ao Brasil insumos que poderão fazer a diferença na vida das pessoas”, afirmou, em nota, o presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo.

 

Outras grandes empresas brasileiras têm anunciado doações para ajudar no combate ao coronavírus. Entre as companhias e grupos que já se ofereceram recursos em espécie ou em insumos ou infraestrutura estão Itaú, Gerdau, Ambev, Lojas Renner, Petrobras, Vale, MRV, Diageo, Marfrig, Unilever, PSA Peugeot Citroën, General Motors, Volkswagen e Moura.

 Chega ao Brasil primeiro lote de kits de teste rápido para novo coronavírus  — Foto: Vale/Divulgação

Chega ao Brasil primeiro lote de kits de teste rápido para novo coronavírus — Foto: Vale/Divulgação

Publicado em BRASIL E MUNDO
Americano Trump, italiano Conte, mexicano López Obrador e russo Putin acabaram mudando o tom e defendendo que população fique em casa. Bolsonaro e nicaraguense Ortega seguem sem apoiar o isolamento geral.

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro insiste em defender isolamento social apenas para idosos e grupos de risco, priorizando a reativação econômica em meio à pandemia de coronavírus, outros líderes internacionais que inicialmente relutaram em apoiar um amplo movimento de quarentena mudaram seu posicionamento e passaram a pregar mais medidas para conter a aceleração exponencial da propagação da Covid-19. Veja abaixo:

Estados Unidos

O caso mais emblemático é o do mandatário americano Donald Trump. No fim de janeiro, quando o primeiro caso foi registrado nos Estados Unidos, ele disse não estar preocupado. “Trata-se de uma pessoa que chegou da China e temos tudo sob controle. Tudo vai ficar bem”, minimizou.

 Presidente Donald Trump — Foto: Reuters/Al Drago

Presidente Donald Trump — Foto: Reuters/Al Drago

 

Trump também não via a necessidade de colocar em prática medidas de isolamento, que são indicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como fundamentais para que os governos tenham tempo de preparar o sistema de saúde.

Em 9 de março, o líder americano afirmou no Twitter que 37 mil americanos tinham morrido em decorrência de gripe comum em 2019. “Em média [a gripe comum mata] entre 27 mil e 70 mil por ano. Nada é fechado, a vida e a economia continuam. Neste momento, existem 546 casos confirmados de coronavírus, com 22 mortes. Pense nisso!”, escreveu

No dia 24 março, em entrevista coletiva na Casa Branca, Trump afirmou que gostaria de colocar fim às medidas de isolamento até a Páscoa para reativar a economia. A declaração do chefe de estado foi muito criticada, pois nesse momento os Estados Unidos já caminhavam para ser o país maior número de casos da doença no mundo.

Trump, então, voltou a público para sinalizar que não deve se precipitar para pôr fim às medidas de isolamento, que devem seguir em vigor até 30 de abril. "Não vou fazer nada precipitado ou apressado. Eu não faço isso."

Ele mudou de opinião após consultar especialistas em saúde pública, que alertaram que tentar um retorno à vida normal muito cedo poderia permitir a propagação do vírus, aumentando o número de mortes nos EUA.

 
"Estou preparado para fazer o que for necessário para salvar vidas e fazer nossa economia voltar a ser forte exatamente como era antes."

ItáliaPrimeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, fala sobre a disseminação do coronavírus, em entrevista coletiva em Roma, na Itália, em 11 de março de 2020  — Foto: Remo Casilli/ Reuters

Primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, fala sobre a disseminação do coronavírus, em entrevista coletiva em Roma, na Itália, em 11 de março de 2020 — Foto: Remo Casilli/ Reuters

O governo italiano relutou em adotar medidas de isolamento para todo o país, que é o mais atingido pela Covid-19 na Europa. Na falta de ações centralizadas em Roma, prefeitos e governadores italianos tomaram localmente atitudes para tentar conter o surto.

Decretos e regras mais restritivas impostas pelas regiões chegaram a ser anuladas pelo governo italiano.

Em 24 de fevereiro, o primeiro-ministro Giuseppe Conte suspendeu um decreto assinado pelo governador de Marche, região que até aquele momento não registrava casos de coronavírus, que previa o fechamento de escolas e a proibição de aglomerações.

O fechamento de bares e restaurantes da Lombardia, determinada pelo governador Attilio Fontana, também foi anulada pelo governo central de Roma.

O premiê italiano argumentou que este tipo de ação descentralizada “contribuía para gerar o caos”.

O ministro de relações exteriores, Luigi di Maio, culpou uma “cobertura exagerada da mídia” pela redução de voos com destino ou partindo do país. Nessa época, o prefeito de Milão também compartilhou a propaganda “Milão não para” para incentivar a manutenção da atividade econômica.

 

Face ao avanço da epidemia, o premiê Conte anunciou, em 8 de março, medidas de restrição de isolamento para a região da Lombardia e o norte do país. No dia seguinte, as restrições de deslocamento foram ampliadas para todo o território italiano, atingindo 60 milhões de pessoas.

"Todos devemos desistir de algo pelo bem da Itália. Temos que fazer isso agora, e só poderemos se colaborarmos e nos adaptarmos a essas medidas mais rigorosas. Foi por isso que decidi adotar medidas ainda mais severas para conter o avanço e proteger a saúde de todos os cidadãos”, declarou Conte em pronunciamento em cadeia nacional de TV.

MéxicoAndres Manuel Lopez Obrador, presidente do México, em imagem de arquivo — Foto: Henry Romero/Reuters

Andres Manuel Lopez Obrador, presidente do México, em imagem de arquivo — Foto: Henry Romero/Reuters

Embora o México tenha registrado os primeiros casos de Covid-19 ainda em 28 de fevereiro, o presidente Andrés Manuel López Obrador continuou a sair nas ruas e postar imagens em que cumprimenta populares.

“Os mexicanos por nossa cultura somos resistentes a todas s calamidades e nessa ocasião vamos sair na frente. Nosso povo é possuidor e herdeiro de culturas milenares, de grandes civilizações daí deriva nossa força”, firmou, dando a entender que o povo mexicano resistiria à ação do coronavírus. Continuem levando suas famílias para comer fora. Isso é fortalecer a economia nacional, a economia popular", declarou.
 
 

“Os mexicanos por nossa cultura somos resistentes a todas as calamidades e nessa ocasião vamos sair na frente. Nosso povo é possuidor e herdeiro de culturas milenares, de grandes civilizações daí deriva nossa força”, afirmou, dando a entender que o povo mexicano resistiria à ação do coronavírus.

Na sexta-feira (27), Obrador mudou de posicionamento e fez um apelo para que os cidadãos fiquem em casa:

“Precisamos ficar em nossas casas, precisamos manter uma distância saudável. É melhor prevenir do que lamentar”, disse López Obrador em um vídeo de 14 minutos, alertando que o sistema de saúde pode não ser capaz de lidar com um surto intenso.

RússiaVladimir Putin fala com deputados no Congresso, em imagem de arquivo — Foto: Evgenia Novozhenina/Reuters

Vladimir Putin fala com deputados no Congresso, em imagem de arquivo — Foto: Evgenia Novozhenina/Reuters

 

No fim de janeiro, quando a epidemia de Covid-19 começava a se espalhar pelo mundo, o presidente russo, Vladimir Putin, fechou 4.250 km de fronteiras com a vizinha China em uma tentativa de conter a entrada do novo coronavírus em seu território.

Em meados de março, embora reconhecesse os riscos, o presidente ainda afirmava que a epidemia “estava sob controle” e não falava sobre imposição de regras de confinamento.

"Conseguimos conter a penetração em massa e a disseminação da pandemia. A situação em geral está sob controle, apesar do alto nível de risco", disse o presidente russo em uma reunião do governo.

Nos últimos dias, porém, o governo russo endureceu as medidas contra a pandemia. Ele determinou o fechamento de todas as lojas, com exceção dos comércios de alimento e das farmácias, e anunciou licença remunerada a todos na Rússia por uma semana a partir de 28 de março. Todos os voos internacionais estão suspensos.

"Estas são medidas forçadas, são temporárias e forçadas. Mas serão mais curtas quanto mais eficientes forem, e francamente, quanto mais duras forem. Depois este período será reduzido", disse presidente russo.

Nesta segunda-feira, Moscou viveu o primeiro dia de vigência de isolamento por tempo indeterminado. O primeiro-ministro, Mikhail Mishustin, já pediu aos habitantes das outras regiões do país que também se preparem para implementar o confinamento, no momento em que o país registra 1.534 casos de contágio e oito mortes.

NicaráguaPresidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em imagem de arquivo — Foto: Marvin Recinos/AFP

Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em imagem de arquivo — Foto: Marvin Recinos/AFP

 

Um líder que ainda não mostrou ter mudado de ideia com relação ao perigo da pandemia de Covid-19 é o presidente da Nicarágua, o sandinista Daniel Ortega. Ele chegou a chamar uma manifestação popular, contrariando a recomendação da OMS para que se evitem aglomerações.

Milhares participaram da marcha em Manágua que foi apelidada de “Amor nos Tempos de Covid-19”, em uma referência ao romance do colombiano Gabriel Garcia Marquez, “Amor nos tempos do cólera”.

O jornal argentino “La Nación” afirmou que os jogadores de futebol nicaraguenses "são obrigados a disputar partidas", apesar do novo coronavírus, mas sem público presente.

A reportagem, com declarações de jogadores argentinos de clubes nicaraguenses, foi ilustrada com a foto de atletas com máscaras.

 
Publicado em BRASIL E MUNDO