por- Wilker Porto / Agora Sudoeste

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa (Alba) aprovou nesta terça-feira (24), um Projeto de Lei que torna obrigatória, em todo o estado, a apresentação da Carteira de Vacinação de crianças e de adolescentes, em todas as creches e escolas da rede pública, que ofereçam educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, durante o ato da matrícula. De acordo com o Projeto de Lei, no caso de o matriculado não possuir a carteira de vacinação, seu responsável terá o prazo de 30 dias para providenciá-la junto ao órgão responsável, sob pena de comunicação ao Conselho Tutelar para as devidas providências. Agora o projeto segue para votação no plenário da casa legislativa e, caso aprovado, vai para sanção do governador.

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O câncer de colo de útero pode deixar de ser um problema de saúde pública — Foto: Divulgação/Hey Paul Studios/VisualHunt

 

Podemos efetivamente conseguir que o câncer de colo de útero deixe de ser uma preocupação de saúde para as mulheres das futuras gerações?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a resposta a esta pergunta é “SIM, o câncer de colo de útero pode deixar de ser um problema de saúde pública”.

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O câncer de colo de útero é hoje a quarta causa de morte por câncer mais frequente em todas as mulheres do mundo. Na região das Américas, segundo a OPAS (Organização Pan-americana de Saúde) em 2018 houve 1,8 milhão de mulheres diagnosticadas com câncer de colo de útero, e foram registradas 658 mil mortes por essa causa.

Tudo isso, segundo a OMS, poderia ter sido evitado.

Qual a estratégia da OMS para eliminar o câncer de colo de útero do cenário mundial?

1. Vacinação dos adolescentes

O câncer de colo de útero é causado por um vírus, o papiloma vírus, ou HPV. Há mais de 100 tipos desses vírus. Alguns são reconhecidamente mais cancerígenos. Existe uma vacina que eficazmente protege contra esse vírus cancerígeno.

No Brasil, a vacina protege contra 4 tipos de HPV que podem dar câncer de colo de útero, ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

 

A vacina é pública e gratuita, e está indicada para garotas de 9 a 14 anos e garotos a partir de 11 a 14 anos. São necessárias duas doses.

2. Diagnóstico Precoce e Tratamento Imediato

Quanto antes for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, melhor.

Por isso, recomenda-se que todas as mulheres que já tiveram ou têm vida sexual ativa, entre 25 e 64 anos de idade, façam regularmente o exame de papanicolau, que pode detectar o câncer em suas fases iniciais.

Se o câncer de colo de útero for diagnosticado precocemente, a chance de tratamento é próxima de 100%.

Importante saber:

  • O câncer de colo de útero desenvolve-se lentamente e, no começo, é silencioso. Isto é, não dá nenhum sinal clínico. Por isso o papanicolau de rotina é muito importante.

Atenção aos seguintes sinais:

  • Manchas de sangue entre os períodos de menstruação;
  • Sinais de sangramento após a menopausa;
  • Sangramento após a relação sexual;
  • Corrimento vaginal persistente, às vezes com mau cheiro.

Esses sinais podem indicar algum problema, dentre os quais o câncer de colo de útero. Procure um médico se você apresentar quaisquer um desses sintomas.

O câncer de colo de útero tem cura quando reconhecido no início. A vacina é extremamente eficaz, segura, está recomendada para jovens – garotos e garotas – e é gratuitamente distribuída na rede pública.

Portanto, a OMS, mais uma vez tem razão: o câncer de colo de útero pode deixar de ser um problema de saúde pública para as futuras gerações. Desde que nós façamos nossa parte, claro.

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Por G1 BA.

A doença do mormo, responsável pela morte de ao menos cinco jumentos na Bahia só neste ano, está controlada no estado. A informação foi divulgada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB).

De acordo com o diretor geral do órgão, Maurício Bacelar, não há registros da doença no estado desde fevereiro deste ano, quando a Bahia teve um surto da bactéria, que também pode atingir humanos.

O último caso, segundo Maurício Bacelar, ocorreu em uma fazenda ilegal de criação para abate e exportação da carne de jumentos, na cidade de Euclides da Cunha. Na ocasião, dois animais infectados com a doença foram sacrificados e a propriedade ficou temporariamente interditada.

"O protocolo de sanidade animal recomenda que todos os animais da propriedade sejam submetidos a exame laboratorial num espaço de 30 dias, não sendo detectada a bactéria, o surto é considerado controlado e a propriedade desinterditada. Foi o que ocorreu em Euclides da Cunha", disse o diretor.

Além de Euclides da Cunha, neste ano também houve registro na cidade de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador. No entanto, segundo a ADAB, nenhum humano foi infectado pelo mormo no estado.

Ainda de acordo com Maurício Bacelar, o primeiro registro de doença de mormo na Bahia ocorreu em 2012, na cidade de Guanambi, na região sul.

 

"Hoje não temos nenhuma ocorrência no estado. O último registro no estado foi em 2018, no município de Euclides da Cunha", destaca.

Doença de mormo

O mormo é uma doença infectocontagiosa, que atinge equinos e que pode ser transmitida para humanos.

Em animais, os sintomas da zoonose são: febre, fraqueza, corrimento viscoso nas narinas e a presença de nódulos subcutâneos, nas mucosas nasais, nos pulmões e gânglios linfáticos.

O contágio acontece através do contato com o material infectante, como pus, secreção nasal, urina e fezes.

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Por Fantástico.

A curiosidade fez João, filho de vendedores de caldo de cana, levar um problema que ele via no dia a dia para as aulas de ciência: como manter o caldo de cana fresco por mais de um dia?

Pois o estudante do Mato Grosso do Sul, de apenas 19 anos, encontrou a solução, e ainda fez uma descoberta científica que pode ajudar no combate a uma grave questão de saúde no Brasil.

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Por Rafaella Viana, TV Globo — Brasília.

Os atendimentos ambulatoriais e internações no Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados à depressão cresceram 52% entre 2015 e 2018, passando de 79.654 para 121.341. Na faixa etária de 15 a 29 anos, o crescimento foi de 115%, segundo um levantamento do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (17).

A pasta explica que o aumento nos dados pode estar relacionado à maior procura pela assistência, mas não descarta um possível aumento nos casos de depressão na população.

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"A depressão às vezes ela é vista como 'frescura'", destacou em coletiva de imprensa o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. "As pessoas diminuem a importância, eventualmente, de um drama pra um adolescente que, em tempos de internet, é super amplificado".

Em 2019, dados parciais mostram que já foram feitos, no SUS, 49.176 atendimentos relacionados à depressão e 16.311 internações.

Aumento nos diagnósticos de depressão

Entre 2011 e 2018, foram notificados 339.730 casos de violência autoprovocada, 33% deles classificados como tentativa de suicídio. Jovens entre 15 e 29 anos representam 45% do total. Os estudantes são 30% dos casos notificados, logo após vêm as donas de casa, com 23% das notificações.

 

No Brasil, estima-se que 14,1 milhões de pessoas tenham diagnóstico de transtornos ou sofrimentos mentais, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com depressão aumentou 18,4% nos últimos dez anos.

A depressão é um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente e pela perda de interesse em atividades normalmente prazerosas. O SUS oferece atendimento a pessoas com transtornos mentais nas Unidades de Saúde da Família e nos Centros de Atenção Psicossocial, os Caps. Nesses serviços é possível ter uma avaliação profissional e, se necessário, ser encaminhado para outro serviço especializado da Rede de Atenção Psicossocial do SUS.

Campanha de apoio à vida

Os números sobre a doença foram divulgados durante o lançamento da campanha "Se liga! Dê um like na vida", que tem o objetivo de estimular a população jovem a dialogar e "desmistificar a vida virtual".

A ideia, segundo os responsáveis, é valorizar as relações presenciais e reforçar a importância de estar sempre alerta aos sintomas da depressão, além de buscar ajuda.

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"Faltava essa pegada, essa linguagem pra juventude", disse a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. O filme da campanha será veiculado até 1º de outubro em cinemas e na internet.

Busque ajuda

Em caso de sintomas de depressão, procure a ajuda de um profissional habilitado. O Ministério da Saúde divulga os seguintes endereços para ajuda:

  • CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da Família, Postos e Centros de Saúde).
  • UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais
  • Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita). O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e voip, 24 horas por dia, todos os dias. A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, é gratuita a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular.
  • Também é possível acessar www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre a ligação gratuita.
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síndrome metabólica é caracterizada por um conjunto de alterações no organismo relacionadas ao desenvolvimento de doenças cardíacas. Entre os fatores estão: excesso de gordura abdominal, aumento do colesterol, elevação da pressão arterial e altos níveis de açúcar no sangue.
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Considerada uma verdadeira bomba relógio para a saúde do coração, a síndrome metabólica é favorecida pelo estilo de vida de grande parte da população na atualidade, marcada por:
  • Estresse
  • Sono irregular
  • Sedentarismo
  • Acúmulo de gordura abdominal,
  • Alimentação inadequada (com excesso de gorduras saturadas e carboidratos simples)
Sintomas e sinais de síndrome metabólica
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O cardiologista Ênio Panetti Usiglio, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBD), explica que a desordem muitas vezes não apresenta sintomas claros, mas pacientes que têm circunferência abdominal elevada, cansaço excessivo e histórico familiar de diabetes e pressão alta devem procurar um médico para avaliação.
Na avaliação clínica, de acordo com o profissional, considera-se que o paciente possui a síndrome metabólica se ele apresentar ao menos três dos sintomas abaixo:
  • Obesidade central ou periférica denominada pelo Índice de Massa Corporal (IMC) ou pelo tamanho da circunferência abdominal (nos homens até 102 cm e, nas mulheres, até 88 cm)
  • Fatores genéticos ligados a casos de diabetes ou pressão alta na família
  • Síndrome do ovário policísticos
  • Índice glicêmico em jejum oscilando entre 100 e 125
  • Valores baixos de HDL (colesterol bom) e elevados de LDL (mau colesterol)
  • Níveis aumentados de triglicérides
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Prestar atenção aos sintomas e realizar exames regularmente é de extrema importância para evitar complicações de saúde. De acordo com o cardiologista, quanto antes o paciente descobre que sofre de síndrome metabólica, maiores são suas chances de prevenir e combater problemas acarretados pelo transtorno, como doenças cardiovasculares, diabetes, acidente vascular cerebral, entre outros.
Saúde do coração
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Por TV Bahia.

O número de casos confirmados de sarampo na Bahia subiu de 3 para 4, segundo o último balanço da doença, divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) nesta quinta-feira (5).

Segundo a Sesab, todos os pacientes diagnosticados com sarampo na Bahia contraíram o vírus fora do estado. Há casos importados da Espanha, São Paulo e Minas Gerais.

Entre os pacientes está uma menina de 12 anos, que mora em Salvador. Além dela, dois casos foram registrados em Porto Seguro, no sul do estado, e o outro em Souto Soares, na Chapada Diamantina.

Conforme a Sesab, além dos casos confirmados, há 103 sob investigação. Destes, 52 estão em Salvador, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Na Bahia, segundo a Sesab, a cobertura da 1ª dose da vacina está em 63%, porém, deveria ter alcançado 95%. A 2ª dose tem cobertura vacinal de apenas 49% no estado.

A Bahia ainda não tem registro de mortes pela doença neste ano, contudo, 4 casos já foram registrados em outros pontos do país.

Em alerta divulgado na quarta-feira (4), a Sesab chama atenção de baianos que estão com viagem marcada para São Paulo, estado em que há maior incidência de casos.

 

A orientação é de que todos se vacinem contra o vírus antes de viajar.

O esquema de vacina por idade para o atual cenário epidemiológico, orientado pelo Ministério da Saúde, é o seguinte:

  • De 6 a 11 meses: A criança deve receber a dose zero da vacina Tríplice Viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba
  • 12 meses : 1ª dose da vacina Tríplice Viral
  • 15 meses: 2ª dose da vacina Tríplice Viral
  • 12 a 29 anos: Caso não tenha sido vacinado anteriormente, deve receber duas doses da vacina Tríplice Viral, com intervalo de 30 dias
  • 30 a 49 anos: Caso não tenha sido vacinado anteriormente, deve receber uma dose da vacina Tríplice Viral

Sesab orienta que baianos que irão viajar para SP se vacinem contra sarampo — Foto: Susan Hortas/Divulgação

Sesab orienta que baianos que irão viajar para SP se vacinem contra sarampo — Foto: Susan Hortas/Divulgação

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Por Cristina Boeckel, G1 Rio.

Um estudo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) publicado nesta quinta-feira (5) na Nature Communication – um dos principais veículos de divulgação científica do mundo – indica que o vírus da zika é capaz de infectar tecidos cerebrais adultos.

Antes, acreditava-se que a doença afetava somente as chamadas células progenitoras ou neurônios ainda imaturos, como ocorre no cérebro dos fetos. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti.

O coordenador do estudo e professor do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da UFRJ, Sérgio Teixeira Ferreira, explicou que a principal contribuição da pesquisa foi revelar que o vírus não afetava apenas cérebros em desenvolvimento.

"Todos os estudos até então focaram em como o zika afetava os fetos quando as mães eram infectadas", destacou o neurocientista.
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A descoberta dos cientistas brasileiros esclarece casos de complicações neurológicas em adultos infectados durante o surto da doença, em 2015. Em algumas situações, o vírus gerava desde confusão mental até dificuldade motora.

Para chegar às conclusões, os pesquisadores infectaram com o vírus amostras de tecidos de cérebros adultos operados no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, o hospital universitário da UFRJ.

 

"Depois de um tempo incubado, verificamos que este tecido era infectado, principalmente os neurônios", destacou a neurocientista Claudia Pinto Figueiredo, professora da Faculdade de Farmácia da UFRJ, também uma das responsáveis pela coordenação da pesquisa.

 Aedes aegypti — Foto: Fiocruz/Divulgação

Aedes aegypti — Foto: Fiocruz/Divulgação

Danos

Figueiredo destaca que estudos prévios já haviam demonstrado a presença do vírus da zika no líquor – tecido que banha o sistema nervoso central de pacientes adultos na fase aguda da infecção.

Os estudos para a comprovação da infecção dos cérebros de adultos seguiram sendo realizados com camundongos adultos infectados pela zika.

"O vírus não causa uma má formação do cérebro, pois ele já está pronto. Não há uma degeneração, mas vimos que o vírus ataca os neurônios e causa alterações que levam a perdas de controle e de memória", ressaltou o professor Sérgio Teixeira Ferreira.

Os dados também mostraram que os sintomas de problemas neurológicos permanecem mesmo após a infecção ter sido controlada.

"Estes prejuízos não foram só na fase aguda da infecção. Em 30 dias, quase não há vírus no cérebro, mas ainda há danos", destacou a professora Claudia Pinto Figueiredo.

Medicamento para artrite

Outra descoberta do estudo é que um medicamento anti-inflamatório, hoje usado para o tratamento da artrite reumatoide, cujo nome genérico é infliximab, pode reduzir os prejuízos neurológicos causados pelo vírus.

 

"Esse estudo é importante para traçar políticas públicas para avaliar os efeitos da doença na população. Isso, a longo prazo, pode trazer benefícios para a população, além de diminuir os gastos", explicou Figueiredo.

A pesquisa, que também tem como uma das coordenadoras a médica virologista Andrea DaPoian, professora do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, começou no início de 2016. Todos os profissionais que fizeram parte do estudo são da universidade.

O estudo teve financiamento público, com a Rede de Pesquisa em Zika, Chikungunya e Dengue no Estado do Rio de Janeiro, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Cortes podem comprometer pesquisa

A professora Cláudia Figueiredo acredita que com os cortes em bolsas de pesquisa, o futuro do estudo pode ser comprometido.

"Quanto aos próximos passos da pesquisa, nosso grupo pretendia seguir avaliando os efeitos das arboviroses [doenças transmitidas por mosquitos] sobre o sistema nervoso de adultos, mas com o corte de bolsas dos pesquisadores e orçamento da CNPq previsto para 2020, isso será impossível. O que é uma pena, principalmente para a população que esta exposta a epidemia de Chikungunya atualmente - que também tem resultado em quadros neurológicos graves e dor crônica, e pode estar exposta em um futuro próximo a novos surtos de Zika", destacou a pesquisadora.

Segundo ela, toda a população perde com os cortes, não somente os pesquisadores.

"É importante ressaltar que a formação da nova geração de mestres e doutores é um pilar fundamental para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação do Brasil, potencializando o crescimento econômico e social, diminuindo as assimetrias, e levando a melhores condições de vida da população brasileira", explicou.

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O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é a causa principal de mortes no Brasil e geralmente ocorre quando um trombo bloqueia o fluxo sanguíneo para o coração. Como o sangue não consegue fluir na região, o músculo entra em um processo de necrose, o que pode levar à morte.
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De acordo com André David, cardiologista do Centro Integrado Cardiovascular do Hospital Nossa Senhora das Graças, uma pessoa que sofre um infarto agudo do miocárdio pode apresentar diversos sintomas, como:
  • Dor no peito
  • Queimação e/ou aperto no peito que pode irradiar para os braços ou mandíbula
  • Enjoo ou vômito
  • Suor frio
  • Falta de ar
  • Palpitações
  • Tontura intensa
  • Desmaio
O que fazer quando uma pessoa está tendo um infarto?
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Diante de uma situação em que uma pessoa apresenta os sintomas listados, o primeiro passo é manter a calma e ligar para o Serviço de Emergência, como o SAMU (192) ou os Bombeiros (193). Caso a ambulância vá demorar acima de 20 minutos, é melhor levar a pessoa para o hospital mais próximo, orienta o médico.
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Em casos de desmaios, é necessário deitar a pessoa em posição confortável e afrouxar as roupas, sapatos e acessórios. Se o infartado estiver sem batimentos e respiração, deve-se iniciar a massagem cardíaca, seguindo estes 8 passos:
  • Passo 1: posicione o corpo com as costas no chão. Se ajoelhe ao lado e fique bem perto do tronco da pessoa.
  • Passo 2: coloque uma mão sobre a outra. Elas ficarão no meio do peito, na altura dos mamilos.
  • Passo 3: deixe os braços esticados e lembre-se: a força deve ser feita com os ombros, não com os cotovelos.
  • Passo 4: aplique uma pressão vigorosa, de modo que a caixa torácica desça até 5 centímetros.
  • Passo 5: repita o movimento sem parar 120 vezes por minuto, ou duas vezes a cada segundo.
  • Passo 6: se você cansar, chame alguém para continuar realizando a ação.
  • Passo 7: não faça a respiração boca a boca (as diretrizes atuais desaconselham o procedimento).
  • Passo 8: mantenha a massagem cardíaca até a chegada da ambulância.
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Segundo o cardiologista, os primeiros socorros para infarto agudo do miocárdio ajudam a reduzir as sequelas e até mesmo salvar a vida da pessoa que sofre o episódio.
Riscos de infarto
  • Queda de temperatura pode aumentar risco de infarto em até 30%
  • Pular café da manhã faz mal ao coração e aumenta chances de ter infarto
  • Mulher morre mais de infarto do que homem: este exame ajuda a prevenir
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Por G1 BA.

Mulher é presa suspeita de estuprar garoto de 12 anos — Foto: CIPE Sudoeste/ Polícia Militar

 

Uma mulher foi presa suspeita de estuprar um garoto de 12 anos, na noite de segunda-feira (26), em Vitória da Conquista, cidade do sudoeste da Bahia. Segundo a Polícia Militar, o crime foi filmado por dois adolescentes e o vídeo compartilhado em redes sociais.

De acordo com a PM, a guarnição localizou a suspeita no bairro Henriqueta Prates após uma denúncia anônima. A mulher, conhecida como "Rosa Cigana", confessou o crime e informou que dois menores de 12 e 17 anos participaram da filmagem do crime. Eles foram apreendidos.

Conforme informações da polícia, os adolescentes foram localizados no bairro Urbis 5 e todos os envolvidos foram levados para a Delegacia de Vitória da Conquista.

A suspeita vai responder pelo crime de estupro de vulnerável.

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Então, se você realmente quer atingir um emagrecimento saudável, com qualidade e mais do que tudo, manter-se emagrecendo, minha dica é:
⠀Evite dietas muito restritivas
Restrições severas não são sustentáveis e duradouras.
Organize suas refeições
Uma pessoa que vai começar a seguir uma dieta precisa de organização, assim como aquela que está em dieta há anos, caso contrário ela não conseguiria sustentar esse estilo de vida.
Tenha paciência e disciplina
Não foi do dia pra noite que voçê engordou e não será assim que vai emagrecer.
Faça uma dieta que esteja em déficit calórico e se baseie no seu estilo de vida e suas preferências alimentares, pois a adesão a dieta é o fator mais importante para promover o emagrecimento.
Uma dieta planejada (não só em calorias mas como em proteínas, carbo e gordura) e a associação com treinos aeróbios e anaeróbios são de fundamental importância para que você perca “apenas” gordura e minimize a perda de massa muscular, que é muito comum acontecer nessa fase.
A nutricionista Joelma Siqueira CRN 5: 6574 está atendendo na  clínica Júbilo (Rua Antônio Ferreira da Silva, 237, Jacaraci-Ba)
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Por G1 BA.
Raio-x mostra espeto cravado na cabeça da criança — Foto: Ascom da Santa Casa de Misericórdia

Passado um ano, Marinalva Santos, mãe do menino Rian Santos, de 9 anos, que teve um espeto cravado no olho enquanto brincava com amigos na rua da casa onde mora na cidade de Santa Luzia, no sul da Bahia, conta que ainda não conseguiu esquecer o drama que passou com o filho.

Hoje, no entanto, bem mais tranquila depois que tudo acabou bem, já que a criança não teve nenhuma sequela, ela diz que só o que a incomoda é o fato de ainda não ter conseguido levar o menino para fazer um acompanhamento com um neurologista.

O acompanhamento foi indicado pelos médicos após o menino ter recebido alta, em agosto de 2018, depois de um mês internado -- ele tinha oito anos quando o acidente ocorreu. No entanto, Marinalva diz que ela ainda não encontrou vaga na rede pública para que o filho possa passar por um profissional da área na cidade.

"Ele não conseguiu passar por um neuro ainda, desde que deixou o hospital. Eu venho cobrando direto e nada. Assim que ele teve alta, chegamos em casa e, no outro dia, eu levei os papeis na prefeitura, na secretaria de saúde, e disse que ele precisava passar por um neuro", contou a mãe do garoto.

 

"Mas todas as vezes que fui lá, eles vêm com a mesma desculpa de que estão sem médico. Somente agora, no mês passado, disseram que um médico já estava atendendo e que iriam marcar, mas não deram nenhuma previsão. Então, infelizmente, esse acompanhamento não está acontecendo", disse.

Marinalva diz que ela e o marido não têm condições de arcar com os custos médicos e que, por conta disso, depende da rede pública.

"A gente não tem condições de pagar. A situação aqui é difícil, não tem trabalho. Meu marido trabalha na roça de cacau, e eu estou desempregada e tenho só como renda o Bolsa Família. Quando tem cacau na roça, a gente consegue um dinheirinho, mas acaba logo".

G1 não conseguiu contato com a assessoria de comunicação da prefeitura de Santa Luzia e nem com a secretaria de saúde para falar sobre a indisponibilidade de um médico para fazer o acompanhamento de Rian.

 Rian Santos em foto de 2018, quando ainda estava se recuperando de grave lesão no olho. — Foto: Reprodução/TV Bahia

Rian Santos em foto de 2018, quando ainda estava se recuperando de grave lesão no olho. — Foto: Reprodução/TV Bahia

"Quando os médicos deram alta para ele, avisaram que, depois, era para ele ter um acompanhamento de um neuro e de um oftalmologista. Com o oftalmologista a gente conseguiu marcar quatro meses depois da alta dele, mas com o outro está difícil", afirma.

 

Segundo a mãe, o oftalmologista que atendeu Rian disse que a visão do menino não foi afetada.

"Às vezes ele reclama de dor de cabeça. Além disso, perto do local onde ele fez a cirurgia, nasceu um pequeno caroço e isso me deixa preocupada. Por isso eu quero que ele passe logo pelo neuro, mas até agora estou sem respostas", afirma.

Marinalva diz que, apesar de tudo, Rian está levando uma vida normal. Ele completou nove anos de idade no dia 27 de março. "Ele brinca muito e está estudando normalmente, no quarto ano [do ensino fundamental]. Está um pouco mais atento às brincadeiras, evitando se envolver em novos acidentes", diz.

"Eu, até agora, quando ele está brincando, fico olhando e agradecendo a Deus cada vez mais, por cada segundo da vida dele. Cada vez que eu vejo ele brincando é uma alegria", conta a mãe.

Caso

Raio-x mostra espeto cravado na cabeça da criança — Foto: Ascom da Santa Casa de Misericórdia logo aacima

O caso aconteceu em 22 de julho e chamou a atenção pela gravidade. Rian contou que brincava quando caiu e o espeto, que estava na mão dele, acabou perfurando o olho.

O espeto de ferro que perfurou o olho de Rian tinha, ao todo, 38,5 centímetros. Mas a parte do objeto que entrou no cérebro do menino foi de 12,5 centímetros de comprimento.

 

Rian Santos ficou mais de quatro horas com o espeto cravado na cabeça e, por alguns dias, ficou com dificuldade para enxergar.

Após o acidente, ele ficou internado no Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, cidade a cerca de 100 km do município onde ele mora, também no sul da Bahia.

A cirurgia para retirada do espeto foi bastante delicada e durou três horas.Espeto que perfurou o olho de Rian tinha 38,5 centímetros de comprimento. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Espeto que perfurou o olho de Rian tinha 38,5 centímetros de comprimento. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Os médicos relataram que, por pouco, Rian não teve graves sequelas. O espeto entrou pela órbita direita, cavidade onde fica o olho, raspou pela carótida, artéria que leva o sangue para o cérebro e atingiu o tronco encefálico, região que comanda as funções vitais, como o batimento do coração, respiração.

Segundo os médicos, o objeto ficou a um milímetro do nervo ótico do garoto. Essa pequena diferença podia ter deixado o menino sem enxergar ou, até, ter levado ele à morte. Os médicos contaram que o espeto ficou, justamente, na área que poderia ser mexida sem comprometer a saúde do menino.

A recuperação do garoto surpreendeu a toda equipe médica que cuidou do caso. Ele teve alta no dia 23 de agosto de 2018.

 Rian seguia para casa quando caiu e o espeto, que estava nas mãos dele, perfurou o olho. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Rian seguia para casa quando caiu e o espeto, que estava nas mãos dele, perfurou o olho. — Foto: Reprodução/ TV Globo

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Por TV Bahia.
Muruduns, montes feitos pelos cupins na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

Uma colônia descoberta por pesquisadores na região da Chapada Diamantina possui mais de 200 mil m² e ocupa parte da Bahia e de Minas Gerais. A colônia já é quase do tamanho de um país como a Grã-Bretanha, que possui cerca de 209 mil m².

A Chapada Diamantina, que abriga grutas, cavernas, cânions, piscinas naturais, cachoeiras do país e elevações de pedra monumentais, guarda também essa "cidade" dos cupins que não está aos olhos daqueles que visitam a região, pois fica abaixo do chão.

Com a vegetação fechada, os murundus ficavam escondidos, mas imagens de satélite revelaram a extensão das formações. Os pesquisadores não têm a lista das cidades por onde os murundus passam, mas na Bahia, eles ocupam o território de municípios da Chapada como Palmeiras, Lençóis, Mucugê e seguem pelo norte de Minas Gerais.Biólogo americano Roy Funch mostrando os murundus na Chapada Diamantina, na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

Biólogo americano Roy Funch mostrando os murundus na Chapada Diamantina, na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

 

O americano Roy Funch foi o primeiro a estudar o assunto, há 30 anos. Ele chegou à Bahia em 1978 para trabalhar como biólogo e logo ficou encantado com os murundus, que são torres de terra formadas pelos cupins. O acúmulo de terra é resultado dos túneis que os insetos vão cavando pelo chão.

"Para cavar esses túneis eles [os cupins] têm que tirar muito material, ao invés de espalhar eles jogam a terra em um só lugar. Eles ficam jogando esse material fora e não têm espaço de morada. Aí dentro é só área de despejo", explicou.

Roy decidiu estudar sobre os cupins da região, uma espécie conhecida como bate-cabeça, e fez diversas descobertas como a dimensão do trabalho dos cupins ao longo do tempo e a idade dos murundus.

"É um fenômeno único aqui da Bahia. São as maiores construções do mundo, fora do ser humano. Não tem bichos que fazem construções dessa grandeza em qualquer parte do mundo. A datação dos murundus tem idade de quase 3,8 mil anos", contou Funch.

Muruduns, montes feitos pelos cupins na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

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Por Anderson Viegas e Juliene Katayama, G1 MS e TV Morena.


 Aparato montado para socorrer piloto que passou mal durante voo e morreu no aeroporto Internacional de Campo Grande — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Aparato montado para socorrer piloto que passou mal durante voo e morreu no aeroporto Internacional de Campo Grande — Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

O piloto de um avião bimotor King Air C90A morreu na manhã deste sábado (6) durante um voo entre a Bahia e São Paulo. O copiloto teve de assumir o comando da aeronave e fazer um pouso de emergência em Campo Grande.

A aeronave, um King Air C90A, é de uma empresa agropecuária que possui propriedades em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O piloto, Benedito Fernando Ricci, de 59 anos, e o copiloto, Matheus Pasquotti, transportavam um passageiro.

Segundo a Infraero, o voo seguia de Barreiras, na Bahia, para Americana, em São Paulo. No meio do trajeto, Benedito passou mal e desmaiou. Pasquotti assumiu o comando da aeronave e, após pedir autorização à Infraero e comunicar o ocorrido, fez um pouso de emergência em Campo Grande, por volta das 10h03.

Foi montado um aparato de emergência para socorrer o piloto, inclusive com ambulâncias já na pista do aeroporto. Mas, conforme a Infraero, quando a aeronave pousou, Benedito já estava morto. A causa da morte não foi informada.

Depois do ocorrido, Pasquotti publicou uma homenagem ao amigo no Facebook. No texto relembra que foram cinco anos voando juntos, um período de muita amizade e alegria e que, em um "piscar de olhos", no meio do viagem, o amigo "se foi".

 Matheus Pasquotti (à esquerda) homenageou com postagem no Facebook o amigo Benedito Fernando Ricci (à direita), que morreu durante o voo, neste sábado — Foto: Reprodução/Facebook

Matheus Pasquotti (à esquerda) homenageou com postagem no Facebook o amigo Benedito Fernando Ricci (à direita), que morreu durante o voo, neste sábado — Foto: Reprodução/Facebook

O traslado do corpo ocorreu ainda na noite deste sábado. Saiu de Campo Grande por volta das 22h com destino a Rio Claro, São Paulo, onde Benedito morava.

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Por G1.

Através de uma votação preliminar realizada na última terça-feira (18), membros da Câmara de Supervisores de São Francisco decidiram suspender a venda, a produção e a distribuição de cigarros eletrônicos na cidade.

  • Cigarros eletrônico e tradicional têm em comum os riscos da nicotina; entenda os perigos

Para virar lei, a portaria ainda precisa passar por uma votação e também ser aprovada pela agência federal que regula alimentos e medicamentos nos EUA, a FDA - sigla em inglês.

De acordo com o texto apresentado pelos supervisores, o uso dos cigarros eletrônicos se tornou "epidemia" entre os jovens. Caso aprovada e assinada pela prefeita London Breed, as regras impostas pelos supervisores entrarão em vigor em até sete meses.

Apesar de conter menos substancias tóxicas que o cigarro tradicional, ainda não existem evidências científicas sobre as vantagens do cigarro eletrônico. Alguns riscos podem ser iguais ou até maiores do que os do cigarro comum.

Cigarro eletrônico

A principal particularidade do cigarro eletrônico é que ele funciona com baterias e sem a necessidade da queima. É uma espécie de dispositivo "vaporizador" de aromas, sabores e outros produtos químicos: álcool, glicerina e, na maioria deles, nicotina.

Esses produtos são eletrônicos e têm um reservatório de líquido que precisa ser reabastecido esporadicamente. Também têm uma fonte de energia, geralmente uma bateria, e uma ponta aberta por onde o fumante inala o vapor.

 
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Por Vinícius Lemos, BBC.

Solange, que tinha dois empregos, teve de deixar a função na empresa de home care, para se dedicar aos cuidados com a criança — Foto: Emanoele Daiane

 

A cortina ilustrada por pequenos ursos está aberta e ilumina o quarto na residência localizada em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá (MT). O sol clareia o cômodo repleto de aparelhos hospitalares que mantêm a vida de Ronei Gustavo Pires, de 12 anos.

O garoto passa o dia deitado na cama. Um artesanato, pendurado na porta do lugar, avisa: "aqui dorme um príncipe".

Por meio do olhar, a sua única forma de comunicação com o mundo, Ronei assiste atento a cada movimentação no quarto. A rotina dele é acompanhada 24 horas por dia pela mãe, a enfermeira Solange Maria Pires, de 56 anos.

Há uma década, eles se encontraram pela primeira vez. O amor que ela que sentiu pelo garoto fez com que o adotasse. A decisão mudou completamente o futuro dos dois.

Ronei nasceu com agenesia do corpo caloso, uma má-formação congênita na qual a criança não possui a estrutura que conecta os dois hemisférios cerebrais. Ele também tem neuropatia crônica, possivelmente causada pela falha na formação do cérebro, que atinge o sistema nervoso e afeta o desenvolvimento de funções como a postura e os movimentos.

Desde recém-nascido, o garoto tem um quadro grave de convulsões, que pode ter sido causado pela neuropatia. Aos oito meses de vida, enquanto era amamentado, ele teve um episódio de broncoaspiração - quando alimentos ou líquidos são aspirados pelas vias aéreas - e a família biológica, segundo Solange, demorou para buscar ajuda médica.

 

O fato prejudicou ainda mais a saúde de Ronei. Com pouco mais de um ano, ele foi diagnosticado com paralisia cerebral e passou a viver em estado vegetativo.

Os problemas de saúde fizeram com que o garoto, que nasceu em Cuiabá, fosse abandonado pelos pais biológicos antes de completar um ano. Quando Solange o conheceu, ele vivia em um lar para crianças e adolescentes aptos à adoção, na capital mato-grossense.

Solange, que é divorciada, morava sozinha quando decidiu adotar a criança. Os outros dois filhos dela, hoje com 33 e 37 anos, eram casados e haviam se mudado da casa da mãe. Com a adoção do caçula, a enfermeira passou a dedicar grande parte da vida aos cuidados com o garoto.

"Eu sinto o mesmo amor pelos meus três filhos. Mas sei que me dedico mais ao Ronei do que me dediquei aos outros dois, porque eles sempre foram saudáveis, se desenvolveram normalmente e foram saindo das minhas asas. Já o Ronei, sei que vai estar sempre aqui e sempre vai precisar dos meus cuidados", diz Solange à BBC News Brasil.

A decisão de adotar o garoto que vive em estado vegetativo causou espanto entre alguns conhecidos da enfermeira. "Algumas pessoas me desaconselharam, me disseram para viver uma fase mais tranquila, pois meus filhos já estavam criados. Mas eu não tive dúvidas de que deveria cuidar do Ronei. Ele é meu filho, assim como os outros dois que eu pari", declara.

No Brasil, encontrar pais para crianças com alguma doença ou deficiência é uma difícil missão. Segundo o Cadastro Nacional de Adoção, há 46,1 mil pretendentes à adoção. Destes, apenas 4.623, pouco mais de 10% do total, aceitam crianças com deficiência física ou mental.

Ainda de acordo com dados do CNA, conforme levantamento acessado nesta semana, há 9.550 crianças e adolescentes aptos para adoção. Deste total, 2.452 possuem problemas de saúde.

 

O encontro de mãe e filho

As internações de Ronei eram constantes desde o nascimento dele, em cinco de maio de 2007. Depois da piora do quadro de saúde do jovem, após a broncoaspiração, o garoto foi levado a um lar para crianças, após pedido da equipe médica que o atendia, pois os profissionais consideraram que ele não recebia os cuidados adequados da família biológica.

O garoto passou semanas no lar, mas os problemas de saúde pioraram. Ele teve infecção e foi encaminhado novamente ao hospital, onde passou meses internado. A Justiça de Mato Grosso acolheu pedido do Ministério Público e determinou que o Estado custeasse serviços de home care - internação domiciliar - para a criança.

Era fim de 2008. Solange trabalhava como enfermeira em uma empresa que prestava serviços de home care. Junto com uma equipe, foi em busca de Ronei, após a decisão judicial que permitiu ao garoto o direito à internação domiciliar.'Não tive dúvidas de que deveria cuidar do Ronei. Ele é meu filho, assim como os outros dois que eu pari', diz Solange — Foto: Emanoele Daiane

'Não tive dúvidas de que deveria cuidar do Ronei. Ele é meu filho, assim como os outros dois que eu pari', diz Solange — Foto: Emanoele Daiane

"Fui atrás dele na casa dos pais biológicos e da avó, mas ele não estava. Me disseram que ele estava no Lar da Criança. Depois, descobri que ele estava internado no Pronto-Socorro de Cuiabá", diz. Os pais biológicos, segundo a enfermeira, haviam visitado o garoto poucas vezes no hospital.

 

Após Ronei receber alta médica, a Justiça determinou que o Estado pagasse uma casa para a família biológica morar com ele, pois a residência dos pais era precária e não tinha condições para receber a home care. "A expectativa era de que os familiares se reaproximassem do Ronei e ajudassem o tratamento dele, caso fossem para um novo lar", conta a enfermeira.

Ronei passou mal novamente, semanas depois de receber alta, e foi levado ao Pronto-Socorro, após diversas convulsões. Em estado grave, foi encaminhado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O garoto deixou de respirar espontaneamente e passou a necessitar do aparelho de ventilação mecânica.

Dias após a internação, a Justiça determinou que ele saísse do hospital em 24 horas e fosse colocado em uma home care.

O garoto não tinha lugar para ser levado com a internação domiciliar. Não havia uma definição sobre a casa que poderia ser concedida para a família dele. No lar de crianças, seriam necessárias adaptações para receber os equipamentos. Ronei, então, foi levado para um quarto vazio na sede da empresa de home care. O cômodo foi adaptado e os aparelhos hospitalares foram instalados no local.

"A gente acreditava que ele passaria semanas no quarto da empresa, a família se reestrutaria, conseguiria a casa e tudo daria certo", conta Solange.

A família do garoto foi informada sobre a situação dele. Porém, segundo a enfermeira, os pais o visitaram apenas duas vezes na empresa.

"Foram visitas rápidas, que não duraram 15 minutos", relata Solange.

Após Ronei passar três meses no quarto, a dona da empresa informou que ele não poderia permanecer no quarto por mais tempo. "Eles não poderiam ficar tantos meses assim com uma criança, porque ali era uma empresa", relembra.

Quando percebeu a incerteza sobre o futuro do garoto, na época com quase dois anos, Solange decidiu levá-lo para casa. "Falei que pediria a guarda dele na Justiça e que cuidaria dele, até resolver a questão com a família."

 

A Justiça concedeu a guarda provisória de Ronei para a enfermeira. Ela adaptou o quarto da filha, que havia se casado poucos meses antes, para receber o garoto e os equipamentos da internação domiciliar - como um tubo de oxigênio e um aparelho de ventilação mecânica.

Solange, que tinha dois empregos, teve de deixar a função na empresa de home care, para se dedicar aos cuidados com a criança. Ela continua trabalhando em um hospital de Cuiabá.

A guarda do garoto

Por um ano, Ronei viveu de modo provisório na casa de Solange. No período, os pais do garoto o procuraram apenas uma vez.

"Eles foram na empresa de home care, para saber da casa que a Justiça tinha determinado que conseguissem. Eles foram informados que o filho estava com uma família, mas nunca me procuraram", conta.

Os pais não conseguiram a residência, pois não eram mais os responsáveis pela criança.

Solange tem casa própria e não precisou do benefício que havia sido oferecido aos pais biológicos do garoto.

"Essa residência, que havia sido determinada pela Justiça, é para as pessoas que não estão em um lugar com condições adequadas para a internação domiciliar", ressalta a enfermeira.

A última vez em que Solange viu os pais biológicos de Ronei foi no início de 2010, no Fórum de Cuiabá.

"A juíza me convocou e pensei que os pais queriam a guarda dele. Eu disse a ela que, caso eles quisessem de volta, seria um direito deles. Mesmo que isso me entristecesse, não poderia fazer nada."

"Mas a juíza me disse que os pais falaram que não tinham condições psicológicas, nem financeiras, para ficar com o Ronei. Eles abriram mão do filho, disseram que eu poderia criá-lo", conta.

A magistrada explicou a Solange que ela não era obrigada a continuar com o garoto, caso não quisesse. Se a enfermeira não criasse Ronei, ele seria levado a um lar para crianças aptas à adoção.

 

"Não tive dúvidas, disse que o Ronei era meu filho e que ficaria com ele", diz Solange.

"A juíza me perguntou duas vezes, porque queria que eu tivesse certeza da responsabilidade que teria pela frente. Novamente, disse que era aquilo que eu queria. Não iria abrir mão do meu filho", relata a enfermeira, que recebeu apoio dos dois filhos.

A decisão da mãe de Ronei comoveu a magistrada. "A juíza me disse que nunca tinha chorado, mas chorou naquele momento, porque ficou comovida com o meu caso."

Solange passou pelos procedimentos necessários para conseguir a guarda definitiva de Ronei - como análise da residência por assistentes sociais e uma entrevista na qual detalhou sobre a sua rotina. Menos de um mês depois, obteve a guarda definitiva do filho.

Os procedimentos para adoção de crianças com deficiência ou doença crônica são mais rápidos que os demais. Em 2014, a prioridade a esses processos foi estabelecida em texto acrescido à legislação. Anteriormente, tais casos já eram tidos como prioritários e tinham mais rapidez, por serem considerados incomuns.

"Essa distinção [nos processos] é fundamental para incentivar as adoções envolvendo essas crianças. Isso porque ainda há bastante resistência de famílias inscritas em cadastro nacional para aceitar crianças com deficiência ou doença crônica", explica a advogada Regina Beatriz Tavares da Silva, presidente da Associação de Direito de Família e das Sucessões.

Segundo a advogada, o baixo número de interessados em crianças com deficiência ou doença crônica ocorre em razão da complexidade que envolve os cuidados com elas. "Isso acaba por suscitar insegurança sobre como essa dificuldade poderá interferir, modificar ou repercutir em suas vidas."

"Por isso é importante sempre lembrar que a geração de um filho, que acontece também na adoção, envolve sempre uma experiência de renovação e aceitação", acrescenta.

'Eu sou a mãe dele'

 

Grande parte da vida de Ronei se resume à cama do quarto. Ele recebe ajuda profissional durante todo o dia. A cada 12 horas, um novo técnico de enfermagem chega para acompanhar o garoto - serviço incluído na home care. Solange trabalha em um hospital no período da manhã e, por meio do celular, fica atenta a tudo o que acontece com o filho. "O tempo todo pergunto como ele está ou peço para mandarem fotos. É uma preocupação constante", diz.

Quando não está no trabalho, a enfermeira tenta se distanciar de Ronei o mínimo possível.

"Se eu saio, tento voltar rápido. Nas vezes em que viajei, tive que comprar passagens perto da data, porque se ele não estiver bem, não viajo. E não posso ficar dias longe", comenta.

Diariamente, Ronei toma seis anticonvulsivos. Ele se alimenta por meio de uma sonda. Uma vez por semana, o garoto, que nunca andou ou falou, passa por acompanhamento com fonoaudiólogo e com fisioterapeuta - serviços incluídos na home care para auxiliar no desenvolvimento dele.

Todos os meses, Solange recebe um salário mínimo, referente a um benefício do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), para ajudar nos cuidados com o filho. Por meio do auxílio, ela busca ajuda médica.

"Gasto boa parte desse dinheiro com consultas para ele, porque tive de cortar o nosso plano de saúde, pois ficou muito caro. Pelo SUS (Sistema Único de Saúde), as consultas demoram muito. Então, acabo tendo de recorrer aos particulares."

Apesar da ajuda profissional, Ronei tem ficado mais debilitado com o passar dos anos. "Ele está regredindo e atrofiando. As mãos e os pés dele tinham mais força antes, mas agora está mais fraco. Infelizmente, não há muito o que ser feito no caso dele", lamenta a mãe.

O neuropediatra Marcos Escobar explica que a neuropatia, como no caso que acomete Ronei, costuma apresentar sintomas que pioram com o passar dos anos.

 

"Muitas vezes, pelo fato de o paciente não conseguir se movimentar bem e por seus músculos ficarem tensos, os tendões se retraem e encurtam. A longo prazo, os ossos e as articulações podem se deformar", diz o especialista, que ressalta que não há cura para a enfermidade.

A falta de esperanças para o futuro do garoto entristece a mãe. Apesar disso, a enfermeira afirma que não se arrepende de ter passado grande parte da última década se dedicando aos cuidados com Ronei. "Parei muita coisa por ele. Mas é normal uma mãe fazer isso por um filho."

"Uma médica me disse que ele viveria somente até os oito anos, mas ele está aqui comigo até hoje. Acho que o que mantém vivo é o amor que ele recebe", diz.

O principal desejo de Solange para o futuro do filho caçula é que ele tenha qualidade de vida. "Peço a Deus que se for para levar o Ronei, que não seja nada doloroso. Não quero que ele sofra em um hospital."

"Também peço a Deus para que eu não morra enquanto o Ronei estiver aqui. Por que quem vai cuidar dele do jeito que cuido? Quem vai dar toda a atenção? Espero que Deus me atenda. Depois que ele partir, posso ir sossegada. Mas antes, preciso continuar por aqui."

O garoto, que pouco conhece sobre o mundo fora do quarto, acompanha com olhos atentos cada declaração da mãe. "Não sabemos até que ponto ele nos entende, por causa das lesões no cérebro", explica Solange, enquanto segura a mão esquerda do filho.

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Publicado em LICÍNIO DE ALMEIDA
Segundo ele, técnica em enfermagem presa pelo crime era quem pilotava a moto em direção à casa da tia dela, onde neném foi deixado. Recém-nascido foi resgatado após 10 horas.

Por John Wlliam e Vanessa Martins, TV Anhanguera G1 GO.

Recém-nascido levado de maternidade em Goiânia e resgatado em casa de prima de técnica em enfermagem do hospital — Foto: Polícia Civil/Divulgação

 

A Polícia Civil apurou que o bebê levado da Maternidade Nascer Cidadão viajou 30 km dentro do baú de uma motocicleta pilotada pela técnica em enfermagem presa pelo crime, em Goiânia. O delegado Wellington Lemos, que investiga o caso, disse que a funcionária, a tia dela, a prima e o marido foram presos e devem responder pelo crime de subtração de incapaz.

O hospital é gerido pela Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), que informou que vai demitir a funcionária. A empresa disse que colabora com as investigações e que a técnica trabalhava na unidade de saúde há cerca de 9 meses, e não havia apresentado problemas antes.

G1 não conseguiu descobrir quem é responsável pela defesa das pessoas presas para pedir um posicionamento sobre o caso.

O neném nasceu no último dia 25 de maio. Segundo a Polícia Civil, a mãe dele queria colocá-lo para adoção e fugiu do hospital. Na quinta-feira (30), o garoto sumiu e, após 10 horas de buscas, foi encontrado na casa da prima da técnica e levado de volta para o hospital.

“Ela não trabalha naquele setor. Ela foi lá por livre e espontânea vontade e solicitou a uma das enfermeiras para segurar a criança para fazê-la arrotar. A enfermeira percebeu um vulto passando pela porta e notou que ela não estava mais lá”, explicou o delegado.

 

De acordo com as investigações, as câmeras de segurança da unidade não gravaram o momento porque, justamente o cabo da UTI Neonatal, onde o bebê estava, foi cortado.

O delegado contou ainda que, ao ser retirado do hospital, o bebê foi levado para a casa da tia da técnica em enfermagem, e depois para a casa da filha dela. A investigação apontou que a intenção da família era deixar a criança com a prima da técnica em enfermagem, porque ela havia perdido um bebê no sexto mês de gestação e não poderia mais engravidar.

Todos os envolvidos foram presos e devem responder por subtração de incapaz, que é um crime cuja pena vai até 6 anos de prisão.

O Conselho Tutelar assumiu a responsabilidade pelo bebê e, depois que ele receber todo o tratamento necessário no hospital , irá para adoção, como explicou o conselheiro Ismael Carvalho.

“O juizado vai encaminhá-la para uma unidade acolhedora institucional e dai a família que tiver em primeiro na fila do cadastro nacional de adoção vai receber esse presente”, disse.

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Por G1 BA.

Materiais foram localizados depois de rondas da PM em Barreiras, na terça-feira (2). Homem foi encaminhado para delegacia da cidade. — Foto: Polícia Militar

 

Um homem de 39 anos foi preso em flagrante com 940 mil cigarros de diversas marcas, além de armas, dentro de casa, durante uma ronda da Polícia Militar, na cidade de Barreiras, região oeste da Bahia, na terça-feira (2).

Conforme a PM, os militares faziam rondas pela cidade quando encontraram 40 mil unidades de cigarros dentro de um veículo, no bairro Invasão do Salsicha. O motorista foi ouvido pelos agentes e informou que comprou o material com um homem de prenome Elias.

A PM continuou a ronda pela cidade até chegar na casa de Elias Vieira da Silva Júnior. No local, com autorização do homem, a polícia entrou no imóvel e encontrou mais 940 mil unidades de cigarros sem nota fiscal, além de um revólver calibre 38 e uma espingarda calibre 12.

O homem foi preso e encaminhado, junto com os materiais, para a delegacia de Barreiras. A PM não informou, no entanto, o que ocorreu com o motorista do carro. O caso é investigado pela Polícia Civil da cidade.

Homem e o material foram encaminhados para a delegacia da cidade.  — Foto: Polícia Militar

Homem e o material foram encaminhados para a delegacia da cidade. — Foto: Polícia Militar

 
Materiais foram localizados depois de rondas da PM em Barreiras, oeste da Bahia.  — Foto: Polícia Militar

Materiais foram localizados depois de rondas da PM em Barreiras, oeste da Bahia. — Foto: Polícia Militar

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Por Eduardo Oliveira, TV Bahia.

Matéria especial do BDS fala sobre a inseminação artificial caseira

 

O sonho de ser mãe da fotógrafa baiana Mel Paranhos se tornou real há quatro anos, quando ela ficou grávida da pequena Lis por meio de uma inseminação artificial caseira. Mel, que é lésbica, escolheu a técnica caseira após buscar pela inseminação artificial em uma clínica e descobrir que o procedimento custava entre R$ 20 e 30 mil.

Na inseminação caseira, o doador retira o sêmen, coloca em um vaso esterilizado – normalmente aqueles de fazer exames de urina. E com uma seringa, a mulher retira o sêmen para injetar no próprio corpo.

A técnica é mais barata, mas também diferente da inseminação feita em uma clínica, onde o sêmen coletado passa por um processo de separação dos espermatozoides, com retirada de células imaturas e restos celulares, por exemplo. A mulher deve passar por exames e até tomar medicamentos para indução da ovulação. Em seguida, é marcada a colocação dos espermatozoides dentro do útero.

Assim como o procedimento feito em uma clínica, a inseminação caseira precisa de um doador, que pode ser anônimo. No caso de Mel, o doador é um amigo que compartilhava do mesmo sonho dela de ter um filho. Juntos, eles planejaram engravidar com a inseminação caseira. O amigo fez alguns exames, repetiu os testes meses depois e só então os dois decidiram fazer a inseminação.

"Ele comentou essa vontade de ser pai. Depois de tudo [exames e inseminação] surgiu Lis, essa coisa linda aqui. A criança sente quando o amor é verdadeiro e vai construir sua personalidade através dessa educação, desse contato e do amor que vem dos cuidadores", disse Mel.

O amigo de Mel, que foi o doador de sêmen, quis registrar Lis como pai. Os dois dividem a criação da menina.

 
Mel com a filha e o amigo que se doou o sêmen para a inseminação caseira — Foto: Reprodução/TV Bahia

Mel com a filha e o amigo que se doou o sêmen para a inseminação caseira — Foto: Reprodução/TV Bahia

 

O que dizem especialistas

O especialista em reprodução humana, Joaquim Lopes, conta que o banco de sêmen usado nas clínicas torna o procedimento mais seguro do que a inseminação feita em casa.

"Esse homem [doador] passa por uma investigação prévia, ele estando isento de infecções e tendo uma qualidade seminal adequada, esse sêmen vai ser preparado", explicou.

O sêmen doado é congelado e passa por exames até seis meses depois. Os testes servem para verificar, por exemplo, se o doador tem alguma doença.

Os doares nas clínicas são anônimos. A advogada Fernanda Barreto explica que essa é uma diferença importante em relação à inseminação caseira.

"Na doação caseira o doador, em 99% dos casos, é uma pessoa conhecida, mas você não tem como ter certeza de que no futuro não se vai reclamar direitos relativos sobre isso", explicou.

A lei não diz nada sobre inseminação caseira. Nesse caso, o interesse da criança é o mais importante.

"Existe o risco de que essa criança queira saber de onde ela vem e até constituir um vínculo parental com este homem [doador], se tornar filha para efeito jurídico, o que significa ter direitos a alimentos, a herança, a convivência, dentre vários direitos ligados ao poder familiar", disse Fernanda Barreto.

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Por Agência EFE.

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Por G1 Ribeirão Preto e Franca.

O menino Davi Miguel Gama, de 4 anos, deve voltar ao Brasil no dia 23 de março. A criança, que tem uma doença rara no intestino, vive há três anos em Miami, nos EUA, desde que a Justiça obrigou a União a custear as despesas de um tratamento e de um transplante. O procedimento, no entanto, não foi feito porque Davi não foi considerado apto para a cirurgia, segundo médicos do Jackson Memorial Hospital.

Por telefone, o pai de Davi Miguel, Jesimar Gama, disse que apesar da recusa para o transplante, o filho conquistou mais qualidade de vida no período.

“Creio que se não tivéssemos vindo para cá, teria sido pior. Assim que chegamos aqui, ele já foi para casa. Na época, nós teríamos dificuldade em ir com ele para casa. Agora já mudou um pouco as coisas aí [no Brasil]. Quando ele nasceu, ele ficou um ano e sete meses no hospital. A gente foi para casa quando veio para cá. Ele ficou três meses no hospital e, em seguida, a gente foi para casa com o homecare.”

Procurado, o Ministério da Saúde informou que recebeu, no final de fevereiro, o relatório médico da criança. "O processo foi encaminhado à área responsável, que está realizando as providências finais para o retorno da criança ao Brasil", informou em nota.

A União deverá arcar com o remanescente das despesas nos EUA, conforme consta em acordo na Justiça Federal.

Viagem de volta

A informação sobre a viagem foi divulgada pela família no perfil de uma rede social. “Hoje a notícia que temos é sobre o retorno do Davi Miguel. Embarcamos para o Brasil no dia 21 de março à noite, em Miami, e a chegada será às 5h30 da manhã, em São Paulo (...) Contamos com as orações de cada um e agradecemos o carinho de sempre com nosso guerreiro”, diz o post publicado no domingo (10).

Jesimar disse que a viagem será feita em voo comercial, uma vez que os médicos do hospital americano descartaram a necessidade de uma aeronave com Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“A gente está com um pouco de receio, mas o médico autorizou. Estamos torcendo para que dê tudo certo. Que ele saia bem daqui e chegue bem aí.”

Segundo o pai, Davi está há nove meses sem ser internado e o quadro de saúde do filho é bom. A criança continua recebendo a nutrição parenteral, uma vez que o organismo não é capaz de absorver nutrientes dos alimentos. A deficiência do intestino é conhecida como doença das microvilosidades ou diarreia intratável.

“Ele está bem, estável. Sempre tem os exames periódicos, toma duas injeções por dia. Hoje ele tem que tomar três, por causa de uma vitamina. Desde junho do ano passado ele não é internado. Está ativo, está bem.”

Transplante

Antes da decisão que condenou a União a pagar os custos, os pais, Jesimar e Dinea Gama, mobilizaram uma campanha que arrecadou R$ 1,5 milhão e contou até mesmo com a ajuda de famosos. Parte do dinheiro foi usado nas despesas pessoais do casal e do filho, conforme determinado pela Justiça.

Em 2015, Davi Miguel foi aceito no Jackson Memorial Hospital, único centro médico no mundo habilitado para o procedimento em crianças com peso entre sete e dez quilos. Porém, consta nos autos do processo que, ao ser submetido a uma avaliação pela equipe de especialistas em Miami, verificou-se que o menino não estava apto ao transplante.

Os pais afirmam que Davi Miguel foi retirado da lista dois meses após a chegada. No entanto, em novembro de 2018, o Jackson Memorial Hospital informou ao G1 que a criança nunca integrou a lista nacional.

“Assim que chegamos aqui, foi constatado que o Davi não poderia fazer o transplante por causa das veias, dos acessos que ele perdeu devido o uso de cateter no Brasil. A partir disso, eles começaram a pedir para a gente voltar para o Brasil. A gente foi segurando, segurando, mas chegou a um ponto que não teve mais jeito. Ele esteve na fila por dois meses. Ele saiu depois da trombose nas veias”, afirma Jesimar.

Acordo para retorno ao Brasil

Em fevereiro de 2018, o Ministério da Saúde encaminhou um e-mail à Justiça Federal para informar que o médico havia recomendado o retorno de Davi Miguel ao Brasil.

Diante da inviabilidade do transplante, por ora, em razão da perda dos acessos venosos e da falta de perspectiva quanto à recuperação deles, a família e a União manifestaram interesse no retorno e ao prosseguimento do tratamento no Brasil.

Em dezembro de 2018, um acordo foi firmado na Justiça Federal com os trâmites para o retorno da família. Davi Miguel deverá ser internado no Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, administrado pelo Hospital Sírio Libanês, em São Paulo (SP). Ele passará por exames e a equipe deverá fazer a compatibilização do tratamento para os protocolos nacionais, além de treinar a família para cuidar dos cateteres usados para a nutrição parenteral.

As três passagens aéreas para São Paulo, ao custo de 1,8 mil dólares, já foram compradas por Jesimar, que recorreu a um empréstimo para o pagamento. Segundo o Ministério da Saúde, os valores serão reembolsados após a apresentação dos recibos. O remanescente das despesas da família nos EUA terão que ser pagos pela União.

Após a internação, o serviço de home care será implementado em Franca (SP), onde Davi Miguel vai voltar a morar com os pais. Ele continuará a passar por consultas periódicas em São Paulo. Todos os recursos são provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e o tratamento está assegurado pelo período que Davi Miguel precisar.

O acordo ainda prevê que R$ 10 mil do saldo remanescente da campanha sejam reservados para repasse aos pais durante cinco meses, tempo para readaptação. Caso seja insuficiente, a União deverá fazer a complementação.

“Voltando a Franca a gente precisa voltar à vida normal. A gente precisa trabalhar. Eu abandonei tudo na minha cidade, tivemos que parar tudo para vir, e a gente tem que recomeçar de novo. Vida normal dentro do normal.”
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Por: Reprodução/TV São Francisco Por: Redação BNews

Um homem de 25 anos foi preso após estuprar a vizinha, uma adolescente de 16 anos, por cerca de oito horas, em Juazeiro, norte da Bahia. O crime aconteceu entre a noite de domingo (3) e a manhã de segunda-feira (4) dentro da casa da vítima. A prisão de Daniel Eugênio dos Santos ocorreu na manhã desta quarta (6).

De acordo com o G1, a vítima e a mãe foram agredidas, ameaçadas e amordaçadas. Em depoimento à polícia, elas contaram que o criminoso subiu no muro da residência, chutou e arrombou a porta, e em seguida, pegou uma faca. Durante o crime, a jovem teve a mão cortada ao tentar proteger a mãe.

A vítima ainda contou que o suspeito estava alcoolizado e chegou a enfiar a faca na perna dela. Ela relatou ainda ter sido agredida várias vezes no rosto. Ela ainda foi esganada e amordaçada.

A mãe da vítima também foi amordaçada e amarrada. Ela disse ainda que Daniel a obrigou a segurar a filha, enquanto a garota era estuprada.

O crime é investigado pela Polícia Civil.

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Por Itana Alencar, G1 BA.

Duas irmãs da cidade de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, criaram um dispositivo capaz de detectar ao menos 15 tipos de doenças a partir do sopro. O aparelho, que funciona como uma espécie de bafômetro, surgiu a partir de pesquisas das estudantes Júlia, 26 anos, e Nathália Nascimento, 31.

Aluna do curso de Biotecnologia, Júlia explica que o OrientaMed foi desenvolvido inicialmente por meio de aplicações de inteligência artificial de um trabalho científico da irmã, que atualmente faz doutorado em Computação.

"O início foi com base no mestrado da Nathália. Quando ela foi apresentar na UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro], onde eu estudo, eu percebi que tinha um mercado muito grande na área de saúde e uma aplicação que fazia sentido para a minha área de pesquisa também".

Ela então viu a chance das duas desenvolverem o dispositivo junto com outro estudante, o paulista Rheyller Vargas, que também é pesquisador na área.

"Apareceu a oportunidade de ir para um evento de "hackathon" [maratona hacker], e eu chamei o colega para participar e formarmos uma equipe. Lá, a gente viu quais eram as aplicabilidades do dispositivo. No início, a gente pensou em algo para detectar gastrite, mas durante pesquisas aprofundadas, criação de bancos de dados, descobrimos outras aplicações", conta.

 O uso do OrientaMed é simples e facilita a triagem de doenças. O paciente assopra e o aparelho devolve o resultado em cerca de cinco minutos, sem precisar de refrigeração ou do uso de produtos químicos.
 

Com a elaboração do banco de dados e o aprofundamento das pesquisas, as irmãs chegaram à média de detecção de 15 doenças infecciosas e crônicas, entre elas a gastrite, intolerância à lactose, pneumonia, Doença de Crohn e diabetes.

"Ele [aparelho] captura o sopro da pessoa, e a gente envia esses dados para o computador. O resultado sai pouco tempo depois, porque o nosso objetivo é que ele seja um teste rápido para orientar os médicos a quais exames devem ser feitos para aquela determinada doença. Hoje, os resultados só saem via computador, mas a nossa expectativa de pesquisas é para que o próprio dispositivo mostre no display", explicou Júlia.

A estudante detalha ainda que as doenças são detectadas a partir da análise dos gases que contém no sopro.

"Muitas doenças que deixam uma marca biológica, principalmente através das bactérias, com as doenças infecciosas. Algumas dessas doenças deixam a marca no corpo, que faz com que as pessoas exalem alguns tipos de gases diferentes, específicos. É com base nesse gás que a gente faz a análise".

A fabricação do OrientaMed custa em torno de R$ 2.500, segundo Júlia. A perspectiva das irmãs baianas, junto com o paulista Rheyller Vargas, é fabricar o produto em maior escala, para que ele se torne mais viável.

"Nós já temos alguns parceiros em vista, para desenvolver o aparelho em fase escalonada. Neste momento, estamos buscando parceria com hospitais, para pesquisar de forma mais ampla. A partir disso, a gente vai conseguir ter uma precisão boa da quantidade de doenças que conseguiremos detectar".

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Por G1 BA.

Uma auxiliar de enfermagem de 29 anos morreu após a moto em que estava colidir com um cavalo, em trecho da BA-262 no município de Poções, região sudoeste da Bahia. O acidente ocorreu no sábado (2), segundo informações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE).

A vítima foi identificada como Larissa Nogueira, que era ex-servidora pública e ex-coordenadora do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) da Secretaria de Saúde de Poções.

Conforme a PRE, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser encaminhada ao local do acidente, mas a vítima não resistiu.

A Secretaria de Saúde de Poções divulgou nota de pesar em que lamentou o ocorrido.

Confira nota divulgada pela prefeitura de Poções

"É com muito pesar que a Secretaria Municipal de Saúde vem através desta, informar o falecimento da ex servidora pública, ex coordenadora do SAD (Serviço de Atendimento Domiciliar) Larissa Nogueira, o corrido na noite deste sábado (02), na rodovia BA-262, trecho que liga Poções ao povoado de Morrinhos. Larissa foi vítima de acidente, onde a moto que ela estava colidiu com um animal, onde [Larissa] veio a óbito no local.

Não temos palavras para expressar os nossos sentimentos. Pedimos a Deus que conforte o coração dos familiares e amigos neste momento de dor. Que a luz e o amor divino pairem sobre a alma de quem sofre esta imensurável perda, e os console e lhes dê serenidade para atravessar esta tempestade.

São sentimentos de pesar de todos servidores da Secretaria Municipal de Saúde, na pessoa do secretário Jorge Luís".

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Segunda, 04 Fevereiro 2019 09:54

Claudia Leitte anuncia terceira gravidez

Por G1 BA.

A cantora Claudia Leitte anunciou, neste domingo (4), que está grávida de três meses. A artista, que nasceu no Rio de Janeiro e se naturalizou soteropolitana, fez o anúncio no programa de Faustão, da TV Globo. A loira espera uma menina, que vai se chamar Bela.

Claudia, que é casada com o empresário Márcio Pedreira, desde 2007, já é mãe de Davi, de 10 anos, e Rafael, de 6 anos.

 No Instagram, a cantora compartilhou um vídeo do momento em que descobre, com o marido e os filhos, o sexo do bebê. A trilha é a música "Vou amar-te (Vou à Marte), cantada por ela mesma. Nas imagens, Claudia aparece bem á vontade, de vestido solto, listrado, e descalça. Rafael e Davi pulam e comemoram muito quando estouram uma bola que solta confetes cor de rosa, indicando que vão ganhar uma irmã. Emocionada, no vídeo, Claudia chega a se apoiar em um móvel e, logo depois, abraça o marido.
 "Deus, sempre bondoso, amoroso, profundo conhecedor do meu coração, concedeu-me mais uma benção. Minha família, meu tesouro mais precioso, está ficando maior. Nunca escondi de ninguém esse desejo de ter mais filhos. Cá estou, grávida! Meu terceiro bebê vem aí pra me encher de alegria e orgulho, pra fazer o papai babar mais um pouco e ser o xodó de Davi e Rafael. Aliás, já é! rs Ontem, quando contamos aos nossos meninos, recebi tanto beijo na barriga, que ainda tô flutuando! É, pessoal, vocês vão me ver outra vez, pulando e dançando, com aquele barrigão enorme e os sorrisos mais largos do mundo na carinha - que já tá virando carão. Rs Pra eu ter mais um trio elétrico, Bela tá vindo aí!", disse.

Após o anúncio, Claudia disse que segue normalmente a agenda de shows e do carnaval também. A artista falou que tem cuidado muito do corpo e da saúde, como sempre faz, porém com mais atenção por conta da gravidez.

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Cronograma foi alterado em cerca de duas semanas. Brasileiros terão entre 7 e 8 de fevereiro para fazer a seleção entre as 1.460 vagas disponíveis. Já estrangeiros com diploma de fora do país podem escolher entre os locais remanescentes nos dias 18 e 19.

O Ministério da Saúde alterou em cerca de duas semanas o prazo para que médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior escolham municípios de atuação pelo programa Mais Médicos. Segundo anúncio feito pela pasta nesta segunda-feira (21), os brasileiros com diploma de fora do país devem escolher os locais onde irão trabalhar nos dias 7 e 8 de fevereiro; já os estrangeiros formados fora do Brasil terão os dias 18 e 19.

No cronograma anterior, os brasileiros formados no exterior deveriam escolher os locais de atuação nos dias 23 e 24 de janeiro, e os estrangeiros, nos dias 30 e 31. Existem 1.460 vagas disponíveis, de acordo com último balanço do Ministério da Saúde — cerca de 17% dos 8.517 postos de trabalho abertos na seleção para o Mais Médicos.

Confira o cronograma das próximas etapas:

  • 31 de janeiro: Publicação da validação dos documentos dos brasileiros formados no exterior;
  • 7 de fevereiro: Publicação da relação dos municípios com vagas remanescentes;
  • 7 e 8 de fevereiro: Brasileiros formados no exterior escolhem vagas disponíveis;
  • 12 de fevereiroPublicação da validação dos documentos dos estrangeiros formados no exterior;
  • 18 de fevereiro: Publicação da relação dos municípios com vagas remanescentes;
  • 18 e 19 de fevereiro: Estrangeiros formados no exterior escolhem vagas disponíveis.

Formados no exterior

Segundo a pasta, 10.205 médicos brasileiros ou estrangeiros formados no exterior completaram a inscrição de participação no programa. Esses profissionais poderão exercer a medicina no país mesmo sem a revalidação do diploma.

O Ministério da Saúde abriu edital, em novembro do ano passado, para substituir os profissionais cubanos do Mais Médicos, depois que Cuba decidiu retirá-los do país. Nas duas primeiras etapas de seleção, puderam se inscrever apenas brasileiros com diploma registrado no país. As vagas remanescentes foram, então, oferecidas a médicos formados no exterior.

Criado em 2013, durante o governo Dilma Rousseff, para atrair médicos para as regiões mais afastadas do país, o programa atende cerca de 63 milhões de pessoas, segundo o Ministério da Saúde.

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Um motorista de 32 anos e mais duas pessoas ficaram feridas depois que uma ambulância da cidade de Lagoa Real, sudoeste da Bahia, colidiu contra um ônibus na madrugada desta quarta-feira (16) na BR-030, próximo ao Distrito de Ibitira.
As vítimas foram encaminhadas para o Hospital Municipal Professor Magalhães Neto, em Brumado. As circunstâncias do acidente ainda são apuradas, mas preliminarmente os policiais informaram o que condutor do ônibus foi o causador do acidente, inclusive fugiu do local com o veículo.
A colisão ocorreu por volta das 04h30min e segundo informações da PRF o motorista da ambulância teve algumas lesões. Os dois passageiros tiveram escoriações pelo corpo. Os três foram socorridos por ambulâncias do SAMU até o hospital em Brumado.
Fonte: http://www.sudoesteagora.com
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Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

Uma indústria de água mineral será inaugurada em Caetité e a expectativa é que gere cerca de 50 empregos diretos. Em entrevista ao site Sudoeste Bahia, o proprietário do manancial, empresário Jurandir Barbosa, conhecido como “Indiano de Brejinho”, declarou que ao descobrir em suas terras um grande manancial de água mineral - vazão de 82 mil litros de água/hora - resolveu investir no segmento. A indústria de produção, momeada "Inajá", possui um espaço construído de quase 6 mil metros, seis decks para embarque e desembarque de caminhões, área de envase fechado, refeitório, estacionamento, vestiários, laboratório de análise, depósito, área verde e escritórios. A parte física já está pronta e a previsão de inauguração é para maio deste ano. Foram investidos quase R$ 12 milhões na indústria, que tem capacidade de envase de 1.700 galões de 20 litros por hora; a linha de descartável, que compreende garrafas de 500 mililitros, 1,5 litros e copos, serão produzidos cerca de cinco mil unidades por hora. A qualidade da água foi certificada pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que, inclusive, já emitiu as devidas licenças. O processo é totalmente automatizado, sem nenhuma intervenção humana. A tubulação que conduz a água do manancial para a fábrica é em inox sanitário 304 PIPE (polido internamente – polido externamente), o que garante a qualidade da água levada até ao local de envase. “Nossa pretensão é oferecer água de qualidade para as distribuidoras para que elas não precisem se deslocar para Salvador, como muitas distribuidoras fazem. Hoje, o que mais pesa é o frete, que infelizmente é colocado no preço final do produto vendido ao consumidor. Só de não precisar se deslocar até Salvador para comprar água mineral, a distribuidora irá ter um menor custo, o que irá baratear o produto”, disse o empresário em entrevista ao Sudoeste Bahia.

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Por: Valter Campanato/Agência Brasil 

O número de novos integrantes do programa Mais Médicos em atividade na Bahia dobrou desde o último balanço parcial divulgado e chegou a 594. Os dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) foram divulgados pelo G1.

Na Bahia, foram ofertadas 853 vagas. De acordo com os dados divulgados nesta segunda pela Sesab, até a última sexta-feira (14), 717 médicos já tinham se apresentado nas unidades de saúde onde se inscreveram para trabalhar. 

Ainda segundo a reportagem, 76 desistiram das vagas, 3 serão remanejados para outras unidades e 44 ainda não tinham começado a trabalhar. Além disso, outros 136 médicos ainda estavam com a entrega de documentos pendente.

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